5 de junho de 2026

Socióloga afirma que estamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente

Sugerido por Assis Ribeiro

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Da Revista Fórum

Estamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente, diz socióloga

Por Marcelo Hailer

Nesta semana, o jogador da seleção da Croácia Josip Simunic foi banido pela Fifa e está fora da Copa do Mundo de 2014. O zagueiro, após a vitória sobre a Irlanda (em novembro), pegou o microfone e entoou cânticos nazistas com o apoio da torcida. A Fifa considerou inadequada a postura do atleta.

Porém, o caso do desportista não é um fato isolado, principalmente diante dos últimos ocorridos na Europa. No começo deste ano, Paris foi palco de uma manifestação contrária ao casamento igualitário, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, porém, o presidente Hollande peitou os grupos conservadores e fez campanha pessoal pela aprovação do projeto, fato que ocorreu em maio.

Na Grécia, foram eleitos seis parlamentares do partido Aurora Dourada, assumidamente neonazista. Recentemente, o líder do partido, Nikos Mihaloliakos, foi preso acusado de fazer parte de um grupo clandestino neonazista envolvido em assassinatos e lavagem de dinheiro. Outros três parlamentares do Aurora Dourada foram presos sob a mesma acusação.

Mas não é apenas na Europa que os ideais eugenistas (base da ideologia nazista) ressurgem, nos EUA e Brasil também. Lá como cá, esses grupos estão organizados nos partidos políticos, nas assembleias e nos meios de comunicação. Os discursos são os mesmos: anti-políticas raciais, contrários a qualquer avanço na legislação no que diz respeito às LGBT e aborto e, principalmente, sobre políticas de drogas.

No Brasil, por exemplo, mais de uma vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) declarou que a África é um “continente amaldiçoado” e que o líder Nelson Mandela implantou a “cultura de morte na África do Sul”. E os companheiros de bancada do pastor propagam a ideia de que homossexuais são doentes passíveis de cura. São pensamentos que lembram os eugenistas no século XIX. Com os ativistas do Tea Party norte-americano (ala radical do Partido Republicano) se dá o mesmo.

Com este cenário que se espalha por vários países, será possível afirmar que o Ocidente vive uma nova onda eugenista/neonazista? Para a socióloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Carla Cristina Garcia, não há dúvidas de que vivemos uma nova onda das teses que fundaram o nazismo. Garcia, que também coordena o núcleo de pesquisa sobre feminismo e sexualidades – Inanna – diz que é correto falar em nova onda, pois, as ideias que têm permeado o ideário conservador do Ocidente, nunca deixaram de existir, mas, neste momento, ganham nova força com a ascensão dos movimentos mais progressistas.

Revista Fórum – Nesta semana, um jogador da Croácia foi expulso da seleção por ter cantado cânticos nazistas ao fim de uma partida em novembro com o apoio da torcida; neste ano, membros do partido grego neonazista Aurora Dourada foram presos depois que investigação descobriu que eles faziam parte de uma quadrilha nazista; no Brasil setores sociais e políticos têm propagado o discurso de ódio contra LGBT, mulheres, aborto, droga… Pode-se dizer que o Ocidente vive uma nova onda eugenista?
Carla Cristina Garcia – Sem dúvida alguma vivemos uma nova onda do pensamento eugenista e é bom frisar o termo onda, pois a ideia, ou melhor, o ideal eugênico nunca desapareceu da sociedade ocidental.

Talvez seja importante lembrar que todas as teorias racistas modernas são fruto do pensamento eugenista, mais precisamente norte-americano, que desenvolveu um tipo específico de eugenia, conhecida como “eugenia negativa”: eliminação das futuras gerações de “geneticamente incapazes” – enfermos, racialmente indesejados e economicamente empobrecidos –, por meio de proibição marital, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio. O aumento no número de imigrantes no final do século XIX levou o grupo dominante no país, os protestantes cujos ancestrais eram oriundos do norte da Europa, a buscar motivos para exclusão. Encontraram terreno fértil na pseudociência da eugenia.

Os eugenistas usaram os últimos conhecimentos científicos para “provar” que a hereditariedade tinha papel-chave em gerar patologias sociais e doenças. Os imigrantes tornaram-se alvos fáceis de defensores dessa nova “ciência”, que empregaram os achados do movimento eugênico para construir a imagem dos imigrantes como pessoas deformadas, doentes e depravadas, encontrando eco em seus contemporâneos nas ciências sociais e na biologia, entre os quais a eugenia propagou-se como algo considerado perfeitamente lógico.

Fórum – Esse retorno do discurso eugenista em vários países pode ser uma volta do discurso (se é que um dia ele já se foi) do Ocidente enquanto sujeito branco e familista?
Carla Cristina Garcia – Eu não chamaria de retorno do discurso eugenista, pois acredito que este nunca foi deixado de lado, todas as manifestações xenofóbicas por todo o mundo ocidental, o ódio ao estrangeiro propagado em muitos países europeus, além de exibir toda a questão do pensamento colonial, também demonstra claramente que xenofobia e eugenismo são frutos do mesmo tipo de pensamento eurocêntrico, branco e patriarcal.

Fórum – Acompanhamos nos últimos meses o acirramento entre a bancada fundamentalista e os setores progressistas pró-LGBT, que terminou ontem com a vitória dos religiosos ao enterrarem o PLC 122 sob argumentos bíblicos. Por que é tão difícil se fazer aplicar o Estado Laico?
Carla Cristina Garcia – O problema aqui é muito mais complexo do que parece. Primeiro: há dois direitos individuais em conflito: o que assegura a liberdade religiosa e o que assegura a liberdade de consciência. As pessoas têm o direito de serem religiosas ou ateias, sem darem qualquer explicação. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.

Segundo, o Estado é laico. Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.

Sobre aqueles que estão exercendo um cargo público são agentes do Estado. Logo, ele ou ela o representa perante a sociedade e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver no exercício de sua função. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou no templo, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sua vida política, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião.

Fórum – Além dos LGBTs, temos acompanhado o fortalecimento dos discursos contra indígenas, negros, usuários de drogas, mulheres e outros difamados. Na sua opinião, estes sujeitos, historicamente subalternizados, deixarão um dia a condição de sujeitos silenciados e difamados?
Carla Cristina Garcia – Há uma nova movimentação no mundo todo contra os abusos do capitalismo e do pensamento colonial. Acredito que a luta por direitos ainda está longe de acabar. Estas novas configurações dos movimentos sociais podem levar a um recrudescimento das forças conservadoras ou podem levar a outro tipo de organização social mais efetiva.

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22 Comentários
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  1. Paulo Henrique Tavares

    26 de dezembro de 2013 12:33 pm

    Quanta bobagem junta.
    Isto tá

    Quanta bobagem junta.

    Isto tá parecendo disucssão sobre drogas, ou seja, algumas podem, outras não, sendo que as “autorizadas” fazem tanto ou mais mal do que as permitidas.

    Em tese, qual é o problema de ser nazista? Por que eu posso ser comunista e um nazista não pode ser nazista, quando, na prática, a organização social é violenta, egoísta, consumista, religiosa, etc, etc, etc

    Outra coisa, a imprensa brasileira e mundial não é nazista?

    Vamos começar a discutir o que de fato interessa.

    Para variar, todo este post é para introduzir o papinho dos “coitadinhos” dos lgbt

    1. André LB

      26 de dezembro de 2013 8:41 pm

      “Em tese, qual é o problema

      “Em tese, qual é o problema de ser nazista?”

        Putz… vou pelo mais simples: porque o nazista enxerga tudo como um “eu ou vocês”, então entre suprimir todos os outros ou os nazistas, que sejam suprimidos os nazistas.

      1. Paulo Henrique Tavares

        27 de dezembro de 2013 7:26 am

        André,
         
        Um dos problemas do

        André,

         

        Um dos problemas do mundo são os clichês de quem se acha de esquerda.

        Com esta lógica (binária), teríamos de proibir todos os partidos de esquerda e extrema esquerda.

        É  o contrário, o nazismo existe e está bem forte, apenas com outros nomes.

        Tem de legalizar e deixar claro quem está em que lado.

        É o contrário, para a direita nazista, é negócio ser proibido, pois eles se metem em tudo que é instituição, que defendem abertamente o nazismo, apenas com outro nome.

        Sinceramente, você não me convenceu.

  2. Jorge Nogueira Rebolla

    26 de dezembro de 2013 1:13 pm

    Infame ou ignorante…

    Do comentário sobre a entrevista e também ela…

    O Aurora Dourada é um partido com fortes conotações nazistas, aliás o que demonstra a imbecilidade dos seus membros. Gregos, como russos ou ucranianos, adeptos do nazismo são as provas vivas da idiotia absoluta. Disto isto, vamos analisar o resto das opiniões da ocióloga e do Hailer:

    Os franceses conservadores da La Manif Pour Tous nada têm de nazistas. Dizer que são é falsidade intelectual, mentira grosseira e falta de vergonha mesmo, sem esquecer o totalitarismo dos que não admitem a existência dos pensamentos divergente dos seus. São os descendentes morais dos primeiros resistentes franceses contra os nazistas, os que lutaram sozinhos sem o apoio dos progressistas até que Stálin determinou, após a operação Barbarossa, que socialistas e comunistas aderissem. Abaixo do vídeo a bandeira da resistência francesa, com a Cruz de Lorena e não com foice e martelo.

    O Marcos Feliciano é apenas um tosco. Jamais poderia ser um eugenista ou nazista, visto que é um mestiço. Para os “cientistas” que criaram o eugenismo seria a prova viva da decadência da “raça superior européia”.

    O nazismo foi “fundamentado” em bases “científicas”, aliás os “pesquisadores” do instituto Kaiser Wilhelm, principal centro de “estudos” dessa “ciência”  foram fartamento subsidiados pela fundação Rockefeller, mesmo no período nazista. Essa fundação americana, junto com outras, são atualmente os grandes financiadores do movimento gay, do abortismo, do racialismo e tudo o mais que pode ser chamado de “progressista”, antes como agora eles bancam o “progresso”!

    É uma confusão proposital para tentar impedir através das difamações a pluralidade de pensamento. Colocam como iguais posições com fundamentação totalmente opostas. O racismo nazista foi estabelecido sobre o darwinismo social, extensão da “teoria da evolução”, que teve como principal ideólogo o primo de Darwin, Francis Galton.

    Então vamos lá, de um lado conservadores e do outro progressistas. O nazismo nada teve de conservador, foi a elevação do progressismo à enésima. A sua base era totalmente oposta a da tão criticada civilização ocidental. Suas colunas de sustentação foram a ciência e os mitos nórdicos, oposição ao enfraquecimento da “raça superior” pelas relações baseadas na religião então dominante na Europa: o cristianismo.

    Ser contra o aborto e o casamento gay nada tem a ver com o nazismo! Não se esqueçam que a perseguição aos gays pelos nazista foi posterior ao fortalecimento do bando de Hitler, para quem não sabe: antes da noite dos longos punhais a principal organização dentro do Partido Nacional SOCIALISTA DOS TRABALHADORES Alemães, a SA, era formada em sua cúpula quase exclusivamente por homossexuais.

    Os campos de extermínio nazistas tinham suas raízes em Charles Darwin e não em um religioso qualquer!

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=G99jpTVKlX0%5D

     

     

     

     

  3. Rodrigo Ferrari

    26 de dezembro de 2013 1:30 pm

    Salada conceitual

    Eu preferiria ler algum trabalho acadêmico da pesquisadora, antes de fazer comentários. Em todo caso, francamente, acho que ela fez uma salada conceitual, que nada tem de científica, para defender seu ponto de vista. Soa meio patético usar o exemplo de Feliciano como uma prova de que o Brasil passa por uma onda nazista. Feliciano está longe de ser o ideólogo do pensamento eugenista no país. Na verdade, ele apenas reflete uma série de preconceitos que estão enraizados há séculos em uma sociedade que não conseguiu superar seu passado escravagista. Os comentários de Feliciano sobre os negros, por exemplo, são repetidos há séculos nos mais distintos meios, por gente que sequer faz ideia do que é eugenia. Por muito tempo, inclusive, essas abrobrinhas sempre foram encaradas como algo normal, mesmo quando proferidas no rádio ou na TV. Faz relativamente pouco tempo que as pessoas começaram a se escandalizar com declarações absurdas, tais como as que Feliciano fez a respeito da África e de Mandela. Seria interessante que a professora pudesse esclarecer com qual conceito de nazismo ela trabalha. E depois tentar diferenciar isso de conservadorismo, direita, fundamentalismo religioso, e assim por diante. O nazismo, por exemplo, foi um dos regimes mais laicos e cientificistas de que se tem notícia na história. Como misturar esse pensamento com o conservadorismo do Tea Party, por exemplo? É lógico que, em determinado contexto histórico, os objetivos dessas ideologias pode convergir, sobretudo quando atendem aos interesses das classe dominantes. Porém, tudo o que vejo na fala da professora são exemplos isolados, que não comprovam a existência da tal onda nazista no Ocidente. Sinceramente, sobra retórica e falta método nessa salada conceitual.

  4. alexis

    26 de dezembro de 2013 1:35 pm

    Evidente conspiração contra……o PLC 122!

    Futebolista entoou cânticos nazistas. Observam-se cânticos funk em shoppings de SP. Morreu Reginaldo Rossi. Na França 1,5 milhões de pessoas foram às ruas contra o casamento Gay. Dirceu não pode ler na cadeia. Na Grécia pegaram nazistas matando e lavando dinheiro. Começou o mensalão tucano. Houve aumento no número de imigrantes no final do século XIX. Nasceu um gato com duas cabeças. Foi perdoado o Turing. Os gays podem ter cura ou pastor, dependendo da sua religião. Estado defende o Coelhinho de Páscoa. Feliciano falou mal da África e uma moça loira fez o mesmo nos EUA, pelo Tweeter. Choveu para cacete nestes dias. O Wyllys escorregou no tomate! Assim, a socióloga não tem dúvidas: o mundo está conspirando contra os LGBT!

  5. Orlando

    26 de dezembro de 2013 2:09 pm

    A eugenia nasce na Inglaterra

    A eugenia nasce na Inglaterra impulsionada por Francis Galton, primo de Darwin. A eugenia seria para Galton uma forma de dar “uma mão” à seleção natural, influência do tio famoso, para se “produzir” seres humanos mais “aptos e inteligentes”. Da mesma forma que a elite americana branca, e não necessariamente protestante, faz uso do determinismo cientifico do século XIX, no Brasil, as elites brancas lideradas por caras como Nina Rodrigues e incentivadas por outras caras como Monteiro Lobato introduziram no Brasil a eugenia “positiva” e para o sucesso dessa inciativa, e com a ajuda do governo brasileiro, trouxeram milhões de imigrantes estrangeiros brancos e europeus (japoneses e indianos eram proibidos) com o objetivo de “branquear” o Brasil. A expectativa era de que em cem anos não houvesse mais negros no Brasil. Em função dessa postura eugênica da sociedade brasileira, os negros, no Brasil, sofreram campnhas propagandistas que enalteciam o branco em detrimento da auto estima do negro. Nesse sentido, o Brasil é tão racista quanto a sociedade americana. Ou,pior. Até filósofos como Nietzsche e racistas como Vacheur de Laponge, cultivaram a idéia de que se deveria também eliminar “os frutos podres e bichados”.

    Dentre as muitas besteiras que a socióloga disse, sobretudo, ela olvida, ou ignora, que  que a neoeugenia, seguindo nos passos de Darwin e família, esta a renascer no neodarwinismo e, setores, da neurociência. A leitura de caras como Steven Pinker, David Eagleman, Daniel Dennet, Dawkins e Sam Harris é cheia de subtextos eugênicos. Pinker diz, explicitamente, em um dos seus livros que existem raças, Eagleman defende algo como uma reengenharia génetica para lidar com criminosos (neolobotomia?) e Sam Harris em seu último livro nega a existência do livre arbítrio – seríamos, seres humanos e outros espécies, resultado do acaso da “programação” da evolução. Enfim, segundo Harris, seríamos “maquinas de sobrevivência” para o gene “egoista”. Esses caras não são religiosos, ao contrário, são arautos do neo ateísmo. Sobretudo, Dawkins e amigos são o respaldo “cientifico” para resurgimento da neoeugenia/neoracismo. Ademais,  a teoria da evolução/neodarwinismo fundamenta, ou influencia, até teorias econômicas, no caso o neoliberalismo econômico e a prevalência do “mercado” que tem tudo a ver com a “sobrevviência do mais apto”.  

    Dawkins, que já foi criticado por sua misoginia, tem na origem de sua fortuna o tráfico de escravos – negócio da sua família por mais de um século.

    1. André LB

      26 de dezembro de 2013 8:55 pm

      “Sobretudo, Dawkins e amigos

      “Sobretudo, Dawkins e amigos são o respaldo “cientifico” para resurgimento da neoeugenia/neoracismo.”

        Putz, não dava pra enviesar ainda mais a leitura?

        Ateísmo não é sinônimo de eugenia – já algumas religiões ADORAM se definir como a favorita do homem invisível que mora em uma nuvem, discriminando os de fora.

  6. Marcos Chiapas

    26 de dezembro de 2013 2:53 pm

    Que salada

    O renascimento da ustase na Croácia é uma realidade, até assusta, mas aquilo ali é um barril de pólvora e o canto da torcida fica mais por conta da tiração de sarro prá cima da Sérvia, que não se classificou.

    Mas misturar ustase com tea party e Feliciano foi pesado.

    Só tenho que concordar com uma coisa, todas essas competições “esportivas” que exaltam o nacionalismo, o patriotismo, deveriam ser extintas para o bem da humanidade. 

    Esse negócio de estufar o peito para cantar hinos, usar bandeirinhas e etc, só server para atiçar os ânimos da plebe e estimular essa m* que chamam de patriotismo, o último refúgio dos canalhas. Como se o fato de uma criança ter nascido do lado de lá do rio ( ou do oceano ) a fizesse diferente.

    1. Paulo Henrique Tavares

      27 de dezembro de 2013 10:15 am

      Marcos,
       
      Finalmente

      Marcos,

       

      Finalmente encontrei um ponto em comum com você. Continue assim.

  7. leonidas

    26 de dezembro de 2013 4:30 pm

    “… Em tese, qual é o

    “… Em tese, qual é o problema de ser nazista? … “

    Me recuso a considerar essa pergunta como nao sendo uma brincadeira estupida

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      26 de dezembro de 2013 5:43 pm

      Vai ver que…

      …ele acha normal uma pessoa se considerar superior à outra… ou então é uma toupeira mesmo.

    2. Marcos Chiapas

      26 de dezembro de 2013 7:47 pm

      O rapaz é

      O rapaz é neonazi e antisemita, já deixou isso bem claro em discussões anteriores.

      https://jornalggn.com.br/blog/tamara-baranov/o-velho-a-historia-de-luiz-carlos-prestes#comment-139721

  8. alexis

    26 de dezembro de 2013 5:30 pm

    5 horas e tudo tranqüilo, até agora

    O post cumpre 5 horas de quietude. A onda neonazista ainda não atingiu a praia deste blog e ninguém saiu ainda no resgate da socióloga. Aguardemos a hora do crepúsculo.

    1. Ed Döer

      26 de dezembro de 2013 6:06 pm

      O texto está tão impregnado

      O texto está tão impregnado de reductio ad hitlerum (http://pt.wikipedia.org/wiki/Reductio_ad_Hitlerum) que é praticamente um caso perdido, fora a salada que virou. Então não é de estranhar o silêncio…

      …mais fácil concordar com as observações do Rebolla, apesar das divergências ideológicas.

      1. alexis

        26 de dezembro de 2013 6:11 pm

        Valeu

        Ed, nunca tinha visto esse termo e procurei no Google.

        Realmente você explicou bem e acho que é isso mesmo

  9. Tenente Aldo Raine

    26 de dezembro de 2013 9:18 pm

    Luis,sinceramente não consigo

    Luis,sinceramente não consigo entender quais são seus critérios  para comentar no seu blog.As figuras carimbadas daqui,Assis Ribeiro ,Jorge Nogueira ,Locatelli,Alexii,Rebola e outros,nada contra eles ,muito pelo contrário ,escrevem o que querem e pensam,omitem opiniões,que querem e pensam,a todo momento e hora.Fiz um comentário sobre o nazi-fascismo que vem de há muito dominando e velha mídia,citei a Folha e acho que Elio Gaspari,o julgamento do chamado mensalão,e,deduzo tenha colocado alguma coisa que não foi do seu agrado,fui mais uma decapitado.A única coisa que cabe dizer,já que o blog e seu e dele você tem o direito de fazer o quiser,fica difícil lutar contra uma mídia sem nenhum tipo de escrúpulos (se assim não fosse,você não escreveria O Caso Veja,talvez a mais importante obra jornalística dos últimos tempos)que,nessa guerra sem quartel,você me apareça cheio dedos.Sei que você tenta se preservar(no caso seu blog),e louvo sua atitude,mas no momento atual nao adianta Luis,vão lhe engolir.Quem viver,verá.

  10. Julio Palmieri

    26 de dezembro de 2013 9:22 pm

    a falta de respostas concretas das democracias abrem espaço!!!!

    acho que a população está desiludida com promessas não cumpridas pelas democracias, e pela sensação de caos que o sistema oferece!

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    Mais de 3 mil pessoas promovem caos em Humaitá (AM) em busca de respostas por desaparecidos

     

    A população do município amazonense se revoltou após ficar 10 dias sem nenhuma informação oficial sobre o caso de três pessoas que desapareceram dentro de reserva indígena. Após confronto com a polícia, os manifestantes incendiaram prédios da Funai e Funasa, além de veículos e embarcações

    Manaus (AM), 25 de Dezembro de 2013VICTOR AFFONSO População revoltada em Humaitá promove caos no município

    População revoltada em Humaitá promove caos no município (Divulgação)

    desaparecimento de três pessoas desde o último dia 16 de dezembro – vistas pela última vez próximas à Terra Indígena Tenharim, no quilômetro 85 da BR-320 (a Transamazônica), no município amazonense de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus) – e a falta de repasse de informações sobre as buscas conduzidas pela Polícia Federal de Rondônia – revoltou familiares e amigos dos desaparecidos, que pelo segundo dia consecutivo realizaram grande manifestação na cidade do interior.

    Desta vez, porém, a violência foi maior: mais de 3 mil pessoas tentavam desde o início da noite desta quarta-feira (25) invadir a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) usando força bruta. A manifestação do lado de fora do órgão começou por volta das 18p0. Um grupo de, aproximadamente, 120 policiais militares – todo o efetivo do município, já que até quem estava de folga foi posto em prontidão – trabalharam no local, em vão: em questão de horas, a Casa do Índio, junto com no mínimo quatro veículos que estavam estacionados em frente à sede da Funai, foram incendiados e completamente destruídos.

    Segundo o 4° Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Humaitá, cerca de 40 minutos depois a Casa de Saúde do Índio, que fica ao lado do prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na cidade, também foi completamente engolido pelas chamas, seguido de duas embarcações que prestavam serviços para a Funai e estavam atracadas na orla de Humaitá. A população usa diesel e gasolina em barris para incendiar as sedes, colocando fogo no líquido facilmente inflamável.

    A luta da população é contra os indígenas, já que eles acreditam que os desaparecidos tenham sido sequestrados pelos índios e até mesmo mortos. “O nosso efetivo não deu conta, a população fez os policiais militares recuarem após um longo confronto. Eram 3 mil contra 100”, conta o vereador Edvaldo França, de Humaitá, que é sargento da Polícia Militar (PM) de licença.

    De acordo com o vereador, as bombas de efeito moral dos PMs foram poucas frente às pedras, rojões de fogos de artifício, coquetéis molotovs e barris de combustíveis prontos para serem incendiados dos manifestantes revoltados. “Tudo que estava na Funai (Casa do Índio, ao lado da Funai) foi destruído numa explosão que deu pra ver de longe. A PM perdeu o controle da situação”, relata França.

    “Por um lado, entendo a população, que está revoltada sem respostas há mais de 10 dias. Entendo também que as autoridades de Humaitá e Apuí (local onde outro dos desaparecidos reside) deveriam ter tomado uma providência antes de chegar nessa situação, mas o caso – que deveria ter sido resolvido pelo Poder Público – fugiu do controle e a cidade agora está entregue ao caos”, acrescenta o vereador.

    A população teria dado, durante a manifestação desta terça-feira (24) que fechou a orla que dá acesso a Humaitá, o prazo até a tarde desta quarta para receberem algum posicionamento das autoridades. Sem resposta, cumpriram o prometido e partiram para o protesto. Civis estariam feridos por estilhaços de bombas de efeito moral, enquanto policiais estariam também estão machucados, devido às pedras jogadas contra eles.

    Comandante de Policiamento do Interior (CPI), o tenente-coronel Marcos Brandão afirmou, antes do incêndio na Funai, que o comandante de Humaitá já estava avaliando da situação. “Se houver necessidade, ele vai pedir nosso reforço e vamos atendê-lo. Por enquanto, ele não achou necessário”, limitou-se a dizer. A reportagem tentou novamente contato com Brandão após os sinistros, sem sucesso.

    A Tropa de Choque da Polícia Militar e reforços devem ser enviados ainda na madrugada desta quinta-feira (26).

    Revolta saiu do âmbito familiar 

    “O caso já saiu do âmbito familiar. Agora não são mais apenas os familiares e amigos que estão revoltados, é toda a população”, afirma Israel Júnior, parente de Luciano Freire, um dos desaparecidos. “Infelizmente está acontecendo o que já se prévia: a manifestação saiu do controle”, acrescenta.

    Israel conta que as pessoas estão vendo a situação como um descaso das autoridades com a população, que está desesperada atrás de notícias ou qualquer outro posicionamento. “Eles desapareceram no dia 16, dois dias depois prestaram queixa e até agora ninguém fez nada, nem sequer emitiram uma nota oficial”, diz.

    A Polícia Federal (PF) de Rondônia, que detém jurisdição da área ao invés da PF do Amazonas, chegou a ir até os portões da reserva indígena dos Tenharim, mas não foi autorizada a entrar para realizar as buscas. “A PF pediu que os próprios índios fizessem as buscas, o que revoltou ainda mais a população”, diz um morador do município que pediu para não ser identificado.

    De acordo com Israel, a PF de Rondônia afirma que, com seu efetivo de 30 pessoas, não consegue entrar na mata da reserva – que é área federal – para realizar as buscas. “Os índios dizem que os rapazes não estão lá mas também não permitem a entrada de ninguém. Afirmam que só vão autorizar se for por meio da Funai ou se for uma decisão judicial federal. Enquanto isso, a Funai continua agindo como se nada estivesse acontecendo”, completa.

    Israel pede, em nome da sua família, que alguma resposta seja dada para tentar controlar os ânimos da população em geral: “Se aconteceu algo, digam. Se não aconteceu, esclareçam. Se os índios têm alguma reivindicação a fazer, que façam. Nós só não podemos ficar sem nenhum amparo ou resposta. Um pronunciamento oficial da Polícia Federal ou da Funai é a única coisa que as pessoas querem”.

    Desaparecidos

    A reserva indígena tem oito aldeias e fica às margens da Transamazônica. Três pessoas seguiam pela estrada de Humaitá a caminho de Apuí: Stef Pinheiro de Souza é professor da rede pública municipal de Apuí; Aldeney Ribeiro Salvador é gerente da Eletrobrás Amazonas Energia em Santo Antônio do Matupi (Distrito de Manicoré); e Luciano da Conceição Ferreira Freire é representante comercial e mora em Humaitá.

    A notícia foi confirmada pela empresa Amazonas Energia, que em nota informou ter acionado todos os órgãos governamentais como Funai, Polícia Civil de Humaitá e Polícia Federal de Rondônia para investigar o desaparecimento do funcionário.

    Segundo informações extra-oficiais, há testemunhas que dizem terem visto cerca de 40 indígenas empurrando um carro com as mesmas características do qual viajavam as três pessoas, para dentro da aldeia por volta das 9p0 do dia 16 de dezembro, uma segunda-feira.

    A reportagem tentou acionar, pela segunda vez, a PF-RO para saber como estão sendo conduzidas as investigações e se já existe algum dado novo sobre o caso mas, devido a falta de expediente durante a véspera e o dia de Natal, não obteve contato. 

     

  11. Tenente Aldo Raine

    26 de dezembro de 2013 11:41 pm

    Luis,você costuma se

    Luis,você costuma se manifestar em contraponto a algum comentário que entenda merecer uma consideração sua,seja em que sentido for.Voce adotou esse procedimento centenas de vezes,inclusive respondendo comentários que,talvez não merecesse nem serem postados em seu blog,de tão indigentes que eram.Como tenho certeza que aqui não se adota dois pesos e uma medida,você se manifestará sobre meus comentários que foram levados a lâmina.

  12. Tenente Aldo Raine

    27 de dezembro de 2013 12:24 am

    Caro Luis,peço vénia ao

    Caro Luis,peço vénia ao saudoso Stanislaw Ponte Preta,já que estamos praticando o Samba do Crioulo Doido.Reclamo de um comentário meu não postado,como num passe de mágica ele aparece.Continuo reclamando sobre um comentário que fiz as quinze horas sobre esse vestal Elio Gaspari,então Diretor da Revista Veja,e suas perigosas relações com falecido Senador ACM,ter convocado o povo para um golpe em sua última coluna de 25/12.Stanley Burburinho,que anda sumido,poderia muito bem trazer essas histórias a tona.Por que meu comentário foi censurado?

     

     

     

  13. Walker

    27 de dezembro de 2013 2:25 am

    Advogando pro Diabo e

    Advogando pro Diabo e nazisticamente falando, a Eugenia, em si,  nao e’ um bicho de sete cabecas nao, faz sentido. Afinal, se funciona para caes, bois, cavalos e vegetais, por que nao funcionaria para a especie humana?. Humanas com alto grau de incidencia familiar de cancer de mama (Jolie, p.ex.) seriam descartadas como reprodutoras. Grupos humanos com alta recorrencia em Sindrome de Down tambem deveriam ser proibidos de se reproduzir em ou extirpar o feto logo no utero.  Mesma coisa na comparacao de um puro sangue arabe com um pangare’, ou nao?

    Querem comentario mais repulsivo do que esse? Ate’ eu me envergonhei….

     

  14. Júlio De Bem

    27 de dezembro de 2013 8:09 am

    what?
    Longe de mim defender qualquer fanático religioso ou neo-nazi racista. Mas tanto a entrevistada, como o entrevistador deram mil voltas, na verdade um ping-pongzinho barato, pra trazer o assunto do grupo GLBT e estabelecer um comparativo entre o nazismo e os que são contra algumas políticas dos homosexuais. Sendo muito sincero comigo, não consigo enxergar em nenhum momento, nazismo em quem defenda ideias opostas aos LGBT. O estado eh laico e nao deve se meter na religiao dos cidadãos, mas nada contra um politico utilizar a religião como argumento de defesa de seu mandato. Se eh assim que se proíba os eleitos gays, feministas, gremistas, colorados de falar de qualquer assunto o qual de alguma forma atinja essas ideologias. Alias, proibir alguém de defender algo que acredita eh típico de ditadores. E isso tenho certeza que o pessoal GLBT não quer, não eh mesmo? Afinal ninguém deve ser forçado a aceitar o que não considera coerente.

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