4 de junho de 2026

por tudo, liberdade para Lula!, por romério rômulo

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por tudo, liberdade para Lula!

por romério rômulo

 

a tua alma nos pertence, toda.

a tua mão é a nossa, sem limites.

a tua cara anda no país

como cara do povo que é luta.

 

toda essa gente que te beija e chora

numa paixão tamanha, incendiada

te vê como futuro sem migalhas

te entrega seu passado como espera.

 

te cabe, como sabes, ser o homem

que, pé na estrada, se orgulha de ser um

destes tamanhos que te cercam e esperam

um amálgama contigo, sangue e carne.

 

poucos não sabem disto que acontece.

 

romério rômulo

 

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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  1. Roberto Monteiro

    24 de janeiro de 2018 12:23 pm

    Quatro meses atrás, mais ou menos, escrevi:

    Nainenão

    Acampei no meio do nada. Nem barraca levei, afinal viver é sofrer, e sofrer me basta para sentir-me vivo. Assim o nada me abasteceu de tristeza para que eu pudesse destilar e distribuir este ódio latente que carregava na mochila dos meus dias. Alimento substancial para quem quer estufar o bucho de energia negativa e digerir aos poucos milhões de frustrações temperadas com desilusões embotadas na alma recheada de dor.

    Acordo na primeira lua cheia da jornada destino desenhada no mapa astrológico encomendado ao jovem paxá estagiário da aldeia dos perdidos no mundo do fim dos que desistem. Pretendo receber uma atração fatal do chamado para o eterno despertar das deusas virgens do paraíso dos esquecidos e largados pela sorte dos desajustados deste fundo duro da floresta desencantada.

    Levanto acampamento e sacudo a poeira juntada das estrelas que caíram aos meus pés e não pude juntar os cacos de luz invisível que iluminaram o breu dos dias meus nesta temporada de caça às palavras soltas nas folhas das árvores de papel em bonzais de celulose cortadas a machado afiado com o aço do cabelo da rapunzel que encontrei perdida no castelo da bruxa má malvada e idolatrada salve salve.

    Acordei, contei os dedos das mãos. Dez dedos. Ninguém me roubou nada, nem tornei-me ex presidente. Aleluia! Pelo menos não me conduzirão para averiguação nem me perseguirão ad infinitum. Imaginem se eu tivesse nove dedos. Moro aqui  e ali, mas diriam que eu teria uma casa da árvore naquela floresta com três camadas de palha cega do rio injusto que atravessa os dias dos braseiros apagados pelo golpe de facão dos inquisidores morais da dinastia dos supremos seres do saber supremo.

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