Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Ninguém
23 de dezembro de 2013 2:57 amParabéns às meninas do handebol!
Achei que vocês fossem publicar alguma coisa ontem sobre o feito inédito no handebol feminino.
Meninas do Brasil batem Sérvia e faturam 1º Mundial de handebol
Ginásio lotado e pressão de disputar a primeira final de sua história não assustam time de Morten Soubak
22 de dezembro de 2013 | 16h 04
Notícia
A+ A- inCompartilhar1 Agência Estado
BELGRADO – O dia 22 de dezembro de 2013 ficará para sempre marcado na história do handebol brasileiro. Foi neste domingo que a seleção brasileira feminina escreveu seu nome como uma das grandes potências da modalidade, conquistando pela primeira vez o Campeonato Mundial. O ginásio lotado em Belgrado e a pressão de disputar a primeira final de sua história não assustaram o time de Morten Soubak, que derrotou as donas da casa, a Sérvia, por 22 a 20 e faturou o título inédito da competição.
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A campanha foi perfeita, com nove vitórias em nove partidas disputadas. Mesmo quando enfrentou equipes de muito mais tradição no esporte, como as próprias sérvias, as dinamarquesas – ambas derrotadas duas vezes – ou as húngaras, as jogadoras brasileiras passaram por cima, com a propriedade de uma seleção que se consagrou neste domingo como a melhor do mundo.
O título coroou projeto que foi iniciado nos últimos anos, com oito jogadoras da seleção, mais o técnico Morten Soubak, atuando juntas na equipe Hypo Nö, da Áustria. Depois de um quinto lugar no Mundial de São Paulo, em 2011, e da sexta posição nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano seguinte, o lugar mais alto do pódio finalmente veio neste domingo.
A felicidade foi completa: a brasileira Duda foi anunciada como a melhor da competição. A goleira Babi também foi considerada a melhor de sua posição e entrou na seleção do torneio. Na final, no entanto, foi a melhor jogadora do mundo em 2012, Alexandra Nascimento, que decidiu ao marcar seis gols.
O JOGO
A seleção brasileira começou um pouco nervosa e não repetia as boas atuações das outras partidas. Mesmo assim, não deixava a Sérvia desgarrar no placar, ficando atrás por um ou dois gols durante quase todo o primeiro tempo. Com o passar do tempo, no entanto, as comandadas de Morten Soubak se acalmaram e conseguiram a virada, indo para o intervalo em vantagem: 13 a 11.
No início da etapa final foi a vez das sérvias mostrarem nervosismo e o time brasileiro aproveitou para abrir cinco gols de vantagem. As donas da casa só voltaram a marcar com mais de três minutos no segundo tempo, graças a um tiro de sete metros que suspendeu Duda por dois minutos. A ausência de Duda fez o Brasil diminuir o ritmo e as sérvias aproveitaram para encostar, diminuído a diferença para um gol. Foi a vez das brasileiras passarem um longo período sem marcar e a situação só não piorou ainda mais porque a goleira Babi e a falta de pontaria das anfitriãs ajudaram.
As duas equipes tinham muita dificuldade em melhorar o aproveitamento nas finalizações e as goleiras se sobressaiam. Quando um lado marcava, o outro respondia e assim a partida se arrastou equilibrada até o final. Com cinco minutos para o fim, a Sérvia chegou ao empate, o que incendiou o ginásio.
O Brasil voltou a ficar à frente, mas aí Duda foi novamente suspensa por dois minutos quando a partida se encaminhava para o fim. As donas da casa conseguiram o empate, mas Rana recolocou o time brasileiro em vantagem a dois minutos para o final. Ana Paula ainda marcou mais uma vez para confirmar de uma vez por todas o título.
DINAMARCA É TERCEIRO
Na decisão do terceiro lugar, a Dinamarca derrotou a Polônia por 30 a 26 e garantiu a medalha de bronze. A equipe europeia, que havia sido derrotada pelo Brasil na semifinal, buscou a virada com uma ótima atuação no segundo tempo, após ir para o intervalo perdendo por 15 a 12.
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,meninas-do-brasil-batem-servia-e-faturam-1-mundial-de-handebol,1111611,0.htm
Gão
23 de dezembro de 2013 3:16 amRede Bandeirantes: a história de um calote multimilionário
23/09/2010 às 09p2- Atualizada em 07/12/2010 às 15p2
Rede Bandeirantes: a história de um calote multimilionário
Empresário ataca quem se interessa por equipamento que vai a leilão judicial
Jornal do Brasil Publicidade
A Rede Bandeirantes de Televisão corre o risco de falir por causa de um calote multimilionário, de R$ 100 milhões, que seu presidente, João Carlos Saad, vulgo Johnny, aplicou na companhia japonesa Furukawa, que lhe vendeu uma rede de fibras óticas. A este golpe, somam-se outros contra os governos federal e de estados onde sua rede atua, contra outros fornecedores e ex-funcionários.
Por causa do golpe que Johnny aplicou, por meio da TV Cidade, integrante do Grupo Bandeirantes, a rede de fibras óticas vai a leilão judicial. A TV Cidade foi executada judicialmente em 2005 por não honrar o pagamento das parcelas do negócio.
Derrotado em todas as instâncias judiciais, o Grupo Bandeirantes passou a agir de maneira afrontosa ao jornalismo e à democracia, atacando, nos moldes do chamado jornalismo marrom, empresas e empresários envolvidos em negócios legais e legítimos.
Entre os atacados, está a Net (de serviços de televisão a cabo), de propriedade do bilionário mexicano Carlos Slim e da Rede Globo, e o grupo liderado pelo empresário Nelson Tanure, que manifestaram interesse em participar do leilão para a aquisição da rede de fibras óticas.
Johnny Saad, em vez de tentar honrar seu nome na praça e quitar a dívida, preferiu, de maneira torpe e desesperada, atacar os interessados em disputar o equipamento que ele está perdendo por incompetência e falta de seriedade na condução de seus negócios. Esta prática, de chantagismo, foi repetida ontem à noite em um telejornal da emissora.
Dívidas
As dívidas da TV Cidade são estimadas em R$ 680 milhões, quase a metade desse valor tendo como credores o governo federal e os governos estaduais em que a emissora atua. Também são credores dezenas de companhias fornecedoras e acionistas da TV Cidade, que presta um péssimo serviço aos seus já minguados clientes, usuários de fibras óticas.
As dívidas da TV Bandeirantes são também estimadas em centenas de milhões de reais, como revelou na edição de ontem o Jornal do Brasil.
Com o leilão da rede de fibras óticas, a emissora perderá seu único ativo e já está incapacitada de honrar todos os seus demais compromissos e obrigações, o que certamente resultará em uma quebra. Essa situação da TV Cidade poderá levar todo o Grupo Bandeirantes à falência.
O Jornal do Brasil está levantando o conjunto de dívidas do Grupo Bandeirantes de Televisão junto às Secretarias de Fazenda de praticamente todos os estados brasileiros. Apura também a relação incestuosa entre Johnny Saad e a Igreja Renascer.
Johnny dá golpe nos irmãos Saad
O presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad, vulgo Johnny, quer sempre levar vantagem em tudo. Entusiasta da conhecida “Lei de Gerson”, Johnny conseguiu indignar até mesmo os quatro irmãos mais novos, que o processaram judicialmente na tentativa de recompor seus direitos usurpados pelo primogênito, depois da morte do patriarca.
A disputa judicial ocorreu no início desta década. Em outubro de 1999, morreu aos 80 anos o empresário João Jorge Saad, fundador, em 1967, da TV Bandeirantes, canal 13, de São Paulo. Seu João, como era mais conhecido, casara-se em 1947 com Maria Helena, filha do governador de São Paulo Adhemar de Barros, notabilizado no cenário brasileiro pelo slogan político-eleitoral “Rouba, mas faz”.
No ano seguinte ao casamento, seu João assumiu a emissora radiofônica do sogro, a Rádio Bandeirantes, dando início ao atual grupo empresarial especializado em comunicações e submetido, hoje, a mando de Johnny, à divulgação de noticiário com calúnias, injúrias e difamação para ameaçar concorrentes.
Em vida, seu João doou aos cinco filhos – Johnny, Ricardo, Márcia, Maria Leonor e Marisa – participações societárias nas empresas do grupo. No total, Johnny tinha direito, em relação aos irmãos, a cerca de 2% a mais do capital social da principal fornecedora de programação para as emissoras da rede, a RTB.
Com o objetivo de manter as empresas do Grupo Bandeirantes de Comunicação unidas e sob controle da família Saad, seu João formulou em testamento uma exigência clara: que o patrimônio empresarial fosse dividido igualitariamente em cinco partes, cada uma delas para um filho. Incluiu aí as cotas doadas em vida pelo então presidente do grupo, fossem quais fossem as quantidades destinadas a cada um dos cinco.
Empresário aproveita-se da morte do próprio pai
Com a morte do pai – e da mãe, três anos antes – Johnny Saad sentiu-se desobrigado de cumprir os compromissos de honra firmados com os irmãos, sob a orientação de um chefe de família tão preocupado com o futuro dos seus, como era seu João. Logo, para ele não foi difícil também burlar os compromissos legais, desobedecendo às cláusulas contratuais e de testamento que determinavam cotas idênticas para todos os herdeiros.
Como acontece nos inventários, as cotas da sociedade não poderiam ser negociadas sem o consentimento de todos os filhos. Espertalhão, Johnny não deu importância a este preceito basilar das leis brasileiras. E tratou de mudar em 2000, com o pai ainda pranteado pela sociedade brasileira, dois itens do contrato social da RTB.
A primeira alteração foi feita em setembro de 2000 e permitiu que Johnny passasse a ocupar o cargo de diretor-presidente da companhia. Dias depois do que foi considerado pelos surpresos irmãos como “um golpe de Estado” dentro da Bandeirantes, Johnny fez uma segunda modificação contratual: ele simplesmente transferiu parte de suas cotas ao sócio Autílio de Souza Oliveira. A transferência não cumpriu o direito de preferência dos demais irmãos, determinado em documentos legais firmados em vida por seu João. Oliveira era um estranho à família Saad.
Indignado, Ricardo Saad recorreu ao Poder Judiciário, em nome dos espólios do pai e da mãe. A 33ª Vara Cível de São Paulo reconheceu que Johnny Saad agiu de maneira irregular, às escondidas, sem o consentimento dos demais herdeiros, ao promover alterações no contrato social da emissora.
A Justiça de São Paulo concluiu que as argumentações de Ricardo Saad eram legítimas e anulou as duas alterações contratuais, voltando o documento ao seu modelo original. Concluiu ainda que a ação subterrânea de Johnny resultou em “situação de insegurança jurídica”, o que provocou “efeitos deletérios nos negócios da empresa”.
Disputa familiar revela negócios clandestinos
O fato é que as disputas judiciais entre os irmãos Saad dificultaram muito a captação de novos investidores pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação. As trapalhadas do primogênito serviram como uma advertência ao mercado: negociar com um homem conhecido por Johnny talvez não fosse bom negócio, devem ter concluído, de modo jocoso.
Ricardo não foi o único Saad a acionar judicialmente o próprio irmão. Sua irmã Márcia também recorreu ao Judiciário para impedir a entrada de novos sócios na Bandeirantes, conforme processo da 1ª Vara Cível de Pinheiros, em São Paulo. A ação cautelar é movida contra o próprio Johnny.
No processo, apoiada pela irmã Maria Leonor, Marcia Saad sustenta que Johnny estaria fechando contrato com o Deutsche Bank, autorizado, irregularmente, a ofertar no mercado externo as ações da Bandeirantes. Outra operação clandestina denunciada por ela é a tramada entre Johnny e a companhia Eurovest Global Securities, para a renegociação de parte de dívida externa da emissora, orçada em US$ 100 milhões, com a transferência de ações aos credores.
Marcia Saad sustenta que as operações são irregulares, porque as cotas da sociedade estão arroladas em inventário e não podem ser negociadas sem as autorizações dos herdeiros e da Justiça.
Os quatro irmãos consideram que o fato de Johnny ter uma cota pouco maior do que eles não passava de mera formalidade. Na prática, como o pai sempre defendeu e estipulou documentalmente, o patrimônio era dos cinco. Só que o primogênito, mesmo sabendo disso, os traiu.
Band e jornal ‘Metro’ sujam a liberdade de imprensa
É inacreditável, mas a Rede Bandeirantes, de forma inescrupulosa, afronta sua já rarefeita credibilidade ao, repetidamente, atacar empresas concorrentes interessadas em comprar, via leilão judicial, rede de fibras óticas da TV Cidade, subsidiária do grupo afundada em dívidas estimadas em R$ 680 milhões. A rede de equipamentos vai a leilão para cobrir inadimplência da emissora.
Ontem, pelo terceiro dia consecutivo, a TV Bandeirantes requentou velhas mentiras, caluniou, difamou e injuriou o empresário Nelson Tanure, legal e legitimamente interessado no negócio de fibras óticas.
Fez mais, a mando de João Carlos Saad, vulgo Johnny, que se esquece de todos os princípios de retidão e de liberdade de imprensa, após ter dado um golpe multimilionário no mercado em que atua. Negou o direito de resposta, mesmo com o empresário pedindo e até comprando espaço e tempo nos veículos da Bandeirantes para se defender, em comportamento que lembra os tempos da ditadura e se assemelha aos ataques à liberdade de imprensa que hoje acontecem na Argentina e na Venezuela. Sua empresa faz censura prévia de anunciantes, fato condenável em qualquer sociedade democrática do mundo.
O direito de defesa, é bom Johnny saber, é garantido a qualquer cidadão pela Constituição brasileira.
É assim que agem ditadores, golpistas, estelionatários, falsários, chantagistas e praticantes de jornalismo marrom. Johnny esquece-se de que sua emissora é uma concessão pública do governo federal, e, além de vender irresponsavelmente o espaço para questionáveis pastores evangélicos, usa-a para seus nojentos e condenáveis fins pessoais. Concessão que perderá, se a empresa falir.
Johnny Saad será cobrado na Justiça para responder pelos vergonhosos atos do Grupo Bandeirantes, agravados pela repetição de ataques na televisão aberta, na televisão a cabo e no seu desqualificado jornaleco.
Resta ainda uma pergunta, que salta aos olhos em uma reportagem que o Jornal do Brasil publica hoje. O que esperar de alguém que, como Johnny, desrespeita o testamento deixado pelo próprio pai e, por isso, é acionado judicialmente por seus irmãos? Johnny Saad, assim, acata a célebre definição feita pelo ex-deputado Clodovil Hernandes: “É um ladrão”.
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2010/09/23/rede-bandeirantes-a-historia-de-um-calote-multimilionario/
Gão
23 de dezembro de 2013 3:37 amSistema de saúde público brasileiro é referência internacional,
Sistema de saúde público brasileiro é referência internacional, diz Banco Mundial
20 de dezembro de 2013 · NotíciasTamanho da fonte:



Foto: Carol Garcia/Governo da Bahia
O Sistema Único de Saúde do Brasil – conhecido como SUS – lançou os alicerces de um sistema de saúde melhor para o país, contribuindo para o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida da população, é o que afirma o livro “20 anos de Construção do SUS no Brasil”, recentemente lançado pelo Banco Mundial.
O livro busca analisar a trajetória do programa desde sua criação, destaca progressos trazidos pelo SUS e aponta que, com base nessa experiência e apesar de todas as dificuldades inerentes a um país em desenvolvimento, o Brasil é hoje referência internacional na área de saúde pública e exemplo para outros países que buscam sistemas mais igualitários de saúde.
Com a criação do SUS, o Brasil foi um dos primeiros e poucos países fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a prever na legislação o acesso universal aos serviços de saúde, reconhecendo a saúde como direito do cidadão e dever do Estado.
O livro destaca que os esforços para a ampliação dos gastos em saúde e de uma melhor alocação dos recursos federais e estaduais, privilegiando as áreas e populações mais pobres do país, contribuíram para uma forte ampliação do acesso da população aos serviços básicos de saúde, com importante impacto na redução da mortalidade.
Entre os desafios do SUS, o estudo identifica que o aporte de recursos à saúde precisa ser equacionado e que a capacidade gerencial do sistema ainda é um obstáculo importante. Além disso, há questões reconhecidas sobre as quais é preciso evoluir, como a melhora da qualidade e da coordenação do cuidado e a continuidade da expansão na cobertura da atenção primária.
http://www.onu.org.br/sistema-de-saude-publica-brasileiro-e-referencia-internacional-diz-banco-mundial/
Fiódor Andrade
23 de dezembro de 2013 6:16 amContinua o linchamento dos “mensaleiros”
Mensaleiros na Papuda perdem regalias e terão que doar livros para biblioteca
By Do R7 • r7.com
Dirceu terá que doar os livros que guarda na cela Ernesto Rodrigues/ Estadão
Os condenados no processo do mensalão, presos desde o dia 15 de novembro no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, foram obrigados a doar seus livros para a biblioteca da Penitenciária e passaram a ter a leitura limitada a duas horas diárias — das 9h às 11h. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A mudança na rotina da penitenciária ocorreu após o Ministério Público do Distrito Federal pedir à Justiça que todos os presos na penitenciária tenham os mesmos direitos.
As regalias, como receber visitantes e advogados em uma sala mais confortável da administração da Papuda, foram cortadas.
Agora, os mensaleiros têm de conversar com suas visitas em ambiente dividido por um vidro duplo, sem ventilação e por meio de um interfone. Não há mais contato físico. As caravanas de congressistas também foram proibidas.
Oposição quer detalhes de firma de Dirceu no Panamá
Entre as queixas dos presos comuns estavam o constrangimento de usar o banheiro com portas abertas e o limite de duas horas de banho de sol por dia, enquanto outros internos ficavam até 12 horas fora das celas. A rotina mais rigorosa já provocou reclamações.
Na semana passada, Delúbio Soares, que divide cela com Dirceu, queixou-se de ter sido levado à biblioteca por apenas meia hora. Marcos Valério, operador do mensalão, protestou por ter o barbeador elétrico confiscado e trocado pelo kit de higiene da cadeia.
O Depen (Departamento Penitenciário Nacional) chegou a marcar sessão para raspar o cabelo dos presos, inicialmente trancados em ala federal, mas eles foram “salvos” da máquina 2, padrão na unidade, porque logo foram transferidos aos setores da Papuda sob gestão do Governo do DF.
Dirceu e Valério, que têm cabelo implantado, conseguirão preservar o visual enquanto ficarem ali. O subsecretário do Sistema Prisional do DF, Cláudio Magalhães, avisa que na Papuda não é obrigatório raspar o cabelo. A Secretaria de Defesa Social de Minas avisa que, transferido para o Estado, Valério não escapa do pente na altura 1, obrigatório para os homens. Em São Paulo, a regra também é passar a máquina.
Source: http://noticias.r7.com/brasil/mensaleiros-na-papuda-perdem-regalias-e-terao-que-doar-livros-para-biblioteca-22122013
Fiódor Andrade
23 de dezembro de 2013 6:18 amContinua a perseguição à Dirceu
Oposição quer investigação oficial de firma de Dirceu no Panamá
Ex-ministro abriu, em 2008, uma filial da JD Assessoria e Consultoria
22 de dezembro de 2013 | 12h 37
Andreza Matais, de O Estado de S. Paulo
Veja também:
link Dirceu abre consultoria no Panamá no mesmo endereço de hotel
link Subsidiária não prestou serviços, diz assessoria de petista
link Veja documentos que mostram que Dirceu abriu empresa no Panamá
Fachada do St. Peter, que ofereceu emprego de R$ 20 mil a Dirceu – Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão
Fachada do St. Peter, que ofereceu emprego de R$ 20 mil a Dirceu
BRASÍLIA – O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), defendeu, em nota, investigação oficial sobre a consultoria do ex-ministro José Dirceu aberta no Panamá. O jornal O Estado de S.Paulo revelou na edição deste domingo, 22, que Dirceu abriu, em 2008, uma filial da JD Assessoria e Consultoria no Panamá no mesmo endereço da Truston International_empresa dona do Hotel St. Peter.
O hotel ofereceu vaga de gerente administrativo para Dirceu, com salário de R$ 20 mil, dez dias após ele ter sido preso condenado no esquema do mensalão. Dirceu cumpre a pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
“As novas informações divulgadas sobre este condenado do mensalão deixam latente que ele operou de todas as formas e que ainda pode estar operando para sustentar aquele que é o maior escândalo desta República”, disse Bueno. Para complementar: “Percebe-se que a cada dia surge uma nova descoberta daquilo que seria um grande ‘laranjal’ arquitetado em torno do mensalão. Isto é gravíssimo, o que exige das instituições como Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central que se faça ampla investigação.”
O hotel e a consultoria foram abertos no endereço onde está instalado o escritório de advocacia panamenho Morgan & Morgan, que oferece testas de ferro para a abertura das empresas no paraíso fiscal. O St Peter, por exemplo, por um auxiliar administrativo e uma secretária do escritório que têm mais de 30 mil empresas registradas em seus nomes naquele país, conforme levantamento no Registro Público do Panamá feito pelo Estado.
Após o Jornal Nacional revelar a ligação do Morgan & Morgan com o hotel St. Peter, Dirceu desistiu do emprego. Segundo a assessoria do ex-ministro, a consultoria foi aberta, mas não prospectou nenhum negócio no Panamá.
Assis Ribeiro
23 de dezembro de 2013 8:02 amDilma junta boas notícias para ir à TV antes do Natal
Presidente ocupa rede nacional de rádio e tevê, na noite desta segunda-feira 23; otimismo será a tônica do pronunciamento na véspera do Natal; acentos do discurso estarão na implantação do programa Mais Médicos, na menor taxa de desemprego desde 2002, no avanço da renda dos trabalhadores sobre a inflação e no sucesso dos programas de concessões do pré-sal, estradas e aeroportos; grito da oposição já é esperado
A presidente Dilma Rousseff ocupa na noite desta segunda-feira 23 rede nacional de rádio e televisão para um pronunciamento à Nação. A oposição já pode ir preparando as críticas, porque Dilma vai adotar um tom bastante otimista sobre as realizações do governo. E ela tem o que dizer e, na prática, com suas notícias positivas, vai fazer as vezes de uma típica Mamãe Noel.
Na semana passada, dados oficiais do IBGE apontaram para a elevação, acima da inflação, em 3% na renda dos trabalhadores. Por outro lado, começam a cair os volumes de endividamento das famílias. As previsões apontam para uma taxa de inflação inferior a 6% em 2013, dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. Será o décimo ano consecutivo em que isso acontece. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego em novembro chegou a 4,6%, a menor desde 2002. Se quiser dizer que o Brasil vive em regime de pleno emprego, tecnicamente Dilma poderá fazer essa afirmação.
Além da economia, a presidente deverá centrar seu discurso eletrônico também no programa Mais Médicos. Atacado pelas entidades médicas e lembrado, negativamente, nas retrospectivas de veículos de destaque da mídia tradicional, como a revista Veja, o programa, na avaliação do governo, é um sucesso de público. Com efeito, as manifestações de comunidades dos municípios beneficiados pelo programa mostram que a aceitação supera até mesmo os índices favoráveis apontados pelas pesquisas de opinião.
Dilma terá como conteúdo, ainda, o sucesso do programa de concessões do governo federal no setor de infraestrutura. Contra o ceticismo dos críticos, o governo conseguiu transferir a construção e administração de estradas e aeroportos para a iniciativa privada por dezenas de bilhões de reais.
O caso mais especial, sem dúvida, não será deixado de lado: a concessão da exploração do campo de Libra, do pré-sal, que proporcionou ao governo um bônus de R$ 15 bilhões já pagos pelo consórcio vencedor composto pela holandesa Shell, a francesa Total, a brasileira Petrobras e as chinesas CNPC e CNOOC.
No campo político-pessoal, Dilma tem motivos para comemorar. Se sua popularidade ainda não voltou aos patamares de antes das manifestações populares de junho, quando chegou a 65% de aprovação para o seu governo, ela já se recuperou a ponto de voltar a ser favorita para as eleições presidenciais de 2014. Com mais de 40% de intenções de voto, ela soma mais pontos que todos os candidatos da oposição neste momento.
Os últimos pronunciamentos da presidente têm despertado duras críticas dos partidos de oposição, que já viram na ocupação das redes de rádio e televisão um gesto de pré-campanha eleitoral. Não deve ser diferente agora. A posição de Dilma, porém, é bastante defensável. Afinal, falar à Nação nas vésperas do Natal e da virada de ano pode ser visto quase que como uma obrigação do cargo de presidente da República, no sentido de prestar contas. E ninguém esperaria de um presidente a distribuição de más notícias, não é mesmo?
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124858/Dilma-junta-boas-not%C3%ADcias-para-ir-%C3%A0-TV-na-v%C3%A9spera-do-Natal.htm
Assis Ribeiro
23 de dezembro de 2013 8:03 amA grande decisão: PT x PGE (por Marino Boeira)
Em 2014, os brasileiros vão ser chamados a tomar uma decisão vital para o seu futuro. Em outubro, eles terão que escolher entre dois projetos, qual deles comandará o País até 2018. De um lado, o projeto de governo do PT, iniciado por Lula em 2002 e continuado por Dilma a partir de 2010. Do outro lado o projeto do PGE, o Partido dos Grandes Empresários.
O projeto do PT, de caráter reformista e não revolucionário, permitiu que milhões de pessoas abandonassem o nível de pobreza absoluta, garantiu o pleno emprego para a maioria de brasileiros, assegurou uma melhoria geral na renda dos trabalhadores e deu ao País uma presença respeitável no cenário internacional.
É pouco? É muito?
Para os que, utopicamente, sonhavam com um Brasil socialista, democrático e livre das brutais diferenças entre ricos e pobres, é pouco.
Para os realistas, que imaginavam o Brasil crescendo com segurança, aumentando a oferta de emprego, dando acesso à maioria da população aos bens de consumo e à formação universitária, muito foi conquistado.
Para todos que escolheram o projeto do PT, persistem ainda muitas críticas. A necessidade de aliança com partidos de aluguel e políticos fisiológicos, que asseguram a governabilidade, é uma marca negativa difícil de ser aceita.
Os altos financiamentos ao agronegócio não fazem a política agrária com que todos nós sonhávamos. Embora seja ele o gerador de divisas que ajudam a sustentar o crescimento do País, a reforma agrária e a agricultura familiar são muito mais importantes para os que escolheram nas três últimas eleições o projeto do PT e que, de alguma maneira, se sentem traídos.
O controle social da mídia, medida necessária para assegurar a liberdade de comunicação e a melhoria na qualidade do que é hoje veiculado (ao contrário do que dizem os donos de jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão), não avançou, porque o Governo parece temer os barões da imprensa.
Olhando para os nossos vizinhos do Rio da Prata, vemos com certa inveja, que eles avançaram muito mais do que nós em questões importantes. A Argentina já levou para o banco dos réus e condenou à prisão os militares que mataram e torturam durante a sua ditadura militar. Aqui, eles continuam impunes. No Uruguai, a política de prevenção ao uso das drogas está sendo tratada de uma forma muito mais inteligente e criativa, com a liberação controlada do uso da maconha, enquanto que aqui a aposta ainda é na falida repressão aos consumidores.
Mesmo assim, ainda há mais a comemorar do que a lamentar. Os programas de benefícios sociais, apesar da feroz oposição das elites, estão tirando de milhões de famílias da pobreza mais absoluta. O SUS, motivo permanente de criticas dos meios de comunicação, está longe de ser perfeito, mas garante o acesso à saúde de milhões de pessoas, num projeto que não tem similar em nenhum lugar do mundo. O programa “Mais Médicos”, que provoca urticária no sentimento corporativista da classe médica e seus porta-vozes na mídia, é na sua simplicidade e eficiência, um verdadeiro “ovo de Colombo”. O programa de cotas para acesso às universidades – que está pondo fim ao “apartheid” que durava séculos – democratizou o ensino universitário.
Com seus ganhos e perdas, esse é em síntese o Projeto do PT, que em 2014 passará novamente pelo veredito das urnas.
Concorrendo com ele, está o projeto do PGE, derrotado três vezes, quando foi representado pelo PSDB de Fernando Henrique, Serra, Alckmin e Aécio. Em 2014 será, possivelmente, o PSDB novamente, com Aécio Neves, quem representará os grandes interesses do empresariado, embora a sigla partidária não seja muito importante no caso.
Caso a candidatura Aécio não decole, como parece estar ocorrendo, pode ser Campos/Marina, desde que a dupla supere a sua obvia contradição. Mas, pode ser qualquer outro nome que a mídia ajudará a fabricar.
Nas primeiras eleições diretas depois do regime militar, como nenhum candidato parecia suficientemente forte para derrotar Lula ou Brizola, o PGE, usando principalmente a força da Rede Globo, inventou um candidato: Fernando Collor de Mello, do inexpressivo Partido de Reconstrução Nacional. Nas próximas eleições, já existe um nome de reserva para o caso dos políticos tradicionais não conseguirem chegar com chances de vitória na disputa eleitoral, o do presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Por que o PGE prefere outro candidato que não o do projeto do PT, se os empresários continuam ganhando muito dinheiro?
Porque precisam dividir os investimentos do governo com projetos sociais, onde não são eles os grandes beneficiários. Porque acreditam no mercado, no livre empreendedorismo, nas políticas neoliberais, no fim da participação do governo nas decisões que afetam a economia.
Ou seja, para os grandes empresários está bom agora, mas pode ficar melhor, se voltar, por exemplo, aquela turma do FHC.
Basta ver o programa do Projeto Millenium – que faz hoje o que o IBAD e o IPES fizeram pelo golpe de 64 – e seus participantes – todos grandes empresários e donos dos meios de comunicação – para saber de que lado está o poder do dinheiro hoje no Brasil.
O que fazer para que a maioria do povo brasileiro, beneficiada pelas políticas sociais do Projeto do PT, vote contra este projeto nas próximas eleições? Embora não seja fácil, não é impossível para os estrategistas do PGE.
A partir da Guerra Fria, os norte-americanos mostraram que, além da ameaça de usar suas armas atômicas, era preciso conquistar os corações e mentes das pessoas no mundo inteiro. Assim, enquanto levavam um tacape numa das mãos, na outra acenavam com alguma benesse. Foi assim, que construíram sua hegemonia, vendendo a falácia do “american way of life” para o mundo inteiro.
O PGE já está fazendo o mesmo no Brasil há algum tempo. Usando as armas dos seus sócios mais ativos – os grandes veículos de comunicação – ele está vendendo o conceito de que todos os projetos são iguais.
Ao transformar um relés caso de Caixa 2 de campanhas eleitorais, comum a todos os partidos , no “julgamento do século”, o PGE está dizendo que todos os políticos são parecidos e que quem votou no Projeto do PT, foi enganado porque achou que escolhia algo diferente.
O sujeito que foi diretamente beneficiado pelos programas sociais do PT, que ganhou um emprego e uma melhoria no salário, certamente não acreditará nessa história, mas o típico representante da classe média, cheio de invejas e ressentimentos contra os que estão ascendendo socialmente, este é passível de ser convencido.
Ruim por ruim, vamos votar então no representante da elite, que sabe se comportar na mesa e que não erra nas concordâncias, dizem os que se enquadram nesse conceito de classe média.
A cada semana, a Revista Veja estampa uma história diferente, mas com a mesma moral: todos os partidos e políticos são iguais e pouco éticos. A última, foi uma entrevista com Romeu Tuma Júnior, filho do falecido senador e ex-diretor do DOPS paulista, Romeu Tuma, na qual ele anuncia o lançamento de um livro onde pretende contar como “o governo de Lula o pressionava” para produzir dossiês contra políticos do PSDB, quando foi Secretário Nacional da Justiça.
Até as eleições, novas histórias certamente vão aparecer. A Veja lança o tema, aproveitando sua abertura para o submundo da política, como foi no caso da ligação de seu diretor de Brasília com Carlinhos Cachoeira, e os outros veículos importantes do País – Rede Globo, Grupo Bandeirantes, RBS, Folha e Estadão – vão atrás repercutindo a matéria.
Até outubro de 2014 está guerra mediática só vai crescer. Nesse momento seria importante que as pessoas com capacidade de raciocinar politicamente se dessem conta de que existem apenas dois projetos em debate, o do PT e seus eventuais aliados (todos poucos confiáveis) e os do PGE com seus partidos de fachada e que nesse momento, as críticas ao projeto do PT, ainda que possivelmente justas, só servem para dar armas ao inimigo.
É a hora de decidir se vamos continuar caminhando para frente, ainda que vacilando algumas vezes, ou vamos andar para trás.
http://www.sul21.com.br/jornal/grande-decisao-pt-x-pge-por-marino-boeira/
Gão
23 de dezembro de 2013 10:16 amPerdeu, playboy: Doadora de leite materno ganha processo
Perdeu, playboy: Doadora de leite materno ganha processo contra Danilo Gentili
Almeida
23 de dezembro de 2013 3:33 pmTarifa Zero.
Quarta, 18 de dezembro de 2013
Gratuidade no transporte público: uma proposta para assegurar a mobilidade urbana. Entrevista especial com Ernesto Galindo
“As gratuidades, ou parte delas, assim como acontece em muitos países da Europa, têm de ser bancadas pelo Estado”, defende o pesquisador.
Garantir o transporte gratuito para 7,5 milhões de pessoas que recebem uma renda per capita de até 70 reais é uma das alternativas à infinidade de Projetos de Lei que tramitam na Câmara dos Deputados e no Senado a fim de melhorar a mobilidade urbana no Brasil. Segundo o pesquisador do Ipea, Ernesto Galindo, autor da Nota Técnica Transporte Integrado Social – uma proposta para o pacto da mobilidade urbana, que propõe a isenção das tarifas de ônibus a uma parcela da população, este projeto é viável “através da desoneração do sistema, ou seja, tirar tributos federais, estaduais e municipais do transporte público, garantindo que ele se torne mais barato”.
Em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone, Galindo esclarece que é possível subsidiar o transporte público através da “gratuidade” do serviço para estudantes e trabalhadores informais, por exemplo, a partir da instituição de leis federais, e através da “desoneração” dos tributos referentes ao transporte público. “A União, os Estados e Municípios devem desonerar o transporte público, mas essas desonerações só podem ocorrer mediante assinaturas de convênios e de um acerto em que o operador do sistema de transporte público se obriga a reduzir as tarifas.
(…) Os estados e municípios já reduziram alguns tributos por pressão popular. Então, a parte das desonerações cabe a todo mundo, mas a parte da gratuidade deve ser garantida pelo governo federal através de leis”, salienta.
Ernesto Galindo é técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Como e em que medida a isenção da tarifa de 7,5 milhões de pessoas que não têm acesso ao transporte pode ser uma alternativa à mobilidade urbana?
Ernesto Galindo – Em primeiro lugar gostaria de esclarecer que essa proposta surgiu num contexto muito específico: além das manifestações que aconteceram a partir de junho, as quais tiveram uma pauta muito forte na questão da mobilidade urbana, o Ipea foi incentivado a escrever uma nota por conta do Pacto da Mobilidade Urbana anunciado pela presidente Dilma e por conta de uma série de Projetos de Lei que tramitam na Câmara dos Deputados ou no Senado, os quais tratam do assunto do transporte público, e que surgiram ou oportuna ou oportunisticamente.
Analisamos que muitas propostas não tinham um cálculo do impacto orçamentário. Então, inicialmente imaginamos uma série de formas de poder subsidiar o transporte público, depois analisamos as implicações de alguns dos impactos dos projetos de lei que estão tramitando no Congresso, e definimos a seguinte proposta: reunimos algumas gratuidades e as vinculamos ao Projeto de Lei Regime Especial de Incentivos para o Transporte Urbano de Passageiro – Reitupe, que está tramitando há mais de dez anos no Congresso, o qual define que a União, os Estados e os Municípios devem desonerar o transporte público, mas essas desonerações só podem ocorrer mediante assinaturas de convênios e de um acerto em que o operador do sistema de transporte público se obriga a reduzir as tarifas. Além disso, existe uma exigência de controle social, de melhorias no sistema de integração, bilhetagem única, etc.
Nesse contexto priorizamos quem tem uma renda muito baixa, ou seja, compatível com o valor que se trabalha no Programa Bolsa Família, quer dizer, 70 reais per capita mensal. A partir desse recorte, baixamos de um universo de mais de 20 milhões de pessoas para um universo de 7,5 milhões. Baixamos também o impacto orçamentário de mais de R$ 20 bilhões para um impacto de oito bilhões, mas consideramos que será possível chegar a menos de cinco bilhões, analisando apenas as 44 maiores cidades do país. Nós tínhamos informações sobre o valor da tarifa nessas cidades e foi possível, a partir dos dados, calcular o impacto. Além disso, de fato essas são as cidades que mais concentram transporte público.
IHU On-Line – Como subsidiar o custo dessas 7,5 milhões de pessoas a fim de garantir o Transporte Integrado Social? O senhor sugere que o governo federal juntamente com os estados e municípios arquem com os subsídios. Como?
Ernesto Galindo – Basicamente isso é possível através da desoneração do sistema, ou seja, tirar tributos federais, estaduais e municipais do transporte público, garantindo que ele se torne mais barato. Esse é um compromisso dos três entes, sendo que, dos quatro tributos previstos, a União já desonerou três: a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – Cide, que incide sobre os combustíveis; PIS e COFINS, que são cobrados da empresa que presta serviço de transporte público; e uma alteração numa cobrança de seguridade social que recai sobre esse tipo de empresa, que alterou a forma de incidência desse tributo, ou seja, passou a ser cobrada em cima de 2% do faturamento, e isso fez com que reduzisse a carga tributária sobre essas empresas. O único tributo que a União ainda não reduziu foi o PIS e COFINS para importação de alguns produtos como chassi de pneus e combustíveis. Nós consideramos que esse é o caso mais complicado para conseguir reverter o valor da tarifa, porque está envolvido com cadeias monopolizadas ou oligopolizadas.
Os estados e municípios já reduziram alguns tributos por pressão popular. Então, a parte das desonerações cabe a todo mundo, mas a parte da gratuidade deve ser garantida pelo governo federal através de leis. Os municípios e os estados devem arcar com as gratuidades que eles determinam, ou seja, há casos em que estudantes e doadores de sangue têm gratuidade no transporte, e assim por diante.
IHU On-Line – É possível garantir a gratuidade sem aumentar o imposto de outros serviços?
Ernesto Galindo – Talvez o termo gratuidade seja incorreto, porque sempre que falamos em gratuidade, é claro que alguém está deixando de pagar, mas, para alguém deixar de pagar, outro está pagando. O que acontece no Brasil, e não é um padrão no mundo todo, é que o custo das passagens gratuitas é arcado pelos demais passageiros. Ou seja, outros passageiros pagam para que o idoso possa andar de graça no transporte público brasileiro, por exemplo. É claro que isso gera uma injustiça social, porque muitas vezes pessoas com rendas mais baixas do que um determinado idoso acabam arcando com o custo da passagem desse idoso. Então, consideramos que as gratuidades, ou parte delas, assim como acontece em muitos países da Europa, têm de ser bancadas pelo Estado.
Aí você pergunta: mas então você está tirando algo de outras pessoas? Sim. Esse é o padrão que ocorre com qualquer serviço, seja saúde, educação, e uma série de outros serviços. O que temos de evitar é que quem tem menos condição arque com esse custo. A lógica é que isso recaia sobre as pessoas que têm mais condições.
IHU On-Line – Como o senhor vê a proposta do Pacto da Mobilidade Urbana da presidente Dilma? Esse pacto já apresentou alguma ação concreta? Em que medida o Transporte Integrado Social é uma alternativa ao Pacto da Mobilidade Urbana?
Ernesto Galindo – Primeiramente quero esclarecer que li algumas matérias na imprensa e houve uma falha de interpretação no nosso texto quando os meios de comunicação informam que para o Ipea o Pacto da Mobilidade Urbana não fez nada e, por isso, estava colocando uma proposta através do Transporte Integrado Social. Esta informação está equivocada, até porque o Ipea é um órgão do governo federal e, apesar de termos a liberdade de apontar críticas, o objetivo é que elas sejam construtivas.
Então, aconteceu que acompanhamos a discussão do Pacto da Mobilidade Urbana com a Casa Civil, com o Conselho das Cidades, com o Conselho de Assuntos Federativos, com o Conselhão que foi presidido pelo presidente do Ipea, e levamos essa proposta para todos esses espaços, inclusive discutimos com movimentos sociais. A presidente Dilma recebeu os movimentos sociais e essas propostas. O próprio Conselho das Cidades emitiu uma resolução indicando de que forma esse pacto deveria ser feito, como poderiam ser utilizados os R$ 50 bilhões anunciados pela presidente para tratar da questão da mobilidade.
O que nós comentamos é que, de fato, até o momento há de concreto os 50 bilhões anunciados pela presidente, mas, em contrapartida, os movimentos sociais e outras instâncias dentro do governo também têm suas propostas referentes à mobilidade urbana e já as colocaram na mesa, anunciando uma série de propostas que consideramos válidas.
A diferença dessas propostas para as que estamos propondo agora é simplesmente porque analisamos que há um contexto em que vários Projetos de Lei poderão ser aprovados e terão um impacto muito grande. Sugerimos, portanto, que o poder Executivo se antecipe a isso e tenha uma contraproposta, porque se chegarem à presidência propostas que têm custos anuais de mais de 20 bilhões para o governo federal, o governo ficará em uma saia justa. Então, é importante que o Estado entenda esses impactos e tenha uma contraproposta para isso, tenha uma forma de priorizar esse público que está sendo colocado nos Projetos de Lei.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Ernesto Galindo – Os pontos fundamentais são esses: entender o contexto no qual essa questão está sendo proposta, que se trata de uma contraproposta aos projetos que estão tramitando na Câmara e no Senado, e entender que apesar de o pacto da mobilidade urbana não ter oficialmente nenhum resultado que vá além dos 50 bilhões — pelo menos no ponto de vista do governo — existe uma movimentação muito forte, dentro e fora do governo, de diversas propostas para esse pacto.
macedo
23 de dezembro de 2013 6:12 pmA empresa brasileira por trás do caça Gripen
http://www.aereo.jor.br/2013/12/23/a-brasileira-por-tras-do-caca-gripen/
Fonte: Blog do Poder Aéreo, 23 de dezembro de 2013
A brasileira por trás do caça Gripen
FUSELAGEM DO JATO SUECO, QUE AGORA TEM AVAL DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, JÁ É DESENVOLVIDO POR EMPRESA DO VALE DO PARAÍBA HÁ ANOS
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Há cinco anos, quando o protótipo nórdico ainda parecia uma distante realidade para o Brasil, a Akaer, de São José dos Campos, já embarcava com seu portfólio de soluções em engenharia Aeronáutica para desenvolver a fuselagem assinada pela Saab. “É difícil precisar o que vai acontecer de agora em diante. Isso vai depender da negociação que será feita ao longo do próximo ano pelo governo brasileiro. Mas certamente o ritmo será mais intenso”, diz Fernando Ferraz, diretor de engenharia da empresa.
O calendário inicialmente estipulado pela Saab para entrega do primeiro avião em 2020 já foi deixado para trás quando a Suíça formalizou em setembro a intenção de aquisição de 22 unidades do caça em desenvolvimento. Com a injeção de recursos por parte do governo brasileiro — que deve gastar cerca de US$ 4,5 bilhões por 36 aeronaves—, o projeto naturalmente ganha fôlego para caminhar com maior velocidade.
Nada que atrapalhe a programação dentro da sigilosa sala que toca os projetos da Saab, onde é preciso vencer três barreiras de segurança, a última com leitor biométrico, dentro da Akaer. “Eu diria que nós nos preparamos durante todo esse tempo. Não tem pressão. Agora é o momento bom, de execução”, acrescenta Ferraz.
O primeiro voo do novo caça deve ser realizado até o fim do próximo ano, com outros dois anos de rigorosos testes. A produção das peças já começou. Esse avião-modelo será feito integralmente na Europa. Do primeiro contato com os atuais parceiros, em 2008, a empresa alocada na região central de São José dos Campos entrou em fase de adaptação para estar certificada com o ISO 27.001 e, assim, entrar no projeto.
Tal título é concedido às empresas que adotarem rígidas normas de segurança, monitoramento e controle de acesso, comum para bancos e instituições financeiras. “É um projeto na área de segurança, com elevado grau de sigilo. Nem mesmo estrangeiros podem entrar na equipe do Gripen. Somente brasileiros”, explica Kenzo Takatori, diretor de relações da empresa.
Com um link direto de comunicação com a Suécia, os atuais 37 engenheiros (equipe que será expandida anualmente) trocam informações e compartilham modelos tridimensionais da fuselagem central, traseira, asas, portas e trem de pouso, as partes que hoje estão sob responsabilidade da Akaer. Tal modo de operação foi estabelecido há quatro anos, depois que todos os engenheiros retornaram de um intercâmbio de três meses na região de Linköping,onde é desenvolvido o caça, no sul da Suécia.
“No fim do primeiro semestre de 2009, eles enviaram um request, um pedido sobre como seria ofertada a fabricação. Não temos fabricação própria, então montamos um consórcio no qual temos a liderança”, detalha Ferraz. Parceiras da Embraer, empresas como Inbra-Aerospace, de Mauá (SP), Magnaghi Friuli e Winnstal, estas duas de São José dos Campos, com expertise em execução de projetos e tecnologia de materiais, fazem parte do grupo.
A decisão sobre onde a produção da fuselagem vai ocorrer ainda está em aberto. É então que a entrada do governo brasileiro pode abrir caminho para a Akaer. “São Bernardo do Campo é uma possibilidade. É onde o governo indica que fará a montagem”. A relação entre brasileiros e suecos ainda pode render boas divisas para a companhia do interior paulista.
Além das cifras contratuais, que são mantidas em sigilo, a Saab fez um empréstimo conversível de até 15% do controle acionário da Akaer. O prazo de carência, para que essa opção seja exercida, é 2015. Um acordo ainda prevê que a participação dos suecos chegue a 40%da companhia. Todo o restante da empresa segue nas mãos de seu fundador, o engenheiro ex-Embraer Cesar Silva, que fundou a Akaer em 1992.
O vai-e-vem acionário, no entanto, pode acontecer de outra maneira, segundo Fernando Ferraz. Dependendo do que for acordado para a futura unidade fabril, a Saab e Akaer poderiam liderar uma joint venture. O executivo, por fim, é taxativo quando questionado se sabia de decisão do governo pelos suecos.
“Se você encontrasse alguém que dissesse que sabia o que estava acontecendo, você podia dizer que conhecia um mentiroso. Nunca vi um programa com tanta gente garantindo que sabia e que era a favor desse ou daquele projeto. Desde 2009, ouvi todas as versões e histórias possíveis. Brinco que só vou acreditar em tudo isso seis meses após a assinatura do contrato”.
Embraer será beneficiada, mas atraso na escolha gerou perdas
A diferença fundamental entre a série Gripen e seus concorrentes está na maneira como os projetos suecos são concebidos. “Eles usam o que chamam de COTS, que são equipamentos de prateleira, soluções já implementadas em outros modelos e melhoradas no atual”, explica Fernando Ferraz.
A proposta, que reduz consideravelmente o custo, é o oposto da maioria das soluções embarcadas nos caças americanos ou franceses, onde são desenvolvidas novas soluções de acordo como atual projeto. “Isso não quer dizer que um é melhor do que o outro. O que é possível concluir é que essa maneira de pensar dos suecos traz uma maior confiabilidade, uma vez que já foi utilizada em maior escala”.
Esses recursos, como radares ou sistemas de comunicação, poderão ser personalizados, transformados, retirados ou substituídos por outras soluções aqui no Brasil, de acordo o modelo de transferência de tecnologia previsto. E quem será a principal beneficiária é a Embraer, responsável pela integração dos sistemas.
“Eu diria que esse é o filé mignon. E ela faz isso com excelência. O maior desafio para esse projeto é a falta de espaço. A quantidade de equipamentos que devem ser embarcados na aeronave e a falta de espaço formam um cenário desafiador para qualquer engenheiro”, considera Ferraz.
O tempo de espera do governo brasileiro para a tomada de decisão, segundo o executivo da Akaer, fez com que o país deixasse de participar de importantes estágios no desenvolvimento do projeto. No entanto, ainda é possível recuperar o tempo perdido. “Se a gente considerar o Brasil de uma maneira geral, tivemos algumas perdas.
Se a decisão tivesse sido tomada há dois anos, a gente teria participado mais. Essa perda acontece porque o projeto já andou. Mas ainda é possível. Estamos muito próximo do linear. Se fosse adiado para mais um ano, a participação do Brasil seria consideravelmente menor. O país entrou em um momento-chave”.
FONTE: Brasil Econômico (http://brasileconomico.ig.com.br/noticias/akaer-vai-desenvolver-fuselagem-para-novos-cacas_137894.html), via Notimp (http://www.fab.mil.br/notimp#n68565)
IMAGENS: Akaer