O momento agora é o de sobrevivência da campanha por direitos iguais e não se recusa boia estendida.
Passado o furacão do período 20-nov a 17-dez o que fazer? Tratar de reconstruir as vidas.
O PSoL é sempre boa opção. Giannazi foi vacilante na TV ano passado, evitou falar em LGBTs, mesmo assim uma parte do aumento de votação que fez o PSoL conseguir seu primeiro vereador na capital pode ser atribuída a um relacionamento em geral bom com LGBTs, consequência do programa inclusivo e da performance de Wyllys e das campanhas de Freixo e em Floripa:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-do-psol-com-o-movimento-glbt
O PV está agora com essa campanha de TV (http://goo.gl/OAQrsh). De outros partidos a gente está acostumado a ver peças produzidas para o YouTube (aliás, a campanha com LGBTs que o Min. da Saúde vetou em 2012 também não seria para TV, mas para redes sociais), mas achei muito digno usar o tempo de TV aberta, em horário “nobre”, pra declarar-se simpatizante. Deu-nos visibilidade.
Mais recentemente a Executiva desse partido reforçu seus compromissos: http://www.pvdiversidade.com.br/?p=314 Valeu PV!
O PPS virou “o assunto” no final de 2013 por ser o partido que acolheu (parece que não foi o primeiro a ser procurado) o apelo de ongs e grupos como o “Mães pela Igualdade”:
(E o passado simpatizante de integrantes desse partido anda sendo recuperado em redes sociais.)
O PSB parece que ainda está em cima do muro, mas pode surpreender (ou não.)
http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/o-psb-buscara-ser-simpatizante
Por último mas não desimportante, ainda que válido apenas em SP, os partidários de Alckmin (ou, pelo menos, os que não o rejeitam do mesmo modo que rejeitavam a Serra) lembrarão desta entrevista, publicada nos principais blogs LGBT, feita 1,5 mês antes da famosa declaração de Obama:
Seria bom que políticos de outros partidos o imitassem em SP. Alckmin já deixou rolar 4 ou 5 casamentos homoafetivos comunitários (eventos realizados também em estados como MG, RJ, PA e MS) e nunca foi criticado por partidos do conservadorismo moral por isso. Nem parece temer perder seus votos, nem lembramos de recuos em legislação, nem de ações antissecularistas de seus secretários:
A lei antihomofobia estadual segue em vigor (não foi suspensa nem teve sua regulamentação revogada), é popular e, na falta de PLC 122/06 mereceria ser melhor conhecida, talvez até imitada por candidatos de outros estados:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-lei-anti-homofobia-de-sao-paulo
E não estamos vendo pastores-políticos, líderes fundamentalistas ou jornalistas neocon fazendo campanhas de demonização contra nenhum desses partidos, não é mesmo? Cabe deixar um pouco de ter medo de bicho-papão.
Então, se um ou outro partido não quiser ser simpatizante, também não é drama.
Parece que em 2014 haverá quem queira ser.
Deixe um comentário