4 de junho de 2026

Bra$il, República da$ Finança$, por Jeferson Miola

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Bra$il, República da$ Finança$

por Jeferson Miola

O STF se rendeu ao poder do sistema financeiro, e o Bra$il pode ser oficialmente considerado uma República da$ Finança$.

Os bancos podem tudo. Alugam mandatos parlamentares, compram sentenças judiciais, travam o desenvolvimento econômico e roubam os trabalhadores praticando as maiores taxas de juros do mundo.

Por que haveriam de ver seus interesses contrariados, justamente neste momento em que seus prepostos golpistas constitucionalizam a tirania financeira e retiram os direitos sociais e econômicos da Constituição de 1988 com a PEC 55/16?

A esdrúxula decisão do plenário do STF, mantendo Renan na presidência do Senado, porém afastando-o da linha de sucessão da Presidência da República, traduz a absoluta hegemonia do capital financeiro sobre a democracia e a Constituição do Brasil.

O STF poderia decidir de outra maneira? É óbvio que sim. Uma vez restaurada a instância decisória – no plenário do STF e não por decisão monocrática – sobre tema tão sensível como o afastamento do chefe de um poder de Estado, a Suprema Core deveria ter obedecido a Constituição e afastado Renan da presidência do Senado.

O motivo para isso não acontecer é facilmente compreendido: o vice-presidente do Senado, Jorge Viana, do PT, assumiria o comando do Senado, e o calendário de votação da PEC 55/16 poderia ficar comprometido.

Isso desesperou o PSDB – o mais notório representante das finanças internacionais no país – e seus sócios golpistas, que agem com genuíno servilismo à especulação financeira.

Os golpistas e o rentismo têm pressa; não querem desperdiçar tempo na aventura criminosa de transformar o Brasil no maior paraíso da agiotagem do planeta. 

O crime não fica reduzido a isso. O atentado ao direito previdenciário aprofunda o massacre do povo brasileiro. É urgente dar fim a este governo golpista e viabilizar eleições diretas imediatamente, para evitar que o Brasil derreta ainda mais.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Roland Matt Rola

    8 de dezembro de 2016 1:49 pm

    Os Homodoxos…

    …são economistas que influenciam tudo?!

  2. Carioca

    8 de dezembro de 2016 1:53 pm

    Parabéns pelo poder da

    Parabéns pelo poder da síntese: “O crime não fica reduzido a isso. O atentado ao direito previdenciário aprofunda o massacre do povo brasileiro.”

    Mas, convenhamos, em se aprovando do jeito que está finalmente seremos a nação mais rica do planeta.

    Fácil imaginar uma nação inteira contribuindo por toda sua existência e, PALMAS, morrendo um ou dois após de pegar seu direito adquirido de aposentadoria. Que beleza! Milhões e Milhões sustentando algo que nunca usurfruirão.

    Claro, e evidente, que os outros iguais, deputados, senadores, ministros, juizes, bombeiros, militares de tudo quanto é marca e registro, e outros afins ainda a serem incluídos, estarão fora de serem atingidos.

    DISGRAZIATOS ! (se não é assim o plural que corrijam)

     

  3. MAAR

    8 de dezembro de 2016 3:49 pm

    IMPRESCINDÍVEL COERÊNCIA PERSEVERANTE

    A subserviência dos detentores do poder estatal aos interesses escusos do capital financeiro, do capitalismo selvagem e do imperialismo predatório tem sido uma lamentável característica há muito implantada em nosso espoliado país.

    Ademais, a deplorável maioria reacionária evidenciada nas votações do congresso nacional na atual legislatura não deixam dúvida sobre o poder destrutivo do rolo compressor acionado contra a democracia e os direitos sociais.

    Diante de tais constatações, seria ingenuidade acreditar que a eventual retirada de Renan Calheiros da presidência do senado impediria a iminente aprovação da famigerada PEC da Construção do Caos (55 / 241), pois a proximidade do encerramento do mandato da atual mesa diretora da casa legislativa implica na inexorável perspectiva de escolha de uma nova liderança parlamentar serviçal do mesmo poder hegemônico.

    Por outro lado, é preciso lembrar que não possui previsão constitucional o afastamento de presidente de casa legislativa pelo fato deste haver sido tornado réu, e que tal pretensão viola o princípio da separação e independência dos poderes da república, dada a diferença marcante entre a situação específica em apreço e aquela na qual restou determinado o afastamento de presidente da câmara dos deputados que utilizava acintosamente o cargo para obstar investigações e processos judiciais. Além disso, é recomendável notar com atenção que, ao erigir entendimento segundo o qual fica impedida a presença, na linha sucessória da presidência da república, de quem venha a ser tornado réu, resulta criado perigoso precedente, pois, na extensão lógica do raciocínio do qual deriva tal entendimento, uma mera abertura de processo poderia então impedir qualquer um de exercer o cargo de presidente do país.

    Neste sentido, urge preservar a coerência perseverante, a fim de sustentar a defesa da democracia e da estabilidade institucional, através do uso prudente, rigoroso e criativo dos meios democráticos, para restaurar a efetiva legalidade constitucional, desarmar a disseminação do ódio e obstar a construção do caos.

    E, para tanto, é impostergável a percepção do fato de que o único caminho para viabilizar estas metas saneadoras é a firme e urgente amplificação do clamor pela atuação articulada dos movimentos populares em conjunto com as ainda legítimas instituições representativas da sociedade brasileira, com a participação da vanguarda juvenil, das populações excluídas, e da intelectualidade coerente, na qual se inclui a comunidade artística consciente e engajada, de modo a promover a urgente e permanente estruturação coletiva de um amplo projeto político, capaz de catalisar força eleitoral apta a prover, em 2018, a imprescindível formação de maioria parlamentar suficiente para embasar a viabilidade de um governo que tenha real compromisso com os princípios da ética democrática e com o Estado de Bem Estar Social.

  4. Jose A. de Souza Jr.

    8 de dezembro de 2016 3:56 pm

    Custo Efetivo Total: voce paga juros sobre o IOF

    E o que dizer da empulhacao acobertada pelo BACEN, o tal de Custo Efetivo Total (CET, para os intimos), a taxa-jabuticaba de juros? O negocio e o seguinte: sobre um emprestimo bancario voce paga juros e IOF. Ate ai, tudo bem. Acontece que na CET o IOF junta-se com o capital emprestado e sobre o bolo cobra-se a “taxinha” de juros brasileira…. Se voce quiser pagar o IOF separadamente do emprestimo nao pode. Tente discutir isso com seu ou sua gerente de banco.

    1. Jose A. de Souza Jr.

      9 de dezembro de 2016 1:19 pm

      Adendo

      Ah e, eu ia me esquecendo: o juro que voce paga sobre o IOF fica com o banco. Brasileiro otario.

  5. Pedromonico

    8 de dezembro de 2016 4:29 pm

    Exceção…

    Olha, Jeferson, concordo com você quanto à essência.

    Porém, muito embora eu gostaria de ver o Renan totalmente fora do jogo, entre outros, entendo que, enquanto abordado do ponto de vista técnico, o afastamento não pode ser viabilizado.

    E se eu, como Advogado, desse um parecer diverso disso, certamente não estaria sendo coerente com meu posicionamento, segundo minha interpretação da Constituição.

    Isso porque ao longo de todo esse horrível tempo que antecedeu o impeachment de Dilma, fui absolutamente contra a decisão meramente política, ou seja, o impeachment jamais poderia ter ocorrido, porque faltou requisito legal, porque absurdamente sem fundamentos jurídicos.

    No caso de Renan, é ridícula a estratégia de fundamentar o afastamento no art. 86 da Constituição, o qual se refere unicamente ao Presidente da República, e não a qualquer outro presidente.

    Claro que existirão divergências, inclusive de juristas renomados, que não é o meu caso. Mas isso não me impede de expressar meus argumentos e de reclamar pelo cumprimento da Lei, sem fantasiosas interpretações extensivas.

    Aliás, vejo que o grande e talvez maior problema atual é justamente o desrespeito à Lei, no que tange às decisões emanadas dos três Poderes. O STF tornou-se, visivelmente, um órgão de concentração das articulações políticas do país, utilizado para endossar o golpe de Estado e a manipulação da massa, tendo em vista sua maior credibilidade entre os demais.

    Sob o argumento de que “não se pode descumprir ordem judicial”, vê-se que estamos sendo governados por juízes, e não pela Lei.

    Infelizmente, você tem total razão: o Brasil é mesmo uma República das Finanças. Mas o tal Amschel Rothschild, uma espécie de mafioso da usura, já dizia: “Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importa quem faz suas leis.”

    E, como sabemos, Rothschild tinha razão, pois os USA também são uma República das Finanças, assim como quase todo o mundo, incluindo a China de hoje.

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