4 de junho de 2026

O IPTU e as contradições da classe média

Sugerido por Assis Ribeiro

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Da Revista Fórum

O IPTU vai ao shopping de metrô

Há uma contradição permanente na classe média. Quando debate o metrô em Higienópolis, quer ser diferenciada, mas, quando debate o IPTU, quer ser igual, não aceitando que a alíquota de Guaianases seja diferente da sua

Por Glauber Piva

Há muitas maneiras de se pensar a vida brasileira. Todas elas enraizadas em visões de mundo historicamente identificáveis e, portanto, passíveis de algum nível de entendimento. Uma dessas maneiras, talvez a hegemônica no Brasil das cidades grandes, é o que chamo de visão de classe média: um tipo de visão de mundo bastante alicerçado em valores como intenso consumo (tanto de bens quanto de serviços), segmentação das cidades em ilhas de convívio (como os condomínios, por exemplo) e a reiterada negação do Estado e do debate público.

Essa sorrateira e envolvente visão de classe média pensa a vida política brasileira como se estivesse num shopping center: olha o jogo democrático a partir da suposta assepsia de seu mundo privado – embora ache que está no ambiente público – concebido para ser uma solução dos problemas sociais onde reinam desajustes, desigualdades, contradições, imprevistos. E é assim que ela debate o aumento do IPTU em São Paulo, as denúncias de corrupção, a cocaína no helicóptero do deputado de Minas Gerais ou as propostas de financiamento público de campanhas eleitorais.

Essa lógica de classe média considera a política como suja e como o ‘mundo de fora’ em contraposição ao “shopping center” no qual vive, que, para ela, é o ‘mundo de dentro’. O ‘mundo de fora’ seria a realidade-real, o espaço urbano com seus problemas de transporte, de saneamento, coleta de lixo, filas na saúde, educadores cansados e maltratados, uma gigantesca parcela da população em habitações informais e todo o caráter público que o compõe. É como se esse mundo contivesse outra realidade construída artificialmente (uma realidade paralela que a classe média julga ser a verdadeira, única e correta): o ‘mundo de dentro’ (que, como nos shoppings, é limpo e isento dos fatores que agem no ‘mundo de fora’ – chuva, sol, frio, neve, mendigos, pedintes, trânsito, poluição etc.)1. O que ela não vê, nem aceita, é que a assepsia na qual julga viver foi concebida à custa de escravidão, desastres ambientais, desigualdade, privatização do debate público e negação de direitos. No seu mundo asséptico, empregados domésticos não devem ter direito a cuidar de seus próprios filhos, nem viajar de avião, nem entrar nos seus shoppings.

É essa visão asséptica do mundo que entende que a política sob a lógica dos interesses empresariais é limpa. Sujo é o Programa Bolsa Família que em vez de cesta básica, garante um mínimo de dinheiro para que as pessoas possam escolher a comida que querem comer, ou o metrô no bairro de Higienópolis, terra prometida à gente diferenciada, ou, ainda, um modelo de IPTU que reconhece que Itaim Paulista e Itaim Bibi não são iguais perante a prefeitura, assim como são diferentes perante o mercado. Para os que negam o debate público, tudo isso é sujo, tudo isso é coisa de quem precisa do Estado: ele, por si só, também uma coisa suja e de sujos.

O debate em torno do IPTU em São Paulo é um bom exemplo disso. Como Fernando Haddad propôs maior isenção a aposentados e, por várias razões que se entrecruzam, o aumento da quantidade de imóveis isentos e a divisão da cidade em três zonas com diferentes índices de cálculo para cada uma delas. Pela regra proposta, a régua que mede uma casa na periferia não será mais a mesma da construção em bairros mais centrais, mais valorizados. Já que o m2 de área construída em bairros nobres é mais caro, será mais caro também o imposto cobrado para os imóveis dessas áreas.

A questão aqui não é apenas se alguns pagarão mais que outros, mas a maneira como é percebia a atuação dos governos e como se estabelecem diferenciações hierárquicas entre ricos e pobres, entre os de dentro e os de fora do grande shopping. Sendo assim, quando falamos “classe média”, não estamos nos referindo àquela faixa de renda acima de x reais. Esse só serve para identificar a faixa de renda e, portanto, a capacidade de consumo das famílias. O que define a classe média é sua posição em relação ao núcleo econômico da sociedade ou em relação ao núcleo do poder político: a classe média não detém o poder do Estado nem o poder social da classe trabalhadora organizada. Tampouco é detentora do capital e dos meios sociais de produção, assim como não é a força de trabalho que produz capital.

Sem identidade própria, a classe média se fragmenta e se alimenta de um individualismo competitivo intenso. Instável, alimenta permanentemente as ideias de ordem e segurança, povoando seu imaginário com o sonho de se tornar parte da classe dominante, e o pesadelo de se tornar proletária. Como aponta Chauí, para que o sonho se realize e o pesadelo não se concretize, é preciso ordem e segurança. Isso torna a classe média ideologicamente conservadora e reacionária e seu papel social e político torna-se o de “assegurar a hegemonia ideológica da classe dominante”, fazendo com que essa ideologia, por intermédio da escola, da religião, dos meios de comunicação, se naturalize e se espalhe pelo todo da sociedade. É sob esta perspectiva que se pode dizer que a classe média encara o ambiente público como um shopping center, um lugar de ordem e segurança, defendido por uma polícia privada e dotado de regras próprias daqueles que colocam o consumo e o indivíduo no centro das preocupações.

Há rachaduras profundas na sociedade brasileira que a classe média prefere ignorar, esperando que o mundo tenha a mesma cara asséptica que eles preferem ver nos centros de compras das grandes cidades. Como vive entre o pesadelo e o sonho, há uma contradição permanente na classe média. Quando debate o metrô em Higienópolis, não aceita que os pobres frequentadores do Estádio do Pacaembu utilizem suas ruas: quer ser diferenciada. Mas, quando debate o IPTU, quer ser igual, não aceitando que a alíquota de Guaianases seja diferente da sua.

Como, do ponto de vista simbólico, a classe média precisa substituir, ao mesmo tempo, sua falta de poder econômico e de poder político, ela se dedica à busca dos signos de prestígio, como diplomas e consumo de serviços e objetos indicadores de autoridade, abundância e ascensão social. Assim, o comportamento e o discurso da classe média brasileira são obstáculos que se erguem contra a democracia e alimentam a hegemonia do autoritarismo social que conhecemos.

Essa mistura de medo e ódio, silêncio e torpor, comporta seus preconceitos e alimenta suas opiniões sobre a política, os políticos, o Estado e o dissenso característico do dinamismo da vida social. Quando os meios de comunicação tradicionais proclamam insistentemente que somos democráticos, ‘cordiais’, fraternos e docemente miscigenados, estão apenas trabalhando para pasteurizar as tensões da luta de classes e carimbar “vândalos” na testa dos divergentes: maus são os outros (!), aqueles que não frequentam as festas de peão do interior paulista, os sambas requintados da zona sul carioca e nem aceitam os ideais de ordem, segurança e individualismo das democracias endinheiradas pelas compras de Natal.

Glauber Piva, sociólogo, é ex-diretor da Ancine – Agência Nacional do Cinema

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

19 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Motta Araujo

    18 de dezembro de 2013 12:34 pm

    Nada a ver. O autor quer

    Nada a ver. O autor quer introduzir ideologia onde existe um debate civico legitimo, a classe media é enorme em São Paulo, São Paulo é uma cidade de classe média, não é uma cidade de grandes manchas de pobres, como é o Rio de Janeiro, então a classe média é legitima demandante de serviços que não melhoraram e pode sim discutir o aumento de impostos diretos como é o IPTU que nunca foi barato e é hoje antes do aumento já muito alto.

    Sou absolutamnte contra ISENÇÃO total de IPTU para larga faixa de municipes. Pode haver uma taxação menor mas NADA DEVE SER DE GRAÇA. Quem tem imovel, mesmo na periferia, tem que pagar alguma coisa, nem que seja 50 Reais por ano, esse morador não toma cerveja? Não vai a jogo de futebol? Não tem celular? Então pode separar ALGUMA COISA para a Prefeitura, esse morador USA A RUA, como pode ter imovel e NÃO PAGAR NADA pelo uso da rua?

    Se tem um imovel já não é miseravel, tem alguma coisa, provavelmente tem TV de ultima geração em casa.

    O IPTU em São Paulo já é  muito caro, é valida a reclamação da classe média, não tem NADA A VER COM IDEOLOGIA.

    1. ArthurTaguti

      18 de dezembro de 2013 2:00 pm

      “São Paulo é uma cidade de

      “São Paulo é uma cidade de classe média, não é uma cidade de grandes manchas de pobres”

      Você já foi para SP alguma vez? Nova Iorque usa um critério de renda para determinar a linha de pobreza que colocaria a maior parte da população de SP abaixo dela, e olha que em estimativas recentes o curto de vida SP-NY foi colocado no mesmo patamar.

      Agora, quanto à isenção do IPTU, a PMSP segue a Constituição ao isentar alguns cidadãos do pagamento do imposto, pois determina-se que esta espécie tributária, sempre que possível, terá caráter progressivo.

      Assim, nada mais justo que um cidadão que mora na Vila Nova Conceição (em que o m² ultrapassa facilmente os R$ 10.000,00) arque com uma alíquota maior do que o sujeito que mora em Parelheiros.

      Isto sem contar que, muitas vezes, o pobre que mora em áreas isentas paga aluguel, e se não houvesse isenção do IPTU, eles que teriam que arcar com o impostos, já que é prática comum as partes pactuarem que o locatário que arcará com o tributo.

       

       

      1. Rodrigo Negrão

        18 de dezembro de 2013 4:57 pm

        Bom, isso não muda o primeiro

        Bom, isso não muda o primeiro trecho do comentário e que esse é um debate legítimo do Paulistano.

        A tentativa de transforma-lo em um debate meramente ideológico cheira muito mal.

        Escreveu um texto deste tamanho para falar que o problema de São Paulo é a classe média ?

        Antes que alguém confunda o texto como verdade universal, o cara que escreveu o texto é um desses chupins que ficam atrás de cargos indicados por políticos, alias, ele acabou de deixar uma boquinha em Brasilia,  provavelmente é isso que ele pensou  escrevendo. 

        Mora em Sorocaba interior de São Paulo e fala do Paulistano como se tivesse conhecimento ou procuração da Prefeitura de São Paulo para ofender quem tem interesse legítimo nos caminhos da cidade.

        Vejo isso como uma defesa descontrolada do Prefeito em razão de sua administração estar tão ” bem” avaliada quanto a do Pitta.

         

        1. ArthurTaguti

          18 de dezembro de 2013 5:25 pm

          Este debate de colocar classe

          Este debate de colocar classe média como vilão realmente não faz sentido.

          Classe média, em ambientes “progressistas”, apanha mais do que banqueiro, que empreiteiro, que ruralista, que especulador internacional. Eike Batista se tornou bonzinho depois que virou petista, mas a classe média é a geni enquanto continuar votando nos tucanos, não tem jeito mesmo.

          Este voto nos tucanos é um misto de ignorância (só lêem Veja e FSP) e pragmatismo (os governos do PT beneficiaram os ricos e o pobre, deixando a classe média um pouco de fora)

          1. Assis Ribeiro

            18 de dezembro de 2013 7:59 pm

            Classe média paga o pato sem saber. É isso que diz o artigo

            No dia que a classe média perceber que é ela quem paga o pato; mais impostos, quem mais sofre com a falta de segurança, escolas e saúde pública deficitária o que faz com que nós paguemos preços exorbitantes por esses serviços, então não seríeremos mais o parapeito da classe dominante como aponta o artigo.

          2. ArthurTaguti

            18 de dezembro de 2013 8:17 pm

            Concordo, Assis.
            Mas para

            Concordo, Assis.

            Mas para acabar com isto é difícil, viu. Em SP, por exemplo, a classe média frequenta alguns espaços da elite  (por exemplo, podem morar no mesmo bairro, seus filhos estudarem na mesma faculdade, frequentarem o mesmo restaurante/shopping) e prefere muito mais pensar que é uma semelhante do que vir com estas ideias de esquerda de distribuir renda, moradia, melhorar educação e saúde pública, e por aí vai.

      2. Motta Araujo

        18 de dezembro de 2013 5:50 pm

        Voce ja foi para São Paulo

        Voce ja foi para São Paulo alguma vez? Que pergnta sem nexo,   eu nasci em São Paulo, assim como meus pais e meus avós, não me venha ensinar o que tem em São Paulo. Os pagadores de IPTU são 1,8 milhões de imoveis, grande parte residenciais, se colocar 3 pessoas por imovel dá 5,4 milhões, esse numero não é ELITE PRIVELIGIADA no tosco linguajar da esquerda, é metade da população da cidade, portanto pagadores de IPTU são milhõs de cidadãos, não são magnatas.

        O discurso ideologizado é pretender “”punir o rico e isentar os pobres”, muitos dos que vão pagar IPTU aumentado são inquilinos que vivem de salario e muito isentos podem pagar uma merreca, não devem e não precisam ser isentos, aposto que muitos desses isentos tem o “”carrinho”” que paga IPVA e licenciamento.

        1. ArthurTaguti

          18 de dezembro de 2013 8:22 pm

          Eu fiz esta pergunta, um

          Eu fiz esta pergunta, um tanto tosca admito, porque você disse que SP é uma cidade de classe média.

          Ora, eu também, como um morador da pauliceia desvarada, só posso chegar à conclusão que moramos em cidades diferentes, já que entendo que a capital não se resume aos redutos Pinheiros-Higienópolis-Jardins-Moema-Morumbi-Perdizes-etcétera. Apesar de SP possuir a maior classe média do país, os pobres vencem e por larga margem.

          Agora, nossa diferença de visão é de concepção. Você considera “punir o rico” cobrar mais impostos dele, como se isto fosse uma ideia stalinista, maoista. Esquece de dizer que na socialdemocracia europeia as alíquotas máximas de Imposto de Renda chegam a 55, 60%.

           

  2. Rodrigo Negrão

    18 de dezembro de 2013 1:39 pm

    Antes de ler um texto longo e

    Antes de ler um texto longo e confuso como este, eu preciso saber quem é Glauber Piva :

    a) Um membro da casta privilegiada que é indicado a ocupar cargos com salários e benefícios vultuosos e que anda com um carro que dá para comprar uma casa popular ?

    b) Seria ele um sem terra que luta pelo povo ?

    c) Ou um membro da classe média que julga ser mais preparado e inteligente que seus semelhantes.

     

     

  3. luiz valentim

    18 de dezembro de 2013 1:52 pm

    Ser de esquerda não ser sempre a favor de aumento de impostos!
    Há muita confusão.
    Porquê um aposentado classe média pagar um aumento explosivo de IPTU só porque num curto prazo seu Bairro supervalorizou?
    O aumento tem que ser baseado nos serviços oferecidos e numa média de valorização ou desvalorização bem esticada no tempo.
    Nunca ví diminuição de IPTU devido a DECADÊNCIA DO BAIRRO !
    Alerta: Porquê querer arrecadar muito de quem paga?
    Porque dá preguiça arrecadar do sonegador?
    O exemplo de São Paulo é muito forte : depois da polêmica dos aumentos a Prefeitura “descobriu” rombos bilionários.
    Vamos saber cobrar!
    Vamos cobrar direitinho tudo.
    Quê tal desburocratizar?
    Quê tal transparência total?
    Quê tal ter uma máquina eficiente e eficaz?
    Vamos acabar com dificuldades pra vender facilidades !
    A criação da Corregedoria na Prefeitura de São Paulo foi um ótimo ato administrativo. pena que a Velha Mídia sonegadora não bate palmas pra isso!

  4. Fabio L. Moraes

    18 de dezembro de 2013 1:57 pm

    Onde eu assino o texto? O

    Onde eu assino o texto? O autor escreveu praticamente tudo o que penso a respeito da classe média. Lendo o texto, me lembro das reuniões do condomínio onde moro e a conversa da maioria dos moradores: queixas sobre segurança, impostos e a ilusão de se viver num mundo paralelo à sociedade…

  5. Francy Lisboa

    18 de dezembro de 2013 2:07 pm

    O IPTU em São Paulo já é 

    O IPTU em São Paulo já é  muito caro, é valida a reclamação da classe média, não tem NADA A VER COM IDEOLOGIA

    Nosso colega Motta Araújo em sua labuta para não se identificar com a palavra ideologia, pois está é dá…esquerdolândia. Só o fato de usar termos como “mancha de pobres” já o torno ideólogo meu caro. E que história de: ele toma cerveja, então pode pagar. A questão é que o lazer do famigerado é migalha e não pode ser comparado ao lazer dos mais abastados, os quais podem sim prescindir dos seus chás e idas ao shoping sem ter aquela sensação ruim de “não ter dinheiro para o mínimo lazer”. Nada a ver a sua expicação para o rompante da classe média Sr. AA.

  6. Rodrigo C Moreira

    18 de dezembro de 2013 3:02 pm

    Eu realmente gostaria de

    Eu realmente gostaria de saber por que criticar a classe média virou o esporte preferido da esquerda.

    Eu leio esses textos e parece que eu sou um membro da S.S.

    Francamente, já passa da hora desse discursinho infantil. As coisas não são tão simples assim. 

    Aliás, por que em lugar de bater na classe média o Sr. Autor nao bate na burocracia estatal – cujos funcionários, aliás, compõem parte relevante da classe média.

    Só a classe média que não presta é a assalariada e a pequena burguesia?

    Ninguém fala da classe média que tem estabilidade financeira bancada pelos impostos de quem não tem estabilidade financeira.

    Esse assunto já encheu. Virem o disco. Concordo plenamente com a proposta de IPTU do Haddad, mas vão colocar tudo na conta da classe média?

     

     

     

  7. carlosc

    18 de dezembro de 2013 4:02 pm

    Eu não consigo

    Eu não consigo entender.

    Alíquota de IPTU é, por definição um percentual sobre o valor do imóvel. E é estabelecido no momento de sua construção sobre um valor estipulado pela Prefeitura.

    Agora se ocorrem variações sobre o valor venal para mais ou para menos (aos que tem memória curta, já ocorreram em vparias ocasiões) isto não deveria mais incidir sobre aquele imóvel.

    Então porque um Prefeito recem-eleito quer aumentar alíquotas, porque quer aumentar sua receita, promovendo um reboliço total?

    Pra mim mais parece “tunga”.

  8. Rodrigo Negrão

    18 de dezembro de 2013 7:25 pm

    O nome classe média foi

    O nome classe média foi criado para identificar o morador do Estado de São Paulo que tem ojeriza pelo PT.

    Tanto faz a sua classe, média, alta, baixa, pobrezinho, se falar que o Lula é um oportunista com discurso nojento, pronto, virou de classe média.

    Acho que o termo classe média e a história que o dinheiro Visanet não é público devam ter saído da mesma cabeça privilegiada.

    Agora, na eleição pro Governo do Estado vem o Padilha inaugurar estacionamento de Hospital e a classe média enche o evento para bater palma.

    Essa classe média não ………….. Alias, com  tanta classe média em SP e com o Alckmin com 45% das intenções de voto o PT nem deveria lançar candidato rsss

  9. alexis

    19 de dezembro de 2013 9:30 am

    Onde estamos errando?

    Será incompetência da nossa parte ou esperteza do PIG?

    Parece ser tão difícil colocar a cobrança do IPTU na perspectiva certa, de que gente mais humilde terá que pagar menos, etc. e já o PIG desfigura fazendo sentir a todo o mundo como sendo obrigado a pagar mais. O mesmo aconteceu com a CPMF, onde muito bobão defendeu o fim da cobrança desse imposto, mesmo não pagando quase nada ou nada por ele, tirando mais de 40 bilhões da saúde e deixando as grandes movimentações financeiras quase sem controle.

  10. eliana paes

    19 de dezembro de 2013 10:18 am

    iptu

    é inegável que os imóveis tiveram valorização e o iptu deve refletir, de alguma maneira esta elevação.

    também é inegável que valor não é renda.

    a questão poderia ser administrada de maneira mais conveniente pela prefeitura, não fosse a sua voracidade arrecadadora, para variar, vinculada a pobreza do horizonte eleitoral. (que não vai além das próximas eleições)

    a mesma pobreza do horizonte eleitoral, contamina a discussão sobre o assunto, tentando em transformar em luta de classes, um aumento tributário, que pela sua brutalidade prejudica muitas pessoas e empresas.

    é sáudavel a atuação do poder judiciário.

    vejo como razoável a equiparação do valor venal usado no iptu ao valor de mercado do imóvel, em um prazo longo, com certeza bem maior que os 04 anos de duração do mandato do nosso ilustre alcaide.

  11. Edu

    30 de abril de 2014 3:45 am

    O Golpe do PT sobre o IPTU 2015

    Vocês que debatem aqui se o aumento é justo ou não, mesmo na tentativa de aumentar 20% nas zonas chamadas “nobres da classe média”… não se assustem com o que está por vir no IPTU 2015.

    Esta é a cara verdadeira deste Governo que se diz democrático, mas que na verdade é um governo AUTORITÁRIO e demagogo, que usa a fantasia da luta de classes para justificar suas ações contra a classe média, diga-se de passagem, uma classe trabalhadora que mais paga impostos neste país.

    Consulte você o valor da base de cálculo de seu IPTU 2014, e observe que seu aumento não foi de 20% este ano… o meu aqui em casa foi de apenas 6,7%, por exemplo… mas o que o Haddad fez foi muito pior, e só va aparecer em 2015.

    Consulte o valor venal de referência de seu imóvel na PMSP e você entenderá o que eu chamo de GOLPE. Este tal valor de referência é usado no cálculo de transferências do ITBI, e também no IPTU… e ele sempre foi mais baixo que o tal valor especulativo imobiliário… então vá no link a seguir, e consulte o valor do seu imóvel, e compare com a base de cálculo do seu IPTU 2014: site: http://www3.prefeitura.sp.gov.br/tvm/frm_tvm_consulta_valor.aspx

    Agora, observe que o valor de referência que a PMSP está considerando é praticamente o tal valor especulativo imobiliário… e pode apostar… em média 3 a 4 vezes o valor que foi usado no cálculo do seu IPTU 2014.

    Agora imagine… quanto será então o aumento do IPTU em 2015, promovido por esta esperta ação do Governo Haddad?

    E o melhor… para fazer isso, ele nem precisou passar pela Câmara dos vereadores uma Lei… será automático o aumento… 

    O que vamos fazer, se somos rabalhadores, estorquidos por um gogervo autoritário e corrupto? Melhor mudar o que pudermos nas eleições 2014, ou a tendência é apenas piorar…

     

Recomendados para você

Recomendados