5 de junho de 2026

Mesmo longe da F1, Schumacher sempre desafiou o perigo

Sugerido por demarchi

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Da Deutsche Welle

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 gosta de adrenalina. Entre seus hobbies estão esportes radicais, como bungee jumping e paraquedismo. Mesmo após acidentes, ele disse que não abriria mão do que lhe dá prazer.

 
Equitação, paraquedismo, mergulho, motociclismo − Michael Schumacher adora altas doses de adrenalina. Mesmo longe dos autódromos, o heptacampeão da Fórmula 1 sempre desafiou o perigo.
 
Depois de encerrar a carreira na F1 pela primeira vez, em 2006, ele logo voltou para as pistas como motociclista. Chegou até a participar de uma corrida, usando o pseudônimo Marcel Niederhausen.
 
Em fevereiro de 2009, feriu-se gravemente durante um teste de moto em Valência. Fraturas na região da cabeça e do pescoço foram o resultado. Aquele fora o mais grave acidente de Schumacher até então, quase tendo impossibilitado sua futura volta aos autódromos de Fórmula 1.
Quando o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, feriu-se, em 2009, Schumacher decidiu voltar ao cockpit. Mas seu pescoço mostrou ser um problema a ser superado.
“As sequelas das lesões causadas pelo acidente de moto em fevereiro, quando sofri fraturas na região da cabeça e do pescoço, infelizmente, ainda são muito pesadas”, reconheceu Schumacher na época. “Por isso, meu pescoço não consegue suportar as tensões extremas da Fórmula 1.” Mas apenas alguns meses depois ele voltava a correr, já na temporada de 2010, pela Mercedes.
Acidentes graves nas pistas
 
Curta carreira de motociclista também teve acidentes
 
No decorrer de sua longa carreira na Fórmula 1, Schumacher sofreu alguns acidentes graves, mas sempre teve muita sorte.
A lesão mais grave na categoria ele sofreu em 1999 em Silverstone. Logo após a largada, os freios de sua Ferrari falharam, e ela se chocou contra uma pilha de pneus a 100 quilômetros por hora. Ele quebrou a tíbia e o perônio, tendo que ficar de fora de seis corridas.
 
Dois anos mais tarde, antes da corrida de abertura da temporada, em Melbourne, Schumacher perdeu o controle sobre seu carro a 280 quilômetros por hora, durante os treinos. O automóvel saiu da pista e entrou na área de cascalho, onde girou no ar duas vezes antes de parar em pé. Schumacher escapou ileso.
 
“Estou feliz que todos nós possamos ir para casa sadios e que nada de ruim tenha acontecido”, disse a esposa Corinna, após Schumacher encerrar sua carreira pela primeira vez, em 2006.
 
O atleta sempre enfrentou o risco de forma consciente. “Apesar dos acidentes, não tenho medo”, disse, numa entrevista na televisão. “Pode ser que eu tenha mudado algumas coisas. Mas não o meu estilo de vida, a ponto de eu abrir mão de coisas que me dão prazer.”
 
Esqui perto de casa
 
Schumacher deixa o carro após o acidente em Melbourne, na Austrália, em 2006
 
Entre as coisas que dão prazer ao pai de dois filhos estão esportes como equitação, bungee jumping, paraquedismo e esqui.
Durante as pausas das temporadas de Fórmula 1, ele frequentemente ia esquiar na Noruega ou na Suíça. Alguns dos principais resorts de esqui dos Alpes franceses ficam não muito longe de onde ele reside, em Gland, no Lago Léman, na Suíça.
E foi nos Alpes franceses, mais precisamente em Méribel, que aconteceu o trágico acidente deste domingo. Fora da pista, o ex-piloto caiu e bateu com a cabeça contra uma rocha, ferindo-se gravemente, embora estivesse de capacete.
Schumacher, que completa 45 anos nesta sexta-feira, foi levado para o Hospital Universitário de Grenoble com um grave traumatismo craniano. Após uma cirurgia de emergência, está em coma induzido e luta pela vida.
 
 

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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