5 de junho de 2026

Marina veta Alckmin e em troca reafirma ser vice de Campos, por fim

Enviado por Gunter Zibell – SP

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de O Globo

Marina veta apoio do PSB a Alckmin em SP e concorda em ser lançada logo a vice na chapa de Campos

  • Ex-senadora acerta que sua candidatura a vice será lançada ainda neste mês ou no máximo até meados de fevereiro

RICARDO NOBLAT


Marina Silva e Eduardo Campos, principais nomes do PSB
Foto: Marcos Alves / O Globo

Marina Silva e Eduardo Campos, principais nomes do PSB Marcos Alves / O Globo

BRASÍLIA — A ex-ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, ganhou a queda de braço com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aspirante a candidato do PSB à sucessão da presidente Dilma Rousseff. O PSB não apoiará o governador Geraldo Alckmin (PSB), de São Paulo, candidato à reeleição.

Em compensação, Marina concordou em ter sua candidatura a vice de Eduardo lançada ainda neste mês – ou no máximo até meados de fevereiro. No próximo dia 17 haverá em Recife um encontro informal de dirigentes nacionais do PSB. Entre outros assuntos, discutirão nomes para a vaga de Alckmin.

Eduardo guarda na memória do seu computador pessoal os resultados de pesquisa recente encomendada pelo PSB sobre a eleição em São Paulo. Uma das questões propostas aos entrevistados testou a popularidade de Marina Silva e o alcance do seu apoio como vice à candidatura de Eduardo.

A popularidade de Marina bateu a casa dos 20%. Com o apoio dela, Eduardo ultrapassa Aécio Neves, aspirante a candidato do PSDB a presidente, nas maiores cidades do Estado. Os resultados da pesquisa convenceram o governador de Pernambuco a acatar o veto de Marina ao nome de Alckmin.

A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB) resiste ao assédio de Marina para ser candidata ao governo do Estado. Eduardo resiste à pressão da cúpula do PSB paulista para que o partido apoie a reeleição de Alckmin e continue fazendo parte do governo dele. O PSB precisa de candidato próprio em São Paulo para dar palanque a Eduardo.

Em breve, Aécio retribuirá o gesto de Eduardo que oficializou em Pernambuco a entrada do PSDB no seu governo. O partido ganhou uma secretaria de Estado e a chefia do Detran. O candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais será o atual prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).

Em dezembro último, Eduardo e Aécio se reuniram no Rio de Janeiro e acertaram que dividirão o mesmo palanque nos Estados onde isso seja conveniente ao PSDB e ao PSB. Lacerda apoiará Aécio, apesar de ser filiado ao partido de Eduardo. Mas Eduardo, que nada tinha a perder em Minas, pelo menos ganhou um palanque para pisar.

Palanques comuns a Eduardo e Aécio têm muito a ver com as sucessões estaduais. O PSDB enfrentará em Minas a forte candidatura de Fernando Pimentel (PT), atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Márcio Lacerda é o melhor nome de que pode dispor Aécio para vencer Pimentel.

PTB e PT deixaram o governo Eduardo em outubro passado. Ou concorrerão à sucessão de Eduardo com um único candidato ou com dois – que, num eventual segundo turno, estarão juntos. O PSDB, que no Estado era oposição a Eduardo, agora passará para o lado dele.

Na Paraíba, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pretende disputar o governo do Estado. Nas contas de Eduardo, ali o PSDB acabará apoiando a reeleição do atual governador, que é do PSB. No Paraná, Beto Richa (PSDB), governador, ganhará o apoio do PSB. O vice dele é do PSB.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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19 Comentários
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  1. Mário Mendonça

    4 de janeiro de 2014 12:48 pm

    Nassif
    O Brasil é um balaio

    Nassif

    O Brasil é um balaio de gatos partidário, é por isso que somos uma republiqueta de bananas……

    1. Paulo Henrique Tavares

      4 de janeiro de 2014 7:10 pm

      Mário,
       
      Você poderia ou

      Mário,

       

      Você poderia ou fundar um partido ou entrar em algum já existente, eleger-se e nos presentear com um governo/administração “séria”, “honesta”, “eficiente”, etc. Transformando o Brasil numa república da tecnologia de ponta. Exportador contumaz de equipamentos de alto valor agregado, etc.

      Se você for do Estado de São Paulo terá o meu voto. Mas adianto, você tem que ser melhor do que está aí, porque se for só para dizer que os políticos são ruins e nós “bons”, eu já estou casado de ouvir.

  2. Adalberto Ribeiro

    4 de janeiro de 2014 1:28 pm

    IINQUESTIONÁVEL: Eduardo Campos em campanha antecipada.

    TSE NELE!!!

    https://www.facebook.com/photo.php?v=725611700783442&l=981433145832569264

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=CflCQ5KBEus&list=HL1388841982 align:center]

  3. Filipe Rodrigues

    4 de janeiro de 2014 1:35 pm

    Quem diria, Marina dando lição no Eduardo…

    Essa aproximação PSB/PSDB  dará vitória fácil a Dilma, ou o Eduardo é muito menos esperto que a gente imagina ou está fazendo o jogo do Lula (com quem tem boas relações): 1º ele tira Marina da disputa e 2º ele aproxima do Aécio para beneficiar Dilma.

    Até pretendo votar na Dilma, mas o PT tem uma triste mania de abrir mão de disputar em favor de aliados da direita (apesar do clima atual no partido estar menos propício que em 2010, principalmente após os protestos de junho), mas sei lá, nos últimos anos os próprios militantes do PT fazem auto-censura.

    Por isso, era importante que Eduardo mantivesse bases nas esquerdas, a aliança PT/PTB em Pernambuco é uma roubada para o PT, se fosse petista e pernambucano votaria no candidato apoiado pelo Eduardo, Armando Monteiro é aquele favorável a flexibilização da CLT e das doações de pessoas jurídicas nas eleições.

    Gunter vive criticando a postura menos libertária do PT desde os anos 90, mas a Marina não ameaça muito mais o estado laico???

    1. vera lucia venturini

      4 de janeiro de 2014 2:45 pm

      Você foi longe, hem,

      Você foi longe, hem, Filipe!!! A Dilma, o Lula e o PT não precisam de tanta tramóia para ganhar a próxima eleição.

      O movimento político é simples: Eduardo Campos se achou um grande líder político depois que o seu partido cresceu na última eleição (com o apoio do PT e do Lula) e Marina, que se fez no PT, se acha o máximo. Junte-se a isso a ambição pessoal de ambos…

    2. Gunter Zibell - SP

      4 de janeiro de 2014 6:50 pm

      Não vejo porque ameaçaria

      Não importa a religião de uma pessoa, mas o que ela faz contra ou a favor do Estado Laico.

      Há espiritualistas que são radicalmente a favor de total separação igreja-estado e ateus que fazem concessões ao abandono do estado laico por interesse político.

      Isso de falar que Marina é evangélica se tornou apenas um spam de propaganda em redes sociais. (Fico pensando se não foi um equívoco não ter votado nela em 2010…)

      Ela não é criacionista, ortodoxos também não são. Que diferença tem entre ela, que agora aceita casamento civil igualitário e Fernando Haddad que se recusou a dizê-lo quando entrevistado diretamente em maio/2012?

      Enquanto senadora ela não quis assinar o PLC 122. Mas Gleisi também não… E 8 de 12 senadores do PT – e os 12 do PSDB – também não foram favoráveis agora… Pelo menos 3/4 do PSB foram.

      Considerando as declarações de ambas (Marina e Gleisi) sobre várias coisas, sendo que Marina pelo menos admite (o que ao meu ver não seria sequer necessário) plebiscito sobre aborto e maconha, quem teria potencial para revogar leis aprovadas por maioria de Assembleia Legislativa por pedido de religiosos caso fosse governadora? (Como Agnelo já fez…)

      No fim ela é perguntada tantas vezes que acaba tendo oportunidades até de mostrar-se mais secularista (e também de cometer gafes como apoiar o processo de condução de Feliciano à presidência da CDHM, no que também não se diferencia de tantos governistas que apoiaram essa ideia.)

      E os aliados do PT então, para os quais a bancada do PT ajuda no teatrinho de deixar passar projetos em comissões mas não pô-los em votações? (Ou o contrário, como no PLC 122 e mais alguns outros…)

      Marina não assusta. Eu fiz um levantamento recente olhando nas páginas de facebook. Tenho 174 amigos que curtem ‘Dilma’ (12 LGBTs) e um número menor curte ‘Marina’, 135, mas dos quais 16 são LGBTs. 

      E, se ela fosse candidata (agora é quase certo que não será) teria tantas ou mais intenções de voto que Dilma junto à parcela com ensino superior (completo ou não.)

      Bom, eu acho que essas menções à religiosidade de Marina não colam e soa até como preconceito. E ela não participou da história recente de concessões ao antissecularismo, já não era governo.

      http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico

       

      1. Obelix

        4 de janeiro de 2014 8:07 pm

        Modernosa.

        Moderno mesmo é ter Bonhausen e Heráclito e falar do pragmatismo ou conservadorismo alheio.

        Eu fico imaginando: em 2010, será à toa que foi a Marina que se beneficiou da onda antissecularista proposta pelo nosferatu de SP?

        Pois é.

      2. Filipe Rodrigues

        4 de janeiro de 2014 9:40 pm

        A Marina é muito próxima do

        A Marina é muito próxima do Marco Feliciano e até defende seu direito de expressar ou dar declarações infelizes.

        Jean Willys vem tendo uma postura política bem diferente de seu partido, ao não cair no discurso contra tudo ou todos, faz oposição tudo bem, mas reconhece que o PT é a opção “menos pior” que as demais.

        1. Gunter Zibell - SP

          5 de janeiro de 2014 12:49 am

          Não sei se ela é próxima.

          Só sei da declaração dela de (acho que) abril, justamente a que Wyllys condenou. E ela não elogiou as posições de Feliciano, apenas disse um fato, que há preconceito em relação a evangélicos (como ela própria enfrenta agora) e fez uma suposição (que eu considero equivocada) de que Feliciano estivesse sendo vítima disso.

          E Wyllys não fez nenhuma comparação entre as pré-candidaturas para o ano que vem. Se o fizer virá a ser uma posição pessoal dele, não necessariamente do partido dele.

          Eu, por exemplo, acho o PSB uma opção mais interessante para o ano que vem. Com Marina incluída na conta. 

          Ainda acho que Dilma se reelege. Mas nota-se que a candidatura Campos incomoda mais que a de Aécio (que mal é citada mesmo…) Também acho que, na eventualidade de Campos vencer, o PT não se recusaria a fazer parte do governo. Por isso também não vejo nenhum sentido na demonização que hoje é feita de Campos e Marina.

  4. Malú

    4 de janeiro de 2014 2:07 pm

    Grande novidade…

    Grande novidade, quem é que não sabia que ela iria ser vice do traíra? Quem é que não sabia que o lugar de vice era uma moeda de troca? Como todo mundo sabe, também, que este país nunca votou em vice e não vai ser agora que o povo vai virar pateta e votar em vice.

  5. Aroeira

    4 de janeiro de 2014 2:23 pm

    Vídeo sensacional!

    Pra mudar o voto de qualquer brasileiro, principalmente se ele for pernambucano. Vídeo que mostra Eduardo Campos fazendo uma defesa sensacional da Dilma num debate com o Jarbas Vasconcelos. Com este vídeo, Campos me convenceu definitivamente: é Dilma na cabeça novamente.

    Sugiro ao Jornalista Luis Nassif que reproduza esta pérola em seu blog,  já que eu não sei como enviar o vídeo, mas apenas o link. Segue:    http://youtu.be/IfZare-Dxkk

  6. Francisco de Assis

    4 de janeiro de 2014 3:08 pm

    VOTE NUM TRAÍRA E LEVE DOIS

    VOTE NUM TRAÍRA E LEVE DOIS

    (como diria Zé Serra)

  7. Aroeira

    4 de janeiro de 2014 3:34 pm

    Para Campos, Dilma é o máximo

    Ave Maria! O vídeo com Eduardo Campos colocando Dilma nas alturas já aparece duas vezes em meio aos comentários. Valeu!!!

  8. emerson57

    4 de janeiro de 2014 5:44 pm

    repeteco

    de minha autoria no Caf:

    “Ex-senadora acerta que sua candidatura a vice ”

    a grande Marina pegou uma carona no Chico Mendes e saiu do mato,
    depois pegou outra carona com o Lula e saiu do anonimato,
    agora pega uma carona com o Dudu e sai da história.

    e AQUI digo mais: 

    essa Marina acha que tem cacife. 

    os votos que ela obteve NÃO são dela mas do PIG !. (PROBA IMPRENSA GLORYOSA)

  9. Ruy Barbosa Maciel

    4 de janeiro de 2014 5:49 pm

    NESTA CAMPANHA DIFÍCIL, O DIFÍCIL PARA AÉCIO

    Lendo uma reportagem na CARTAMAIOR, deparei com um colunista perguntando: O que era aquela estranha substância branca que vazava da lapela do paletó do senador Aécio e fazia corar os praticantes de uma procissão em São João del Rey? Pesquisei e achei uma foto sem retoques aparentes e sem photoshopagem, na página da prefeitura no feice:

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=140832172763127&set=a.140831342763210.1073741866.116141061898905&type=3&theater

    Quase não acreditei na mancada do senador. Aqui em minas nós sabemods de sua fama de Bacana,que os udenistas tentam colar nele a imagem de festeiro tal qual JK e não dado a bacanais de arromba. É  estarrecedor este tipo deco,mportamento em hoemem público e de meia idade:

  10. alext4e

    4 de janeiro de 2014 6:01 pm

    Eleições no Brasil

    Depois do advento da reeleição, o debate sobre eleições é um só:

    se quem está no atual mandado vai se candidatar a reeleição. e se já estiver no segundo mandato, o debate é  quem é que vai ser candidato a sucessão.

    Depois que a Dilma for reeleita, os quatro anos que virão será para se descobrir quem será o candidato em 2018. Se ele ganhar, o debate será saber se ele será candidato a reeleição. Então ele se candidata a reeleição e perde. Ou seja, a oposiçao chega ao poder. Mas o debate será o mesmo. Ele vai ser candidato a reeleição? E essa pergunta será feita durante aqueles programas ridículos exibidos em dia de votação. Ou seja, o sujeito é eleito para o primeiro mandato e os comentaristas já querem saber se o eleito vai se candidatar a reeleição.

     

  11. Alexandre Weber - Santos -SP

    4 de janeiro de 2014 7:32 pm

    País sem partidos políticos que valham o nome

    A falta de discurso, seja ideológico, administrativo ou mesmo pragmático sobre tudo isto (autoritário talvez), dos partidos políticos não é mero acaso, decorre, na minha humilde opinião, da falta de um projeto de país claro, onde se vislumbre uma meta a se alcançar e os meios para produzir tal desidério.

    Enfim, os dirigentes partidários hoje, ou vendem legendas ou negociam tempo de tv, que é a grosso modo apoio. São na verdade partidos cabos eleitorais que lutam a cada eleição para continuar com seus previlégios negociáveis, sem qualquer compromisso com a população e o país.

    O nível é muito baixo.

    Não vislumbro uma luz no fim do tunel, não existe reforma política que rompa  a densa ignorância dos que estão nos comandos das legendas.

    Será preciso reconstruir do nada a representação política do Brasil, com novos poderes legislativos, judiciários e executivos. Sem uma terra arrazada para dar um reinício, não vejo como melhorar, só iremos continuar entregando à alienígenas nossas riquezas, nossa soberânia, nossa honra e nossa Nação.

    Será que é isto que o povo quer quando vota?

    Ser vendido como escravo sem perspectiva de libertação?

    Mentes curiosas querem saber.

  12. Jorge Fernandes

    4 de janeiro de 2014 8:11 pm

    Dirceu – será mais fácil que muitos pensavam

    Informado que Marina impôs o distanciamento do PSB do palanque do governador Geraldo Alckmim (PSDB-SP) nas eleições deste ano, José Dirceu afirmou:

    “Está acontecendo exatamente como nós previmos. A reeleição dá presidenta Dilma será mais fácil que muitos imaginaram.”

     

  13. Juneau

    5 de janeiro de 2014 5:13 pm

    Jogada de mestre da marina
    Marina ver qur alkimin e Padilha sao fracos.
    Assim elegendo Erundina a rede passaria a governar o maior estado do pais.
    Marina sabe que 2014 e de dilma ela ja ta se preparado pra 2018

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