4 de junho de 2026

País termina 2013 melhor do que começou, diz Dilma na TV

Da Agência Brasil

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Ivan Richard

Brasília – No último pronunciamento nacional em cadeia de rádio e televisão do ano, a presidente Dilma Rousseff procurou passar para população uma mensagem de otimismo para 2014. Em um balanço de 2013, Dilma frisou que país termina o ano “melhor do que começou”, mesmo passando por crises internas e externas.

Em um recado aos “críticos”, a presidenta disse que a “instalação da desconfiança” é muito ruim para o Brasil e que uma “guerra psicológica” pode inibir investimentos e retardar iniciativas.

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Em pouco mais de 12 minutos, Dilma frisou que o Brasil tem motivos para esperar um 2014 “ainda melhor do que foi 2013”. “Sinto alegria de poder tranquilizar vocês dizendo-lhes que entrem em 2014 com a certeza que o seu padrão de vida vai ser ainda melhor do que você tem hoje, sem risco de desemprego, podendo pagar as prestações, em condições de abrir sua empresa ou ampliar seu próprio negócio”, disse a presidenta.

Aos jovens, Dilma pediu que “usem a fotografia do presente e do passado recente” para projetar um “futuro melhor”. Em relação à economia, a presidenta frisou que seu governo teve “ação firme”, cortou gastos e “garantiu” o equilíbrio fiscal, reduziu o preço da conta de luz e dos impostos.

“Nesses últimos casos, enfrentando duras críticas daqueles que não se preocupam com o bolso da população brasileira”, discursou em relação à oposição. Ela acrescentou que o governo está “firme” na luta contra a inflação na manutenção do equilíbrio das contas públicas. “Sabemos o que é preciso para isso e nada nos fará sair desse rumo”, frisou Dilma.

A presidenta lembrou ainda do processo de concessões de portos, aeroportos e rodovias que, segundo ela, estão “melhorando a infraestrutura, iniciando a mais ampla, justa e moderna parceria de todos os tempos com o setor privado”.

Dilma acrescentou que, em 2013, o governo viabilizou a exploração do pré-sal, o que vai garantir “fabulosos recursos” para a educação e a saúde. “Estamos fazendo um esforço redobrado nesta área [educação]. Além de garantir mais vagas e mais qualidade em todos os níveis de ensino, aumentamos o número de creches e escolas em tempo integral, universidades e escolas técnicas”, disse.

A presidenta disse que o Programa Mais Médicos levou 6.658 profissionais para 2.177 cidades e, em 2014, serão mais 13 mil médicos e 45 milhões de brasileiros beneficiados. No ano marcado pelos protestos de rua, a presidenta acentuou que o governo ampliou o diálogo com todos os setores da sociedade. “Escutamos seus reclamos implantando pactos para acelerar o cumprimento de nossos compromissos”, discursou.

Em recado direto a trabalhadores e empresários, ela se disse disposta a ouvi-los “em tudo que for importante para o Brasil.” Dilma frisou ainda que “apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando”. Sem citar ações, Dilma ressaltou que o seu governo tem buscado apoiar “fortemente” as populações tradicionais, em especial os grupos indígenas e quilombolas. “Não deixamos, em nenhum momento, de lutar em favor de todos os brasileiros, em especial dos que mais precisam”, disse. 

Reforçando o tom otimista para o próximo ano, a presidenta disse que o Brasil melhorou e pode melhor mais. “O Brasil será do tamanho que quisermos, do tamanho que imaginemos. Se imaginarmos um país justo e grande e lutarmos por isso, assim teremos”, prometeu Dilma.

Edição: Fábio Massalli

 

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16 Comentários
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  1. Assis Ribeiro

    30 de dezembro de 2013 2:16 pm

    Avante, Dilma

    “apostar no Brasil é o caminho mais rápido para todos saírem ganhando”

    Esse blog deve divulgar matérias como esta.

    Essa é a leitura do pronunciamento de Dilma de ano novo, mensagem que traz esperança.

    Aqui não é espaço para urubologia.

     

    1. edna baker

      30 de dezembro de 2013 8:12 pm

      Assis Ribeiro adoro seus

      Assis Ribeiro adoro seus comentários. Feliz Ano Novo!

      1. Assis Ribeiro

        31 de dezembro de 2013 3:51 pm

        Edna

         Feliz Ano Novo

  2. Jose Saguy Tenorio

    30 de dezembro de 2013 4:51 pm

    Uma comunicação melhor em 2014

    Muito embora o governo peque por ter um setor de comunicação falha, como a SECOM e ter um ministro das comunicações fraco, a postura da presidente Dilma consegue a duras penas, superar essas deficiências. 

    Em termos de transparência e lisura a presidente Dilma é inatacável, imaginem os senhores se a presidente estivesse cometido algum deslize, algum escândalo? Estejam certo que é o que a grande mídia quer. Eles querem retomar ao poder, uma vez que sempre se sentiram donos do país. O Governo e o PT terão que tomar medidas firmes, bem pensadas e sérias, visando neutralizar as tentativas de ataques que certamente surgirão em 2014. por partes desse pessoal que não se conformam em terem sido afastados do poder pela vontade do povo, pois, apesar de toda transparência dos votos computados nas urnas, ainda assim esse pessoal não aceita os fatos e ainda se sentem proprietários do Brasil. É uma coisa dessa? Ridículos.

    Se tivesse o governo uma SECOM bem dirigida e eficiente, o pronunciamento da presidente seria apenas para felicitar a sociedade, mas não, vai a presidente ficar tentando explicar medidas que tomou no decorrer do ano, em uma ocasião que seria oportuna apenas para congratulações.

    O que eu acho legal nisso tudo, é que apesar de a grande imprensa mentir e ficar jogando cascas de banana para o governo escorregar, a presidente Dilma tem mantido uma postura digna e compatível com o cargo que ocupa, pois em momento algum vimos a presidente Dilma batendo boca ou demonstrando desiquilíbrio com alguns mequetrefes da tradicional imprensa.

    Espero que o governo tome algumas medidas reparadoras em 2014, por exemplo, as montadoras ganharam ajudas e incentivos mil durantes os últimos anos, e o que que fez a General Motors, no Vale do Paraiba? demitiu mais de mil funcionário por telegrama.

    E que o governo em 2014 melhore sua comunicação com o povo, pois apanha e sofre chantagem diuturnamente da velha imprensa. Você tenta assistir um programa como aquele da Globo News, Fatos & Versões, parece mais uma reunião de fofoqueiros tentando induzir os telespectadores desacreditarem no governo, uma verdadeira mixórdia. Você não ver uma notícia neutra ou favorável às medidas que o governo tomou ou vai tomar, eles conseguem distorcer as notícias de maneira que qualquer notícia fique contra o governo. Mas para mim, essa também foi a minha última vez que tentei assistir, pois lá eu não volto mais, e assim como eu, creio muitas outras pessoas também tenham percebido a jogada desonesta desse pessoal da Globo News.

    Ps. Aqui vai um alerta aos paulistas; prestem a atenção o que as rádios Bandeirantes e JovemPan, estão fazendo o contra o prefeito Fernando Haddad e PT.

  3. Gilson AS

    30 de dezembro de 2013 5:06 pm

    Discretamente para não

    Discretamente para não levantar mais ainda a ira da oposição, que não tem programa e só vive de denúncia, a Dilma optou por uma roupa na tonalidade verde.

    Parece bobagem, não é ? mas com essa oposição, tudo pode virar denúncia, até enviar cartão de felicitações pelo Natal, aos funcionários públicos.

  4. Durvalino

    30 de dezembro de 2013 5:46 pm

    Brasil desigual.

    …………  insisto q a lei de responsabilidade fiscal tem de ser alterada para conter gastos infrutiferos na  propraganda e publicidade do governo, seja federal, estadual ou municipal..  um por cento da receita corrente liquida eh o suficiiente.

    como pode a presidente gastar 90 mil reais numa apresentaçao em rede nacional , afora os gastos com cabeleleiros e manicures …..  

    enquanto isso o povo q vive nas palafitas se viram sem vaso sanitario.  Brasil desigual. Brasil desigual..

     

  5. Kleberson

    30 de dezembro de 2013 5:56 pm

    Propaganda eleitoral antecipada
    Propaganda eleitoral antecipada com dinheiro público. Não houve anúncio de utilidade pública no discurso apenas propaganda de seu governo. Sou contra este tipo de uso da máquina pública para buscar dividendos políticos.

    1. Assis Ribeiro

      30 de dezembro de 2013 6:42 pm

      Está na lei.

      DECRETO No 84.181, DE 12 DE NOVEMBRO DE 1979.

      Art 1º – O artigo 87, do Regulamento dos Serviços de Radiodifusão, aprovado pelo Decreto nº 52.795, de 31 de 31 de outubro de 1963, passa a ter a seguinte redação:

      ‘’Art. 87 – Na preservação da ordem pública e da segurança nacional ou no interesse da Administração, as emissoras de radiodifusão poderão ser convocadas para, gratuitamente, formarem ou integrarem redes, visando à divulgação de assuntos de relevante importância.

    2. Anarquista Lúcida

      30 de dezembro de 2013 6:45 pm

      Nao é ela que financia a Abril e o Estadao nao…

      Macaco, OLHE O SEU RABO. Aconselho a leitura do blog Namaria News (nao sei se ainda existe, mas tinha contas detalhadas do que os governos de Sao Paulo e Goiás gastavam com propaganda). Além do mais, compravam Veja para todos os professores, sem pedido nem licença dos mesmos (abrindo para a Abril a mala-direta dos endereços deles), e punham na conta de despesas com Educaçao! 

  6. ruyacquaviva

    30 de dezembro de 2013 6:04 pm

    Gostei muito do

    Gostei muito do pronunciamento da Dilma.

    Correto, falando verdades que precisam ser ditas e não saindo nem um milímetro dos limites definidos para um pronunciamento oficial.

    Mais um golaço da nossa presidenta.

    A oposição acusou o golpe e passa ridículo (DE NOVO) reclamando da Dilma por ela fazer aquilo que está estritamente dentro de suas atribuições. Com isso a oposição quebra a cara mais uma vez.

  7. Aroeira

    30 de dezembro de 2013 6:54 pm

    Mais uma gozação do Prof. Hariovaldo

    Mais um Natal de pobreza e miséria no Brasil

    24 de dezembro de 2013

    Então é Natal, mas nem parece, o espírito natalino, que do país anda ausente há mais de uma década, por aqui não influencia nada, dada a pobreza e a miséria que tomou conta da nação devido às ações comunizantes impetradas pelos bolchevistas usurpadores que só espalham o desalento por todos os lares brasileiros, sufocando qualquer grito natalino, visto que pregam o comunismo ateu e detestam a felicidade que o comércio e o consumo proporciona para as pessoas.

    Cada vez mais pobres, as pessoas, vítimas de Lula e Dilma, querem ver esta época passar rápido, para não se lembrarem da bonança e da fartura dos tempos idos, antes da chegada dos bolchevistas ao poder. Pelas ruas e avenidas das cidades não se vê viv’almas comprando presentes ou ingredientes para a ceia, dada a falta de dinheiro ocasionada pelo desemprego recorde, os magazines e os hipermercados, vazios como nunca, estão às moscas, sem compradores para consumir seus parcos produtos, uma tristeza.

    Com todo esse cenário desolador, resta nos desejar um feliz natal a essa gentalha sofrida e esperar sinceramente que ela tenha aprendido a nunca mais votar nesses candidatos petistas para que mais natais como esses não se repitam mais, e que possamos, num futuro breve, voltar a ter um verdadeiro natal, onde os todos os empregados e serviçais voltem a ganhar panetones e outros mimos natalinos dos homens de bem da nação. Amém.

  8. josé adailton

    30 de dezembro de 2013 7:41 pm

    luiz carlos

    luiz carlos bresser-pereira

     

    30/12/2013 – 04p0

    O recuo da presidente

     

    Ontem, nesta Folha, Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou em entrevista que a presidente Dilma Rousseff “está perdendo a batalha política e ideológica para o mercado financeiro”, 

    ……………………………………………………………………………………………………..

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizcarlosbresserpereira/2013/12/1391437-o-recuo-da-presidente.shtml

     

  9. josé adailton

    30 de dezembro de 2013 8:29 pm

    COPA 2014

    Custo de arenas da Copa sobe R$ 1 bi e supera investimento em mobilidade

    http://copadomundo.uol.com.br/noticias/redacao/2013/11/25/custo-de-estadios-da-copa-sobe-r-1-bi-e-supera-investimento-em-mobilidade.htm

     

    Infelizmente nada se pode fazer(nossa história só comprova o quanto estamos longe do bom caminho) e, por isso, nunca deixaremos de ser emergentes pois,  mais do que um problema, é um mal entranhado em nossa sociedade.

    O argumento de que a Copa do Mundo de 2014 seria usada, principalmente, para catalisar investimentos em mobilidade urbana em suas cidades-sede foi por terra nesta segunda-feira. Após o Ministério do Esporte atualizar a lista de obras para o Mundial de 2014, ficou evidente que a maior parte dos recursos destinados à preparação do país para o torneio vai mesmo para a reforma ou construção de estádios.

    De acordo com a versão atual da chamada Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo, só as obras estádios do Mundial vão consumir pouco mais de R$ 8 bilhões –R$ 1 bilhão a mais do que o previsto na versão anterior do documento, divulgada em dezembro do ano passado. Já as obras para melhorias do transporte público ou construção de novas vias receberão cerca de R$ 7 bilhões –R$ 800 milhões a menos do que receberiam anteriormente.

    1. Diogo Costa

      30 de dezembro de 2013 9:58 pm

      Balanço das Obras – Ministro Aldo Rebelo no Valor Econômico

      “O país-sede não vence, necessariamente, a Copa do Mundo dentro do campo, mas festeja a passagem de um furacão desenvolvimentista que deixa em seu rastro benfazejo um legado incomensurável.

      O megaevento esportivo mais cobiçado e acompanhado do planeta, disputado com unhas e dentes pelos países mais desenvolvidos, é um motor de progresso e farol de projeção geopolítica.

      Como desejo, esperamos que ao soar o apito final no Maracanã, em 13 de julho de 2014, o Brasil seja campeão. Como realidade concreta e irreversível, ficará um resultado extraordinário para benefício do povo brasileiro.

      Os números são auspiciosos. O último balanço da Copa, que tem como referência o mês de setembro, mostra que os investimentos públicos e privados já alcançam R$ 25,6 bilhões dos quais:

      •    R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana
      •    R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios
      •    R$ 6,3 bilhões em aeroportos
      •    R$ 1,9 bilhão  em segurança
      •    R$ 600 milhões em portos
      •    R$ 400 milhões em telecomunicações
      •    R$ 200 milhões em infraestrutura turística
      •    R$ 200 milhões em instalações complementares

      As consultorias Ernst&Young e Fundação Getúlio Vargas calculam que, entre 2010 e 2014, serão movimentados R$ 142,39 bilhões adicionais na economia nacional. Para cada R$ 1 aplicado pelo setor público, R$ 3,4 serão investidos pela iniciativa privada a partir das obras estruturantes.

      Deverão ser gerados 3,6 milhões de empregos – a população do Uruguai. A arrecadação de impostos atingirá R$ 11 bilhões e a população vai auferir renda adicional de R$ 63,48 bilhões apenas nesse quadriênio.

      Segundo prospecção da consultoria Value Partners, os investimentos vão agregar R$ 183,2 bilhões ao Produto Interno Bruto até 2019. Os efeitos na economia serão ainda mais fecundos se o Brasil ganhar a Copa. Estudo do pesquisador britânico John S. Irons, do “Center for American Progress”, indica que o torneio da Fifa “faz rolar a bola da economia” do país-anfitrião que levanta a taça. O PIB da Inglaterra, se cresceu 2% em 1966, aumentou para mais de 3% nos dois anos seguintes. Fenômeno idêntico ocorreu com a Argentina, sede e vencedora da Copa de 1978.

      Afora os aspectos econômicos, a Copa do Mundo é, e antes de tudo, uma contagiante festa esportiva que, ao realizar-se no País do Futebol, encontra o seu campo perfeito. O retumbante sucesso popular da Copa das Confederações foi uma prévia da jornada de 2014.

      As manifestações contrárias, algumas legítimas, de pessoas que se sentem prejudicadas pelas obras associadas ao torneio da Fifa, mas, de fato, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento, serão, naturalmente, assimiladas. Nada é feito contra os interesses do povo. Três quartos dos investimentos nos projetos se destinam a infraestrutura e serviços.

      No que concerne ao Governo Federal, a palavra de ordem é minimizar o dano. O interesse do Ministério do Esporte é que eventuais transtornos sejam resolvidos com a dignidade, o respeito e as compensações que o povo brasileiro merece.

      Já os que apontam desvio de recursos das áreas sociais deveriam cotejar os investimentos. Na Copa, como se viu, os investimentos chegam aos R$ 25,6 bilhões. O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa Fifa em 2007. Pois, de lá para cá, investimentos da União em educação quase triplicaram e os destinados à saúde mais que dobraram. A Educação recebeu R$ 311,6 bilhões. A Saúde, R$ 447 bilhões.

      Os argumentos contra os estádios de “padrão Fifa” são autodepreciativos – e se repetem desde a construção do Maracanã no final da década de 1940. Merecemos estádios à altura do nosso futebol, para conforto e segurança do torcedor.

      Até agora, aproximadamente R$ 4 bilhões foram emprestados – e não doados – pelo BNDES a empresas e governos estaduais. A demora de dois anos do repasse para o Itaquerão, a Arena Corinthians em São Paulo, deveu-se a discussões acerca das garantias bancárias exigidas ao Corinthians.

      Compreendendo sua importância social e lúdica, a maioria do povo brasileiro é a favor da Copa. Nada menos que dois terços, segundo a última pesquisa do Datafolha, continuam apoiando a realização do evento e, pelo andar da carruagem, vão volver ao índice próximo de 80% vigente antes da onda revisora das manifestações de junho. Para os entrevistados, será uma “Copa alegre”.

      Outra herança positiva da Copa poderá ser a redução do pessimismo, cultural de uns, caviloso de outros, que duvidam da capacidade do Brasil de realizar um empreendimento de tanta magnitude e abrem os olhos para os problemas e os fecham para as soluções.

      Toda a soberba e soberana Nação que construímos em cinco séculos é reduzida a deficiências e deformidades, que certamente temos, mas que estão longe de configurar a face de nossa formação social. Realizamos empreitadas mais difíceis e importantes que uma Copa, e já fizemos uma em 1950, porém a de 2014 parece objeto preferencial de um derrotismo seletivo de várias inspirações – a começar do facciosismo político-partidário que atira na Fifa para atingir o governo.

      As críticas aperfeiçoam qualquer projeto, mas a diatribe só atende à morbidez das cassandras. Não é de hoje que viceja no Brasil um pessimismo voluptuoso. As grandes rupturas de nossa História a guerra aos holandeses, a Independência, a República, a Abolição e a Revolução de 30 – nunca foram perdoadas. Assim como ainda são increpados o Maracanã e Brasília – alvos da “fracassomania”, recidiva como um cupim autofágico, insistentemente apontada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em seu governo.

      Com todas as nossas deficiências e deformidades históricas, nenhuma delas introduzida ou agravada pela Copa, seremos capazes de usufruir os resultados benfazejos de um evento que gera desenvolvimento em todos os campos.

      Como visto, a festa do futebol inova ou acelera obras de infraestrutura para usufruto perene do povo, traz turistas, melhorias da segurança, empregos, aumento capilarizado de negócios e consequente incremento do PIB. Também aperfeiçoa mecanismos de transparência e escrutínio dos gastos públicos. Ao final, ficará demonstrado que o Brasil sabe realizar uma Copa do Mundo tanto quanto ganhá-la.”
       
      Aldo Rebelo
      Ministro do Esporte

      *o artigo foi publicado na edição desta quinta-feira do jornal “Valor Econômico”

      http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2013/12/ministro-diz-que-governo-federal-nao-esta-gastando-com-estadios-da-copa.html

  10. DanielQuireza

    31 de dezembro de 2013 2:47 am

    O Brasil precisa urgemente

    O Brasil precisa urgemente fazer um grande programa de obras públicas que funcione. Independe do custo da obra. Os estádios da copa podem servir de exemplos. Ficaram caros, mas aparentemente estão muito bem feitos e em tempo acessível. 

    O Governo deveria pegar algumas obras cruciais – ferrovias, transposições, grandes barrages, grandes obras de saneamento, etc – e fechar um pacote. Licitar a obra completa, sem muito detalhamento, com custo por m2, por exemplo, cobrando apenas a efetividade final da obra. Poderia dar um bonus para quem entregar antes do prazo. 

    Estão indo na direção contrária. O custo da burocracia e dos controles envolvidos para se fazer a obra está ficando maior que o custo da própria obra. Essa dinamica tem que mudar.

    Ano que vem temos eleições, porque nenhum candidato propoe algo desse tipo ? 

    Aécio e Campos criticaram Dilma por suposta demora nas obras, mas o que eles fariam ? 

    Qual a proposta deles, vão agilizar como  ? Ninguem sabe. 

  11. Serralheiro 70

    31 de dezembro de 2013 12:02 pm

    Feliz 2014 para todas do

    Feliz 2014 para todas do blog,um  ano de esperança e de realizações, O Brasil está na copa!

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