Jornal GGN – As pessoas que possuem um sistema motor cerebral de alta excitabilidade têm uma memória melhor para trabalhar do que as com uma baixa excitabilidade. A afirmação foi demonstrada em estudo realizado por cientistas da Universidade da Basileia, na Suíça. Através da medição da excitabilidade motora, é possível tirar conclusões sobre a excitabilidade cortical geral, bem como sobre a performance cognitiva.
A memória de trabalho permite o armazenamento temporário de informações, tais como memorizar um número de telefone por um curto período de tempo. Estudos em animais mostraram que os processos de memória de trabalho, entre outros, dependem da excitabilidade dos neurônios no córtex pré-frontal. Além disso, há evidências de que a excitabilidade neural motora pode estar relacionada com a excitabilidade neural de outras regiões corticais.
Pesquisadores da faculdade de Psiquiatria e de Psicologia na Universidade da Basileia já estudaram se a excitabilidade do córtex motor correlaciona-se com o desempenho da memória de trabalho, e os resultados foram positivos. “A excitabilidade cortical motora pode facilmente ser estudada com estimulação magnética transcraniana”, afirma Nathalie Schicktanz, principal autora do estudo.
Durante os testes, impulsos eletromagnéticos com aumento de intensidade foram aplicados sobre o córtex motor de voluntários. Em indivíduos com alta excitabilidade motora, impulsos fracos já foram suficientes para provocar reações em certos músculos, tais como os das laterais das mãos.
Conclusões para outras regiões corticais
No presente estudo, que incluiu 188 indivíduos jovens saudáveis, os cientistas foram capazes de mostrar que as pessoas com um sistema motor de alta excitabilidade tinham aumentado o desempenho da memória de trabalho em comparação aos indivíduos com uma baixa excitabilidade. “Ao medir a excitabilidade do córtex motor, é possível tirar conclusões quanto à excitabilidade das outras áreas corticais”, diz Schicktanz.
“Os resultados nos ajudam a compreender a importância da excitabilidade neural para os processos cognitivos em humanos”, acrescenta Kyrill Schwegler, coautor do estudo. Os resultados também podem ter implicações clínicas importantes, como compreender se déficits de memória de trabalho podem ser componentes de muitos distúrbios neuropsiquiátricos, como a esquizofrenia, déficit de atenção e hiperatividade.
Num passo seguinte, os cientistas pretendem estudar a relação entre a excitabilidade neural e memória a um nível molecular. A pesquisa é parte de projeto que utiliza a estimulação magnética transcraniana para estudar as funções cognitivas em seres humanos. O objetivo é identificar os mecanismos neurobiológicos e moleculares da memória humana.
Com informações do MedicalXpress.com
Jurgen2010
23 de dezembro de 2013 4:57 pmFaltou explicar aos leigos do
Faltou explicar aos leigos do que se trata a excitabilidade neural.
Anarquista Lúcida
23 de dezembro de 2013 8:05 pmO artigo só diz platitudes
Que a excitabilidade motora deve se relacionar com a excitabilidade do cérebro em geral é para lá de previsível, porque nao há nenhum motivo para se supor que certas áreas do cérebro sejam mais excitáveis que outras (embora possam ser; mas nao necessariamente, e provavelmente sem grandes diferenças, salvo casos de “peritos” num dado tipo de atividade). Além disso, tanto a área motora do cérebro quanto a da memória de trabalho sao parte do córtex frontal, sao áreas vizinhas.