10 de junho de 2026

Moody’s sinaliza que o Brasil pode ser rebaixado

Agência de classificação de risco também faz pressão pela reforma da Previdência avaliando que governo não cumprirá regra de ouro 
 
Moody's Foto: divulgação
 
Jornal GGN – A agência de classificação de risco Moody’s sinaliza que pode ser a próxima a rebaixar a nota de crédito do Brasil. Nesta segunda-feira (15) ela divulgou um relatório avaliando que o governo Temer não terá capacidade de cumprir a chamada “regra de ouro”, mecanismo previsto na Constituição Federal que impede o Estado a regular o endividamento abaixo dos investimentos, ou seja, que os empréstimos não sejam maiores que as despesas de capital do governo. Sem conseguir cumprir a regra de ouro Temer pode ser acusado de crime de responsabilidade fiscal. 
 
Atualmente, a Moody’s avalia o Brasil com nota Ba2, dois níveis abaixo do grau de investimento, este último equivale a um selo de bom pagador que o país perdeu em 2009. No texto divulgado hoje, a agência aponta que “no cenário mais provável” espera que o governo “seja forçado a pedir uma exceção da regra” o que só refletiria que o Estado está em contínua dificuldade fiscal. Se isso ocorrer, diz, se sentirá pressionada e alterar o perfil de crédito do Brasil.
 
Na semana passada o governo anunciou que desistiu de suspender a regra de ouro até 2026, como estava sendo estudado pela equipe econômica, após a repercussão negativa. Mas para a agência de classificação de risco, Temer tem poucas opções e o debate deverá ser retomado. Em 2018, a devolução de R$ 130 bilhões do BNDES pode ajudar a regra a ser cumprida, mas em 2019 não haverá essa opção para o déficit fiscal.
 
“A necessidade do governo de flexibilizar a regra, apesar de um cenário econômico mais benigno, nos leva a esperar que o governo brasileiro vai enfrentar uma piora fiscal persistente e uma elevada necessidade de financiamento nos próximos anos”, completa. 
 
O posicionamento da Moody’s é reformado com o discurso pela necessidade de reforma da Previdência. “Como dissemos no passado, a reforma da Previdência é essencial para a perspectiva de crédito do Brasil porque os gastos obrigatórios vão continuar a crescer” defende no artigo 
 
A agência avalia, por outro lado, que o governo Temer decidiu adiar a flexibilização da regra de ouro para aumentar os esforços na reforma da Previdência, mas avalia que dificilmente conseguirá agilizar a aprovação.
 
“Nós estamos céticos de que o votação da reforma da Previdência até março aumentará significativamente a probabilidade de que um projeto de reforma significativa seja aprovada neste governo”, pondera. 
 
Na última quinta-feira (11), a Standard & Poor’s rebaixou a sua nota do Brasil, de BB para BB-, ainda dentro do espectro do grau especulativo e três abaixo grau de investimento seguro. No comunicado feito sobre a alteração, a agência disse que “governo Temer fez progressos menores que o esperado” e também acusou a não reforma da Previdência como decisiva para o rebaixamento. Com a decisão, os financiamentos externos para a União e empresas brasileiras ficam mais caros. 
 
 
Com informações da Folha e do Valor

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11 Comentários
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  1. Alan Souza

    15 de janeiro de 2018 4:45 pm

    S & P, Moody’s, a fina flor da bandidagem…

    A S & P pagou 1,5 bilhão de dólares em multa, em 2015, por causa da sua atuação na época da crise do subprime, de 2007. Avalizou o Lehman Brothers como “A” até o dia da sua falência.

    A Moody’s também deu aval ao Lehman Brothers até o dia falência, não previu a falência dos bancos islandeses (deu grau de investimento triple A a estes, mais do que já havia dado a bancos como Bank of America e JP Morgan.

    E são esses suspeitíssimos trambiqueiros que ditam a vida do Brasil hoje em dia. Dizem que tem que ser feita a reforma da Previdência, e um número impressionante de babacas repetem isso aqui no Brasil, como se a posição dessas bancas de patifes fosse argumento de autoridade…

  2. Lucio Vieira

    15 de janeiro de 2018 5:07 pm

    Brasil do Temer é mais que rebaixado e estas agências agem baixo

    Temer e agências que agem para o mundo financista são lados da mesma moeda: desumanos, com interesses para si e seus grupelhos apenas e fazem do terrorismo sua ferramenta para impor seus ideais do atraso.

  3. Andre Araujo

    15 de janeiro de 2018 5:35 pm

    Todas as agencias erraram em

    Todas as agencias erraram em 2008, como erraram na crise de 1929, o que não lhes impediu de continuar no ramo. Se existem e se os avaliados lhes pagam altos honorarios para serem avaliados é porque tem certo peso, não tão alto como no passado.

    Portanto é infantil proclamar que porque erraram não prestam mais. Os melhores medicos do mundo tambem erram as vezes.

    1. ze sergio

      15 de janeiro de 2018 6:07 pm

      todas….

      Caro André, você já viu time pequeno sendo campeão, com erro do juíz, contra time grande? Queremos ganhar o jogo onde eles mandam no campo, na bola, na regra, no tempo e na arbitragem. E achamos que venceremos. E ainda cremos piamente que a arbitragem é livre e despretenciosa. A nossa Inocência é Extraterrestre, não tem outra explicação. Lula tinha sumido com esta gente, de dento do nosso país. Agência de Risco, Banco Mundial, FMI,…Foi a mesma coisa com a Seca no Nordeste. Sabe o que acabou com Seca no Nordeste? El Nino? Mudanças Climáticas? Aquecimento Global? ‘Padinho Padi Ciço’? NÃO !!! O que acabou com a seca, mas principalmente com a Indústria da Seca foi BOLSA FAMÍLIA. E quilhotinou boa parte do Coronelato.  Bastou Dilma cair, quem retornou com toda força? Primeira e única: Indústria da Seca. Em Horário Nobre, com caras espantadas de Willian e Renata. “Não chove a ‘trocentos’ anos. Carros Pipas, Desespero, Plantações perdidas…Isto até 10 dias atrás. Então chegou a época de chuva, e advinhem? CHOVEU !!!!!!!!!!!!!!!!!!! É um Milagre. Choveu na época que tinha que chover !!!!!!!!!!!! O semi-árido está embaixo de água !!!! Chuva no Nordeste., assim como Agência de Risco é a conveniência de quem está no Poder. Será que não aprendemos nada em mais de 500 anos? abs. 

      1. Andre Araujo

        15 de janeiro de 2018 6:49 pm

        No Brasil de Lula as agencias

        No Brasil de Lula as agencias deram ao Brasil o GRAU DE INVESTIMENTO, a nota mais alta que o Brasil jamais teve.

        Não houve portanto nenhuma perseguição a Lula, que era um governo de viés social, o que desmente a “teoria da conspiração”, O mundo é bem mais complicado na realidade e dá para entender o mundo com chavões e bordões primarios.

        1. ze sergio

          15 de janeiro de 2018 7:18 pm

          no….

          No Brasil de Lula, do desbunde e da indiferença, a tal nota foi elevada. Fez diferença? Alguém dava alguma bola para isto? Esta é a diferença. As Agências podiam pegar a nota deles, enrolar bem enrolado e enfiar em algum buraco de Washington. Rebaixamente e Potência em decadência falaram também da Rússia. Putin também mandou enfiarem a tal nota e opinião, naquele lugar. A diferença é esta. Bordões e Chavões primários muito revelam o Mundo. Alguns querem complicar mais do que já é. Geralmente lucram muito com isto. abs.  

          1. Andre Araujo

            15 de janeiro de 2018 10:12 pm

            A nota é um serviço prestado,

            A nota é um serviço prestado, com fatura e nota fiscal. Quem não quer basta não pedir. As agencias não dão nota para sacanear, elas fazem um serviço e cobram por ele. Quando dão rating para a PETROBRAS, esta paga pela avaliação,

            custa bastante, as agencias cobram. Quem não quer nota basta não pedir. É um serviço feito à pedido.

            A Russia quer nota e paga, a RUSSNEFT, a estatal de petroleo russa, tem rating a pedido e ninguem joga no lixo e nem enfia em lugar nenhum um serviço que custa de 150 a 200 mil dolares.

    2. Alan Souza

      16 de janeiro de 2018 2:25 pm

      Erro é uma coisa, fraude é outra…

      Todo mundo erra, certo. Mas o que elas fizeram não foi erro, foi fraude mesmo. Tanto que foram investigadas e pagaram multa pra se livrar da condenação. Eu posso confiar em alguém que errou e depois voltou a trabalhar direito. Mas perco a confiança em quem fraudou por causa de dinheiro…

  4. Antonio C.

    15 de janeiro de 2018 5:50 pm

    Pesquisa básica.

    Vai no Google, coloca “fraude” e o nome de alguma agência de classificação.

    A propoósito, a Moody’s apaga a velinha do aniversário daquela multa milionária por sua responsabilidade no desastre de 2008 – junto com aquela lá, a S&P: https://www.theguardian.com/business/2017/jan/14/moodys-864m-penalty-for-ratings-in-run-up-to-2008-financial-crisis.

    Ah, sim, da S&P, a multa foi um pouquinho mais salgada.

  5. Pedro Lemus

    15 de janeiro de 2018 6:18 pm

    .

     

     

  6. MarFig

    15 de janeiro de 2018 7:44 pm

    Essas agências de

    Essas agências de risco jà foram rebaixadas em 2008 e ganharam nota zero em honestidade e 10 em picaretagem. Suas credibilidades são iguais ao do jornal nazional, para pessoas que têm ao menos um neurônio na cabeça. E não preciso de nota desses vigaristas pra saber que o Brasil está uma merda e não é por causa da reforma na previdência.

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