4 de junho de 2026

Ano novo, não é “de graça”: o “suicídio” do garoto negro e gay

Por Gilberto .

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O ano novo, que costumamos comemorar com a expectativa de renovação de hábitos, não ocorre “de graça”.

Dois fatos, opostos, marcaram este início de 2014 como se tivessem igual significado: Os rolezinhos e a revolta em Pedrinhas. O que eles tem em comum e onde são opostos?

De um lado, uma população carcerária, que sabidamente não merece da sociedade maior atenção. Para maior parte da população, eles estão onde deveriam estar e nas condições que merecem. Do outro jovens, ainda livres, que parecem fortes candidatos a ocupar a posição dos primeiros em um curto espaço de tempo. A criminalização parece ser a regra fácil encontrada pela sociedade para combater uma situação de exclusão que, ironicamente parece ser “escolhida” pelas pessoas e não decorrente de um modelo fortemente segregado. Um fato aparentemente banal, que numa sociedade justa seria um encontro de jovens, se transforma em um motivo de preocupação.

Não é agradável começar um novo ano “lembrando” destas coisas. Um terceiro fato, apresentado na reportagem abaixo, me levou a esta desagradável tarefa. Esta repetição precisa terminar. Por mais que tenha sido feito nos últimos anos à respeito não sinto, na população e no governo, a atenção necessária às manifestações de violências em suas várias formas. A razão básica  no entanto é uma só: a desigualdade. Desigualdade esta que não se traduz somente em aumento de renda, mais até que isto,  é necessária a igualdade de oportunidade. Esta igualdade só se consegue mudando a “cultura da violência”.

Não há “espaço” possível para que todos exerçam esta secular “cultura da violência”, pois a raiz imprescindível da sua sobrevivência é a desigualdade. Onde apenas alguns detem o poder economico ou a força haverão necessariamente subjugados e condenados à priori. 

Da Folha

Adolescente gay é achado desfigurado após se perder em festa em SP

FELIPE SOUZA
RICARDO SENRA
 
Um adolescente de 16 anos foi encontrado morto na madrugada do último sábado (11), na avenida 9 de julho, região central de São Paulo. O jovem tinha sido visto pela última vez em uma festa destinada ao público gay na República (centro).
 
Dentro da boate, Kaique Augusto Batista dos Santos teria dito a amigos que havia perdido a carteira e o celular. O grupo se separou para procurar os objetos, e Kaique não foi mais visto.
 
Segundo pessoas da família de Kaique que fizeram o reconhecimento do corpo, não havia dentes na boca do garoto. Uma barra de ferro estava dentro da perna dele. As causas da morte descritas no atestado de óbito são traumatismo craniano, traumatismo intracraniano e agente contundente.
 
O boletim de ocorrência foi registrado como suicídio no 2º DP (Bom Retiro), mas ainda não há, segundo a Polícia Civil, evidências do que aconteceu e linha de investigação ainda pode mudar.
 
A Secretaria da Segurança Pública informou que não vai comentar possíveis sinais de tortura porque o laudo da morte é sigiloso. Também não foi informado se a Polícia Civil solicitou imagens de câmeras de segurança –a pasta se resumiu a dizer que “a investigação está em andamento”.
 
O enterro ocorreu na manhã de ontem no Cemitério Valle dos Reis, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Devido às condições do corpo, não houve velório.
 
CHUTES
 
Segundo Tayna Innocencia Chidiebere Uzor, 19, irmã de Kaique, ele estava com hematomas na cabeça, “provavelmente causados por chutes”. O jovem frequentava a rua Vieira de Carvalho, no Arouche, mas a família diz que ele não entrava em festas. “Ele ficava na praça bebendo com amigos da mesma idade e fumando narguile”, diz a irmã
 
Para Cristiano Pacheco, 32, organizador da festa onde Kaique foi visto pela última vez, o caso é revoltante. “Ele era um garoto calmo, todos gostavam dele. Arrancar os dentes, isso não se faz”, disse.
 
“É muito delicado para a gente perder uma pessoa tão querida da família. O Kaique era muito novo e mal sabia o que era a vida”, disse a irmã.
 
IML
 
Parentes só conseguiram fazer o reconhecimento do corpo na terça-feira (14) –quatro dias depois do crime. Eles dizem ter ido três vezes ao IML (Instituto Médico Legal) no dia anterior, sem sucesso.
 
Anteontem, o irmão e a mãe de Kaique foram informados pelo instituto de que o corpo estava no local desde sábado e que fora mantido fora da geladeira devido à superlotação. Funcionários do IML teriam dito que não avisaram antes porque o corpo estava sujo e precisava ser fotografado.
 
Já o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Ricardo Kirche Cristófi, afirmou que o único registro de procura pelo corpo não identificado ocorreu terça-feira.
 
Cristófi afirmou ainda que os corpos só ficam fora da geladeira para exames e isso também ocorreu nesse caso. Em caso de lotação, os corpos são encaminhados para outras unidades. 

 

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60 Comentários
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  1. Nira

    16 de janeiro de 2014 5:38 pm

    B.O. de suicídio, é ? Não há

    B.O. de suicídio, é ? Não há mais limites nessa terra ? Isso é que é nojento.

  2. adolpho

    16 de janeiro de 2014 5:48 pm

    Peloamordedeus…
    Se existe

    Peloamordedeus…

    Se existe qualquer paralelo entre a situação carcerária do Brasil em geral e de Pedrinhas em particular com o os “rolezinhos”  ele está relacionado à quantidade: celas de prisão onde cabem 3 têm 20 pessoas e shopping projetados para receberem 500 têm 2500, sendo que 2000 são rolezeiros…

  3. Edsonmarcon

    16 de janeiro de 2014 5:56 pm

    SUICÍDIO ????

     

    Pois é, ele se socou, se chutoU, usou uma barra de ferro para quebrar todos os dentes da boca e depois enfiou a barra na perna, antes de se suicidar….

     

     A POLÍCIA DE SÃO PAULO PERDEU COMPLETAMENTE A VERGONHA NA CARA.

     

    1. aliancaliberal

      16 de janeiro de 2014 6:09 pm

      “A POLÍCIA DE SÃO PAULO “

      “A POLÍCIA DE SÃO PAULO ” puxa podia confessar e ser honesto que só pq é do SP sua indignação, se fosse policia do Maranhão a critica seria colocada de forma mais branda. “isso acontece em todos os estados”.

      1. Edsonmarcon

        16 de janeiro de 2014 6:50 pm

        Resposta

        Escrevi “polícia de são paulo” para não colocar todas as polícias no mesmo saco.

        Se outras fizerem parecido, vou reclamar também.

        1. Gunter Zibell - SP

          16 de janeiro de 2014 10:09 pm

          Você está certo, Edsonmarcon

          Toda e qualquer arbitrariedade de polícias deve ser denunciada.

          Mas não pondo em um saco só, ainda que saibamos serem parecidas, pois aí vão ‘escorregar’ com esse artifício.

          Deve ser dito, sim, que há problemas de superlotação nos presídios de MA, ES, RS. E de poder paralelo em SP e MA.

          Devem ser elucidados os casos de violência policial (de Amarildo a Campinas, no mínimo)

          Deve ser dito – com especificidade – que paira esta atribuição de suicídio muito suspeita para a polícia de SP (sendo que é muito provável que seja um dos crimes de homofobia, sempre escamoteados)

          E assim por diante. 

          A segurança pública no Brasil está em cacos: prevenção, averiguação, detenção, julgamento, presídios, tudo está merecedor de críticas.

          1. Ed Döer

            17 de janeiro de 2014 2:50 am

            Só uma correção, poder

            Só uma correção, poder paralelo tem em todos Estados, em maior ou menor grau. O único que tenta enfrentar com algum sucesso (limitado) é o RJ. E creio que superlotação também, novamente, em maior ou menor grau.

          2. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 5:58 am

            Acredito que sim, claro.

            É que os maiores escândalos na área são PCC-SP e esse agora de São Luís.

            E não interessa se a gestão é do PT, do PMDB ou do PSB (!), os casos notórios de superlotação vêm de RS (comentado pela ONU), MA (o que vemos todo dia agora) e ES (aquele dos containeres.)

            Mas o desastre é onipresente, tanto em prisões indevidas como em superlotação e presença de poder paralelo, não há dúvida.

            (!) Não é porque (provavelmente) votarei no PSB que esquecerei disso.

            Aliás, também não esquecerei disto:

            http://oobservador.com/nacional/homofobia-praticada-pela-prefeitura-e-desmascarada-pela-justica-por-zekatraca.html

             

      2. Daytona

        17 de janeiro de 2014 12:09 am

        Puxa, podia confessar que o

        Puxa, podia confessar que o ocorrido está plenamente de acordo com a sideias propagadas pelos gurus racistões do Aliança, como Hans-Hermann Hoppe, professor do Inst. Mises, que defende a remoção física de homosexuais da sociedade.

        Será que os assassinos participavam dos seminários do prof. Hoppe, junto com aqueles grupos neonazistas e membros da KKK, todos seguidores assíduos das ideias do Inst. Mises?

        Aliança, comenta a “lógica” da ideias defendidas por seu guru, Hoppe.

        Vamos aguardar!

      3. Daytona

        17 de janeiro de 2014 2:18 am

        Puxa podia confessar que o

        Puxa podia confessar que o ocorrido está plenamente de acordo com a sideias propagadas pelos gurus racistões do Aliança, como Hans-Hermann Hoppe, professor do Inst. Mises, que defende a remoção física de homosexuais da sociedade.

        Será que os assassinos participavam dos seminários do prof. Hoppe, junto com aqueles grupos neonazistas e membros da KKK, todos seguidores assíduos das ideias do Inst. Mises?

        Aliança, comenta a “lógica” da ideias defendidas por seu guru, Hoppe.

        Vamos aguardar!

  4. aliancaliberal

    16 de janeiro de 2014 6:14 pm

    Mais um jovem brasileiro

    Mais um jovem brasileiro assassinado no país, coloca junto aos outros 50 mil por ano assassinatos.

    E a esquerda deve estar feliz mais gente morta, e se ainda for de uma “classe social” maior é o ganho politico.

    O que importa para a esquerda é o quanto se ganha politicamente com a morte dos cidadãos, não se importam com a tragédia humana e sim a fatura politica.

     

    1. Paulo Figueira

      16 de janeiro de 2014 6:41 pm

      Não venha com essa conversa

      Não venha com essa conversa mole, você sabe sabe muito bem que a violência policial, assim como a violência em nossa sociedade manifestada em suas várias formas, tem origem na extrema desigualde perpetuada por décadas de governos patrocinados por nossa casa grande.

      Atribiur  à esquerda a responsabilidade por este estado de coisas, é no mínimo cinismo. 

      1. Jorge Nogueira Rebolla

        16 de janeiro de 2014 9:07 pm

        O Aliança não atribuiu…


        … a responsabilidade aos esquerdistas, apenas declarou um fato: para a esquerda não importa a perda da vida humana causada pela violência urbana. O que interessa a ela é como explorar os fatos enquadrando-os na sua propaganda.

        1. Gilberto .

          16 de janeiro de 2014 9:36 pm

          Tão de esquerda como a Suíça

          Jorge,

          O meu comentário é tão de esquerda quanto a posição Suíça.  

          Sabia que eles estudam garantir, não só renda mínima,  como estipular o salário máximo dos executivos?

          Um mínimo de igualdade é sensatez.  Se isto é uma exclusividade da esquerda,  sorte nossa!

    2. JB Costa

      16 de janeiro de 2014 7:55 pm

      Não posso, caro Aliança

      Não posso, caro Aliança Liberal, fazer outra avaliação se não a de que é desonesto esse teu comentário. 

      Qualquer assassinato é deplorável. É indiferente a condição da vítima quanto a necessária e justa condenação desse delito tão grave. Entretanto, é razoável colocá-lo no mesmo balaio quando se atenta para as motivações?

      Nesse montante de 50000 se encontram os mais diversos impulsos e situações. Desde a legítima defesa até o mais reles resquintes de sadismo e crueldade. Podem incluir alguns ocasionados por questões banais, como uma discussão de vizinhos. até outras induzidas apenas pelo ódio, como parece ser o caso desse adolescente. 

      Ninguém pode ficar feliz com a morte de um ser humano. Maxime quando esta é perpetrada de forma bárbara e envolve um adolescente. Tua insensibilidade e oportunismo choca; agride; revolta. Esse teu comentário é provocativo. 

      O que a esquerda ganha com isso? O que? Quem politiza de forma vil essa tragédia é quem se vale de argumentos desse tipo. 

      Que coisa mais triste, 

       

      1. aliancaliberal

        16 de janeiro de 2014 11:24 pm

        O futuro mundo socialista justifica a criminalidade.

        Poderia citar N declarações de lideres de esquerda corroborando com a minha afirmação de que a esquerda é pró assassinatos.Vou por outro lado.

        A mente revolucionária  socialista por causa da sua psicopatia, se diz saber como deve ser o mundo, “o mundo esta errado” devemos modifica lo para termos o paraiso “socialista” na terra e para que os homens vivam felizes, em um mundo sem injustiça.

        Se o mundo não é como “deveria ser” eu vou transforma lo da forma correta e quem for contra isso é inimigo da revolução, é uma pessoa má que não quer o bem maior.

        Esta é a justificativa moral da mente revolucionária não importa o crime que cometa , se for pelo bem da revolução esta justificada.

        Qualquer um que reproduza o sistema  vigente é condenável a morte, no futuro paraiso socialista na terra, só o novo homem sociaista deve reinar.

        Não importa quem seja, se não é um revolucionário transformando o mundo não tem direito ao futuro, por isso que o PT e a esquerda, só liga para a morte de quem promove a revolução.

        A morte dos outros cidadãos não tem significância alguma para eles, ou são burgueses, ou são pobres que ainda cultivam o antigo sistema.

        Cada burguês (e aqueles que reproduzem o sistema atual) morto é um passo dado para um futuro socialista.

        1. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 12:07 am

          Não é necessário ser de ‘esquerda’

          Para ver o quanto de bobagem você escreve.

    3. Helio J. Rocha-Pinto

      16 de janeiro de 2014 7:57 pm

      Seu comentário é simplesmente

      Seu comentário é simplesmente desprezível.

      Quem politiza tudo aqui é justamente você.

    4. Daytona

      17 de janeiro de 2014 2:21 am

      Quem deve estar morrendo de

      Quem deve estar morrendo de alegria são os adeptos de seitas racistas, como aquele instituto que defende que homosexuais sejam “fisicamente removidos da sociedade”. Sendo negro(que, segundo o tal Inst. Mises, são geneticamente menos inteligentes que os brancos)melhor ainda.

      Aliança, você, seguidor fervoroso desse antro de racistas e preconceituosos, deve estar muito feliz, não é?

      Explica pra gente essas ideias racistas do Inst. Mises que você tanto admira.

  5. adriana m carvalho

    16 de janeiro de 2014 6:20 pm

    TRANSEXUAL, NÃO É MULHER!. e não pode tirar empregos de mulher!

    Milhões de mulheres e crianças morrem de morte violênta nesse país, na periferia de SP, próximo onde moro, uma prostituta foi presa no parachoque do carro do seu ,cliente e arrastada até morrer…Essa notícia não saiu em nenhum jornal, portal da internet , simplesmente não foi notificado, mais se fosse um travestir…a história seria outra!.

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      16 de janeiro de 2014 10:36 pm

      Alô, Dona Troll! Acorda,

      Alô, Dona Troll! Acorda, minha filha! Travestis são discriminadas. Só na tua cabeça elas teriam prestígio suficiente para “roubar” emprego de mulher. Se não consegues emprego ou perdes os que têm, o mérito é todo teu.

  6. peregrino

    16 de janeiro de 2014 7:11 pm

    as respostas das autoridades são simplesmente nojentas…

    em nada diferem dos bordões da época da ditadura, neste então também repetidos pela secretarias de polícia e segurança pública como verdades absolutas

  7. peregrino

    16 de janeiro de 2014 7:34 pm

    independente do que tenha acontecido…

    a polícia civil tem medo de quê? de quem?

     

    antes de partir para a investigação que se mostrou a mais indicada logo de saída ou assim que corpo foi recolhiso

     

    obedecem a quem?

    1. peregrino

      16 de janeiro de 2014 7:53 pm

      bem que a gente tenta entender de outra forma…

      mas está ficando cada vez mais fácil perceber que é o senso comum das autoridades……………

       

      impregnados até hoje da mesma podridão

  8. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 10:29 pm

    MORTE DE JOVEM GAY EM SP TERÁ CAMINHADA COMO PROTESTO

    http://mixbrasil.uol.com.br/central/morte-de-jovem-gay-em-sp-tera-caminhada-como-protesto-.html

    Grupo fará caminhada contra homofobia após morte de jovem gay em São Paulo

    Kaique foi encontrado morto no sábado

    morte do jovem gay Kaique Augusto, encontrado morto no centro de São Paulo no último sábado, 11 de janeiro, não vai passar em silêncio. Uma movimentação nas redes sociais marcou para a próxima sexta-feira, 17 de janeiro, o Ato por Justiça no Caso Kaique e pela Criminalização da Homofobia e Transfobia.

    A partir das 18p0, o Largo do Arouche, epicentro da vida gay paulistana, recebe a concentração de uma caminhada que vai chegar até a Coordenação Para Políticas LGBT de São Paulo, onde será realizada uma parada. Em seguida, o grupo pretende caminhar em direção à Avenida 9 de Julho, nas proximidades da Câmara Municipal de São Paulo.

    O objetivo é chamar atenção das autoridades competentes para o caso. Kaique estava desaparecido desde a última sexta-feira, 10 de janeiro, e foi encontrado morto no último sábado, em uma ocorrência registrada pela polícia como suicídio, mas com claros indícios de assassinato.

    Até a manhã desta quinta-feira, 16 de janeiro, quase mil pessoas já haviam confirmado presença no ato pelo Facebook (clique aqui para participar). 

     

     

  9. Jorge Nogueira Rebolla

    16 de janeiro de 2014 10:33 pm

    Tem algo extremamente estranho nesta história…

    …a falta dos dentes. Casos eles tivessem sido quebrados dificilmente o malar e o maxilar não estariam destroçados. Em alguns sites dizem que foram extraidos. Mesmo com mais de um agressor o tempo necessário para a violência deve ter sido longo. Isto não foi agressão de rua. Vamos ver a competência ou não da polícia.

    Outra coisa: o Aliança tem toda a razão! Cem trabalhadores heterossexuais, em geral negros pobres moradores da periferia, assassinados não causa 1/10 desta repercussão. Para a esquerda o fato principal não é a destruição da vida humana em si, mas a possibilidade ou não da sua utilização como estandarte para alguma causa.

    P.S. Como é possível que jovens com menos de dezoito anos possam fumar e beber num evento público? Cadê a dona Prefeitura Municipal de São Paulo?

    1. Gunter Zibell - SP

      16 de janeiro de 2014 10:43 pm

      É o contrário

      Crimes de ódio contra homossexuais e transexuais é que não ganham repercussão.

      Há tal afã em ocultar isso que se chega a classificar como “suicídio”.

      Você é um dos comentaristas que mais se esforça nisso de ocultar a homofobia.

      E o assunto, que envolve Polícia Paulista, foi chamada para o Jornal Nacional de hoje, ou seja, não tem essa de esquerda/direita.

      1. Jorge Nogueira Rebolla

        16 de janeiro de 2014 11:41 pm

        As organizações globo, da famiglia marigno, defendem…

        …o capitalismo liberal para a economia

        …o marxismo na cultura!

        Desde os tempos do funesto, e não finado, dotô roberto!

        A homofobia como divulgada pelo movimento gaisista é distorcida, manipulada e mentirosa!

        1. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 12:03 am

          A Globo é “marxista cultural”?

          Cada coisa…

           

          1. Jorge Nogueira Rebolla

            17 de janeiro de 2014 12:11 am

            Quais são as principais bandeiras do marxismo cultural?

            Pense em algo ligado ao conceito de marxismo cultural e veja a posição da globo… comece pelo aborto… passe pelo “gaysismo”… continue pelo aquecimento global antropogênico… siga pelo nazifeminismo… e continue em frente… vá descobrir onde ela muda de rumo…

          2. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 12:57 am

            Marxismo cultural é mito

            Apenas mais um apelido para ‘politicamente correto’.

  10. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 10:53 pm

    De quantos mortos precisa o Brasil para reagir contra homofobia?

    https://www.facebook.com/groups/tchlt/permalink/568242496600186/

    Por Jean Wyllys

    Mais um.

    Em outros países, o brutal assassinato de um adolescente homossexual de 16 anos de idade seria uma notícia que comoveria a sociedade e nos chocaria a todos como poucas notícias nos chocam. Um garoto que ainda estava na escola, com toda uma vida pela frente, arrancado da existência, despojado de toda humanidade, com todos os dentes arrancados e uma barra de ferro dentro da perna. Um menino cheio de futuro que acaba seus dias com traumatismo craniano e intracraniano, com o corpo todo sujo, abandonado sem vida numa avenida da região central de São Paulo. 

    Em outros países, seria manchete de capa de todos os jornais. A Presidenta falaria em cadeia nacional. O país inteiro reclamaria justiça. Os poderes públicos reagiriam de imediato.

    No Chile, um crime semelhante mudou as leis do país e fez governo e oposição coincidirem na necessidade de políticas públicas para enfrentar o preconceito contra a população LGBT. Daniel Zamudio, falecido no dia 27 de março de 2012 depois de vinte dias de agonia em um hospital de Santiago, acabou dando seu nome à lei contra a homofobia que o próprio presidente Piñera (um empresário católico de direita) se decidiu a apoiar. Daniel tinha sido golpeado até ficar inconsciente. Apagaram cigarros no corpo dele, desfiguraram seu rosto, o apedrejaram reiteradas vezes, arrancaram parte de sua orelha, bateram com uma garrafa na cabeça dele, quebraram suas pernas fazendo alavanca com elas até o limite da resistência dos ossos e desenharam três cruzes esvásticas na sua pele com troços de vidro. O país inteiro reclamou justiça e os assassinos, quatro jovens como ele que acreditavam que, por ser gay, não merecia viver, foram condenados pela justiça num processo histórico. O líder do grupo recebeu prisão perpétua.

    Mas no Brasil, Kaique Augusto Batista dos Santos é mais um, só mais um. Um dado mais numa estatística que, de tão terrível, já passa despercebida. Em 2012, o mesmo ano em que Daniel Zamudio perdeu a vida no Chile, 338 pessoas foram assassinadas por serem gays, lésbicas, travestis ou transexuais no Brasil, 27% mais que no ano anterior, que registrou 266 homicídios homo/lesbo/transfóbicos, 317% mais que em 2005, quando o Grupo Gay da Bahia contabilizou 81 casos. E esses números são apenas o pouco que sabemos, porque o Estado não investiga. São estatísticas informadas por uma organização da sociedade civil, recolhidas de matérias publicadas na imprensa e informação das famílias. O número real, portanto, deve ser maior. Kaique é mais um nessa estarrecedora lista de mortos com a qual o Brasil convive com naturalidade. Sua morte não é uma exceção, não surpreende ninguém, não abala o país. 

    A Presidenta, como sempre, não disse nada. Para o governo Dilma, aliado do fundamentalismo religioso e das máfias que pregam o ódio contra todos aqueles que amam diferente, a morte desses meninos não é um fato importante, que mereça a atenção do Estado. A própria Presidenta já disse, justificando o cancelamento de políticas públicas de prevenção e combate à homofobia e ao buyilling nas escolas, que não faria “propaganda da homossexualidade”, como se aquilo fosse possível. Vocês já imaginaram um governante dizendo, para explicar por que se opõe a qualquer política pública contra o racismo, que não admitirá a “propaganda da negritude”?

    Como eu já escrevi tempo atrás, em ocasião de outros assassinatos como este, em cada caso aparece, como pano de fundo, o discurso de ódio alimentado por igrejas caça-níquel e pela bancada fundamentalista no Congresso federal, que em 2013 ganhou de cínico presente, com o apoio da bancada governista, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. É claro que a violência é praticada por pessoas violentas e os agressores são responsáveis por seus atos, mas não é por acaso que as vítimas dessas agressões sejam, repetidamente, jovens homossexuais, e que muitas vezes as pancadas venham acompanhadas por citações bíblicas. A culpa não é da Bíblia, mas dos charlatães que, em nome de uma fé que não têm, distorcem seu texto e seu contexto para usá-la contra a população LGBT, pregando o ódio e convocando a violência. Eles fazem isso por dinheiro e poder — ou você acha que realmente acreditam em alguma coisa? — e o resultado é um país que já se acostumou a assistir no Jornal Nacional à morte de mais um jovem gay, mais uma jovem lésbica, mais uma travesti ou uma pessoa transexual, vítimas do ódio irracional que os fundamentalistas promovem.

    Essa loucura tem de parar! E tem que parar a hipocrisia e o oportunismo dos políticos sem coragem que fazem de conta que não veem o que acontece e continuam subindo fazendo acordos com o fundamentalismo para ganhar minutos de TV e palanques na campanha. Isso custa vidas!

    Semanas atrás, o Senado federal enterrou o PLC-122, um projeto de lei que pretendia equiparar a homofobia ao racismo, agravando as penas dos crimes de ódio contra a população LGBT e punindo as injúrias homofóbicas e a incitação à violência e ao preconceito. É público que eu tenho diferenças de concepção com o texto desse projeto, porque acho que não é apenas pela via do direito penal que vamos acabar com a homofobia e porque acredito que o aumento do estado penal, inclusive nesses casos, não é uma boa ideia. Acredito que a homofobia deve ser crime, sim, e que não pode receber um tratamento diferente ao que recebem os crimes de motivação racista. Acredito, também, que os crimes violentos cometidos por motivo de ódio contra alguma das “categorias suspeitas” que o direito internacional reconhece (negros, judeus, mulheres, homossexuais, transexuais, estrangeiros de nacionalidades estigmatizadas, pessoas com deficiência etc.) devem ter suas penas agravadas, e que as injúrias e atos discriminatórios não-violentos devem receber penas alternativas — não a cesta básica ou a simples multa, mas penas socioeducativas que sirvam para “curar” essa doença social que chamamos preconceito. Contudo, também acredito que com isso não basta e que o direito penal não pode ser o eixo da política pública contra esse problema: precisamos de programas contra o buylling nas escolas, de campanhas nacionais contra o preconceito, de investimento público em políticas em favor da diversidade, de uma legislação que permita às pessoas se defenderem da discriminação no trabalho, no acesso aos serviços públicos e em outros âmbitos da vida social. Precisamos de uma forte e decidida ação dos poderes públicos para acabar com a violência homofóbica e com todas as formas de discriminação legal que a legitimam, por isso meu mandato impulsionou a campanha pelo casamento igualitário e a lei de identidade de gênero e promove regras para a inclusão e políticas afirmativas que favoreçam as minorias estigmatizadas.

    Contudo, a decisão do Senado de enterrar o PLC-122 não foi motivada por uma discussão séria sobre qual é a melhor política contra a homo/lesbo/transfobia, mas pela decisão da maioria dos senadores de que não haja nenhuma política contra ela. Não é por acaso que o pastor Silas Malafaia, um dos líderes do Ku Klux Klan antigay brasileiro, parabenizou os senadores e, em especial, o senador Lindberg Farias, um dos líderes da causa homofóbica no governista Partido dos Trabalhadores. E o enterro do PLC-122 veio coroar uma política de Estado, implementada pelo governo Dilma, que incluiu o cancelamento do programa “Escola sem homofobia”, a destruição de todos os programas e projetos contra a discriminação no âmbito da saúde pública, a oposição ao casamento igualitário (regulamentado pelo Conselho Nacional da Justiça após uma ação promovida pelo meu mandato junto ao PSOL e à ARPEN-RJ, mas ainda engavetado no Congresso), além daquela desastrada declaração da Presidenta sobre a “propaganda homossexual”, em linha com a retórica internacionalmente repudiada do governo russo de Vladimir Putin.

    Em meio a tudo isso, Kaique foi morto. Mais um. E mais outros virão.

    Quantos? De quantos mortos o Brasil precisa para reagir?

    Eu já disse uma vez e vou repetir. Cada uma dessas vítimas tem um algoz material — o assassino, aquele que enfia a faca, que puxa o gatilho, que “desce o pau”, como o pastor Malafaia pediu numa de suas famosas declarações televisivas. Mas há outros algozes, que também têm sangue nas mãos. São aqueles que, no Congresso, no governo e nas igrejas fundamentalistas, promovem, festejam, incitam ou fecham os olhos, por conveniência, oportunismo, poder e dinheiro, cada vez que mais um Kaique é morto. Eles também são assassinos.

    Como deputado federal, mas também como cidadão gay desse país, e antes disso tudo, como ser humano não consegue conviver com a violência e o ódio como se fossem naturais, ficarei à disposição da família e dos amigos de Kaique e farei tudo o que puder para que esse e outros crimes sejam esclarecidos e não fiquem impunes. Como dizia o poeta Pablo Neruda, chileno como Daniel Zamudio, “por esses mortos, nossos mortos, eu peço castigo”.

     

    1. Homocriminoso

      17 de janeiro de 2014 1:11 am

      Criminalizar crime impede crime? Ou já não é crime?

      Como réplica a todos os comentários anteriores do colega (que confesso só ter lido os títulos), lembro que este já é um crime hediondo sob qualquer prisma. Inclusive o do registro policial, que demanda inquérito.

      E não é o “Congresso o responsável”.

      É a SOCIEDADE que é (parcialmente) homofóbica!

      O que aconteceu com este infeliz ser teria acontecido a despeito de (quaisquer) leis. Pois já há leis!

      Além de ser crime matar torturar, já é crime discriminar por raça, gênero, etc.

      Existissem mais leis específicas e este crime seria cometido pelos mesmos criminosos!

      A campanha deve ser muito mais de educação anti-preconceito do que de leis especializadas, já cobertas pelas leis gerais.

      Ou as leis que criminalizam o homicídio os impedem?

      Ou continua apenas fazendo campanha contra os políticos?

      1. Gunter Zibell - SP

        17 de janeiro de 2014 5:52 am

        Eventualmente impedem sim

        A criminalização do racismo não substitui todas as criminalizações precedentes, apenas considera o racismo como agravante e pode aumentar a pena.

        E ninguém acha que os crimes de racismo aumentaram depois da lei 7716/89, ao contrário.

        E a conscientização de que racismo é crime inibiu casos, senão de assassinato de discriminações várias.

        Por isso mesmo ninguém propõe que essa lei seja abolida.

        Pode-se esperar, portanto, alguma melhora com a divulgação pela mídia de “Homofobia é crime”.

        É o Congresso o responsável por não aprovar o PLC 122, já que esse projeto conta com o apoio da maioria da população. (77% segundo o DataSenado, 60%segundo o Ibope.)

        Não sou de responder logins “inéditos”, feitos “ad hoc”.

        Mas, sim, ainda melhor que a criminalização da homofobia (na verdade tipicar assim os crimes já previstos) seriam as campanhas de educação anti-preconceito.

        Porém nosso MEC cancelou um programa que esse ministério mesmo elogiava e não colocou nada no lugar.

         

         

  11. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 10:59 pm

    Morto de maneira brutal, homossexual é encontrado em SP

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/homossexual-e-encontrado-morto-de-maneira-brutal-no-centro-de-sao-paulo-2602.html

    Morto de maneira brutal, homossexual é encontrado no centro de São Paulo

    O adolescente Kaique Augusto foi encontrado com marcas de espancamento e sem os dentes. A família desconfia de que tenha ocorrido crime de homofobia

    No dia 11 de janeiro foi encontrado na Avenida Nove de Julho, no Centro de São Paulo, o corpo do adolescente Kaique Augusto, de 16 anos. O rapaz havia ido a uma festa na região da Praça da República e estava desaparecido até terça-feira 14, quando foi identificado no Instituto Médico Legal. Segundo relatos da família, Kaique estava desfigurado, com marcas de espancamento, sem os dentes e teve a perna transpassada por uma barra de ferro.

    Amigos que acompanhavam Kaique contaram para os familiares da vítima que o rapaz se perdeu em uma festa chamada PZA, próxima à região do Largo do Arouche, e não foi visto saindo do local com outra pessoa. O boletim de ocorrência notificou a morte como suicídio, o que causou estranhamento à família da vítima.

    Segundo entrevista dada por sua irmã ao site R7, Tayna Chidiebere, de 19 anos, “Kaique era muito querido e vivia cercado de amigos”. A desconfiança é de que o crime tenha sido motivado por homofobia, mas não há testemunhas ou provas para confirmar. “Esse é o problema. A gente não estava com ele. Se esse caso for fechado como suicídio eu vou fazer uma baderna na polícia, porque não foi suicídio. Eles são a polícia, são mais experientes do que a gente. Não é possível (…). Preciso saber onde o corpo do meu irmão foi encontrado, porque se a polícia não vai atrás de imagens, eu vou. As únicas pessoas que estavam com ele antes dele morrer não sabem de nada.”

    Em seu Facebook, Tayna pede ajuda de outras pessoas que estiveram na região nos dias do acontecimento para obter provas. “Conversamos com centenas de pessoas pelo face e por telefone e a maior suspeita é que tenha sido um grupo de skinheads, mas isso foi comentário aleatório de pessoas que estavam na região. Não há nada concreto”, escreveu a irmã, que chegou a ouvir de um policial que o irmão “deveria estar na casa de algum amigo, já que ele era homossexual.”

    Amigos e ativistas contra a homofobia marcaram um ato para esta sexta-feira 17, a partir das 18p0. Eles relacionam a morte a crimes de ódio e pretendem protestar da Coordenadoria de Diversidade até as proximidades da Câmara Municipal de São Paulo. Para mais informações, consultar a página do evento.

           

     

  12. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 11:09 pm

    Mais um gay morto. E o Congresso Nacional pode ter sido cúmplice

    http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/01/16/mais-um-gay-e-morto-e-o-congresso-nacional-pode-ter-sido-cumplice/?fb_action_types=og.recommends&fb_s

    Mais um gay é morto. E o Congresso Nacional pode ter sido cúmplice

    Leonardo Sakamoto

    Kaique, negro e homossexual, de 16 anos, foi encontrado morto na madrugada de sábado (11). Segundo familiares que reconheceram o corpo, não havia dentes na boca do rapaz e ele apresentava sinais de tortura, hematomas na cabeça e uma barra de ferro cravada na perna. De acordo com matéria de Felipe Souza e Ricardo Senra, na Folha de S. Paulo, desta quinta (16), ele havia sido visto pela última vez em uma balada gay no Centro da capital paulista.

    Antes de mais nada, uma curiosidade: sabe como a Polícia Civil do 2º DP registrou o caso segundo a matéria? Suicídio. E a Secretaria de Segurança Pública não vai comentar a tortura porque o laudo da morte seria sigiloso e haveria uma investigação em andamento.

    Gente… Sério? Registrar como suicídio?

    O Estado não aprendeu que não se “suicida” alguém diante de elementos que apontam o contrário? Os casos são diferentes, mas me lembrei da morte de Vladimir Herzog e de tantos outros “suicidas” da ditadura. Depois quando digo que a gente tem uma ferida aberta e mal resolvida que influencia o dia a dia da força policial, o pessoal que é saudoso dos Anos de Chumbo dá chilique. Da última vez em que disse isso, muitos gastaram um bom tempo, em uma página de amigos da Rota, defendendo que eu fosse torturado. Deveriam ter aproveitado e lido um bom livro de história contemporânea brasileira…

    Bem, Marco Feliciano está deixando a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Viva! Mas me assusta a quantidade de pessoas, teoricamente com acesso à informação, que “discordavam, mas entendiam” as posições do profeta, que dizer, pastor, veiculadas durante 2013. O que preocupa, uma vez que as “abominações” continuam morrendo.

    Tenho a certeza de que se Jesus, o personagem histórico, vivesse hoje, defendendo a mesma ideia presente nas escrituras sagradas do cristianismo, mas atualizando-a para os novos tempos, seria humulhado, xingado, surrado, queimado, alfinetado e explodido. Tachado de defensor de bicha, mendigo e sem-terra vagabundo. Olhado como subversivo, acusado de “heterofóbico” e “cristofóbico”. Alcunhado como agressor da família e dos bons costumes.

    Você, sim, você que diz que não é homofóbico.

    Acha um absurdo homossexuais serem surrados, mas “entende” quando gays “extrapolam” em suas liberdades, tiram outras pessoas do sério e “exageros” acabam acontecendo.

    Defende a igualdade perante a lei, mesmo que vivamos em uma sociedade com pessoas que, historicamente, tiveram mais direitos que outras e, portanto, estão em uma situação privilegiada.

    Acredita, acima de tudo, na proteção à família cristã, com pai e mãe, como solução para todos os males do mundo.

    Você pode ser dodói e, talvez, nem perceba. Pois o diabo, ele sim, não está apenas na morte de Kaique, mas também nos detalhes que causam dor no cotidiano.

    Você fica no fundo da sala de aula tirando barato da colega só porque descobriu que ela é lésbica?

    Senta no sofá da sala e concorda com seu pai que alguma coisa precisa ser feita pois o mundo está indo para o buraco e a prova disso é um casal de “bichas” ter se beijado na saída do cinema?

    Na hora de contratar alguém no escritório, prefere o hétero inexperiente do que a travesti mais do que adequada para a função?

    Fica possesso por um hétero se juntar a um grupo de gays e reclamar das piadinhas estúpidas e sem sentido que você faz?

    Vê seu filho brincando de boneca com a amiguinha e, imediatamente, manda ele voltar para casa e nunca mais permite que a veja de novo, pois não quer má influências na formação dele?

    Acha uma aberração às leis de Deus duas mulheres ou dois homens se dedicarem à criação de uma criança, mas gasta todo o seu tempo livre com amigos, terceirizando seus filhos para uma babá?

    Considera que falar sobre preconceito, igualdade, tolerância e homofobia para as crianças na escola fazem com que elas “aprendam” a ser gays e lésbicas?

    Fica lisonjeado quando recebe uma cantada de mulher, mas transtornado quando o gracejo vem de um homem?

    Acha que beijar uma pessoa do mesmo sexo, demonstrando afeto, faz de você gay?

    Você acha tudo isso uma grande besteira?

    A família de Kaique, provavelmente, não.

    Não sei onde estão os que executaram a ação, mas sugiro que os cúmplices sejam procurados no mais imponente dos prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde, por trás da imunidade parlamentar, se escondem entrincheirados defensores da discriminação, do preconceito e da intolerância. Deputados e senadores que bradam indignados mediante a tentativa de aprovação da lei que criminaliza a homofobia. Supostos representantes dos interesses de Deus na Terra que afirmam lutar pelo direito de expressarem suas crenças. Mas que droga de crença é essa que diz que A é pior que B, gerando ódio sobre o primeiro, só porque A curte alguém do mesmo sexo?

    Pode parecer exagero, mas não é. O Ministério Público Federal deveria co-responsabilizar os membros da bancada evangélica em Brasília por conta desses atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali. Pois ao travar uma medida que contribuiria com a solução, eles ajudam na manutenção das condições que geram o problema. São parte dele.

    Cada homossexual que for espancado e morto deve ser acrescentado na conta desses representantes políticos. Mas como não acredito em acerto de contas no juízo final ou na celeridade da Justiça brasileira, muito menos em uma ação dos eleitores desse pessoal, só me resta ter fé.

      

     

  13. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 11:34 pm

    Homofobia: até quando?

    http://siterg.terra.com.br/news/2014/01/16/homofobia-ate-quando/

    Homofobia: até quando?

    Menino de 16 anos é vítima de homofobia na cidade de São Paulo

     

    Mais um crime homofóbico acontece em SP. Até quando?

    Por Rinaldo Zirrah

    E nem bem começamos o ano e já temos uma prova de barbárie urbana: você já deve ter visto na web a notícia sobre um menino, de 16 anos, que foi encontrado morto na cidade de São Paulo, no sábado (11.01). Kaique dos Santos estava ali na região do Centro, junto com amigos, bebendo e se divertindo. Coisa natural de jovens. Kaique, homossexual e negro, foi vítima de tortura. Tiraram-lhe os dentes, atravessaram uma barra de ferro em sua perna (!). A polícia? Bem…segundo Felipe Souza, da Folha, enquadraram a situação como suicídio.

    Caros policiais, sinto informar: pelo menos eu jamais conseguiria, mesmo num momento de fúria e desespero, arrancar todos os meus dentes praticamente e, depois, não satisfeito, enfiar uma barra de ferro em minha perna. Até quando as autoridades irão fechar os olhos para a questão da homofobia? O menino, de apenas 16 anos, foi a primeira – praticamente – vítima que a mídia nos mostra este ano. Fora os muitos “Kaiques” que este Brasil tem e que todos os dias sofrem o cruel preconceito. E Kaique pode ainda ter sofrido duplamente. Afinal, além de gay, era negro.  A polícia diz que irá adotar outras linhas de investigação do caso.

    Agora, convenhamos: imagina você, mãe ou pai, saber que seu filho foi violentamente assassinado pelo fato de apenas…existir. Kaique era gay. Mas e eu ou você com isso? O fato do rapaz estar na rua com amigos, bebendo, curtindo sua noite  e ser homossexual, não muda em nada a sua, a minha, a nossa vida. Até quando as autoridades vão negar que a homofobia deve ser encarada dentro do código penal com penas mais severas?

    Está mais do que na hora dos gays se unirem e darem um basta nisso. Corre a boca pequena que hoje (16.01), a partir das 18p0, vai ter um pequeno ato reivindicando justiça no Largo do Arouche, em SP.

     

     

  14. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 11:37 pm

    Travesti é executada com tiros de pistola de uso das FFAA

    Uberaba, MG: Travesti é executada com tiros de pistola de uso das Forças Armadas:

    http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,5,pol%C3%8Dcia,89976

    Samu e bombeiros foram chamados, mas, quando chegaram, Toni Gretchen (detalhe) já estava sem vida

     

    O travesti Antônio Carlos dos Santos, 50 anos, que já foi conhecido como “Toni Gretchen” e mais recentemente como “Pantera Negra”, foi executado a tiros de pistola de uso restrito das Forças Armadas. O crime aconteceu na madrugada de ontem na avenida Coronel Joaquim de Oliveira Prata, no bairro Bom Retiro, onde a vítima “fazia ponto”. O autor dos disparos fugiu em um carro de cor escura. Imagens de câmeras de segurança podem ajudar na investigação.

    Policiais militares da 212ª Companhia do 4º BPM foram designados para atender ocorrência de disparos de arma de fogo na avenida Coronel Joaquim de Oliveira Prata. No local, uma testemunha relatou que estava em sua residência, na mesma avenida, quando ouviu alguns disparos de arma de fogo. Ao sair para ver o que acontecia, se deparou com o travesti caído debaixo da marquise do “Bar do Bueno” e notou que um veículo VW Gol ou Golf deixou o local em alta velocidade pela rua Jacutinga, sentido avenida Guilherme Ferreira.

    Em seguida, segundo a testemunha, acionou o resgate do Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a chegada do socorro especializado, foi constatada a morte do travesti. A perícia técnica da Polícia Civil foi chamada ao local. O perito criminal Amarildo Giacometo recolheu quatro cápsulas de calibre 9mm e constatou que os disparos acertaram a cabeça e pernas da vítima.

    Travestis que “fazem ponto” na região disseram aos policiais militares que a vítima fazia ponto no local há muitos anos. Também informaram que, há cerca um mês, “Pantera Negra” teria sido agredido, chegando a ficar internado. Em poder da vítima foram encontrados e apreendidos uma folha referente a processo judicial, um passaporte, R$5 em dinheiro, cigarros, preservativos, lubrificante, carteira de reservista, chaves e um documento de estrangeiro não identificado.

    O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por necropsia e foi liberado a familiares. O assassinato está sendo investigado por delegados e agentes da 4ª DPC, no centro. Imagens de segurança de casas e comércios da região podem ajudar a Polícia Civil a identificar e prender o acusado.

  15. Gunter Zibell - SP

    16 de janeiro de 2014 11:41 pm

    Transexuais são ameaçadas por policial federal bêbado e armado

    Campo Grande, MS: Transexuais são ameaçadas por policial federal bêbado e armado:

    http://www.midiamax.com.br/noticias/891453-lider+lgbt+diz+transexuais+foram+ameacadas+policial+federal+bebado+armado.html

    Presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) Cris Stefany, declarou em postagem no Facebook nesta quarta-feira (15) que seis transexuais foram ameaçadas por policiais federais bêbados e armados na noite de terça-feira, em Campo Grande.

    Com o título “noite tensa”, Cris conta que teve de socorrer seis transexuais nas ruas do centro pois elas estavam sendo ameaçadas por dois homens bêbados que dirigiam na contramão. Os homens abordaram as transexuais com arma em punho, mandando que elas saíssem das ruas, segundo a postagem.

    Cris sublinha que “até ai, apesar de não estar nada bem, por ser corriqueiro malucos destes tipos nas ruas, apenas chamamos a polícia militar”. Foi quando veio a surpresa. De acordo com a presidente da ATTMS, os PMs chegaram ao local e constataram que se tratava de um policial da Polícia Federal com seu irmão.

    No texto Cris Stefany elogia a ação da Polícia Militar e conta que na Delegacia da Polícia Civil não quiseram ouvir a versão das transexuais. Elas foram até a Delegacia da Polícia Federal e prestaram depoimento.

    A assessoria da Polícia Federal declarou que o policial federal em questão afirmou ser vítima de tentativa de roubo de um morador de rua e que abordou as transexuais e outras pessoas no local em busca do morador. A nota ainda diz que no boletim de ocorrência da PM não há referência a agressões às transexuais.

    Confira abaixo a postagem de Cris Stefany na íntegra:

    NOITE TENSA!

    Acabei de chegar da Delegacia da Policia Federal, após um começo de noite extremamente “MARA” com amigos: Almir Machado Guimarães, Carla Lopes Catelan, Brendon Colombo Braz, Nicolly Souza e Daniel, eu e Nicole tivemos que socorrer 6 meninas TRANS nas ruas do Centro de Campo Grande/MS, que estavam sendo ameaçadas por dois sujeitos bêbados e dirigindo na contra mão, aparentemente embriagados e abordaram todas com arma de fogo em punho, mandando que as mesmas saíssem todas das ruas. Até ai, apesar de não está nada bem, mas por ser corriqueiro malucos destes tipos nas ruas, apenas chamamos a policia militar que ao chegar ao local constatou que se tratava de um policial da policia federal e seu irmão como comparsa, agredindo pessoas nas ruas, dirigindo embriagados e apontando armas para as profissionais do sexo que são travestis e estavam!

    A PM foi excelentes na ação, conduzindo todo/as para delegacia da civil, porem, depois de liberados pela PM, ui chamada na sala do delegado que surpreendentemente, disse que não ia fazer anda porque era de jurisdição da FEDERAL e não dele, mesmo eu argumentando que elas foram ameaçadas lá na civil ficou a fala do cara sem a versão das meninas, mesmo assim fomos até a delegacia da Federal onde as meninas foram todas ouvidas!

    Bom … Agora é esperar e ver no que vai dar!

  16. Jorge Nogueira Rebolla

    16 de janeiro de 2014 11:47 pm

    De quantos mortos o Brasil precisa para valorizar a vida?

    1.000.000 de assassinados nos últimos trinta anos ainda não foi o suficiente!

    1. aliancaliberal

      16 de janeiro de 2014 11:50 pm

      Eles não se importam.

      Eles não se importam.

      1. Gilberto .

        17 de janeiro de 2014 12:25 am

        Com os “pecadores” você também não…

        O garoto, apenas “paga” os seus pecados, é assim?

        Tão seletivo quanto sua acusação ao Gunter:  “uns são mais iguais que outros”, não é Aliança?

        Jorge, no seu 1.000.000 (qual é a fonte deste número?) estão inclusos vários crimes por sexualidade, não? Então, qual o problema? Ao que parece, nem eu nem você, aprovamos violência de qualquer tipo. 

        1. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 12:55 am

          1 milhão

          É um número razoável para os assassinatos no Brasil nos últimos 30 anos. Até porque ronda 50 mil/ano.

          Só que o Aliança e Jorge não gostam que se pesquise as causas e que se diga que nesse conjunto, basicamente de latrocínios ou disputas de facções há:

          – cerca de 4 mil assassinatos anuais de mulheres pelos companheiros (o que é um crime de ódio, não?)

          – cerca de 300 assassinatos anuais de LGBTs tão somente por orientação sexual (o que á algo absolutamente torpe também.)

          – assassinatos praticados por resquícios do pensamento ‘esquadrão da morte’

          E é difícil lidar politicamente com essa realidade, em um país onde forças policiais, descendentes diretas da falta de controle do regime autoritário, escamoteiam os motivos das mortes, congressistas de todo lado engavetam o PLC 122 e o governo abandona programas (tímidos) de combate a homofobia.

          Não há inocentes nesse assunto no Brasil, mas há dezenas de milhões de omissos.

          1. Jorge Nogueira Rebolla

            17 de janeiro de 2014 1:03 am

            Gunter são em média 4.000 mulheres assassinadas…

            …este é o número total, os casos de assassinatos cometidos por atuais ou ex-companheiros não representam a totalidade.

            …quanto ao segundo tópico, respostas acima de como o GGB consegue o número.

          2. Gunter Zibell - SP

            17 de janeiro de 2014 5:42 am

            E provavelmente 50% são crimes de ódio

            Assim, não importa se são 2000 ou 4000

            É um desastre do mesmo modo.

             

        2. Jorge Nogueira Rebolla

          17 de janeiro de 2014 1:01 am

          Na verdade foi bem mais de 1.000.000

          Deve chegar a 1.200.000 de 1983 a 2013, com pelo menos 50%, ou 600.000 assassinados, de 2003 a 2013. Caso você tenha alguma dúvida procure o mapa da violência.

          Claro que ocorreram homicídios devido a natureza da vítima, mas não é este o ponto principal, até porque devem representar algo em torno de 5% do total. O que realmente deveria ocorrer é a punição dos homicidas, excetuando-se os casos previstos nas excludentes penais, os demais que assassinaram deveriam ser punidos severamente, não matarem e continuarem livres.

  17. aliancaliberal

    17 de janeiro de 2014 12:02 am

    Gunter, como não vi em você o

    Gunter, como não vi em você o mesmo empenho  em denunciar a onda de violência que assola a muito tempo toda a população brasileira, devo concluir que a sua luta por igualdade não é sincera apenas retórica por uma causa, o que é denunciado pela a sua indignação seletiva, o que é estranho em quem se diz lutar pela igualdade, mas pelo visto “uns são mais iguais que outros”.

    Não vi a sua manifestação de indignação para dar um exemplo da morte da menina Ana Clara, talvez pq ela não tem “pedigre politico”não é util a causa seja qual for.

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Em2D7fKNy10%5D

    1. Gunter Zibell - SP

      17 de janeiro de 2014 12:45 am

      Não seja ridículo

      Você está argumentando do mesmo modo tosco que alguns outros comentaristas, o que não o faz menos tosco.

      Em primeiro lugar eu sou um dos mais preocupados com segurança pública por aqui. O descuido com o assunto aparece em vários posts, sem contar os ‘rebates’ em posts ufanistas do tipo ‘como é cordial o meu Brasil’.

      Em segundo lugar eu sou totalmente contrário à redução da maioridade penal, sou a favor da descriminalização da maconha e do aborto, do reinício dos muitrões para redução de presos indevidamente, e, ainda, pela adoção de penas alternativas em maior número de casos. Pelo que minha abordagem de segurança pública não lhe interessa de qualquer modo.

      E, por último, eu me empenho no assunto homofobia porque ele é escamoteado em geral, tanto por ‘direita’ como por ‘esquerda’. 

      Já o tema ‘crise no MA’ recebeu muitos posts, inclusive um que indiquei (mas que fora indicado por outro comentarista também.)

      1. aliancaliberal

        17 de janeiro de 2014 3:03 am

        O que nos distância é que

        O que nos distância é que minha luta contra a violência não leva em conta a origem, seja branco, preto, rico, pobre, homo ou hetero todos são iguais no direito a vida.

        Não faço distinção  todos os seres humanos tem o mesmo valor e o mesmo direito a vida..

        Isso que nos diferencia, não relativizo o direito a vida, ela é o bem maior da nossa humanidade. 

        1. Gunter Zibell - SP

          17 de janeiro de 2014 5:36 am

          O que nos distancia

          É que você usa qualquer sofisma que tem à mão para não reconhecer a existência de homofobia.

          Eu não nego a existência dos mais variados crimes de ódio ou originados por preconceitos. Aliás, trabalho bastante essas questões, ainda que o que mais apareça aqui é a homofobia pela vontade geral de querer invisibilizá-la.

          Eu não relativizo o direito à vida nem tampouco o direito à verdade e à informação.

        2. Daytona

          18 de janeiro de 2014 1:43 am

          Como você concilia essa sua

          Como você concilia essa sua suposta posição(acredite quem quiser)com as ideias racistas e preconceituosas de seus mestres do Inst. Mises, que defendem desde a remoção física de homosexuais da sociedade, como a inferioridade intelectual de negros?

           

  18. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:03 am

    1 – Listado no blog homofobiamata.wordpress.com em 2014

    Um homem de 46 anos foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (9), na Rua Garcia do Idem, em Goianira, região metropolitana de Goiânia. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima ficou desfigurada já que foi morta a pedradas e facadas. O homem seria usuário de drogas e tinha envolvimento com homossexuais.

    A polícia já identificou os autores, seriam dois homossexuais. A PM acredita que tenha sido um crime passional. O corpo já foi removido pelo IML.

    http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/homem-%C3%A9-assassinado-a-pedradas-e-facadas-por-homossexuais-1.454857

  19. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:05 am

    2 – Listado no blog homofobiamata.wordpress.com em 2014

    Segundo informações da Polícia, um vizinhou ouviu uma discursão vindo de uma residência localizada na Rua da Pitombeira no bairro Novo Coqueiral. Ao verificar a situação através da janela, percebeu que Adilson Alfredo Bezerra, de idade não informada, estava caído no chão e com marcas de sangue pelo corpo.
     Diante do fato, o vizinho acionou a Polícia Militar que esteve no local e constatou que a vítima já estava morta. O isolamento do local foi feito e a Polícia Civil esteve realizando o levantamento cadavérico, onde foi constatado que o corpo estaria com três perfurações, provavelmente caudado por golpes de faca peixeira.
     De acordo com a Polícia, o principal suspeito é o companheiro da vítima que era homossexual. O mesmo está foragido e não teve o nome revelado.

    http://estacaojatauba.blogspot.com.br/2014/01/homossexual-e-assassinado-em-toritama.html

  20. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:08 am

    3 – Listado no blog homofobiamata.wordpress.com em 2014

    “Quando chegamos no local encontramos marcas de sangue em uma pedra ao lado do corpo, que estava com parte da cabeça esmagada. Acreditamos que a morte tenha sido causada em decorrência das agressões”, disse.

    Ainda segundo o sargento, ao lado do corpo foram encontrados preservativos, roupas íntimas e outros objetos. “Encontramos preservativos usado e roupas que estavam em uma sacola, possivelmente o travesti veio fazer um programa nessa construção e foi morto logo em seguida”, contou o policial.

    http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2014/01/travesti-e-encontrado-morto-com-cabeca-esmagada-na-vila-irma-dulce.html

  21. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:12 am

    4 – Listado no blog homofobiamata.wordpress.com em 2014
    Um homem foi assassinado a tiros na noite desta quarta-feira (1) no Bairro de Mandacaru, em João Pessoa. A vítima foi identificada como Diego Marchado dos Santos Oliveira (26), que era homossexual e deficiente auditivo. Homens da Polícia Militar foi chamada ao local após receber a denúncia de que estaria acontecendo uma briga, provavelmente de casal, e encontrou Diego Marchado já sem vida. Diego também atendia pelo apelido de Sthefany. A vítima tinha acabado de se mudar da casa da mãe. http://www.araruna1.com/noticia/17731/homossexual-com-deficiencia-auditiva-e-assassinado-a-tiros-no-bairro-de-mandacaru-na-capital-paraibana
     

  22. Jorge Nogueira Rebolla

    17 de janeiro de 2014 1:16 am

    5 – Quatro casos de homicídios de homossexuais…

    …incluídos na estatística da homofobia tiveram como assassinos outros gays.

    O último listado em 2013 é ainda mais significativo:

    Um jovem de 23 anos foi morto com um tiro em Várzea Grande na madrugada desta terça-feira (31). Bruno da Silva Sarat, levou um tiro no rosto, quando tentava entrar em um bar privê, conhecido como “Bar da Rayssa” no bairro Carrapicho.

    Segundo informações da polícia, Bruno chegou no local e tentou entrar, porém foi impedido pelo proprietário do estabelecimento o Lorivaldo Chavier, conhecido como o “travesti Rayssa”. Não contente a vítima pulou o muro do bar e entrou, ao ser percebida no interior do bar, levou um tiro no rosto. Bruno morreu no local . O crime agora será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    http://www.odocumento.com.br/print.php?id=449865

  23. JB Costa

    17 de janeiro de 2014 1:38 am

    Todos vamos morrer. T O D O

    Todos vamos morrer. T O D O S. Mais dias, menos dias, chegará a vez de cada um ser vivo animal e vegetal deste planeta.

    Há dúvidas acerca disso? Não. Então vamos em frente. 

    Nossa espécie, conforme certa vez preconizou Freud,  oscila entre Eros(personificação do Amor) e Tanatos(personificação da Morte). Essa pulsão, quer queiramos ou não, até agora não foi abafada. Somos capazes de ir de um extremo ao outro num átimo. Portanto, eliminar semelhantes também parece ser inato a nossa espécie. 

    Até aí nada de novo. Vamos morrer e com uma razoável probalidade do agente causador ser um par nosso. Do mesmo modo, a violência motivada ou imotivada no nosso meio também é previsível. 

    Bem, mas a partir daí podemos nos resignar? Suspirar fundo e balançar a cabeça? Se não podemos elidir as mortes não naturais  e as violências físicas e morais podemos, e devemos,  por imposição ética, reduzí-las ao mínimo do mínimo, ou seja, no nível da possibilidade estatística e do imponderável.

    Para isso, o primeiro e imprenscindível passo é identificar as motivações e a partir daí se conhecer a verdadeira gênese do ato delituoso. Não se trata de categorizar por intuito de valoração intrínseca porque uma vida é uma vida. Mas isso é em termos filosóficos. O reconhecimento e a condenação moral e legal de crimes motivados apenas por ódio racial, de genero, político, orientação sexual ou opção religiosa, é um imperativo no campo sociológico porque fora do escopo do inatismo. 

    Por esses termos, é um  embuste, uma tergiversação intelectual,  querer nivelar as vítimas(fatais ou não) incluídas nessa genealogia de motivações relacionadas. 

  24. Julio Palmieri

    17 de janeiro de 2014 1:54 am

    lenda sobre o caso em varios

    lenda sobre o caso em varios outros post pela net fica claro que a maioria aqui fez um pré-julgamento da policia por puro habito de criticar!

    1º – as informações dadas pela familia sobre o estado do pobre rapaz não é confirmado pela policia, que disse que vai aguardar o laudo,  principalmente o fato de estar sem todos os dentes,  uma queda de um viaduto poderia provocar a perda dos dentes, sobre a tal barra nas pernas também a duvidas, ainda mais que a familia disse que somente identificou o rapaz 03 dias apos ele ser recolhido ao IML,  nesse caso a barra já teria sido retirada pois e uma prova do fato!

    2º – o BO preliminar dizendo ser suicidio foi feito pelos PM´s que encontraram o corpo proximo a um viaduto, como eles não fazem a pericia, apenas colocaram a provavel causa, mas e apenas preliminar!  a Policia Civil tem sido bem clara que aguardara o laudo para se pronunciar, algo que muitos aqui não esperaram, afinal e obrigação criticar a policia!

    3º – a propria familia não fala em crime homofobico, ainda, então quem esta afirmando isso são apenas os lobistas!

    4º – ninguém mais se importa com o fato de menor de idade estar em uma festa noturna  ingerindo bebida, mesmo que sua familia não tive a percepção desse fato, o responsavel pela festa deveria ser processado!

    5º – essas acusações feitas aqui, sem provas e baseadas apenas em depoimento de familiares abalados com o corpo machucado de um menino e prova que o pedido de avaliação fria e honesta dos fatos so vale quando interessa

  25. nilccemar

    17 de janeiro de 2014 4:22 am

    Que coisa mais horrenda, meu

    Que coisa mais horrenda, meu Deus. Me chamou atenção um detalhe: a ausência dos dentes. Há no site do jornal Brasil 247 manifestações desses extremistas que se referem muito a dentes, xingam, frequentemente, entre outros, os petralhas de desdentados, insistem muito nisso. Os dentes fortes dos jovens negros e mulatos e seus belos sorrisos, parecem causar muita inveja a um certo grupo, justo esse que cometeu tal barbárie. Me parece que tem a ver com jagunços também, porque no filme O Sargento Getúlio, este, que conduzia um jornalista como refém, e o tratava por comunista, dentre as torturas impingidas, extraiu-lhe todos dentes. Portanto, há sim um grupo usuário dessa prática, que não me parece tipica de skinheads, embora pareçam ser também psicopatas com distúrbios sexuais. Quem são essas pessoas ? Por que ninguém investiga mais os esquadrões da morte ? Não digo os órgãos de policiamento, totalmente alheios, mas nem bons jornalistas sondam mais essa ocorrência, que parece estar correndo solta pelo menos em São Paulo, capital, interior e litoral. Agora, a versão do suicidio lembra a da chacina, na qual um menino de 12 anos, vítima, teria tido capacidade de chacinar seus pais, ambos PMs experientes, e outros parentes, que foi imposta sem reação alguma. Se dissessem ter sido obra do cachorro da família também passaria por plausível. 

  26. Maria Luisa

    17 de janeiro de 2014 8:15 am

    Onde foi que erramos ?

    Também achei estranho o boletim de ocorrência ter assinalado suicidio, quando percebe-se pela descrição do estado do corpo, de que o garoto foi torturado até a morte. 

    Eu achava que o novo vinha para melhorar, revolucionar, ser vanguardista… era assim que eu era quando tinha meus 16-18 anos e ouvia meus colegas conformando-se ao conservadorismo reacionario. Mas parece que a barbaridade tem tomado conta de mentes jovens, que deveriam ser muito mais abertas e tolerantes ao não tão diferente assim. 

     

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