4 de junho de 2026

A postura conservadora das organizações de esquerda em relação às drogas

Sugerido por Gunter Zibell – SP

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Da USP

Esquerdas adotaram postura conservadora quanto às drogas

Mariana Melo, especial para a Agência USP de Notícias
 
Organizações de esquerda não contemplaram política de descriminalização das drogas de maneira efetiva entre 1960 e 2000, segundo uma pesquisa realizada na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O trabalho mostrou que, por razões que vão do moralismo ao medo do desgaste político causado por assuntos polêmicos, o debate sobre drogas ficou defasado.
 
O atraso implicou em problemas como corrupção, ação violenta do mercado ilegal, criminalização e encarceramento em massa da população vulnerável economicamente. “Se não fosse a proibição das drogas, a situação dos direitos humanos no Brasil seria menos dramática, com um índice inferior de mortes causadas pela polícia e pelo mercado ilegal, além de um número muito menor de encarcerados” diz o autor da tese, o jornalista Júlio Delmanto Franklin de Matos, que foi orientado pelo professor Henrique Soares Carneiro.
 
Delmanto percebeu, já na época que participava do movimento estudantil, que, mesmo diante dos frutos negativos colhidos da política de repressão das drogas, as organizações de esquerda não davam importância à problemática. “Mesmo em setores ligados ‘às novas esquerdas’ nos anos 1970, como os movimentos feminista, negro e homossexual, esta questão passava longe de ser prioritária” conta.

 
A pesquisa foi baseada em jornais das organizações de esquerda, resoluções e outros documentos das épocas. “O ano de 1961 foi escolhido como inicial por ser o dos primeiros rachas no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e também da aprovação da Convenção da ONU que legisla sobre o tema”, conta o jornalista, que dividiu seu trabalho em quatro tempos: o período da luta armada (1960), o nascimento das novas esquerdas na década de 1970 (incluindo o Partido dos Trabalhadores – PT), o início de 1980 e o período pós-2000. “Para cada período creio que se pode constatar níveis diferentes de penetração do debate sobre drogas, por motivos também específicos a cada conjuntura”, diz.
 
Conjunturas
 
A forma como a luta armada se estruturou pelos militantes de 1960 acabou afastando o debate sobre a aceitação do uso de drogas. Uma postura mais organizada e moralizante era imposta aos participantes e usar drogas era visto como uma forma de alienação útil às instituições antidemocráticas. “Com a divisão entre os militantes de esquerda e os ditos ‘desbundados’, a preocupação com as drogas e com a alteração de consciência acabou ficando mais presente no campo destes últimos”, diz.
 
Em 1970, as liberdade individuais pautaram um pouco mais as discussões da esquerda, mas apenas em 1980, com a criação de iniciativas antiproibicionistas, conta Delmanto, o comportamento contracultural foi enxergado como alinhado à esquerda.
 
Na avaliação de pós-2000, justamente quando um partido de esquerda consegue se estabelecer no governo federal, o pesquisador destaca a não priorização de discussões que escapam de vieses conservadores. Para ele, há uma preocupação em não adotar polêmicas pautas de governo para evitar afugentar votos. Ainda assim, esta época testemunha a consolidação de debates a favor da descriminalização de alguns entorpecentes. “Sobretudo pela transformação do debate internacional e pela consolidação da Marcha da Maconha como ator político de relevância nacional”, diz.
 
Delmanto participa de diversos grupos de estudo sobre drogas e sociedade, como o Grupo de Estudos Drogas e Sociedade (GEDS), Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP) e a Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (Abesup).

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21 Comentários
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  1. Dimas A.M.RENÓ

    22 de dezembro de 2013 12:49 pm

    Falando em droga, a nau

    Falando em droga, a nau tucana ,está com  um novo FAROL resplandecente. Agora Vai…. Vamos ver para onde.

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124794/Exclusivo-FHC-pode-ser-vice-na-chapa-de-A%C3%A9cio.htm

  2. Hans Bintje

    22 de dezembro de 2013 1:11 pm

    Procurando muletas

    Procurando muletas, Gunter ?

    Depender da opinião e da boa vontade de organizações de Direita ou Esquerda para apoiar o que a gente deve consumir, para dar palpites sobre a sexualidade ?

    Eu dispenso essa “generosidade”.

    E mais: a época de discursos de William Bonner está chegando ao fim, a audiência despenca. O pessoal não quer mais ser tutelado. Repito: nem pela Direita nem pela Esquerda.

    1. Lucas Gomes

      22 de dezembro de 2013 3:58 pm

      ué,
      e eu que pensei que era o

      ué,

      e eu que pensei que era o Estado quem palpitava sobre a sexualidade e apoiava a idéia de dizer o que podemos e não podemos consumir… 

      o que sei mesmo é que ninguém quer ser tutelado: abaixo a proibição das drogas e viva o casamento igualitário!!

    2. Gunter Zibell - SP

      22 de dezembro de 2013 4:28 pm

      Você é que deve estar

      Você é que deve estar procurando pra ser tão mal-humorado.

      Por que não questiona ou rebate o conteúdo da matéria ou a autora? Precisa atacar o mensageiro?

  3. Obelix

    22 de dezembro de 2013 2:25 pm

    Falta perspectiva histórica!

    Prezados,

    O Senhor Gunter tem todo o direito de buscar flancos na ação política do PT (e do Governo, embora sejam coisas bem distintas, mas que ele adora confundir).

    Não cobremos coerência nos apaixonados pela disputa da sucessão ou de algumas causas. É próprio dos apaixonados a falta dela.

    O texto é um primor: se superficialidade.

    Traça um panorama quase moral da expansão do mercado de drogas ilícitas no mundo, coloca um espaço temporal (1960-2000) onde a esquerda mal e porcamente se sustentou sobre as pernas, e nunca esteva próximo de instâncias de decisão e implementação de alguma política (sim, a esquerda passou boa parte deste tempo ou apanhando ou na oposição), e no fim, como milagre, joga boa parte da culpa nos governos de esquerda (que sabemos, se sustentam em bases conservadoras, porque os “de esquerda” não enchem um fusca) pela inércia em relação a propostas mais progressistas em relação ao tema.

    Qualquer tolo sabe que o problema da disseminação de uso de substâncias entorpecentes não está vinculado a apenas temas morais (como a esquerda moralizante em 60), embora a moralidade seja esteio para sustentar políticas proibicionistas.

    A questão é de escala, mercado, oferta, dinheiro!

    É isto que tornava o uso de drogas em capricho exótico em 60 e uma febre em 80.

    Por outro lado, o texto, assim como quase tudo que o Senhor Gunter escreve ou apoia, toma como uniforme ou linear o problema do comércio ilegal de drogas, como se aí também não esteja presente um componente de classe (corte) importante: desde ontem, e sempre, são os mais ricos que têm, de uma forma ou de outra, o uso garantido por uma rede de proteção social, seja ela legal, bons advogados, posição social, privacidade, ou ilegal, como jeitinhos conhecidos.

    Mais uma vez, a intelligentzia pequeno-burguesa começa o debate pelo aspecto individual, e quer nos confundir como uma abordagem “humana” ou de direitos humanos.

    Não é.

    Descriminalizar ou suavizar as penalidades do consumo e uso só privilegiam os socialmente mais bem colocados, enquanto mantém sob o tacão da criminalidade os fornecedores de varejo (os de atacado nunca são tocados, vide o caso Perrella).

    Se pode usar, tem que poder vender, ou vamos vender carros e proibir a venda de combustíveis? Pois é.

    E quem são os pequenos fornecedores de varejo: os pretos e pobres de sempre.

    A “luta” deste pessoal não ultrapassa este limite.

    É claro que manter o alinhamento com as políticas fracassadas, inauguradas em 80, com Reagan (war on drugs) não funciona.

    Mas ou se discute tudo, ou não se discute nada.

     

  4. Romano

    22 de dezembro de 2013 4:00 pm

    Interessante que alguém que

    Interessante que alguém que afirma não haver direita e esquerda mas apenas direitos humanos abstratos se insurja contra as organizações de esquerdas por malfeitos da direita.

    O que não compreendem os conservadores de fato é que à esquerda compete lutar por direitos humanos a alimentação, educação, saúde, do que uma quantidade enorme de seres estão até hoje privados pela apropriação dos bens sociais por uma minoria, inclusive traficantes de drogas. Assim sendo, a criminalização não deve ser do usuário, mas dos que se beneficiam do tráfico, seja financeiramente, seja ideologicamente. Inclusive as drogas legais.

    A esquerda se empenha em uma sociedade que não existe, não se adequa a essa barbarie existente, ou não é esquerda. Conformem-se.

    Nessa barbarie se inclue a apologia ao uso de drogas como fuga de uma realidade indesejada., não meramente como diversão.

    Mas para quem já tem o básico garantido e acha que quem não tem é porque não mereceu, deve ser o maior barato essa pauta.

     

     

    1. Gunter Zibell - SP

      22 de dezembro de 2013 4:30 pm

      Você está falando de Mariana

      Você está falando de Mariana Melo, autora do texto.

      1. Romano

        22 de dezembro de 2013 4:53 pm

        De ambos. Da autora do texto

        De ambos. Da autora do texto e de quem o sugeriu por motivos óbvios.

        1. Gunter Zibell - SP

          22 de dezembro de 2013 8:38 pm

          Eu sugeri o texto para

          Eu sugeri o texto para estimular a discussão sobre a importância de descriminalizar a maconha. Algo que acho muito importante para reduzir a criminalidade e o aprisionamento excessivos no Brasil.

          Se o argumento vem de FHC, Freixo ou Min. Luis Barroso, não me importa.

          Se tiver algum prócer do PT, do PSB ou do PMDB defendendo a mesma ideia, divulgarei do mesmo modo.

          1. Romano

            22 de dezembro de 2013 11:50 pm

            Continua interessante sua

            Continua interessante sua escolha do texto responsabilizando a esquerda não necessariamente o PT uma vez que discorda da dicotomia esquerda x direita.
            Ainda mais que ele sequer roça nas questões determinantes.
            Em síntese responsabiliza a esquerda pelo atraso desde a década de 60 para no fim e contraditoriamente estabelecer que atualmente os motivos são eleitoreiros. Ora, ora.
            Os motivos são os mesmos que entravam qualquer avanço em direitos humanos, quaisquer direitos.
            Nada avança porque o que comanda é o poder da grana, dos que lucram com esse estado de coisas.
            E porque espera-se que qualquer um que fale isso ou aquilo venha a agir nesse sentido, que não precise conciliar com
            uns e outros para manter um poder limitado.
            Se quiser acertar a mira, mire à direita. Ou só ela não existe?

          2. Gunter Zibell - SP

            23 de dezembro de 2013 4:16 am

            Eu não disse que não há

            Eu não disse que não há dicotomia esquerda x direita. Há para questões como tributação e participação do Estado na Economia.

            E provavelmente ambos atrasam a questão da maconha.

            Esse texto eu recebi pelo facebook, não procurei. Se você tiver outros que julgue melhor, sugira.

          3. Romano

            23 de dezembro de 2013 8:08 am

            Excuse moi.
            Achei que o texto

            Excuse moi.

            Achei que o texto foi colocado para ser discutido.

            Sob todos os aspectos, inclusive no que se refere a não ter significado para a questão das drogas.

             

          4. Gunter Zibell - SP

            23 de dezembro de 2013 2:25 pm

            Está desculpado.

            Está desculpado.

  5. Gilberto .

    22 de dezembro de 2013 5:59 pm

    Que tal o contraponto de Pepe Mujica?

    E o que fizeram os governos, de centro e de direita, nas décadas de exercício de poder à respeito? 

    Um bom contraponto, à falsa questão do artigo, na fala de Pepe Mujica sobre a questão das drogas:

    “Há um custo político alto, ninguém quer pagar por isso. Ex-presidentes como Ricardo Lagos (Chile) e FHC defendem, mas o curioso é que fazem isso quando não são mais presidentes. Por que não defenderam quando eram presidentes?”, questiona Mujica.

    1. Gunter Zibell - SP

      22 de dezembro de 2013 8:35 pm

      Mujica e Bachelet (não sobre

      Quem chama o PT de esquerda, no artigo, é Delmanto. Se for esquerda ou não me parece irrelevante no caso, o relevante é que o PT usa apoio de conservadorismo moral em eleições.

      Mujica e Bachelet (esta não sobre maconha, mas sobre aborto e LGBTs) não são parecidos com PT, bolivarianos, “esquerda beata”, etc.  Se tomarmos apenas pelo discurso são mais próximos dos brasileiros (e demonizados) PPS, PV e PSoL (razão por eu preferir deputados dessas agremiações.)

      Por aqui a visão que predomina é esta:

      http://marisalobo.blogspot.com.br/2011/12/ministra-da-casa-civil-declara-que-e.html

      Eu não me entendo com o PT nos seguintes assuntos:

      STF (li a ótima entrevista com Barroso que vc indicou)

      Maconha

      Aborto

      Combate à homofobia

      Concessões a antissecularismo

      Educação sexual para jovens

      E mais algumas coisinhas.

      Vem daí que essa agremiação não me representa mais.

      Mas tem governos estaduais nos Estados Unidos, e parlamentos na Europa Ocidental que também avançam na questão, mesmo sendo de centro e direita. Não sei ao certo, mas parece que a Colômbia também experimenta alguma flexibilização.

      É muito mais uma questão de ‘espírito de tempo’ e necessidade racional das sociedades que ideologia.

      O artigo apenas lembra que “esquerda”, em geral, não é mais diferencial no assunto. Se é que algum dia foi…

       

      1. Gilberto .

        22 de dezembro de 2013 9:32 pm

        O que só fortalece o que eu coloquei

        Gunter,

        O que eu coloquei aqui, sintetizado por Mujica de forma simples e brilhante, é que a pesquisa é inútil. Prova algo que é evidente:

        “Há um custo político alto”

        Não preciso explicar, principalmente para você, este custo político. Se não for a sociedade a cobrar este custo sobre assuntos “polêmicos” (que para mim não são neste caso), a imprensa certamente o fará.

        Já coloquei aqui diversas vezes: Vivemos numa sociedade conservadora. Não se deixe enganar Gunter, ela se apresenta moderninha, mas na hora do vamos ver, na hora que o bicho pega, ela prefere acompanhar a voz da “maioria”. “Maioria” esta que é sempre algo discutível por aqui… 

        A “tolerância” e convivência com as diferenças por aqui, são atreladas às pesquisas. Mudam, se as pesquisas mudarem, do dia para a noite. Aliás, é o que me deixa mais puto com a política brasileira. Saber disto e não ousar. 

        Não isento com esta fala partido nenhum. A questão é que nenhum deles é suicida, então acham melhor ficar no velho blá-blá semântico e depois “deixar tudo como está para ver como é que fica”.

        Sinto desaponta-lo, se o PT não te representa, não serão algumas figuras que saíram do PT, da sua base de apoio, outras que circulam por todas as bases de qualquer governo eleito, ou ainda algumas outras que nunca decolam como oposição ou como governo, que irão mudar o status quo da política brasileira.  

        Quer saber? Tudo parece estar muito comodo como está. Para todos os partidos!!! Pagando para ver como é que fica.

        PS Final: A fala do Barreto, de certa forma, corrobora tudo o que eu expus.

        1. Gunter Zibell - SP

          22 de dezembro de 2013 10:51 pm

          Desimportar-se com partidos é liberador

          Vivemos em uma sociedade conservadora e isso sempre é dito ao longo do tempo. Mas para coisas sucessivamente… diferentes!

          Talvez alguém tenha argumentado isso quando se pensou no voto feminino, não?

          Podemos acreditar em coisas e podemos estimular imprensa, políticos e acadêmicos a levarem-nas em consideração. Podemos também, mais frequentemente que não, aprender com esses entes.

          Um outro ponto é se os partidos são mais “conservadores” que nós individualmente ou que a sociedade. 

          Ora! Por que se preocupar com isso? Se continuamos defendendo o que cremos ser certo, em algum momento, se isso for mesmo o certo, será mais discutido, mais defendido, pode ser tornar tendência. E aí, aos políticos, lhes caberá seguir a tendência.

          Não se imagina hoje um político criticando a defesa do meio-ambiente. Com as exceções de praxe (o recurso ao voto do atraso), também não se imagina políticos pedindo que não haja igualdade de direitos entre gêneros ou orientações sexuais.

          Se não houver partido ideal, paciência. Apoie-se o que se aproximar mais.

           

          1. Gilberto .

            22 de dezembro de 2013 11:53 pm

            Esta nunca foi uma preocupação

            Gunter,

            Você sabe que eu não sou um acomodado, nem abro mão de defender pressupostos que assegurem uma relação humana que possamos chamar, no melhor sentido, de sociedade.

            O que quis deixar claro é que uma análise centrada em partidos ou tendências, sejam quais forem, sempre terá resultados questionáveis. Questionáveis, pois não é possível determinar claramente uma “verdade” deste tipo através de um contorno partidário. Conservador, nas questões morais, será encontrado em qualquer partido brasileiro. Questionáveis pois não descortinam nenhuma novidade, reafirmam (com o aspecto de ciência) os velhos preconceitos de sempre. 

            É o caso desta pesquisa. A esquerda, historicamente, nunca teve uma posição de vanguarda nas questões morais. Porque cobrar dela isto? Você já leu, por exemplo, os livros da Doris Lessing que relatam a sua atividade política na esquerda da Rodésia nos anos 50/60? Então, que novidade trás a pesquisa?

          2. Gunter Zibell - SP

            23 de dezembro de 2013 12:43 am

            Sei sim, Gilberto, somos mais

            Sei sim, Gilberto, somos mais parecidos que dessemelhantes, acho. Mas não li Lessing.

            Também acho que análises centradas em partidos não levarão a nada. Principalmente em um país tão pluripartidário onde nenhum passa de 20% dos deputados. E quase todos de centro no que se refere à gestão da economia (*). Se citei um partido poderia citar outros que no mais das vezes não abordam nada do que acho importante.

            Não é à toa que, se eu tivesse que ter preenchido uma cédula eleitoral hoje, teria 5 partidos, PT e PSDB (ainda) entre eles.

            E tem razão, não se deve cobrar da esquerda uma posição de vanguarda em questões morais. Eu vejo primeiro quem traz as melhores perspectivas para o que eu acho importante em termos de valores. Do que sobrar escolho (*). Gostaria que houvesse no Brasil a figura de congressistas “independentes”.

            Acho que houve um mal-entendido por um período… Talvez alguns partidos tenham feito mais propaganda do que deveriam de certas coisas. Talvez, no afã de crescer e ganhar popularidade, tenham gerado expectativas que não poderão ser cumpridas.

            (*) Isto porque não considero PT, PMDB, PSB e PSDB significativamente diferentes em economia. Há muita propaganda de alguns querendo se diferenciar, mas eu realmente não acredito nessas propagandas. Há nuances sim, que de qualquer modo não me parecem justificativa para ser conservador moral.

             

             

  6. Marcelo Luiz

    22 de dezembro de 2013 6:39 pm

    Desde que assembleia da

    Desde que assembleia da Esquerda definiu-se que “Drogas” é um tema eminentemente de esquerda?

  7. Flávio Lopes

    23 de dezembro de 2013 12:28 pm

    Postura da esquerda em relação às drogas

    Pessoalmente, embora não tenha uma “posição fechada” a respeito, pois nunca parei para pensar muito a respeito, a minha tendência é pela liberalização, parecendo-me evidente que a atual política repressiva é um fiasco. Nunca examinei a fundo a questão porque, na minha relação de prioridades, ela deve ocupar a 23.958ª posição.

    Priorizar o assunto, para mim, é coisa de mauricinho, de passeata do “Cansei” na Delfim Moreira!

     

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