5 de junho de 2026

De quantos mortos precisa o Brasil para reagir contra a homofobia?

https://www.facebook.com/groups/tchlt/permalink/568242496600186/

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por Jean Wyllys

Mais um.

Em outros países, o brutal assassinato de um adolescente homossexual de 16 anos de idade seria uma notícia que comoveria a sociedade e nos chocaria a todos como poucas notícias nos chocam. Um garoto que ainda estava na escola, com toda uma vida pela frente, arrancado da existência, despojado de toda humanidade, com todos os dentes arrancados e uma barra de ferro dentro da perna. Um menino cheio de futuro que acaba seus dias com traumatismo craniano e intracraniano, com o corpo todo sujo, abandonado sem vida numa avenida da região central de São Paulo. 

Em outros países, seria manchete de capa de todos os jornais. A Presidenta falaria em cadeia nacional. O país inteiro reclamaria justiça. Os poderes públicos reagiriam de imediato.

No Chile, um crime semelhante mudou as leis do país e fez governo e oposição coincidirem na necessidade de políticas públicas para enfrentar o preconceito contra a população LGBT. Daniel Zamudio, falecido no dia 27 de março de 2012 depois de vinte dias de agonia em um hospital de Santiago, acabou dando seu nome à lei contra a homofobia que o próprio presidente Piñera (um empresário católico de direita) se decidiu a apoiar. Daniel tinha sido golpeado até ficar inconsciente. Apagaram cigarros no corpo dele, desfiguraram seu rosto, o apedrejaram reiteradas vezes, arrancaram parte de sua orelha, bateram com uma garrafa na cabeça dele, quebraram suas pernas fazendo alavanca com elas até o limite da resistência dos ossos e desenharam três cruzes esvásticas na sua pele com troços de vidro. O país inteiro reclamou justiça e os assassinos, quatro jovens como ele que acreditavam que, por ser gay, não merecia viver, foram condenados pela justiça num processo histórico. O líder do grupo recebeu prisão perpétua.

Mas no Brasil, Kaique Augusto Batista dos Santos é mais um, só mais um. Um dado mais numa estatística que, de tão terrível, já passa despercebida. Em 2012, o mesmo ano em que Daniel Zamudio perdeu a vida no Chile, 338 pessoas foram assassinadas por serem gays, lésbicas, travestis ou transexuais no Brasil, 27% mais que no ano anterior, que registrou 266 homicídios homo/lesbo/transfóbicos, 317% mais que em 2005, quando o Grupo Gay da Bahia contabilizou 81 casos. E esses números são apenas o pouco que sabemos, porque o Estado não investiga. São estatísticas informadas por uma organização da sociedade civil, recolhidas de matérias publicadas na imprensa e informação das famílias. O número real, portanto, deve ser maior. Kaique é mais um nessa estarrecedora lista de mortos com a qual o Brasil convive com naturalidade. Sua morte não é uma exceção, não surpreende ninguém, não abala o país. 

A Presidenta, como sempre, não disse nada. Para o governo Dilma, aliado do fundamentalismo religioso e das máfias que pregam o ódio contra todos aqueles que amam diferente, a morte desses meninos não é um fato importante, que mereça a atenção do Estado. A própria Presidenta já disse, justificando o cancelamento de políticas públicas de prevenção e combate à homofobia e ao buyilling nas escolas, que não faria “propaganda da homossexualidade”, como se aquilo fosse possível. Vocês já imaginaram um governante dizendo, para explicar por que se opõe a qualquer política pública contra o racismo, que não admitirá a “propaganda da negritude”?

Como eu já escrevi tempo atrás, em ocasião de outros assassinatos como este, em cada caso aparece, como pano de fundo, o discurso de ódio alimentado por igrejas caça-níquel e pela bancada fundamentalista no Congresso federal, que em 2013 ganhou de cínico presente, com o apoio da bancada governista, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. É claro que a violência é praticada por pessoas violentas e os agressores são responsáveis por seus atos, mas não é por acaso que as vítimas dessas agressões sejam, repetidamente, jovens homossexuais, e que muitas vezes as pancadas venham acompanhadas por citações bíblicas. A culpa não é da Bíblia, mas dos charlatães que, em nome de uma fé que não têm, distorcem seu texto e seu contexto para usá-la contra a população LGBT, pregando o ódio e convocando a violência. Eles fazem isso por dinheiro e poder — ou você acha que realmente acreditam em alguma coisa? — e o resultado é um país que já se acostumou a assistir no Jornal Nacional à morte de mais um jovem gay, mais uma jovem lésbica, mais uma travesti ou uma pessoa transexual, vítimas do ódio irracional que os fundamentalistas promovem.

Essa loucura tem de parar! E tem que parar a hipocrisia e o oportunismo dos políticos sem coragem que fazem de conta que não veem o que acontece e continuam subindo fazendo acordos com o fundamentalismo para ganhar minutos de TV e palanques na campanha. Isso custa vidas!

Semanas atrás, o Senado federal enterrou o PLC-122, um projeto de lei que pretendia equiparar a homofobia ao racismo, agravando as penas dos crimes de ódio contra a população LGBT e punindo as injúrias homofóbicas e a incitação à violência e ao preconceito. É público que eu tenho diferenças de concepção com o texto desse projeto, porque acho que não é apenas pela via do direito penal que vamos acabar com a homofobia e porque acredito que o aumento do estado penal, inclusive nesses casos, não é uma boa ideia. Acredito que a homofobia deve ser crime, sim, e que não pode receber um tratamento diferente ao que recebem os crimes de motivação racista. Acredito, também, que os crimes violentos cometidos por motivo de ódio contra alguma das “categorias suspeitas” que o direito internacional reconhece (negros, judeus, mulheres, homossexuais, transexuais, estrangeiros de nacionalidades estigmatizadas, pessoas com deficiência etc.) devem ter suas penas agravadas, e que as injúrias e atos discriminatórios não-violentos devem receber penas alternativas — não a cesta básica ou a simples multa, mas penas socioeducativas que sirvam para “curar” essa doença social que chamamos preconceito. Contudo, também acredito que com isso não basta e que o direito penal não pode ser o eixo da política pública contra esse problema: precisamos de programas contra o buylling nas escolas, de campanhas nacionais contra o preconceito, de investimento público em políticas em favor da diversidade, de uma legislação que permita às pessoas se defenderem da discriminação no trabalho, no acesso aos serviços públicos e em outros âmbitos da vida social. Precisamos de uma forte e decidida ação dos poderes públicos para acabar com a violência homofóbica e com todas as formas de discriminação legal que a legitimam, por isso meu mandato impulsionou a campanha pelo casamento igualitário e a lei de identidade de gênero e promove regras para a inclusão e políticas afirmativas que favoreçam as minorias estigmatizadas.

Contudo, a decisão do Senado de enterrar o PLC-122 não foi motivada por uma discussão séria sobre qual é a melhor política contra a homo/lesbo/transfobia, mas pela decisão da maioria dos senadores de que não haja nenhuma política contra ela. Não é por acaso que o pastor Silas Malafaia, um dos líderes do Ku Klux Klan antigay brasileiro, parabenizou os senadores e, em especial, o senador Lindberg Farias, um dos líderes da causa homofóbica no governista Partido dos Trabalhadores. E o enterro do PLC-122 veio coroar uma política de Estado, implementada pelo governo Dilma, que incluiu o cancelamento do programa “Escola sem homofobia”, a destruição de todos os programas e projetos contra a discriminação no âmbito da saúde pública, a oposição ao casamento igualitário (regulamentado pelo Conselho Nacional da Justiça após uma ação promovida pelo meu mandato junto ao PSOL e à ARPEN-RJ, mas ainda engavetado no Congresso), além daquela desastrada declaração da Presidenta sobre a “propaganda homossexual”, em linha com a retórica internacionalmente repudiada do governo russo de Vladimir Putin.

Em meio a tudo isso, Kaique foi morto. Mais um. E mais outros virão.

Quantos? De quantos mortos o Brasil precisa para reagir?

Eu já disse uma vez e vou repetir. Cada uma dessas vítimas tem um algoz material — o assassino, aquele que enfia a faca, que puxa o gatilho, que “desce o pau”, como o pastor Malafaia pediu numa de suas famosas declarações televisivas. Mas há outros algozes, que também têm sangue nas mãos. São aqueles que, no Congresso, no governo e nas igrejas fundamentalistas, promovem, festejam, incitam ou fecham os olhos, por conveniência, oportunismo, poder e dinheiro, cada vez que mais um Kaique é morto. Eles também são assassinos.

Como deputado federal, mas também como cidadão gay desse país, e antes disso tudo, como ser humano não consegue conviver com a violência e o ódio como se fossem naturais, ficarei à disposição da família e dos amigos de Kaique e farei tudo o que puder para que esse e outros crimes sejam esclarecidos e não fiquem impunes. Como dizia o poeta Pablo Neruda, chileno como Daniel Zamudio, “por esses mortos, nossos mortos, eu peço castigo”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

55 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:48 am

    De quantos mortos precisa o Brasil para reagir?

    50.000 homicídios anuais, 4.166 por mês, 138 por dia, 6 por hora.

    Um assassinato a cada 10 minutos!

    A questão é geral e não específica. Aqui deve-se olhar a floresta.

    Mata-se por qualquer motivo e também por nenhum.

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 2:43 am

      Seu discurso é igual, Jorge

      ao de muitos militantes do PT aqui no blog.

      Todos interessados em não combater a homofobia para não desagradar apoios ultraconservadores morais, o que requer “invisibilizar” a questão.

      Que fique registrado isso.

      1. Mario Siqueira

        17 de janeiro de 2014 2:59 am

        Gunter…

        …parece que sua preocupação maior é com o PT.  Observo isso, mais uma vez, na sua esposta ao meu comentário mais atrás (23:48).

        Em outras postagens suas, pela insistência, isso fica claro.

        Não sei o seu motivo, mas o PT, com todos os seus defeitos, não é o nosso inimigo principal.

        PS: sou um velho – em todos os sentidos- militante (hoje ex)  sem nenhum compromisso formal com esse partido que, modestamente, ajudei a nascer.

         

        1. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 5:04 am

          Mario, é necessário desenhar

          Eu não sou anti nenhum partido (a não ser, talvez, PP e PSC, ainda que deste último eu reconheça o trabalho para redução da violência no trânsito.)

          Mas eu sou totalmente contra o uso manipulativo de algumas estratégias neoconservadoras típicas do Tea Party. Você apoiaria, por exemplo, as campanhas do Partido Republicano dos EUA?

          De quantos mortos precisa o Brasil para que as pessoas percebam que é um tremendo equívoco dar corda, tão somente por interesse eleitoral (que nem dá certo aliás) a determinados discursos?

          São críticas construtivas, portanto, as que faço.

          Seria melhor para todos os brasileiros que todos os principais partidos se comprometessem com modernidade e direitos civis.

          O atraso é nosso inimigo principal, não?

          Entendo que as pessoas possam se sentir emocionalmente envolvidas com partidos por um motivo ou outro.

          Mas partidos mudam com o tempo. Muitas vezes para o pior. Observe isso.

        2. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 5:09 am

          Mario, a preocupação procede pelo seguinte:

          – que governo cancelou o Escola sem Homofobia? E diz que não faz “propaganda de opção sexual” (sic) ?

          – que governo recolheu as cartilhas contra homofobia do Min. da Saúde?

          – que governo revogou a lei antihomofobia de sua unidade federativa? (dica, não é estado, mas distrito)

          – que governo municipal mandou fechar o Autorama (que existia desde a Ditadura e que Serra não conseguiu fechar em 2007 por oposição de…)

          – que governo negociou o engavetamento do PLC 122?

          O PT pode não ser seu inimigo principal.

          Mas é inimigo da cidadania LGBT sim, e é hoje conhecido por isso. Tente achar algum blog LGBT elogiando o governo federal ou o PT. 

          Se não quiser ser percebido e conhecido assim, é simples, basta voltar atrás em todos esses atos.

          E demonstrar que deseja trabalhar contra a homofobia.

          Afinal, há 7 ou 8 milhões de adultos LGBT continuamente afetados em sua dignidade. Trabalhar contra a homofobia afetaria a dignidade de alguém? Não, né? Então porque não se trabalha?

          E há cerca de meio milhão de adolescentes LGBT continuamente assediados, com dificuldades em seus círculos próximos de vida, de família a trabalho, passando por escolas e igrejas. Por que não trabalhar essa questão, não é mesmo?

          Mas sabemos porque o governo não o faz e porque não o fará. Julga que as realizações sócio-econômicas não são o suficiente para ganhar a reeleição.

          Você já viu algum candidato a executivo do PT fazer discurso simpatizante a LGBTs? Claro que não, morrem de medo de serem criticados por pastores ou de perderem o tempo de tv.

          Não são os pastores-políticos os culpados pelo que ocorre. A responsabilidade é de quem cede a eles SEM RAZÃO e SEM RESPEITO À ÉTICA.

          Eu não apoio isso e nunca apoiarei. Além de eu achar que há muita propaganda ufanista envolvida, mesmo que algumas coisas fossem verdade o preço que está sendo pago é alto demais. Para uma tolice que, além de cruel, não seria necessária (o PT teria tantas ou mais chances de se reeleger sem fazer nada disso) e ainda prejudica a imagem do partido.

          Ou você ainda acha que a imagem do PT em secularismo e direitos humanos é boa?

          Com mais alguns anos mais pessoas perceberão melhor as coisas. Eu talvez perceba antes porque sou atento a esses processos.

          E farei o que estiver ao meu alcance para não valorizar nem sancionar no Brasil o uso desses discursos “tirania da maioria” tão ao gosto putiniano.

          Leia alguns dos meus posts, por favor, para compreender mais o que ocorre.

           

      2. alexis

        17 de janeiro de 2014 10:20 am

        o meu crime é mais criminoso que o seu

        Quem quer combater a homofobia é você, e entendo e respeito a sua motivação. Apenas que o seu combate é para rotular ao eventual criminoso, associando o crime apenas à condição gay da vítima. Tornando o crime contra gay mas “criminoso”  que se fosse contra um cidadão qualquer.

        Havemos aqui interessados em combater o crime de assassinato (e outros crimes), seja contra negros, gays ou anões.

        1. Juliano Santos

          17 de janeiro de 2014 2:31 pm

          Veja bem, Alexis, acho que

          Veja bem, Alexis, acho que sua abordagem está equivocada. Claro que assassinato é assassinato, seja a vítma gay ou hetero. No entanto existe no código penal a figura do agravante. Se o assassinato for motivado por ódio racial por exemplo, é considerado motivo torpe, o que agrava a pena.

          O que se quer é que a motivação por ódio ao homossexual, a homofobia, seja também incluída. É um avanço civilizatório que precisa ser institucionalizado. Assim como a “legítima defesa da honra” foi descartada como atenuante quando o marido matava a mulher adúltera 

          1. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 6:19 pm

            Exato, novamente

            Reconhecer e combater a homofobia é civilizatório.

            E até 2009 as maiores forças políticas do país não se digladiavam em torno disso. Tanto PT como PSDB eram simpatizantes, os direitos LGBT aparecem desde o primeiro PNDH, em SP um projeto de deputado do PT (Renato Simões) foi aprovado pela maioria ‘tucana’ e sancionado sem restrições por Alckmin.

            O PLC 122 passou sem problemas na Câmara dos deputados, a bancada evangélica (que se elegeu em 2010 maior que a de 2006 mas menor que a de 2002) não ‘tocava bumbo’. E órgãos como Receita Federal e INSS tomavam medidas administrativas sábias.

            Era esse o contexto quando a Secretaria Estadual de Educação SP adotou um kit antibullying em 2009 que incluia a questão LGBT. E em seguida (racionalmente e apoliticamente) o MEC contratou a mesma ONG para elaborar um material ainda melhor e mais amplo, que foi muito elogiado e alardeado no final de 2010. Obteve-se verba por emenda para isso sem problemas.

            Mas o medo de que realizações sócio-econômicas não fossem o suficiente em eleições se impôs… Houve o primeiro engavetamento do PLC 122/06 no Senado em nov./2009, houve o abandono do já pago Escola sem Homofobia em maio/2011. De lá para cá o problema só aumentou.

            A negociação político-eleitoral de discursos conservadores (como o Tea Party e Rússia Unida fazem) não dá certo no longo prazo. Não é conhecido nenhum sistema político baseado em ‘tirania da maioria’ que preste (ainda que, por razões politiqueiras, setores da ‘esquerda beata’ façam vista grossa ao que acontece em Rússia e Irã.)

            Eu nunca quis que o PT saísse politicamente prejudicado nessa estória toda, mas errou feio e não cabe ficar ‘passando a mão’. Fica com bônus imaginários e ônus de imagem reais. Que poderão ou não ser explorados pela oposição. Mas enfim, mais cedo ou mais tarde a realidade se impõe e espero que a oposição use tudo isso sim, para que todos retornem à uma maior racionalidade que será boa para todos.

            E vejo perfeitamente como você aborda com clareza o problema, não tentando dissimular partidariamente as coisas. Parabéns!

             

             

             

          2. alexis

            17 de janeiro de 2014 6:35 pm

            Subjetivo e Discriminador

            Juliano, obrigado pela sua explicação.

            Mas, eu acho subjetivo o conceito de se o crime foi feito por homofobia ou não. Perante aquela subjetividade e/ou interpretação, estaremos dando aos Gay um distintivo de “não mexa comigo” ou “sabe com quem está falando”. O criminoso poderia se fazer passar por afeminado e, com isso, teria atenuante? Ainda, acho discriminador, pois teríamos que fazer uma lista enorme de fobias contra velhos, anões, corintianos, etc. Estaremos assim, gradativamente, penalizando ou constrangendo a pessoas que poderiam ser consideradas normais, relegando elas a uma segunda categoria.

            O Gay é que não gosta da sociedade (não o inverso) e, ao invés de procurar integração respeitando regras e costumeis normais (ou gerais – válidas para todos), deseja camarote próprio para ver desfilar os que não são “manos”.

          3. Helio J. Rocha-Pinto

            17 de janeiro de 2014 7:59 pm

            A investigação do crime,

            A investigação do crime, feita pela polícia, é que deverá comprovar se ele é motivado por homofobia. Não basta uma acusação, nem mesmo um ato de falsidade ideológica como um sujeito se fingir de gay. isso vale para qualquer crime de ódio ou consideração de agravante. Ninguém é culpado criminalmente de racismo sem uma investigação que prove isso ao juiz.

    2. alexis

      17 de janeiro de 2014 9:20 am

      Camarote especial

      O criminoso deve pagar pelo mesmo crime, seja a vitima gay ou filho de um favelado. Estão querendo categoria especial?

  2. Mario Siqueira

    17 de janeiro de 2014 1:48 am

    Até que enfim…

    …o blog está denunciando esse crime espantosamente bárbaro.

     Isso não pode ficar impune.

    Valeu, Gunter

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 3:05 am

      No caso, Mario,

      há o crime em questão, que é um de 300 do mesmo tipo ao ano. Chamou muito a atenção pela qualificação pouco provável de ‘suicídio’ dada pela polícia paulista (se Dilma não falou nada, como bem observa Wyllys, Alckmin também não falou nada. Nem Haddad falou nada, sobre isso, sobre o Autorama e sobre o evento envolvendo prefeitura e bares da Vieira de Carvalho em dezembro passado.)

      Mas há a questão ética além da policial: o que poderia ajudar com o tempo não é feito, é boicotado, aliás.

      A cultura da homofobia continua propagada no Brasil pela inação do governo, além dos retrocessos comentados por Wyllys (e que eu comento com frequência.)

      A solução para ondas de ódio é a punição (no caso o agravante, como é com racismo) e o trabalho pedagógico.

      Mas nosso governo federal:

      – elogia numa semana de maio/2011 e na semana seguinte abandona o kit Escola sem Homofobia

      – impede de circular por redes sociais (nem ia ser na TV) uma campanha já paga pelo Min. da Saúde só porque tinha casais LGBT nela

      – manda recolher as cartilhas de educação sexual do Min. da Saúde (da gestão Temporão) porque uma das 6 partes refere-se a homofobia

      – e durante anos faz total corpo mole em relação a projetos de lei para a cidadania LGBT, especialmente o PLC 122

      NÃO HÁ ABSOLUTAMENTE RAZÃO ALGUMA PARA ISSO

      Mas o governismo acrítico acha tudo isso lindo. Nada foi criticado pela “Blogo”.

      Pode até ser que esse episódio do menino desta semana em SP apareça na “Blogo” por envolver a polícia de Alckmin. Mas episódios similares de outras polícias estaduais apareceriam? Quais polícias estaduais não são negligentes na apuração de crimes homofóbicos, sempre atribuindo-os a latrocínios comuns? Fora o corpo mole quando há denúncias de agressões (comuns em transportes e bares/restaurantes.)

      A decisão de Agnelo de revogar a lei antihomofobia no DF apareceu na “Blogo”?

      Alguma crítica aos acordos com PSC/PRB para cancelar o “kit gay” apareceu?

      Algum blogueiro comentou que o “kit gay” era copiado de SP? (Não, focaram apenas em criticar Serra por criticar Haddad.)

      Alguma crítica ao processo político que culminou com a CDHM nas mãos de Feliciano?

      Algum lembrou do nonsense de 8 de 12 senadores do PT boicotar um projeto do próprio partido? (No caso o PLC 122)

      Não, silêncio por toda a “Blogo”, “as usual”. Dedicada que está em elogiar Putin para atazanar Obama. Ou, pior, em dizer amém a toda e qualquer ideia que venha da bancada fundamentalista brasileira.

      O que me faz pensar que, se alguém “da base” propuser recriminalizar a homofobia, ou, pelo menos, proibir “propaganda gay”, a claque governista  estará muito feliz em estimular.

      Antes que o Brasil vire uma loucura total eu apoio a oposição.

      E quero mais que a mídia venha a explorar a ausência de combate à homofobia como ponto fraco do governo, o que de fato é (como direitos Indígenas, direitos reprodutivos, de menores de idade e de presidiários também.)

      x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x

      Mas “até que enfim” não é justo, pois o blog GGN é crítico a essa situação (provavelmente o mais crítico de todos os que não são especificamente blogs LGBT), tanto que publicou os seguintes posts:

      2011 06 02 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-gay-o-pastor-a-blogosfera-e-o-pig

      2012 06 30 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/ordem-e-progresso

      2012 09 13 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/que-fim-levaram-todas-as-flores

      2013 01 24 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/os-conservadores-da-esquerda

      2013 04 07 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/uma-luz-na-discussao-sobre-homofobia-e-politica

      2013 04 14 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/deputado-critica-movimento-gay-agenda-politica-violenta

      2013 11 21 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/quando-o-medo-venceu-a-esperanca

      2013 04 27 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-secularismo-como-causa-politica

      2013 06 03 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-questao-dos-direitos-humanos-e-civis-no-governo-do-pt

      2013 06 13 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/o-governo-dilma-nao-e-de-continuidade

      2013 12 17 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/direitos-opiniao-de-maioria-e-a-conciliacao-de-ambos

      2013 08 29 https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-ligacao-entre-esquerda-e-politicos-evangelicos [*]

      E ainda permite que eu use o blog pessoal para artigos complementares e de referência

      2013 08 17 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-conservadorismo-moral-que-nao-convence-no-pt

      2013 09 05 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-autodenominado-progressismo-brasileiro-no-armario

      2013 09 08 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-conservadorismo-moral-do-pt-como-tabu

      2013 11 22 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/como-superar-o-uso-do-obscurantismo-na-politica

      2013 12 14 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/tera-o-aliancalao-consequencias

      2013 01 03 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

      2012 08 30 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/combate-a-homofobia-para-ingles-ver

      2012 10 02 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/3-momentos-do-kit-antihomofobia

      2012 10 13 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-manipulacao-da-homofobia-na-politica

      2013 03 28 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/fica-feliciano

      2013 06 13 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/repudio-a-esquerda-antipatizante-0

      2013 09 06 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/quem-defendera-o-combate-a-homofobia-no-brasil

      2013 12 12 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/combate-a-homofobia-deve-ir-para-o-stf

      2013 12 26 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/da-arte-politica-de-desagradar-a-gregos-e-a-troianos

      2013 12 28 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/malafaia-blogosfera-e-a-volta-do-parafuso

       

       

  3. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:58 am

    Jean mente e descaradamente

    “…338 pessoas foram assassinadas por serem gays, lésbicas, travestis ou transexuais no Brasil, 27% mais que no ano anterior, que registrou 266 homicídios homo/lesbo/transfóbicos, 317% mais que em 2005, quando o Grupo Gay da Bahia contabilizou 81 casos.”

    Grande parte destes assassinatos foram cometidos por outros homossexuais. Aí estão incluídos brigas de casais, michês que matam clientes, clientes que matam travestis, etc.

    “…vítimas do ódio irracional que os fundamentalistas promovem.”

    Mostre um único caso que o motivo tenha sido este.

    “…o assassino, aquele que enfia a faca, que puxa o gatilho, que “desce o pau”, como o pastor Malafaia pediu numa de suas famosas declarações televisivas.”

    O mentiroso não disse o contexto do “desce o pau”, foi dirigido aos organizados da parada gay de São Paulo que agrediram os católicos vilipendiando símbolos religiosos.

    E o final é esclarecedor… como o comunista o gaysista pede: “por esses mortos, nossos mortos, eu peço castigo”. Pois os outros que continuem morrendo… não servem para campanhas do grupo.

     

     

    1. Mario Siqueira

      17 de janeiro de 2014 2:41 am

      Prezado Jorge Nogueira…

      … organize suas idéias antes de escrever seu comentário.

      Não entendí nada.

      Mas, por outro lado,  acho que não perdí grande coisa.

       

    2. Juliano Santos

      17 de janeiro de 2014 3:03 pm

      Rebolla, não deixe que sua

      Rebolla, não deixe que sua militância pela candidatura Bolsonaro te emburreça. Só até certo ponto. O michê que mata o cliente está no mesmo contexto de ódio difundido pelos fundamentlaistas. O rapaz pobre “boa pinta” muitas vezes recorre à prostituição por ser uma “grana fácil de ganhar”. Basta “comer uns viados”.

      Só que o sexo com homens desperta conflitos internos na psiquê perturbada do indivíduo. Esse cara geralmente é mal resolvido com sua sexualidade, muito em função de preconceitos religiosos.

      Essa confusão mental pode se reverter em ódio ao homossexual que o pagou. E no fundo a ele mesmo, que se sente culpado e “sujo”. A maneira de extravasar isso é “eleminando o “problema”, no caso o gay. Agressões à travestis também passam por aí.  

      Se fosse só para roubar, os assassinatos não seriam tão brutais. Isso é beabá de psicologia, Rebolla. O ódio ao homossexualismo é incurtido pelos fundamentalistas no próprio homossexual. Ter ódio de si mesmo gera psicopatas. De novo, beabá de psicologia

       

  4. Gão

    17 de janeiro de 2014 2:01 am

    pqp tava demorando

     É culpa da Dilma ?ah vai catar coquinhos joão, perdão, jean willis, mesmo se as merd@s ocorrem em SP, o castelo da oposição conservadora maqueando mais uma vez os números da violência como suicídio. ninguém merece.

    depois dessa volto pra minhas férias, fui

  5. Gunter Zibell - SP

    17 de janeiro de 2014 2:02 am

    Wyllys dando nome aos bois

    “… e continuam subindo fazendo acordos com o fundamentalismo para ganhar minutos de TV e palanques na campanha. Isso custa vidas!”

    Wyllys foi cirúrgico nessa.

    Falamos disso há anos por aqui.

    Mas quem fala disso é “coxinha”, “reacionário” ou qualquer outro apelido bobo que militantes do fundamentalismo e do abandono do Estado Laico tentam pegar em quem não coaduna com concessões ao antissecularismo.

    Alguns chegam a dizer que é para “combater a pobreza”. Como se pobreza pudesse ser combatida com discurso fundamentalista, homofobia ou proibição de educação sexual em escolas.

    Outros dizem que é para “evitar a direita”, como se pensamentos retrógrados já não tivessem espaço garantido nos estamentos atuais.

    É duro viu!

    E agora vemos grupos buscando a recriminalização dos LGBTs na Rússia, na esteira do que recentemente se adotou na Nigéria, Uganda e Índia.

    A “Blogo” falará disso?

    Duvido.

    Mais capaz que apoie o mesmo no Brasil.

  6. Gunter Zibell - SP

    17 de janeiro de 2014 3:38 am

    A política precisa…

  7. Ed Döer

    17 de janeiro de 2014 4:21 am

    Gunter,Não querendo bancar o

    Gunter,

    Não querendo bancar o advogado do diabo, mas acho que o Rebolla pode ter alguma razão quando questiona a veracidade dos números do GGB. E digo isso sem querer afrontar com todos os outros pontos que você levanta sobre a homofobia, inclusive a necessidade de tipificação criminal.

    Mas se os dados trazidos sobre a situação não batem com a realidade (até pela subnotificação), o ideal seria o depuramento dos mesmos que já temos, até para lidar de forma mais adequada com o problema. E evitar fragilidades que possam ser abusadas por gente que queira desacreditar o movimento LGBT.

    Esse aqui é o relatório de 2011 (não tentei procurar os mais atuais, mas deve ter no site deles), onde lista vítimas, locais, forma que o crime foi cometido, etc…

    http://www.ggb.org.br/Asaassinatos%20de%20homossexuais%20Brasil%202011%20GGB.xls

    Peguei um por acaso e fui encontrar logo esse aqui:

    http://atarde.uol.com.br/noticias/5721604

    As primeiras informações apontam um rapaz que convivia maritalmente com Elísio como suspeito do delito. Ele, que foi identificado por familiares do professor pelo prenome Leandro, fugiu do local levando um televisor.

    Mas por se tratar de um caso onde não achei notícia tratando da “solução” do crime, deixei passar, até porque pode ter acontecido uma reviravolta e o grupo ter tido acesso aos detalhes do caso por ter sido no Estado deles.

    ….

    Então parti em procura de algo mais concreto…

    E verificando com mais calma e checando outras fontes (descobri que tem gente com agendas “opostas” ao movimento LGBT fazendo um trabalho de depuração de qualidade questionável nessa lista, mas que ainda assim serviu de ponto de apoio para encontrar algo)…vi que a lista tem esse crime aqui (linha 74 da planilha) como caso de homofobia:

    http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/04/morte-de-travesti-foi-por-vinganca-diz-delegado-de-campina-grande.html

    O travesti de 24 anos, assassinado com 32 facadas na madrugada desta sexta-feira (15), em Campina Grande, teria furtado R$ 800 de um cliente durante um programa sexual. “Essa teria sido a motivação para o crime. A morte foi por vingança”, disse o delegado Wagner Dorta, responsável pela apuração do caso.

    O delegado disse ainda que o adolescente teria assumido a autoria e o planejamento do crime. “No depoimento, ele nos falou que fez um programa sexual com uma garota e, durante o encontro, o travesti teria sacado um estilete e roubado R$ 800.”

     

    E só para esclarecer, eu sempre achei ridículas e sem fundamento essa observação sobre a origem dos números que volta e meia alguém levanta, até por achar que tal tipo de erro não ocorreria com uma questão tão séria e por parte de gente interessada direta e profundamente na questão. Resolvi ir atrás até para tentar achar dados e informações para dar um fim nessa argumentação. Mas agora fiquei com um pé atrás…

    …e não é a primeira vez que vejo algo parecido, pois tempos atrás eu tinha apontado que os números “inflados” de violência sexual apontado por um artigo postado aqui eram fruto de um erro de divulgação cometido pelo governo, que o próprio desmentiu posteriormente em nota.

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 4:51 am

      Em tempo:

      as tentativas de invisibilização da questão da homofobia no Brasil atribuindo a “brigas”, “crimes passionais” ou “vingança” muitos dos assassinatos de transexuais (proporcionalmente o grupo mais vitimado) desconsideram algumas realidades, como o feito de que muitos profissionais do sexo foram empurrados justamente pela homofobia para essa condição profissional (por exemplo, pela expulsão pelas famílias, muitas vezes ainda adolescentes, o que é proibido pelo ECA);  o muito elevado percentual de vitimados por vizinhos ou conhecidos, o que não acontece com prostitutas.

      Nós temos cerca de 120 (40% do total) de casos relatados/ano envolvendo transexuais (geralmente profissionais do sexo sim, dado o preconceito que há para empregá-las.) Não temos esse número para prostitutas e isso que estas são em muito maior número nas ruas, não?

      Qualquer que seja o número exato o problema é ENORME.

      Mas a SDH aceita os números do GGB. Não os discute por não saber fazer melhor e também porque não tem plano nenhum a respeito.

      Aliás, como a Secretaria da Mulher também não tem plano para apresentar quanto ao assassinato de companheiras, outra barbaridade nacional.

    2. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 5:00 am

      Não é relevante, Ed,

      detalhar caso a caso.

      Não é importante saber se os casos anuais de crimes de ódio por homofobia são a metade ou o dobro (subnotificação e as falsas atribuições a outras coisas)

      Não é relevante saber se os casos são 150, 300 ou 600/ano.

      É relevante saber que há casos, sim, de crimes motivados apenas pela orientação sexual. Muitas vezes perpetrados até pelos pais das vítimas.

      E que a tipificação disso como agravante, como previsto no PLC 122, ajudaria.

      E que o combate à homofobia em escolas, através de programas antibullying, ajudaria.

      Teríamos uma nova geração melhor.

      Ninguém é contra a lei antirracismo (7716/89), certo? Ninguém é contra campanhas contra bullying racial ou religioso, certo?

      É isso o que importa.

      NÃO HÁ RAZÃO alguma, fora um raciocínio eleitoreiro tosco, para o governo brasileiro abandonar todos os programas de combate a homofobia. Que eram quase todos de seu próprio partido até 2010, diga-se.

      Ficar vendo os números é exatamente o que Wyllys destaca:

      Quantos mortos o Brasil precisa para acordar para esse crime?

      Se forem cerca de 300/ano, como as ONGs apontam (e até a SDH aceita esse número) já é um DESASTRE.

      150 é um desastre. 75 é um desastre. 600 seria outro desastre. 1200 outro maior.

      Que número você acha bom para que o MEC aceite retomar o Escola sem Homofobia?

      Que número você acha bom para que o Senado (tanto governo como oposição) aceite votar o PLC 122?

      E os paliativos são baratos e não são usados.

      Eu preciso comentar que 3 programas abandonados pelo MEC e Min. da Saúde já estavam pagos quando abandonados?

      Eu preciso comentar que mudar lei não custa dinheiro?

      Isso seria o mínimo, mas nem isso é feito.

      E porque não é feito?

      Esse é o ponto.

      Do porquê eu sou oposição.

      Os únicos interessados em desacreditar LGBTs são? Partidos fundamentalistas religiosos e seus apoiados por tempo de TV.

      Fora isso, simplesmente NÃO HÁ intelectuais, acadêmicos, artistas de renome dispostos a criticar o combate à homofobia (ou o não reconhecimento de que isso é um problema.)

      A menos que se considere Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e Guzzo intelectuais de renome. Quem mais, fora do Congresso, se manifestou contra o PLC 122?

      Vivemos no Brasil uma situação parecida com a da Rússia.

      Sabia que Putin disse em discurso recente que direitos de LGBTs são respeitados?

      Compra quem quer.

      A verdadeira questão é:

      “Quando o PT perceberá que cometeu um erro político ao abandonar o combate à homofobia em prol do discurso fundamentalista?”

       

      1. Ed Döer

        17 de janeiro de 2014 12:44 pm

        Vai me desculpar, mas a

        Vai me desculpar, mas a verdade é sempre relevante! Não se lida adequadamente com um problema ao se ignorar ela. E detalhar cada caso permite que se compreenda o problema com profundidade e não de forma superficial.

        Deixando claro que não acho que o erro ocorra por má fé. Pois pelo que entendi o GGB parte de notícias encontradas na imprensa para chegar a esses números, um esforço admirável, já que o Estado ignora a questão e não teria números próprios. O simples fato do governo aceitar os números sem nenhum tipo de avaliação já demonstraria desinteresse ou pelo menos falta de empenho adequado no tema.

        Provavelmente o erro ocorre porque o grupo pega a primeira notificação (que normalmente vai ter informação limitada) na imprensa que encontra sobre um caso de violência e já registra como caso de homofobia, sem acompanhar o desenrolar da situação. E sim, no caso dos trans tem essa visão que você falou da sociedade “empurrar” para a prostituição, mas nem por isso transforma o caso concreto em violência motivada por homofobia. Por associação se “prova” qualquer coisa, além de ser uma abordagem desonesta.

        E concordo que qualquer número de (qualquer tipo de) violência já é um desastre. Mas se os números não batem, fica difícil fazer uma avaliação (apesar da subnotificação) se eles aumentaram ou não. E isso é muito relevante no momento que tem gente fazendo discurso (inclusive com motivação política e eleitoral) em cima do aumento de tais números…

        E ainda ficamos sem saber quantos desses crimes notificados estão sendo solucionados e os culpados punidos, mas aí entra o papel do Estado e a da Justiça, que por sinal falham com todo mundo, em níveis e formas diferentes. 

        E sim, o PT “peca” em vários pontos e faz pacto com “coisa ruim” direto. Mas pra mim continua sendo o “menor dos males” para o país apesar de respeitar e compreender o teu posicionamento.

        1. Juliano Santos

          17 de janeiro de 2014 3:15 pm

          Ed, repito o que disse para o

          Ed, repito o que disse para o Rebolla. Esses casos também estão dentro do contexto da homofobia. Geralmente o cliente que recorre à travesti tem uma sexualidade confusa. Isso decorrente de uma sociedade que recrimina a sexualidada “não normal”, é claro.

          E na grande maioria das vezes eles são passivos na relação sexual. Pode ter certeza que o adolescente que matou o travesti não foi só pelo dinheiro. As 25 facadas denunciam uma motivação à mais.

           

          1. Orlando

            17 de janeiro de 2014 3:25 pm

            Juliano
            Nesse caso não é ódio

            Juliano

            Nesse caso não é ódio a gays, mas ódio contra si mesmo. No caso o cliente é gay e, sendo assim, foi a morte de um gay/travesti que foi morto por outro gay/cliente. Não se configura aí a tal “homofobia” ,ou, uma sociedade que odeia gays.. Enfim, foi só uma briga de casal e, em absoluto, deveria entrar em estatistica de morte  da comunidade LBTs como  exemplo de ódio a gays.

          2. Helio J. Rocha-Pinto

            17 de janeiro de 2014 5:29 pm

            A homofobia da sociedade é

            A homofobia da sociedade é internalizada pelo sujeito, que o leva a ter ódio de si mesmo. É o mesmo que nos leva a afirmar que certos homofóbicos (a meu ver, a imensa maioria) é homossexual que não se aceita, e persegue os demais para afirmar-se perante a si mesmo. O combate à homofobia tende a diminuir esse problema, porque dá às orientações sexuais minoritárias um status de normalidade e aceitação.

          3. alexis

            17 de janeiro de 2014 8:01 pm

            Agora ficou pior!

            Helio: É o mesmo que nos leva a afirmar que certos homofóbicos (a meu ver, a imensa maioria) é homossexual

            Ou seja, ao criminalizar a homofobia estaria sendo punido um enorme contingente de outros homossexuais, ainda não assumidos. Luta entre colegas!

            “Policial, leve preso esse cara homofóbico homossexual, pois não quer sair do armário!”

             

          4. Helio J. Rocha-Pinto

            17 de janeiro de 2014 9:15 pm

            Eu tenho certeza que a

            Eu tenho certeza que a maioria dos homofóbicos não religiosos são enrustidos. Não existe nenhum motivo psicológico claro que leve uma pessoa a se incomodar tanto com uma característica alheia, que não seja uma característica dela própria não aceita. Os homofóbicos religiosos, tirando os líderes como Malafaia, estão apenas sendo dogmáticos e não atentaram ainda para o fato de o preconceito ser contra o amor ao próximo promovido por sua crença.

            Independentemente disso, homofóbico não é meu colega, esteja ou não no armário. É tarefa individual de cada um se burilar e se tornar uma pessoa melhor. Se essa pessoa não quer se burilar e ainda causa dano aos demais, deve arcar com as consequências.

        2. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 4:47 pm

          A verdade é sempre relevante

          Sem dúvida. Servirá para monitorar depois ações e resultados. Como em relação à lei 7716/89 e Maria da Penha.

          Mas o que eu disse é que não faz falta mais saber números exatos para justificar a importância de se atuar contra o problema. Os questionamentos à lista do GGB não vêm, geralmente, de interessados em combater a homofobia, mas de interessados em invisibilizar a questão. Esse exagero do contra é necessário perceber e reconhecer de onde vêm, mais ou menos como os exageros contra Bolsa-família ou Cotas Raciais.

          Não acho desonesto constatar, nesse quadro, as relações entre a transfobia da sociedade e a extrema vulnerabilidade posterior da população trans.

          Os muitos assassinatos de transexuais (há quem diga tratar-se de 40% dos casos mundiais) por clientes ou vizinhos têm sim um componente homotransfóbico embutido. Não reconhecer isso seria fazer o discurso do opressor.

          É meio higienista até, como a desconsideração geral dos direitos de presidiários.

          Do jeito que está, contudo, já é o suficiente para se fazer discurso com motivação política e eleitoral. Muita gente já tem claro, por exemplo, que só se deve votar em partidos programaticamente compremetidos com o combate à homofobia para cargos legislativos. E já é conhecido que esses partidos são PSoL, PV e PPS. Eu, por exemplo, não abro mão disso e se alguém me perguntar porque não votarei em PSDB ou PT para cargos legislativos já tenho a resposta na ponta da língua!

          Mas, enfim, agora já está claro que “o PT faz pacto com coisa ruim direto” (algo que muita gente “sentia pena” em perceber) . Mais alguns anos ficará claro que, se não houver mudança de postura, isso será mais e mais percebido como um mal relevante (isto é, não mais o menor dos males ou um meio justificado por fins.)

          Eu não consigo ver mal pior que o abandono do secularismo e a oficialização de manutenção de discriminação. Eu compreendo mas não vejo validade nenhuma na propaganda pró-governo em redes sociais.

          Não somente vejo isso como antiético (acordos espúrios que negociam direitos humanos em troca de tempo de TV) como acho que será contraproducente como um bumerangue.

          Ou seja, acho que mesmo quem defende “o programa do PT” deveria ficar preocupado se a postura dos anos recentes não prejudica mais que beneficia eleitoralmente a esse partido.

          Reconhecer alguns erros seria benéico até para o partido. Veja-se como Republicanos nos EUA evoluíram nos últimos anos em algumas questões.

          Como os problemas não somem a não ser que sejam combatidos, e como no longo prazo as pessoas são mais fiéis a ideias e conceitos que a partidos, acho que é apenas questão de tempo.

           

           

           

  8. Gunter Zibell - SP

    17 de janeiro de 2014 4:26 am

    Desenhando um tema de micropolítica

    Existe uma tese em voga em alguns círculos de que vale a pena para um governo/partido aliar-se a propostas fundamentalistas religiosas.

    Nas vezes em que isso aparenteme deu certo eleitoralmente (Tea Party apoiando o partido Republicano dos EUA – levando-o à maioria na Câmara de Deputados; Igreja Ortodoxa apoiando o Rússia Unida; islamistas no Egito), revelou-se, no fundo, um desastre.

    Fundamentalismo não combina com modernização de sociedades, respeito a direitos humanos e muitas vezes também nem sequer com redução de desigualdades.

    Chamam a esses processos de ‘democracias’, por serem eleitorais, mas resultam em tiranias da maioria que não respeitam minorias. Minorias de pensamento, inclusive.

    A reeleição de Obama, a eleição de Hollande, o provável retorno ao poder do PSOE, o sucesso de Mujica, mostram, contudo, que é possível se fazer política sem recorrer a isso. Ao contrário, sai-se favorecido porque muitas pessoas se assustam (com toda a razão) com o fundamentalismo na política. Algumas eleições com diferenças mínimas entre os pólos, por exemplo menores que 3%, podem ser decididas nesse momento, com 1,5% das pessoas “indecisas” ou “independentes” escolhendo em função de valores, não por ideologia (ainda que haja massas estáveis de ambos os lados votando por ideologia.)

    A “tese”, no entanto, mantêm-se no Brasil com pressupostos inválidos.

    Um destes é que seria necessário aliar-se ao conservadorismo moral para obter votos dos mais pobres. É uma tese cara ao que se chama ‘esquerda beata’. Isso é um equívoco e é, inclusive, um desrespeito preconceituoso julgar que pessoas mais simples automaticamente acreditarão em fanatismos. Muito mais provavelmente do que não esses eleitores se convenceriam tão somente por propostas para educação, saúde, trabalho e segurança. Que é o que conta.

    É ofensivo até, dizer a um eleitor (por exemplo, de religião evangélica), que ele deveria votar em pessoa A para, por exemplo, garantir que homofobia continue não sendo crime. É dizer que tal pessoa seria capaz de votar tão somente para prejudicar outrem e sem benefício próprio! (Afinal, que vantagem mesmo alguém tem com o não combate à homofobia? Que vantagem alguém teve, no passado, ao endossar discursos contra o direito de greve ou contra a liberdade de associação partidária? Que vantagem terão com essa moda atual de falar em redução de maioridade penal?)

    Os próprios eleitores evangélicos repudiam tais simplificações. Se ainda há quem acredite em demonizações do tipo “fim da família”, isso tende a ser cada vez menos com o tempo, graças até a progressos de escolaridade. Uma hora tais eleitores percebem que foram objeto de manipulação. E pertencentes a grupos religiosos minoritários também querem ser incluídos, não querem a cada momento serem apontados como ‘os intolerantes’.

    À parte isso, há que se considerar que quem for ‘conservador econômico’ continuará sendo, a despeito de qualquer proposta de cunho moral. Um conservador econômico só é preocupado com questões patrimoniais (tributação, tamanho e funções do estado.) Tome-se alguém que seja simultâneo sincero em seu conservadorismo moral e econômico, qual prevalecerá em uma eleição? 

    Caso não exista a opção “con-con” (representada, por exemplo, no Brasil, pelo PP) preferirá um conservador econômico “descolado” ou um conservador moral “progressista”?

    Portanto, não adianta ser ‘neo-neocon’, o voto para quem não está indignado e não é de algum modo a vítima de um processo, é decidido pelo lado econômico. 

    Porém, se não se ganha fidelidade (às vezes nem votos) junto a conservadores, perde-se muito da imagem, contudo, junto a quem repudia o conservadorismo moral na política. Quer seja alguém de direita ou de esquerda. Quando há valores envolvidos, especialmente de direitos humanos, há indignação. E isto supera as preocupações com ideologia (mesmo que sejam críveis, o que não necessariamente é válido para o caso brasileiro.)

    Com isso abre-se espaço para discursos de oposição também. Afinal, não há razão nenhuma para um discurso de situação ser reacionário.

    Um discurso modernizante em valores não assusta conservadores econômicos. É apenas tido como “tendência”. Um discurso retrógrado em valores assusta a todos que não são conservadores morais, quer sejam conservadores em temas econômicos ou não.

    O raciocínio, por trás da ‘tese’, de que é necessário ser contra educação sexual (ou combate a bullying) em escolas públicas para se combater a pobreza, é um imenso nonsense.

    Pense-se nisso.

     

     

  9. alexis

    17 de janeiro de 2014 9:15 am

    Rotular ao agressor ao invés de tipificar o delito

    Foi assassinado um rapaz e isso deve ser esclarecido, identificado o culpado e condenado. Existe legislação para isso, seja a vitima de qualquer categoria: negra, caucasiana, gay, palestina ou anã. Crimes como estes, quando a vitima é gay, fazem surgir tentativas de criminalizar a suposta motivação do criminoso (homofobia) e não o crime em si. Essa é uma esperteza que vem do tempo da 2ª guerra, quando o crime era ser anti-semita e pronto, criando com isso uma criminalização “a priori” de um determinado sujeito, o que, no fundo, é um tremendo pré-conceito. A segunda esperteza é incluir minoria gay como cavalos de Tróia junto com os negros, os únicos que, em minha opinião, tem e devem ter alguma legislação especial e medidas compensatórias.

  10. Orlando

    17 de janeiro de 2014 9:31 am

    Acho que há de se averiguar,

    Acho que há de se averiguar, com efeito, quantas dessas “338”  mortes são realmente  motivadas por ódio, a LGBTs e quantas são crimes comuns motivados pelos mais diversos motivos; roubo seguido de morte, vingança, acerto de contas, crime passional etc. No Brasil morrem, por ano, de forma violenta, cerca de 50.000 mil pessoas. Grande parte dessas 50.000 são jovens/adolescentes negros – muitos que não chegaram aos 25 anos. E não são “338”. São aos milhares e por mortes violentas. No entanto, atribuir essas milhares de mortes, de jovens negros, ao racismo seria seria um exercício de ficção.Essas mortes, não raro, ocorrem por envolvimento com o crime organizado, ou por vingança, crime passional, roubo seguido de morte etc. É claro que essas mortes, na verdade, também ocorrem por conta de uma estrutura de segregação social e econômica que tem origem no racismo, portanto, é, igualmente, óbvio que muitas dessas mortes tem sua motivação no racismo. Eu diria que talvez “338”, das milhares de mortes violentas de negros, no Brasil, tenham por motivação o racismo…

    Por outro lado, quanto ao pessoal LGBTs, no Brasil, o discurso de ódio a gays [[ninguém tem “medo” de gays, ou é homofóbico, – do mesmo  modo que ninguém é negrofóbico]] é incorente com os dados socias e econômicos da comunidade LGBTs: 1. Um dos maiores IDHs do Brasil; 2. Alto poder aquisitivo, e, geralmente, alvo de campanhas de consumo. Não é toda a comunidade do Brasil que pode ter um cruzeiro de navios temático LGBTs, ou viablizar, economicamente, uma parada gay – São Paulo ou Rio –  com a certeza de deixar nessas cidades milhões de reais no bolso de donos de restaurantes, hotéis, casas noturnas e lojas de grife; 3. Fazem parte da estrutura de poder dos fazedores de opinião midiático tv, rádio, jornais e revistas. a Globo tem três ou quatro roteiristas gays de novelas que incluem sempre personagens LGBTs em seus trabalhos. É só olhar o Felix e amigos. E, na próxima novela, será um  casal de mulheres.

    O sr Willis é apenas piroténico e exagerado, pois, não há nenhuma evidência de que essas “338” mortes tenham tido motivação de ódio a LGBTs. Ademais,  o pessoal LGBTs como alvo de campanhas de consumo variadas, em especial de viagens ao exterior, nunca, ou não é a norma, foi barrado em shoppings, ou afins, por serem gays. No entanto, jovens negros de periferia sofrem esse constrangimento no seu cotidiano. Enfim, o texto do sr Willis é uma ótima peça de ficção.

  11. Felipe3

    17 de janeiro de 2014 10:39 am

    violencia contra os gays é apenas violencia

    Nao é uma questao de “violencia aos gays” é uma questao de VIOLENCIA.

    O Brasil é o campeao em construir “puxadinhos” para as leis.

    A questao é muito mais simples: agrediu, matou, ofendeu? cadeia! e pronto. nao é necessario nenhuma lei especifica. Nem infindaveis discussoes sobre até que ponto o criminoso é homofobico ou nao.

    Nao faz sentido querer tratar os gays, ou qualquer minoria, como iguais fazendo com que a lei trate eles como diferentes.

    1. rtguedes

      17 de janeiro de 2014 1:24 pm

      pensa um pouco:

      “E justo tratar igualmente os iguais e diferentemente os diferentes, na medida desta diferença.”

      Há dois mil e trezentos anos, pessoas de boa vontade e inteligência apenas suficiente vêm conseguindo entender esta idéia,

      É simplezinha, mas eu vou explicar igual:

      Grupos socialmente desfavorecidos, e portanto especialmente vulneráveis, devem ter este desfavorecimento/vulnerabilidade levado em conta quando se estabelece políticas públicas que visam a IGUALDADE.É uma *CONDIÇÃO* DA IGUALDADE!

      E vou dar alguns exemplos. sob alguns aspectos, mas não outros,

      POBRES devem ser tratados diferentemente de RICOS (por exemplo, pagar menos impostos);

      NEGROS devem ser tratados diferentemente de BRANCOS (por exemplo, devem ser protegidos por leis que criminalizam a discriminação RACISTA – onde ela existe, obviamente);

      MULHERES devem ser tratadas diferentemente de HOMENS (por exemplo, devem ser protegidas por leis que criminalizam a discriminação MACHISTA – onde ela existe, obviamente);

      GAYS devem ser tratados diferentemente de HÉTEROS. Por exemplo, devem ser protegidos por leis que criminalizam a discriminação HOMOFÓBICA – onde ela existe, obviamente (mas não devem, por exemplo, pagar menos impostos, pois este não é um aspecto relevante da diferença).

      Como eu ia dizendo, há dois mil e trezentos anos, por alguma razão, Aristóteles, que era um cara esperto, não achou necessário, para se fazer entender (por pessoas de boa vontade etc.), DESENHAR o princípio. Não é porque a idéia é um pouquinho mais complexa, que será INCOMPREENSÍVEL, né?

      1. Gunter Zibell - SP

        17 de janeiro de 2014 4:19 pm

        Perfeito

        Exatamente por LGBTs estarem presentes em todos os grupos sócio-étnico-econômicos é que nunca se cogitou, por exemplo, cotas ou proteção econômica.

        Mas até faria sentido: muitos estudos demonstram que LGBTs recebem de 10 a 20% menos que seus colegas héteros. As razões vão desde baixa autoestima após anos de bullying até preconceitos nas famílias e no mercado de trabalho.

         

        1. Orlando

          17 de janeiro de 2014 4:32 pm

          Gunter
          Sem forçar a barra e

          Gunter

          Sem forçar a barra e mais coerência. Não raro, a condição econômica, via de regra, de gays e lésbicas é melhor do que o restante das outras comunidades da população no Brasil. E , igualmente, no exterior. Quais são esses estudos? Onde posso encontrá-los e quem os fez? 

          1. Helio J. Rocha-Pinto

            17 de janeiro de 2014 5:25 pm

            Há muitos gays ricos e com

            Há muitos gays ricos e com padrão de vida superior. O fato de não terem filhos faz com que haja sobra de salário. Mas há gays em todas as classes sociais e etinias. A maioria dos gays é pobre. São estes inclusive os maiores alvos da homofobia, pois encontram-se em ambientes menos esclarecidos.

            Se há diferença de salário nessa classe, para mais ou menos, eu realmente não sei.

          2. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 5:56 pm

            LGBTs pobres são as maiores vítimas

            do duplo preconceito. São tão discriminados, nas famílias, comunidades, igrejas, escolas e trabalho que somem completamente. O medo é a regra e nesse sentido a estratégia de invisibilização tem sido bem sucedida.

            As políticas do governo de não reconhecer a homofobia são classistas, pois já há escolas particulares lidando com a questão.

          3. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 5:41 pm

            Eu nunca forço a barra

            Apenas relato verdades inconvenientes.

            Oportunamente colocarei os links de vários estudos em um post específico sobre isso.

            Isso da condição econômica de LGBTs ser melhor é apenas um mito, mais um. Quase tudo sobre “Pink Money” é mito. Sei que já foi até inflado por empresários LGBT, do Brasil e EUA, por exemplo. Foi um equívoco mas teve consequências positivas: aumentou o fluxo de publicidade para algumas revistas e melhorou o tratamento em hoteis e restaurantes.

            Mas você pode adiantar e fazer pesquisas com as palavras LGBT e wages que achará várias para EUA, Canadá e Reino Unido.

            Este artigo é o mais recente:

            http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2013/11/1374601-criancas-que-sofreram-bullying-ganham-salarios-menores-quando-adultos.shtml

            Entrementes, se você estiver sinceramente interessado em conhecer sobre homofobia e consequências na política e sociedade pode participar de um grupo específico no facebook:

            https://www.facebook.com/groups/tchlt/

            Só que, na boa, acho que você não está sinceramente interessado.

            Sendo assim, aguarde-se.

    2. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 4:13 pm

      Se você fala uma bobagem dessas

      Deve ser contra a Lei 7716/89, não?

      https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/vamos-desmontar-uma-grande-confusao-conhecendo-a-lei-771689-e-o-pl-12206

  12. Felipe3

    17 de janeiro de 2014 10:44 am

    Ou seja,
    Matar um gay = matar

    Ou seja,

    Matar um gay = matar uma pessoa.

    Matar um gay ja é crime. ja esta na lei.

    Em vez de perder tempo tentando transformar o crime contra os gays em um super-crime, deveriam  exigir que a policia procure e prenda os assassinos. e qua justiça funcione.

     

    1. Juliano Santos

      17 de janeiro de 2014 3:21 pm

      Repito, caro Felipe. Não é

      Repito, caro Felipe. Não é “supercrime”, é agravante. O assassinato por motivo torpe agrava a pena. Assissinar por tortura é crime hediondo. Asssassinar porque a vítima é negra também é hediondo, segundo a constituição. É por aí

      1. Gunter Zibell - SP

        17 de janeiro de 2014 4:08 pm

        Exatamente

        A intenção do PLC 122 era equiparar a homofobia ao racismo e intolerância religiosa.

        https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/vamos-desmontar-uma-grande-confusao-conhecendo-a-lei-771689-e-o-pl-12206

        Temos colegas negros e pentecostais que não acham nem um pouco ruim que a lei 7716/89 considere como agravante os crimes serem de motivação racista ou contra religiões minoritárias.

        Também temos colegas brancos e ateus que não questionam a existência dessa lei.

        Mas ambos os grupos se dedicam com fervor a que ‘orientação sexual’ não seja considerada. E isso é por motivações políticas.

        Não dá para justificar um projeto ser engavetado no Brasil com apoio da opinião pública, se textos semelhantes foram aprovados em 2013 na Itália e Chile, por margens de 4/5 nos seus parlamentos, sendo esses países ainda mais conservadores que o Brasil.

        Não há explicação além da mesquinharia humana e vontade de que o pensamento retrógrado se perpetue.

        No Brasil, para ser homofóbico, todo santo ajuda.

        As poucas esperanças estão no PSB (3/4 de seus senadores apoiaram o PLC 122, versus 1/3 do PT e zero do PSDB), no PSoL (que coloca o ponto como programa), no PV (fez o mesmo recentemente) e no PPS (que moveu a ação judicial necessária)

        https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/combate-a-homofobia-deve-ir-para-o-stf

        Também há alguma esperança que a mídia continue noticiando os episódios e ou mesmo que explore politicamente o fato.

        1. Orlando

          17 de janeiro de 2014 4:22 pm

          Como tipificar homofobia?

          Como tipificar homofobia? Começa que o termo tá errado, e, sobretudo, é muito amplo e ambíguao. Ninguém tem medo de LGBTS, como também ninguém tem medo de negros, logo, também não deveria ser negrofobia. Enfim, o que é “homofobia”?

  13. Orlando

    17 de janeiro de 2014 2:57 pm

    Estão criando um factóide de

    Estão criando um factóide de ameaça a integridade da comunidade LGBTs. Dos supostos “338” assassinatos de gays, seria interessante saber o que consta do B.O lavrado na delegacia e, sobretudo, as circunstâncias em que as mortes ocorreram. Enfim, é difícil tipificar o crime de ódio gay, ou mesmo crime de ódio étnico, e nos EUA, quando há, são destaque na mídia e tem protesto das comunidades envolvidadas. Não dá para tipificar como crime motivado por ódio a gays todos os crimes violentos do país.  Do mesmo modo não dá para tipificar como ódio/racismo toda morte de negro no Brasil. Essa ameaça à integridade fisica de LGBTs, como as da Paulista e outras, foram setorias e esporadicas e, não raro, não são norma. Isto é, não existe um grupo de extermínio de LGBTs no Brasil que justifique leis especificas para esse tipo de delito – ameaça à integridade fisica de gays e congeneros. É fato, todavia, que boa parte de travestis, transgeneros e gays, em função de prostituição, estão ligados a grupos que estão à margem da lei, drogas e afins. Isto é, vivem em um mundo onde morte violenta faz parte do cenário, portanto, urge saber onde ocorreram, e em que circunstâncis, a morte desses “338” martíres gays. O código penal já preve  a pena  para crimes que tenham como motivação qualquer tipo de discriminação e aí entra a orientação sexual. 

    Por outro lado, os arautos midiáticos da causa LGBTs, tem visiblidade na mídia, no caso tv. O autor de “Amor à vida”, de propósito, ou não, e de forma subliminar, ou não, apresenta os personagens gays de forma favorável – são os bonzinhos -, no entanto, as mulheres são as vilãs. Já morreram quatro personagens femininas na novela e todas eram vilãs. Ademais, a grande má da trama, Aline, é mulher. Felix de vilão virou santo. Em uma das subtramas da novela, as mães são apresentadas como: vingativas ou relapsas com a educação de seus filhos ou permissivas ou vendendo valores de sucesso sem medir esforços ou permissivas em seus valorres morais e éticos. As mães vão da aproveitadora que dá golpe do baú àquela que incentiva a filha à quase prostituição para vencer na vida. Enquanto isso na família gay o pai é centrado e amoroso e, sobretudo abandona tudo, e todos,  pelos seus filhos. O que cara é tão gente fina que até leva brinquedos no orfanato. Misogninia? 

  14. Juliano Santos

    17 de janeiro de 2014 3:27 pm

    Gunter, voce sabe que lamento

    Gunter, voce sabe que lamento e crítico essa aliança “estratégica” com os fundamentalista. Mas eu dou um desconto para o fato do Willys ser do Psol, que é mais ant-petista do que antitucano.

    Fiquei surpreso em saber que a Dilma falou naquele negócio de “propaganda gay”. Isso não se encaixa no discurso do partido. Talvez o Willys tenha manipulado o sentido. Não sei

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 3:57 pm

      Psé, Juliano…

      Wyllys não manipulou não, ele é até dos mais ‘governistas’ da oposição. Em mais de uma ocasião mostrou-se publicamente elogioso ao PT, governo, etc, contrariamente ao partido dele. Se ele demorou em ser assertivo foi por isso. Talvez por ainda ter esperanças, não sei.

      Os políticos falam o que falam porque o desejam e com isso passam uma mensagem. Mensagem esta, aliás, que também desejam passar e que seja recebida e entendida.

      A fala em questão foi no final de maio/2011, achava que todo mundo já a conhecia. Circulou bastante no Youtube, houve muitos artigos contra o governo na época (da Blogo, somente Rodrigo Vianna escreveu algo crítico mas tímido, mudando o nome do programa para “kit antipreconceito”.) Foi muito clara a mensagem na ocasião: os direitos LGBTs serão abandonados em troca de apoio político para evitar CPIs (no caso estavam na mira Palocci e o próprio MEC.)

      Eu já tinha achado horrível na ocasião, mas depois só piorou. Desde então sou oposição, a não ser no embate Haddad x Serra em que tive que escolher o menos manipulador (Serra participou com empenho desse circo, mas Haddad desempenhou um papel que não se esperaria.)

      Quando eu montei este post ( https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/3-momentos-do-kit-antihomofobia ) ainda não havia sido tornado público que o Escola sem Homofobia era inspirado em um programa paulista, que não causou polêmica nenhuma. Inclusive se soube depois, graças à FSP, que o video usado para manipulação pró-MEC era usado em SP e que a ONG produtora era a mesma.

      Tanto Haddad como Mercadante fizeram promessas – NUNCA CUMPRIDAS – de rever e reapresentar o programa. Mercadante, inclusive, para agradar à bancada fundamentalista, chegou a dizer que não via utilidade em combater homofobia em escolas. Isso é abandonar explicitamente os interesses de meio milhão de jovens (e de seus pais e irmãos também) sem benefício algum a não ser para alguns pastores-políticos que não queriam que seus discursos fossem contrapostos pela escola pública.

      Bom, Wyllys não fala nada que eu não tenha dito nestes dois anos e meio, deve ter perdido a paciência zenbudista agora. Mas, como ele é deputado talvez as pessoas dêem mais atenção.

      Bem vindo à Brússiasil.

      Abs.

       

       

       

    2. Helio J. Rocha-Pinto

      17 de janeiro de 2014 5:13 pm

      A rigor, Dilma disse que seu

      A rigor, Dilma disse que seu governo não “propagandearia nenhuma orientação sexual”. Essa fala foi sua explicação para o cancelamento do programa anti-bullying homofóbico nas escolas. Ao que parece ela desconhece que há três orientações sexuais: hétero/bi/homo. Se a presidente acha que um programa de educação é uma propaganda a uma orientação sexual particular, deveria rever também todas as ações de seu governo que veiculem famílias heterossexuais, pois são igualmente uma forma de “propaganda” de orientação sexual.

      1. Gunter Zibell - SP

        17 de janeiro de 2014 5:48 pm

        Sem contar que semanas antes

        na figura do Ministro da Educação, o governo Dilma mandava releases para a imprensa (publicados pela Carta Escola e Nova Escola, da Abril) alardeando os elogios da Unesco ao programa.

        Até 2010 o governo se jactava de fazer programas inclusivos e com vistas a combater a homofobia. Depois deu para trás em todos os seus próprios programas, sem sequer reconhecer que tudo isso é percebido como contradição.

        Enfim, a verdade sempre aparece.

        A questão não é saber se a homofobia será um dia combatida no Brasil, será, com certeza, é macrotendência da sociedade.

        A questão é quando o governo do PT (e seus militantes) reconhecerá que errou em alguma coisa.

  15. Orlando

    17 de janeiro de 2014 4:23 pm

    Gunter 
    Como tipificar

    Gunter 

    Como tipificar homofobia? Começa que o termo tá errado, e, sobretudo, é muito amplo e ambíguao. Ninguém tem medo de LGBTS, como também ninguém tem medo de negros, logo, também não deveria ser negrofobia. Enfim, o que é “homofobia”?

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 5:02 pm

      Homofobia é sim um medo

      De que orientações sexuais diversas da heteronormatividade sejam percebidas como naturais e normais, desmontando discursos atrasados, principalmente os que reforçam diferenças sociais de papéis de gênero e estimulam mitos como a necessidade de reprodução (que em alguns lugares se tornou ‘ideológica’)

      É também o medo de algumas pessoas de terem que reconhecer que passaram a vida falando besteira a respeito do assunto. 

      Tamanha resistência a reconhecer os direitos iguais para LGBTs torna-se uma fobia, posto que não existe nenhuma vantagem para o homofóbico na manutenção desse estado de coisas.

      Homofobia, assim, não se manifesta apenas nas agressões físicas a LGBTs, mas em toda e qualquer tentativa de impedir LGBTs de terem direitos iguais e serem plenamente incluídos na sociedade.

      Todas as tentativas de cerceamento de comportamentos (como alegar pavor de beijo gay) e posturas visando invisibilizar o problema são homofobia, assim como os discursos que negam o racismo são uma atitude racista.

      Mas, felizmente, nas sociedades ocidentais com liberdade de expressão há muito mais ex-homofóbicos que novos homofóbicos.

      Afinal, as posturas homofóbicas são hoje condenadas pela maioria da sociedade, especialmente pelos setores mais afluentes e informados da opinião pública, como mídia, classes médias, academia e meio artístico.

      Hoje, no Brasil, todos os discursos contrários ao reconhecimento da homofobia como problema, e, consequentemente, contrários ao seu combate por políticas públicas, estão refugiados apenas em alguns grupos religiosos fundamentalistas, alguns partidos políticos que se aproveitam disso e alguns jornalistas (como Reinaldo Azevedo e J R Guzzo) que apoiam esse uso manipulativo da questão.

       

      1. Orlando

        17 de janeiro de 2014 10:16 pm

        GunterWalt Dysney era

        Gunter

        Walt Dysney era racista e “homofóbico”. Isto é, odiava, e não tinha medo, de negros e  gays….

        O racista não tem medo do negro – ele o despreza e odeia e, sobretudo, se considera superior ao negro. Quem tem ódio de LGBTs, igualmente, não tem medo  de gays, apenas, os despreza como uma falha na cadeia da evolução das espécies. Logo, essa história de “homofobia” não tem nenhum sentido. 

        Judith Butler, filósofa da causa LGBTs, ela mesma lésbica, defende que não existe genêros ou sexos – há a performatividade de genêros. Isto é, segundo ela, os corpos e orgãos reprodutores seriam apenas detalhes e, sobretudo, não determinam se alguém será homem, mulher, LGBts ou ET. Segundo ela, a “opção” sexual ocorre pela pressão da sociedade que é heteronormativa. Se Judith Butler estivesse certa a humanidade já teria perecido há milenios… Uma das funções dos sexos serem diferentes, e hormônios contam para isso, além de e aí entrar na equação até a testosterona que dá tesão á mulher, é que a preservação da espécie depende do homem deitar com a mulher e usar seu penis na vagina dela para fecundá-la – mas eu acho que você já sabe disso…. Se à humanidade fosse deixada, só, à homonormatividade ela não sobreviveria. Isso é fato. “Natural” e “normal” são conceitos muito relativos que mudam no tempo e no espaço. Terremotos são extremamente “naturais” e “normais”, assim como furações e similares. Acho que se você for por aí não vai dar certo….. Enfim, a normalidade ou naturalidade, nesse caso, é irrelevante o que conta, no entanto, é, com efeito, respeitar o direito que as pessoas heteronormativas tem de achar dois homens ou duas mulheres se beijando, como algo que não seja “natural” ou “normal” e de, sobretudo, se sentirem chocadas com isso. 

        Ainda em cima de “normal” e “natural”, por pressão dos movimentos LGBTs que não querem a homoafetividade associada à “doença”, a Organização Mundial de Saúde, a partir de 2015, não incluirá os transtornos de genêro/transexualismo como doença, ou afins. Desse modo, milhares de transgeneros serão deixados à própria sorte já que o Estado, em nenhum lugar do mundo será responsável por fazer cirurgias de mudança de sexo gratuaitamente. Se não é doença, vamos então fechar a seção/departamento de doenças de transtorno de genêro do Hospital das Clinicas em São Paulo e focar em problemas mais sérios.

         

        Abs.

        1. Gunter Zibell - SP

          18 de janeiro de 2014 8:31 am

          Pode ser sim que…

          Walt Disney fosse preconceituso. Monteiro Lobato também. Isso não me impede de gostar de frases deles.

          Você está inventando nesse assunto medo vs ódio. São conceitos próximos mesmo, como atração e amor.

          Preservação da espécie? Não está em risco. E se estivesse? Não altera o direito das pessoas.

          Você quer respeito a uma ideia como pessoas acharem beijo chocante? E quer que isso “conte”?

          Não vou levar em consideração.

           

    2. Helio J. Rocha-Pinto

      17 de janeiro de 2014 5:04 pm

      Você sabe bem o que é

      Você sabe bem o que é homofobia. Mas, vamos lá:

      1. Repulsa ou preconceito contra os homossexuais e a homossexualidade

      2. Perseguição direta ou indireta contra indivíduos homossexuais.

      A etimologia não restringe o significado das palavras. O radical “-fobia” apenas circunscreve parte deste significado.

      A criminalização diz respeito aos atos de intolerância motivados por homofobia. Quem quiser ser homofóbico no âmago do seu ser, tem toda a liberdade para sê-lo. Mas não têm liberdade para ofender terceiros ou negar-lhes direito por essa motivação, tanto quanto não se pode impedir que certas pessoas sejam racistas, mas pode-se forçá-las por lei a controlar esse sentimento, que nada de bom à sociedade traz.

  16. Di

    3 de março de 2014 3:39 am

    Muitos homens são inimigos dos gays

    Muitos homens caluniam terrivelmente os homossexuais masculinos perante as mulheres acusando-os de assédio e entre outras coisas por demais impossíveis de se imaginar, o que acaba por estimular muito o ódio contra gays. A maldade de muitos destes é contra o homossexual em si mesmo. A grande prova é a existência de homossexuais masculinos que não se aceitam e fazem de tudo para viverem sem o homossexualismo, mas mesmo assim se são descobertos serem homossexuais eles são caluniados de tal maneira que nem as mulheres que estão dentro da prostituição carregam nome mais feio do que o deles. E o resto da sociedade e os homossexuais não sabem disso. E a sociedade age com violência às vezes até mortal, podendo esses homens terem sangue nas mãos, os homossexuais se sentem cada vez mais perseguidos e não sabem o porquê. Um exemplo é de um homossexual masculino que foi convidado para a casa de uma amiga casada. Não aceitando a sua situação nunca praticou o homossexualismo, com todos os esforços possíveis, devido á sua religião. Ali o marido começou a ter uma abordagem muito amigável com o homossexual, e este quase fugiu a sete pés, mas mal este saiu, o homem estimulou o ódio da esposa a tal ponto que ela por sua vez arrasou a imagem social do homossexual, que as pessoas que passavam pelo homo, até cuspiam. Quando a verdade foi descoberta o homo disse para a mulher que a justiça seria feita por Deus pois nunca lhes fez mal nem nos pensamentos o que levou a jovem a confrontar o marido que posto contra a parede confessou a verdade, a inocência do outro. Ela mal podia acreditar uma vez que estimulou o ódio até de pessoas religiosas. Nos empregos é ainda pior, os homossexuais trabalham como escravos, recebem baixa renumeração, são caluniados de assédio de tal forma que não importa o que façam ou não façam, no fim são despedidos com desculpas fúteis, e outros homossexuais são prevenidos de entrarem em empregos. O que levando muitos desses a cair na rua da amargura, o desespero ao açoite e até á morte. O pior é que com cinismo muitos armam cenas para que outras pessoas pensem o que querem que se pense. Portanto quem for homossexual, deve tomar muitíssimo cuidado com os homens que não são seus amigos, (não digo todos, salvo os que não são assim), cuidado em abordá-los, ir á casa de uma amiga pois depois ela poderá odiar-te. Não defendo a prática do homossexualismo, é bom que isso fique claro, mas parte da sociedade cega para muito do que realmente se passa.

    Ainda no local de trabalho eu vejo homens que se dizem heterossexuais, a exibirem descaradamente o volume anormal de sua genitália para um rapaz que suspeitam ser homossexual, se espremem na cadeira, vestem calças apertadas abrem as pernas balanceiam-nas sensualmente, falta somente esfregar o material na cara do outro e todo o mundo vê isso mas o rapaz suspeito só pode ver para longe, se sequer olhar na direcção da cara do sedutor é criticado e perseguido. Ninguém sabe se ele realmente é homossexual, mas caluniam-no de que ele da em cima enquanto na verdade ele foge dos rapazes, rogam pragas, ameaçam porrada etc.

    Acredito que a culpa de tudo isso não seja a Igreja mas de muitos dos homens, que desde antes de qualquer religião faziam isso, é só ver os índios como tratavam os berdaches antes de conhecerem a religião cristã.

Recomendados para você

Recomendados