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26 Comentários
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  1. alfeu

    12 de dezembro de 2013 2:25 am

    No Brasil, Hollande pedirá mais investimentos do país na França

    RFI

    http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20131211-em-visita-ao-brasil-hollande-pedira-mais-investimentos-brasileiros-na-franca

     

    O presidente francês, François Hollande vai iniciar na quinta-feira(12) uma visita de Estado ao Brasil.O presidente francês, François Hollande vai iniciar na quinta-feira(12) uma visita de Estado ao Brasil.REUTERS/Benoit Tessier

     

    Elcio Ramalho

    Durante sua visita de Estado ao Brasil, nos dias 12 e 13 de dezembro, o presidente François Hollande e a presidente Dilma Rousseff vão reforçar a parceria estratégia entre os dois países com a assinatura de vários acordos de cooperação. Além de pedir mais investimentos brasileiros na França, Hollande aproveitará a visita para cobrar das autoridades brasileiras avanços nas obras para a conclusão da ponte sobre o rio Oiapoque e a assinatura de tratados envolvendo a região de fronteira com a Guiana Francesa.

     

    A estadia de François Hollande acontece exatamente um ano depois da visita de Estado realizada pela presidente Dilma Rousseff à França. Na ocasião, a presidente do Brasil foi homenageada com um jantar de gala no Palácio do Eliseu.

    Em nova demonstração da importância que a França reserva às relações bilaterais com o Brasil, o presidente socialista desembarca em Brasília nesta quinta-feira com uma delegação composta por oito ministros (Relações Exteriores, Justiça, Comércio Exterior, Ensino Superior e Pesquisa, Territórios Ultramarinos, Esportes e Juventude, além dos ministros adjuntos da Economia Solidária e do Consumo, e da Agricultura, Floresta e do Setor Agroalimentar).

    Acompanha a comitiva presidencial um grupo de 50 empresários de diversos setores, entre eles, os presidentes das gigantes dos setores nuclear (Areva), energia (GDF SUEZ), transportes (Alstom e SNCF), de tecnologia espacial ( Thales e Arianespace) e defesa (Dassault).

    Investimentos brasileiros na França

    A França quer aproveitar para ampliar negócios com o Brasil em setores considerados promissores, como o da indústria agroalimentar, transportes, saúde e turismo. Uma das maiores preocupações dos franceses é atrair investimentos brasileiros à França. As trocas comerciais entre os dois países em 2012 chegou a 9 bilhões de euros, quase o dobro em relação à 2003.

    O excedente comercial francês é estimado em 405 milhões de euros. A França, 5° maior investidor no Brasil (3,2 bilhões de euros, segundo dados de 2010), tem mais de 500 empresas instaladas em solo brasileiro, o que gera em torno de 500 mil empregos. No sentido inverso, apenas 12 empresas brasileiras estão instaladas na França empregando 1.300 pessoas.

    Apresentar o país como um destino privilegiado de investimentos e aumentar a presença de empresas brasileiras na França será um dos objetivos de Hollande em seus encontros os empresários em Brasília e São Paulo.

    A presença de Eric Trappier, presidente da Dassault, fabricante do Rafale, indica que o governo francês também deverá reforçar sua campanha na defesa do avião de caça francês que disputa a licitação internacional para equipar a Força Aérea Brasileira. Paris aposta na transferência total de tecnologia, uma das exigências do Brasil, para superar os concorrentes americano Boeing e sueco Grippen.

    Crise internacional e clima

    Na manhã de quinta-feira, depois de inaugurar um liceu francês em Brasília, o presidente Hollande deverá participar ao lado da presidente Dilma da abertura do 1° Forum Econômico França-Brasil. Na sequência, os dois chefes de Estado terão uma reunião de trabalho seguida de um almoço no Palácio do Planalto

    Na agenda das discussões estarão as crises internacionais e as negociações climáticas com vistas à grande Conferência do Clima que Paris vai sediar em 2015. A França também deve demonstrar apoio à iniciativa do governo brasileiro de um maior controle das informações e dados que transitam por meios de comunicação digital.

    François Hollande e Dilma Rousseff devem firmar novos acordos para o desenvolvimento de parceiras tecnológicas entre grupos franceses e brasileiros. Na ocasião deverá ser assinado o contrato de cerca de 900 milhões de reais com o grupo franco-italiano Thales Alenia Space (TAS), vencedor da licitação para construir um satélite espacial brasileiro para fins civis e militares. A francesa Arianespace foi escolhida para o lançamento.

    A presença francesa no Brasil foi reforçada este ano com a escolha da gigante do setor nuclear Areva, que firmou em novembro um contrato de 3,75 bilhões de euros com a Eletrobrás para a extensão do reator 3 de Angra, e também com a Total, multinacional do setor petrolífero que integra o consórcio vencedor para exploração do campo de Libra.

    Cooperação acadêmica

    O desenvolvimento da cooperação acadêmica deve ganhar novo impulso com a ampliação das oportunidades de formação de estudantes brasileiros na França. Atualmente, através do programa Ciências sem Fronteiras, lançado pela presidente Dilma, a França se comprometeu a acolher 10 mil estudantes universitários até 2015, sendo que 6 mil já foram contemplados, principalmente com bolsas de doutorado.

    O governo francês está disposto a ampliar a mobilidade dos estudantes e também a facilitar a vinda dos alunos de mestrado e pós-graduação. Além de mais investimentos no ensino do francês para os contemplados, o governo também quer envolver nessa parceira as empresas francesas instaladas no Brasil para acolher estagiários brasileiros que tenham passado por universidades na França.

    Visita à Fiesp

    Depois de Brasília, onde também tem encontro marcado com o ex-presidente Lula, o líder socialista seguirá para São Paulo, segunda etapa de sua visita oficial ao Brasil. Ele entregará ao ex-jogador de futebol Raí a medalha da Légion d’Honneur (Legião de Honra) pelo trabalho da Associação Gol de Letra de atendimento a crianças carentes através do esporte. Raí, que encerrou sua carreira em 2000, atuou durante cinco anos no clube Paris Saint-Germain e mantém um escritório da Associação Gol de Letra em Paris.

    A viagem de Estado do presidente francês termina na sexta-feira pela manhã na capital paulsita com a assinatura de acordos com o governador Geraldo Alckmin e encontro com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

    Relações Transfronteiriças

    Durante sua presença no Brasil, Hollande também deve abordar com as autoridades brasileiras questões relacionadas com a extensa fronteira de 700 quilômetros entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa.

    A inauguração da ponte sobre o rio Oiapoque, um símbolo de cooperação política e econômica dos dois países, que muitos esperavam acontecer no final deste ano, foi mais uma vez frustrada devido à falta de conclusão de obras de infraestrutura e da ratificação de acordos sobre as relações envolvendo a imigração.

    Paris afirma que projetos dependem ainda do sinal verde do Congresso brasileiro. Um acordo de cooperação descentralizada foi oficializado com a assinatura de um protocolo em Caiena, em 2008, e contempla temas relacionados a educação, saúde, desenvolvimento sustentável e riscos ligados à imigração clandestina e à extração ilegal de pesca e garimpo.

    Em sua vista à Guiana Francesa, entre sexta-feira e sábado, Hollande deve se reunir com autoridades locais que deverão cobrar ações do governo francês para combater atividades ilegais.

    Pescadores, garimpeiros e empresários da Guiana já fizeram vários protestos contra a presença de brasileiros em situação irregular, que estariam se apropriando dos recursos naturais locais e vendendo os produtos como ouro e pesca no Brasil.

     

  2. IV AVATAR

    12 de dezembro de 2013 2:26 am

    O ‘mensalão” não existiu

    O ‘mensalão” não existiu

    http://lexometro5.blogspot.com.br/2013/11/serie-especial-sobre-ap470-o-mensalao.html

    1. Avelino de Oliveira

      12 de dezembro de 2013 7:31 am

      Já Favoritei.

      Caro IV Avatar

      Fantástico o levantamento.

      Já está no meu favorito.

      Saudações

    2. Marly

      12 de dezembro de 2013 9:12 am

      Incansável Avatar!

      Parabéns, meu colega. Vou tentar compartilhar. Excelente! 

  3. Vânia

    12 de dezembro de 2013 2:29 am

    Trabalho escravo: aplicativo

    Trabalho escravo: aplicativo “Moda Livre” ajuda o consumidor

    “O consumidor é chamado a fazer a sua parte, mas nem sempre ele tem informação suficiente para isso”, afirma Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil 

    Para comemoração do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Repórter Brasil lança o aplicativo Moda Livre, nesta quarta-feira 11. Gratuito, ele permite ao consumidor consultar se alguma marca de roupas está envolvida em acusações de uso de mão de obra escrava e quais suas políticas para combate a esse crime..

     

    O aplicativo está disponível para smartphones com os sistemas operacionais Android e iOS, e se propõe a evitar o financiamento indireto do chamado “trabalho sujo”. “O consumidor é chamado a fazer a sua parte, mas nem sempre ele tem informação suficiente para isso. O aplicativo surge no sentido de tornar possível uma ação direta das pessoas no combate do trabalho escravo”, diz  Leonardo Sakamoto, coordenador da Repórter Brasil. Além da apuração da equipe de Sakamoto, o aplicativo contou com o desenvolvimento da agência PiU Comunica.

     

    Foram incluídas 22 marcas na primeira versão, entre eles, os dez maiores varejistas do mercado. As empresas escolhidas foram submetidas a perguntas que incluem quatro indicadores – políticas, monitoramento de uso de mão de obra escrava, transparência e histórico de denúncias – que as colocam em três categorias: vermelho, amarelo e verde, sendo vermelho o pior qualitativo. As empresas que não forneceram respostas foram automaticamente marcadas como vermelho.

    O Moda Livre será sempre atualizado de acordo com ações nas políticas das empresas, além de receber mais marcas com o tempo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 65 anos nesta semana.

    Com informações da Repórter Brasil

    http://www.cartacapital.com.br/sociedade/aplicativo-permite-ao-consumidor-nao-compactuar-com-trabalho-escravo-3744.html       

     

  4. André Sousa

    12 de dezembro de 2013 8:47 am

    Trensalão: que a mídia apontoou como falso é verdadeiro
     

    Ex-Siemens confirma o “trensalão”

     Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

    Se os tucanos ainda tivessem um mínimo de capacidade de corar diante dos fatos estariam agora, como dizia a minha avó, com cara de tacho.

    Depois de terem acusado o PT e o Ministério da Justiça de falsificarem um documento com denúncias apontando parlamentares e ex-secretários do governo Alckmin como beneficiários de propinas da Siemens, agora têm de ler que o denunciante, um ex-dirigente da multinacional alemã, confirmou tudo em depoimento à Polícia Federal.

    O ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer confirmou todo o teor do documento que lhe era atribuído e as acusações a Edson Aparecido (PSDB) e Rodrigo Garcia (DEM),deputados tucanos licenciados e secretários de Alckmin, o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB).

    Mais adiante, a matéria da Folha cita, nas mesmas condições, o nome do senador serrista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), o do deputado federal José Anibal (PSDB-SP) e o de Jurandir Fernandes, secretário de Transportes Metropolitanos de Alckim entre 2001 e 2006 , agora, outra vez no cargo.

    Mas, como tudo isso era sabido, a notícia é… a Folha ter publicado.

    Estadão, que continua léguas à frente, já está no próximo desdobramento do caso: o depoimento do doleiro que recebia dinheiro vivo, na sede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, do diretor da empresa estatal João Zaniboni. Meio milhão de dólares, quase, que lhe valeram uma condenação na Suíça.

    Se a gaveta do Supremo não for emperrada como as do procurador Rodrigo de Grandis, virão fortes emoções pela frente…   

     

    1. Marly

      12 de dezembro de 2013 9:38 am

      Um upgrade

      Esse post merece um upgrade!    E, com a palavra, o  STF!!!!!!

  5. André Sousa

    12 de dezembro de 2013 8:54 am

    Mídia e Direitos Humanos: um debate necessário

    Mídia e Direitos Humanos: um debate necessário

     

       Paulo Victor Melo, Raquel Dantas e Thaís Brito – para o blog do Intervozes na Carta Capital  Nesta terça-feira, 10/12, será celebrado mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Por assinalar a fase de internacionalização dos direitos humanos e interferir na elaboração de dezenas de tratados e convenções, a Declaração é um marco na história da luta pela efetivação dos direitos humanos em todo o mundo.

    Após 65 anos da assinatura do documento, uma das questões centrais nos debates sobre direitos humanos é, sem dúvidas, o papel desempenhado pelos meios de comunicação. Em seu artigo 19, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.

    Assim, a comunicação se configura como um direito humano a ser reivindicado, interferindo diretamente na garantia ou negação de outros direitos. Espaço político com capacidade de formar valores, propagar ideias e influenciar comportamentos, a mídia desempenha, historicamente, um papel duplo: por um lado, podem atuar como instrumentos estratégicos na construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos; por outro, muitas vezes, reproduz e legitima violações desses direitos, fortalecendo, assim, a constituição de uma sociedade baseada no preconceito e na opressão.

    E no Brasil, como a mídia tem atuado em relação aos direitos humanos? Quantos programas nas emissoras de televisão debatem, com profundidade e de modo permanente, temáticas relativas aos direitos humanos? Quantas campanhas educativas nas emissoras de rádio incentivam mudanças de comportamento para conseguirmos, por exemplo, combater o racismo ou a violência aos/às homossexuais? Quantas propagandas de cerveja se utilizam das mulheres como objetos e a colocam em posição de inferioridade e sob assédio moral? Quantos programas disponibilizam mecanismos de acessibilidade para que pessoas com deficiência tenham acesso aos seus conteúdos? Em qual capital, de Norte a Sul do país, temos programa de TV que criminaliza negros e pobres das periferias?

    As respostas a essas e outras questões não deixam dúvidas: em nosso país, a mídia tem se revelado, indiscutivelmente, um eficaz instrumento de violação de direitos. Uma análise mais cuidadosa e ampla da produção midiática consegue escancarar uma dimensão ainda mais séria e preocupante dessa realidade, tendo em vista o poder de alcance dos meios de comunicação de massa e a manutenção de uma postura, se não sempre violadora, mas omissa, desde que o sistema de comunicação brasileiro foi implantado.

    A televisão aberta, assistida cotidianamente por 94% da população brasileira, segundo recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo, coleciona programas campeões de violações. Dois exemplos são emblemáticos: os programas de auditório que exploram conflitos pessoais e abusam da exposição das mazelas de pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica e social; e os programas policiais que violam direitos de crianças e adolescentes, criminalizam a pobreza, invadem domicílios e desrespeitam, de todas as formas, a dignidade humana. Em síntese, a mídia brasileira, de um modo geral, tem sido criminosa e irresponsável pela infinidade flagrante de reforços de intolerância e violência.

    Atento a este cenário e buscando intervir diretamente na construção de uma nova postura dos meios de comunicação de massa, o Intervozes está realizando o Ciclo de Formação Mídia e Educação em Direitos Humanos, um projeto do coletivo fruto de convênio com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

    Por meio de oficinas que discutem história, princípios e características dos direitos humanos, direitos de mulheres, negros e negras, população LGBT, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e população idosa, o Ciclo busca capacitar – nas cidades de Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador e São Paulo – militantes de movimentos sociais e comunicadores/as comunitários/as para a educação em direitos humanos e a multiplicação de uma cultura de paz e valorização da diversidade.

    Porém, mais que o debate sobre a relação entre mídia e direitos humanos ou a capacitação dessas lideranças sociais, o Ciclo visa incentivar denúncias de violações e a exigibilidade dos direitos humanos em diferentes espaços, incluindo os meios de comunicação, bem como ampliar o debate sobre o papel da mídia em temáticas relativas. Justamente por isso, as oficinas têm como público pessoas que lidam diretamente com direitos humanos ou que representam grupos que, cotidianamente, têm seus direitos violados.

    Com as oficinas em andamento, o Ciclo já proporcionou encaminhamentos que vão ao encontro destes objetivos, como a criação de um grupo de trabalho permanente formado pelas entidades participantes das oficinas e o Ministério Público, em Curitiba; e o envolvimento e participação dos grupos e coletivos presentes às oficinas em Salvador na Frente Baiana pela Democratização das Comunicações.

    Acreditamos que esse é um caminho essencial. O debate permanente, a qualificação de militantes sociais e a articulação para medidas efetivas de denúncia e exigibilidade de direitos são ações necessárias para que tenhamos, no Brasil, uma mídia que valorize e promova os direitos humanos de mulheres, da população LGBT, dos negros e das negras, das populações tradicionais, das crianças e adolescentes, das pessoas com deficiência e da população idosa.

    *Paulo Victor Melo, Raquel Dantas e Thaís Brito, integrantes do Intervozes e compõem a Coordenação do Ciclo de Formação Mídia e Educação em Direitos Humanos

     

  6. André Sousa

    12 de dezembro de 2013 9:00 am

    Chavismo obteve vitória ideológica nas eleições municipais

    Chavismo obteve vitória ideológica nas eleições municipais

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/32863/chavismo+obteve+vitoria+ideologica+nas+eleicoes+municipais.shtml

  7. André Sousa

    12 de dezembro de 2013 9:07 am

    Como lidar com uma mídia hostil?
     

    OLHE BEM, PRESTE ATENÇÃO (PARTE 2)

     Por Marco Aurélio Mello, no seu blog Do Lado de Lá 
    Se os meios de comunicação tradicionais estão em crise (e não só no Brasil) por que, então, o poder público gasta tanta energia com eles?

    Esta tem sido uma pergunta recorrente entre os novos interlocutores no cenário virtual. Recentemente, o jornalista Rodrigo Vianna foi malhado sem dó por militantes petistas, porque ousou questionar a falta de boa vontade do novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, com a “nova mídia”. Vianna chegou a ser acusado levianamente de estar fazendo muxoxo, para pleitear verbas públicas. O que poderia ter sido um bom momento de reflexão, não só para a militância, mas para os políticos que acabam de atingir o poder, virou mais um fla-flu desses típicos que povoam o universo virtual.

    E qual é o nó?

    O nó é a falta de habilidade do poder público em fazer chegar aos eleitores a mensagem. O exemplo mais significativo foi o aumento escalonado do IPTU na cidade, que sujeitou Haddad a um desgaste monumental. A grande imprensa claramente manipulou a informação e “editou” o discurso oficial de forma ambígua, dando espaço para um sem-número de interpretações. O que poderia ter sido um golaço da nova administração virou uma canelada contra os paulistanos. E o prefeito? O prefeito limitou-se a usar a própria grande imprensa para acusar o golpe.

    Mas por que as crises inventadas pela grande imprensa ainda colam?

    Porque a lógica da máquina segue sendo a mesma. O sujeito toma posse, mas as “repartições” seguem seu curso, sem se adequar às mudanças. Vou aos exemplos práticos: os assessores chegam pra trabalhar e encontram sobre suas mesas o “clipping” do dia. São destaques dos principais assuntos noticiados pelos veículos tradicionais. Ou seja, o administrador público começa o seu dia de trabalho se informando por meios que já não informam mais ninguém!

    E quando há uma denúncia quase sempre falsa?

    A autoridade chama uma “coletiva” pra esclarecer os “fatos”. Só que os veículos cadastrados são os mesmos que, em conluio, planejaram aquela cobertura. Muitas vezes, enquanto aguardam, os repórteres já foram pautando-se uns aos outros. Resultado: a entrevista será um amontoado de lugares-comuns e respostas-clichê, que muitas vezes foram “sopradas” pelo próprio dono do jornal ao entrevistado. Esta troca de favores faz a situação ficar ainda mais nonsense.

    Mas nada se compara a uma exclusiva…

    Em vez da autoridade lançar-se ao desconhecido, exigir um cadastro de novas mídias e abrir espaço para novos interlocutores, novos agentes da notícia – e era sobre isso que chamava a atenção o texto do Rodrigo – eles insistem em alimentar a máquina que atende a interesses exclusivos de seus algozes. Os exemplos são muitos: lembram-se quando Palocci antes de ir à forca, por exemplo, foi à Folha de São Paulo? Outros vão à Veja de Carlinhos Cachoeira. Assim não dá, não é mesmo? 

    Quem orbita em torno desta lógica?

    Jornalistas especializados em “comunicação corporativa”, “gestão de crise” e “mídias sociais”. Como se eles e só eles soubessem implementar as “políticas de redução de danos”, para ficar no jargão que já agrega numerosos burocratas prontos a dar “consultorias”, “media training”, “coating” (reparem como há sempre uma palavrinha em inglês para ilustrar esse “admirável mundo novo).

    E como o poder público pode se livrar deles?

    Para romper com esta lógica perversa, e era este o ponto central da análise do Rodrigo Vianna, a chamada mídia alternativa precisa entrar no jogo. Não necessariamente com dinheiro, patrocínio, mas com incentivo, acesso. Não podemos produzir conteúdo exclusivo, se não temos as portas abertas, nem os meios para alcançar os interlocutores. Precisamos ser atendidos ao telefone, ouvidos, considerados. E do jeito que a “máquina” funciona hoje, fica impossível para um Governo, dito popular, chegar ao seu eleitor sem se abrir à essa nova força.

    E as verbas públicas?

    Ora, o nome diz: públicas. Se não servem para fomentar novos meios de comunicação, não deveriam servir para patrocinar a grande imprensa. Simples assim. O Estado deveria suspender os anúncios e usar este dinheiro para melhorar a formação crítica dos que precisam de informação de qualidade. Que tal? Estou certo de que eles saberiam sozinhos encontrar o melhor caminho para se informarem e levar a mensagem adiante com precisão e confiabilidade infinitamente maiores.

    Mas podemos ligar nos telejornais e criticar a Globo. Também podemos entrar no site da Veja para bombardear seus colunistas. Como diversão, funciona. Mas como mudança de paradigma, pode esquecer.- See more at: http://maureliomello.blogspot.com.br/2013/12/olhe-bem-preste-atencao-parte-2.html#sthash.q0OzacFX.dpuf

     

  8. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 9:27 am

    Duas em uma
    Notícias STF

    OAB, PGR, AGU e amici curae se manifestam em julgamento sobre financiamento de campanhas

     

    O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Procuradoria Geral da República (PGR) e os quatro amici curiae que fizeram sustentação oral no início do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4650, na sessão plenária desta quarta-feira (11) do Supremo Tribunal Federal, defenderam a procedência da ação, de relatoria do ministro Luiz Fux, na qual a OAB impugna dispositivos das Leis 9.504/1997 (Lei das Eleições) e 9.096/1995 (Lei dos Partidos Políticos), que tratam de contribuições de pessoas jurídicas e pessoas físicas para campanhas.

    OAB

    O presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, iniciou a defesa da ADI com o parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal, segundo o qual “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Para ele, empresa não se enquadra no conceito de povo, “fonte titular de todo o poder”. Empresa, argumentou, é fato jurídico, atividade econômica. O empresário, como indivíduo, pode participar do processo eleitoral, não a empresa.

    Furtado Coelho afirmou que a legislação que regula o financiamento de campanhas no Brasil cria injustificada discriminação. Se um sindicato, por exemplo, não pode participar do financiamento por receber favores públicos, a empresa, beneficiária de tratamento tributário especial, não poderia fazê-lo. Argumentou, ainda, que a CF define as pessoas jurídicas de direito privado que podem participar da vida política: os partidos políticos, intermediários entre o cidadão e o exercício do poder.

    O representante da OAB sustentou que “na hora do voto, todos os brasileiros devem igualar-se e não deve haver privilégio para o poder econômico, para quem o destino já delegou uma melhor sorte”. Ele concluiu pedindo que seja definido um valor máximo de contribuição e que o STF, se acolher o pedido, module os efeitos da decisão para que o Congresso Nacional seja instado a legislar sobre as lacunas decorrentes da eventual declaração de inconstitucionalidade.

    AGU

    Aos argumentos da OAB se contrapôs o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ao sustentar que o foro adequado para resolver a questão não é o STF, mas sim o Congresso Nacional. Ele lembrou que o Estado já garante a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, e que não é possível acabar, “voluntaristicamente”, com a desigualdade existente no formato eleitoral, “que está na realidade intrínseca do país”, e com as desproporções entre partidos políticos na sociedade.

    Segundo Adams, há equívoco na afirmação de que pessoas jurídicas não devem participar do processo político, porque sindicatos, empresas, igrejas e demais entidades da sociedade são formadas por cidadãos, que se organizam com objetivos econômicos, sociais ou políticos, e não deixam de influir no processo político. A título de exemplo, citou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), que costuma se manifestar sobre a carga tributária do país, e as igrejas, sobre aborto.

    Investimento econômico

    Primeiro representante dos amici curiae admitidos na ADI, o advogado Raimundo Cezar Britto Aragão, representando a Secretaria Executiva do Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, disse que, em função da legislação atual, a interferência do poder econômico no processo eleitoral é preponderante, pois 95% do valor das campanhas é financiado por empresas privadas. Assim, como o fim de uma empresa é o lucro, “o financiamento eleitoral se torna um investimento econômico” – tanto que elas financiam vários partidos, ainda que de cunho ideológico diverso. Britto ponderou, ainda, que não há, na Constituição Federal, nenhum dispositivo que diga que empresa é povo. Logo, são inconstitucionais as leis que admitem que financiem campanhas. “A política é para homens de bem, e não para homens de bens”, citou.

    Desigualdade

    Em nome do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o advogado Bruno Colares Soares sustentou que o princípio de dar tratamento desigual aos desiguais não pode gerar uma nova desigualdade. “Não dá para igualar o operário da construção civil ao empreiteiro”, afirmou. Essa desigualdade, segundo ele, também se manifesta entre os partidos e na sua relação com o eleitor, uma vez que os maiores ganham mais dinheiro. O advogado afirmou que o PSTU não recebe dinheiro de empresas e, portanto, a legenda se vê em situação de desigualdade em relação aos demais partidos. Soares defendeu a competência do STF para analisar a matéria, lembrando que os partidos, que deixaram de efetuar a reforma política antes das eleições do ano que vem e são beneficiários do atual sistema, não vão tomar uma decisão que elimine o sistema.

    Interesses

    Em nome do Instituto Pesquisa de Direitos e Movimentos Sociais e da Clínica de Direitos Fundamentais da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a advogada Aline Osório sustentou que a premissa fundamental no Estado democrático é a igualdade política entre os cidadãos – não apenas a igualdade de voto, mas também a igual capacidade de influir no processo eleitoral. Segundo ela, em 2012, 97% do total de R$ 4,7 bilhões gastos em campanhas foram financiados por empresas privadas. Em 2010, para se eleger, um candidato a deputado teve de investir R$ 1 milhão e um candidato a senador, R$ 4,5 milhões. “Cidadãos comuns não têm condições de se eleger”, afirmou. A isso acrescentou que, no mesmo ano, 1.900 empresas foram responsáveis por 90% do financiamento. “Os eleitos se tornam dependentes dessas empresas, e é natural que levem em consideração seus interesses”, afirmou.

    Poder econômico

    O advogado Marcelo Lavenère Machado, falando em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), afirmou que, caso seja mantida a legislação atual, será preciso reescrever o texto do parágrafo único do artigo 1º da CF nos termos sugeridos pelo jurista Fábio Comparato: “todo o poder emana do poder econômico e em seu nome e benefício será exercido”. Lavenère defendeu a competência do STF para decidir a questão porque os dispositivos impugnados pela OAB conflitam com princípios constitucionais. “Se eliminarmos a causa, eliminaremos o efeito”, concluiu.

    PGR

    O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, lamentou que o tema em debate não tenha sido resolvido pelo Congresso Nacional, mas defendeu que a competência para julgar o caso é mesmo do STF, porque não se trata de reforma política, e sim de incompatibilidade das leis impugnadas na ADI com a Constituição Federal. Ele insistiu que pessoa jurídica não é cidadão e não tem direito de voto nem direitos políticos, e sim interesses econômicos. Portanto, não pode custear campanha eleitoral. Janot reiterou ainda o argumento da OAB, segundo o qual a legislação impugnada ofende os princípios da proporcionalidade e é deficiente na proteção do direito à igualdade política.

    http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=255810

    Votos contra doação de empresa para campanhas eleitorais abrem placar no STF

    Do jornal Estado de Minas

    Os ministros Luiz Fux e Joaquim Barbosa defendem a proibição do uso de verbas de pessoas jurídicas por partidos e candidatos. Pedido de vista pode adiar fim do julgamento para 2014 

    O Supremo Tribunal Federal (STF) deu o primeiro passo no sentido de proibir, inclusive nas eleições do ano que vem, que empresas façam doação de recursos a candidatos e partidos políticos. Em julgamento iniciado nessa quarta-feira, os ministros Luiz Fux, relator do caso, e Joaquim Barbosa, presidente da Corte, manifestaram-se contra a possibilidade de pessoas jurídicas financiarem campanhas. A análise da ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) terá continuidade nesta quinta-feira, com os votos dos ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, que já adiantaram que vão seguir o entendimento do relator.

    O julgamento, no entanto, vai ser interrompido antes de sua conclusão, uma vez que Teori Zavascki pediu vista do processo. Barbosa optou por votar antes de a sessão ser suspensa e comunicou que Toffoli e Barroso terão a palavra hoje. É possível que mais integrantes do STF também peçam para adiantar seus votos. No plenário, há uma ampla tendência de o voto de Luiz Fux prevalecer. Há o receio, no entanto, de que o julgamento demore a ser retomado, após a interrupção decorrente do pedido de vista de Zavascki, o que poderia adiar a decisão do Supremo para depois das eleições de 2014.

    Primeiro a votar, Fux defendeu o fim da doação por pessoas jurídicas. Ele alertou que esse entendimento terá de vigorar já na campanha eleitoral do ano que vem, uma vez, em sua opinião, a chamada regra da anualidade não se aplica nos casos em que normas são consideradas inconstitucionais. O artigo 16 estabelece que decisões que alterem o processo eleitoral só têm validade um ano depois de sua publicação. Na avaliação de Fux, esse não seria o caso.

    O relator também votou pela inconstitucionalidade da regra atual que prevê a possibilidade de pessoas físicas doarem até 10% do rendimento que recebem. Ele sugeriu que esse limite seja revisto, mas propôs que, em relação às doações de candidatos e eleitores, o Congresso tenha um prazo de 24 meses para aprovar uma nova lei. Enquanto isso, as doações de pessoas físicas seriam permitidas. Segundo o ministro, o modelo atual faz com que “pessoas ricas tenham mais influência sobre as eleições”. “Penso que a opção por excluir as pessoas jurídicas não ensejaria consequências sistêmicas sobre o processo porque se mantêm os recursos do Fundo Partidário e a propaganda eleitoral gratuita e porque permaneceria o financiamento por pessoas naturais”, disse Fux.

    O ministro Joaquim Barbosa fez um voto enfático contra o atual modelo de financiamento de campanha. “A doação de empresas causa influência nefasta e perniciosa no resultado dos pleitos, apta a comprometer a normalidade e a legitimidade do processo eleitoral bem como comprometer seriamente a independência dos representantes”, frisou o presidente do STF.

    Na primeira parte da sessão, houve sustentação oral do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e de cinco advogados de entidades interessadas na causa. Adams defendeu o modelo atual. Para ele, o financiamento por parte das empresas contribui para que as campanhas atinjam mais eleitores. Janot ponderou que as empresas têm liberdade para pressionar políticos, mas não têm o direito de fazer isso pelo financiamento das campanhas.

    Em sua sustentação oral, o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, combateu o argumento de que, com o fim do financiamento empresarial, a tendência seria o aumento do caixa dois”, ou seja, a prática ilegal de angariar recursos sem declarar à Justiça Eleitoral. “A melhor forma de fiscalizar o caixa dois é impedir o financiamento de campanhas eleitorais por empresas”, afirmou.

    http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2013/12/12/interna_politica,478437/votos-contra-doacao-de-empresa-abrem-placar-no-stf.shtml

  9. IV AVATAR

    12 de dezembro de 2013 9:28 am

    Jurista Dalmo de Abreu Dallari critica julgamento do mensalão

    Jurista Dalmo de Abreu Dallari diz, no programa Contraponto, que o julgamento da AP 470 não tem valor jurídico e que as prisões foram feitas de forma ilegal e absurda

     [video:https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=PvtHMRU-4pY%5D

  10. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 9:42 am

    Da série: O que você não vê na grande imprensa.

    Queda de 73% em mortalidade infantil no Brasil é destaque de relatório da Unicef

    Uma queda de 73% na taxa de mortalidade infantil do Brasil em apenas duas décadas foi um dos destaques de um relatório da Unicef divulgado . Segundo o estudo, a taxa brasileira caiu de 58 para 16 por mil nascidos vivos entre 1990 e 2011. Em 2000, o índice era de 36 por mil nascidos vivos – o que faz com que a queda tenha sido de 56% desde então. 

    Ainda com essa redução drástica, 40 mil crianças morreram antes de completar cinco anos no Brasil no ano passado (contra 205 mil em 1990).

    “No Brasil, programas comunitários e estratégias de saúde para a família foram implementados desde a década de 1990 para oferecer cuidados de saúde primários (à população)”, explica o relatório. “Isso ajudou a expandir o acesso aos serviços de saúde, reduzir as desigualdades na cobertura e cortar as taxas de mortalidade infantil.”

    Segundo a Unicef, outros fatores que ajudaram a reduzir as mortes de crianças no Brasil incluem “melhorias nos serviços de saneamento básico, nos níveis educacionais das mães e nos índices de aleitamento materno e vacinação, além do crescimento na renda das famílias”.

    A queda no Brasil foi acompanhada de uma redução menos acentuada nos índices globais no mesmo período. Em 2011, 6,9 milhões de crianças morreram antes de completar cinco anos – um total de 19 mil por dia. Em 1990, foram 12 milhões de mortes.

    Países problemáticos

    Para a Unicef, esse declínio geral se deve às melhorias das condições de vida em regiões carentes e às campanhas de vacinação e de conscientização sobre a importância do aleitamento materno.

    Segundo a agência da ONU, nos países pobres, as maiores quedas ocorreram em lugares que receberam ajuda externa, como a República Democrática Popular do Laos, o Timor Leste e a Libéria.

    Mas em alguns países a situação piorou desde 1990, entre eles República Democrática do Congo, Chade, Somália, Mali, Camarões e Burkina Faso.

    Em 2011, metade das mortes infantis ocorreram em apenas cinco países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão e China. E quase todas as 500 mil mortes por malária ocorreram na África Subsariana.

    De acordo com a Unicef, os conflitos armados estão entre os principais fatores de risco para o problema da mortalidade infantil. No total, oito dos dez países com as maiores taxas têm algum tipo de conflito ou instabilidade.

    As cinco principais causas de mortes entre crianças menores de cinco anos no planeta são pneumonia (18%), complicações neonatais (14%) diarreia (11%); complicações durante o parto (9%) e malária (7% ).

    Cerca de 40% das mortes ocorrem durante os primeiros 28 dias de vida da criança, estando a desnutrição ligada a mais de um terço desses óbitos.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/09/120913_mortalidade_infantil_ru.shtml

  11. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 9:46 am

    Torcedores esfaqueados na Europa

    O castigo para quem se acha mais civilizado. Torcedores esfaqueados na Europa

    Brigas entre torcidas no futebol são deploráveis  e precisam ser não apenas evitadas, mas punidas.

    Mas nunca devem servir para demagogia nem preconceito, como fez hoje o Financial Times, logo cedo, ao se aproveitar dos incidentes do jogo entre Atlético Paranaense e Vasco para dizer que os “hooligans” brasileiros  mostravam “a cara feia” de um problema sério do nosso país.

    Ora, “hooligan” é coisa vinda da mesma Inglaterra do Financial Times e se tornou uma palavra mundialmente conhecida nosesportes depois que torcedores ingleses provocaram uma briga na Copa dos Campeões europeia, num jogo realizado na Bélgica, entre o Liverpool e os torcedores do Juventus, italianos.

    Mas, como dizia minha avó, o castigo vem a cavalo.

    No mesmo dia de hoje, italianos e holandeses se  enfrentaram antes do jogo entre Milan e Ajax, em Milão. Seis holandeses ficaram feridos, três deles a facadas e um em estado grave. Houve outros feridos sem gravidade.

    A brutalidade entre as torcidas de futebol é universal, embora isso não a faça menos detestável.

    Fazer demagogia com isso e, sobretudo, pretender apresentar o Brasil como um país de selvagens é uma estupidez.

    Ontem, a Folha fez isso dando um tom sensacionalista a uma preocupação correta – mas mal expressa – de uma socióloga que reclamou do mesmo que se reclamou aqui: a ausência da força pública dentro de estádios “privatizados”.

    Os europeus, não têm mais capacidade, civilidade ou eficiência que os brasileiros para organizar eventos.

    O que eles têm é mais dinheiro.

    Isso faz diferença, é claro.

    Mas não os  faz melhores.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=11346

  12. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 9:52 am

    Propinoduto tucano no STF; domínio do fato pode pegar Serra e Al

    Propinoduto tucano no STF; domínio do fato pode pegar Serra e Alckmin

    Ex-diretor da Siemens acusa secretários de Alckmin de receber propina

    Por Valor Econômico, com agências

    SÃO PAULO – O ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, afirmou em depoimento sigiloso à Polícia Federal ter ouvido de um diretor da CPTM que políticos ligados ao governo de São Paulo recebiam propina de empresas do cartel dos trens.

    Entre os citados, estão dois secretários de Estado do governo de Geraldo Alckmin (PSDB): Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil e número dois do governo, e Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Econômico. Rheinheimer afirma que o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual Campos Machado (PTB), também recebiam suborno do esquema. As informações são do jornal “Folha de S. Paulo”.

    O depoimento com os nomes foi o segundo que o ex-diretor prestou à PF num acordo de delação premiada em troca de uma pena menor.

    Por conta desses novos indícios, a Justiça Federal em São Paulo enviou a investigação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares só podem ser investigados em inquérito conduzido pelo Supremo.

    Rheinheimer também participou do esquema de pagamento de propina e temia ser punido por isso. O executivo disse, porém, não ter provas contra os políticos.

    *****

    11/12/2013 às 05h00

    Vara Federal envia inquérito do caso Siemens para o STF

    Por Carmen Munari | De São Paulo

    A Justiça Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal o inquérito policial que investiga a prática de cartel nas licitações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O possível esquema atuou por um prazo de dez anos, de 1998 a 2008, período dos governos do PSDB de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Ontem, em nota, a Justiça Federal afirma que o inquérito apura, entre outras práticas criminosas, supostos pagamentos de propina a funcionários públicos.

    “O inquérito policial foi remetido ao Supremo Tribunal Federal em razão de ter sido mencionada a eventual prática de infrações penais por autoridades detentoras de foro por prerrogativa de função perante aquela Corte”, justifica a nota da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

    A instância do foro privilegiado atinge autoridades como governadores, deputados e ministros, entre outras. Não há divulgação dos nomes porque o caso corre em segredo de Justiça.

    A Justiça esclarece que a remessa dos autos ao STF não implica reconhecimento “da existência de indícios concretos de práticas criminosas pelas autoridades referidas, fundamentando-se apenas no entendimento de que compete ao STF supervisionar eventuais medidas investigatórias relacionadas a tais autoridades”.

    A denúncia da formação de cartel nos contratos do Metrô e da CPTM veio a público pela imprensa em julho a partir de relato da multinacional alemã Siemens, uma das empresas do conluio, ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

    Participavam do esquema mais de uma dezena de companhias do setor metroferroviário. Além do Cade, o Ministério Público e a Polícia Federal também investigam o caso.

    http://www.viomundo.com.br/denuncias/propinoduto-tucano-agora-e-assunto-do-stf.html

  13. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 9:57 am

    Os números de hoje da economia do “Brasil em crise”

    charge

    O Valor  publica esta manhã que “o faturamento real do comércio no Estado de São Paulo deve fechar o ano com crescimento de 4%, segundo dados divulgados há pouco pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Para as vendas de Natal, a expectativa da entidade é de aumento de 3,3%.” Já a inadimplência dos consumidores  caiu 3,22% em novembro quando comparada ao mesmo mês de 2012, segundo o Clube dos Diretores Lojistas.

    Nada mau para o país que, nos jornais, está à beira de uma bancarrota.

    O IBGE também anuncia números recorde na produção pecuária:  2,137 milhões de toneladas de bovinos,  11,4%a mais que 3º trimestre de 2012. O mesmo aconteceu com a produção de frangos, suínos, leite e ovos.

    A inflação dos alimentos cresceu bem menos em dezembro, segundo a Fipe, em São Paulo: 0,38% contra 0,8% na última semana de novembro.

    O emprego industrial reverteu a tendência de queda e subiu,também segundo o IBGE.

    O número de brasileiros que pedem demissão à procura de um emprego e um salário melhor, desde 2002, triplicou, saltando de 1,617 milhão para 5,693 milhões, segundo dados do Ministério do Trabalho.

    É grave a crise.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=11331

  14. Assis Ribeiro

    12 de dezembro de 2013 10:11 am

    Candidatura de Aécio derrete ao ser abandonada por antigos aliad

    Candidatura de Aécio derrete ao ser abandonada por antigos aliados

    Após PPS se aliar a Eduardo Campos, DEM também avalia romper aliança que mantém desde 1994 no plano federal por avaliar que candidatura do senador mineiro pode ser fraca. Serra fica à espreita

    Até há pouco tempo era inimaginável a dissolução do bloco oposicionista PSDB-DEM-PPS. Pois o PPS, durante congresso do partido realizado no sábado (7), aprovou preferência pela aliança com o PSB do governador Eduardo Campos, em vez da aliança com Aécio Neves (PSDB-MG).

    Hoje o PPS tem só sete deputados e 16 segundos de TV, o que não é uma grande conquista para Campos, mas a guinada tem um simbolismo com forte gosto de derrota para Aécio. Demonstra que o PPS vê tanta perspectiva do tucano vencer as eleições quanto de Honduras conquistar a Copa do Mundo em 2014. E, pior, o tucano não é visto nem como candidato capaz de azer bonito para puxar votos na eleição de bancadas de deputados.

    Aécio contava com os oito governadores tucanos para pressionar os diretórios do PPS nestes estados a apoiar a candidatura presidencial tucana. Porém os governadores do PSDB cuidaram de garantir o apoio apenas para si, deixando a candidatura federal fora do pacote, largada à própria sorte.

    O caso de São Paulo é emblemático, onde os pepessistas manifestaram apoio à candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição, mas no âmbito federal apoiaram em peso a aliança com Eduardo Campos. O fato demonstra que Alckmin está cuidando de salvar a própria pele, sem apostar suas fichas na candidatura presidencial de seu próprio partido.

    O DEM também já cogita lançar uma candidatura própria à presidência, avaliando se seria melhor marcar posição do que ver sua bancada no Congresso ter dificuldade em se reeleger, caso fique vinculada a uma candidatura presidencial do PSDB que considera frágil.

    Assim, Aécio corre o risco de ficar isolado, sem conquistar aliança nenhuma, em um momento em que patina nas pesquisas de intenção de votos. A falta de expectativa de poder costuma ser cruel com candidatos, esvaziando apoios políticos e de doadores de campanha.

    É esse processo de derretimento que a candidatura de Aécio Neves corre o risco de sofrer. Como complicador, o outro presidenciável tucano, José Serra, parece assistir de camarote às dificuldades do rival à espera da candidatura tucana cair em seu colo.

    http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2013/12/candidatura-de-aecio-derrete-ao-ser-abandonada-por-antigos-aliados-7259.html

  15. Anônimo

    12 de dezembro de 2013 3:00 pm

    E ainda insistem que o Estado brasileiro é hipertrofiado.

    Prezado Nassif,

     

    Veja a proporção entre os funcionários públicos e o total de trabalhadores em diversos países.

    Repare quais são os quatro países que encabeçam a lista com maior proporção de funcionários públicos.

     

    http://elpais.com/elpais/2013/12/10/media/1386702418_473511.html

     

    PS: Desculpe-me pelo email mas quero permanecer anônimo.

     

  16. Helio J. Rocha-Pinto

    12 de dezembro de 2013 3:12 pm

    Júlio Lopes é responsabilizado por acidente no bonde carioca
    Júlio Lopes é responsabilizado por acidente com seis mortos em Santa Teresa
    Secretário de Transportes pode ser obrigado a pagar mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos

    Por Adriana Cruz

    Rio – A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania, do Ministério Público, propôs ação civil pública de improbidade administrativa e ressarcimento aos cofres do estado de R$ 6.312.678,00 contra o secretário Estadual de Transportes, Júlio Lopes, o presidente da Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística, Carlos Eduardo Carneiro Macedo, e a Diretora de Engenharia e Operação da Central, Ana Carolina Vasconcelos. Eles foram responsabilizados pelo acidente com o bonde de Santa Teresa que resultou em seis mortes e 57 feridos, em 27 de agosto de 2011.

    Bondinho em Santa Teresa saiu dos trilhos e tombou na Rua Joaquim Murtinho: Seis pessoas morreram e 56 ficaram feridas.   Foto:  Seguidora @arenaschinner

    Na ação, o promotor Alberto Flores Camargo sustenta que ‘tratava-se de tragédia anunciada, pois, ao longo dos anos, o que se verificou foi a paulatina degradação das atividades e equipamentos empregados no serviço de transporte prestado pelo sistema de bondes operado no bairro de Santa Teresa. Tal tragédia poderia e deveria ter sido evitada pelos Requeridos, que nada fizeram’, escreveu o promotor. Em nota, a assessoria do secretário informou que desconhece a ação do Ministério Público.

    Em maio deste ano, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, assinou a decisão do Ministério Público Federal (MPF) que arquiva a investigação contra o secretário. De acordo com a assessoria do MPF, Gurgel não comentou as razões do arquivamento, pois estava em Maputo à época, capital de Moçambique, para tratar da relação entre os países.

    Trilhos do Bondinho de Santa Teresa começam a ser trocados.   Foto:  Severino Silva / Agência O Dia

    Na ocasião da decisão, a Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa (Amast) manifestou revolta com a decisão através de sua página na Internet. “Ele (Júlio Lopes) não sabia que o Sistema de Bondes de Santa Teresa estava sendo sucateado…”, escreveu, ironicamente, a associação em uma postagem no Facebook.

    Bondes devem voltar em junho

    Os bondes de Santa Teresa devem voltar a circular a partir de junho do ano que vem. A previsão é do governo estadua. Os trilhos e a rede aérea de eletricidade serão substituídos integralmente em aproximadamente 10 quilômetros.

    Também serão reformados a subestação elétrica, a oficina e os postes. Segundo a Secretaria Estadual de Casa Civil, a primeira parte das obras, dos Arcos até a Praça Odylo Costa Neto, será concluída até março. O trajeto entre a praça Odylo Costa Neto e o Dois Irmãos ficará pronto até junho do ano que vem. Já o restabelecimento do caminho até o Silvestre, que estava desativado há anos, será entregue no segundo semestre de 2014.

    Na região dos Arcos da Lapa e do Largo da Carioca, já foram retirados os trilhos, dormentes e a rede aérea. Nesta nova fase das obras, que começam nesta segunda, será interditada, durante 120 dias, a Rua Joaquim Murtinho, entre os Arcos da Lapa e a Rua Francisco Muratori. Será fechado ainda o trecho final da Rua Francisco Muratori, entre as ruas Silvio Romero e a Joaquim Murtinho. Outra vias de Santa Teresa sofrerão alterações de sentido.

    Na Rua Monte Alegre, o trecho entre Rua do Riachuelo e Rua Paschoal Magno funcionará no regime de mão única no sentido Santa Teresa. A Rua Hermenegildo de Barros, entre a Ladeira de Santa Teresa e a Rua Cândido Mendes, funcionará no regime de mão única, no sentido Glória.

    Ref: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2013-12-11/julio-lopes-e-responsabilizado-por-acidente-com-seis-mortos-em-santa-teresa.html

    1. Helio J. Rocha-Pinto

      12 de dezembro de 2013 3:15 pm

      Gurgel

      Destaque para o papel do ex-PGR em livrar a barra do secretário de transportes falastrão: Em maio deste ano, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, assinou a decisão do Ministério Público Federal (MPF) que arquiva a investigação contra o secretário. De acordo com a assessoria do MPF, Gurgel não comentou as razões do arquivamento, pois estava em Maputo à época, capital de Moçambique, para tratar da relação entre os países.

  17. Gão

    12 de dezembro de 2013 3:40 pm

    Cardozo apresenta queixa-crime contra Aníbal

    Cardozo apresenta queixa-crime contra Aníbal

    Edição247-Elza Fiúza-Agência Brasil / Divulgação-ALSP:

    Ministro da Justiça denunciou secretário estadual do PSDB-SP no Tribunal Regional Federal da 3ª Região por ter utilizado “expressões injuriosas” sobre ele para rebater denúncias de corrupção em licitações de metrô do governo de São Paulo

    12 de Dezembro de 2013 às 08:50

     

    247 – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, denunciou o secretário estadual José Anibal (PSDB-SP). Segundo nota de Vera Magalhães, do Painel, da Folha de S. Paulo, ele apresentou queixa-crime contra o tucano no Tribunal Regional Federal da 3ª Região por ter utilizado “expressões injuriosas” sobre ele para rebater denúncias de corrupção em licitações de metrô do governo de São Paulo.

    Anibal chamou o ministro da Justiça de “vigarista” e o acusou de falsificar documentos e pode abrir condenação criminal.

    “O ministro de Estado da Justiça não pode aceitar ser chamado de ‘vigarista’ e ‘sonso’, no sentido de dissimulado. [Não pode] aceitar ser chamado de membro de quadrilha e não reagir, ele não defende seu cargo, porque esse é um cargo de Estado. Acusar um ministro de vigarista é inaceitável e atinge o próprio cargo”, disse Cardozo em entrevista coletiva.

     

    http://www.brasil247.com/+b3uly

  18. Alessandre de Argolo

    12 de dezembro de 2013 5:12 pm

    A estratégia mais covarde do Twitter
    Conforme eu já comentei certa feita aqui mesmo, neste blog, o Twitter é usado pelas “celebridades” como forma de achacar os críticos, suscitando ataques em massa, de forma desproporcional e covarde. O exemplo abaixo, envolvendo o suposto humorista Danilo Gentili, que também pretende fazer às vezes de apresentador de televisão (talk show), é uma prova bastante óbvia do que acontece no Twitter com as pessoas que tentam contrariar as opiniões das ditas “celebridades”. Curioso que, recentemente, aconteceu algo parecido comigo envolvendo o Danilo Gentili, como eu também cheguei a relatar aqui mesmo, neste blog, mas não foi com a mesma virulência desse incidente. No meu caso, ele me bloqueou, não sem antes me chamar de “psicopata” e de “canalha”.Estou impressionado com o grau de tolerância da opinião pública brasileira com esse tipo de comportamento de uma “celebridade” (o apoio, neste caso, veio muitas vezes das mulheres, quando a agredida era uma…mulher).Justin Bieber, o cantor canadense extremamente popular em todo o mundo, atualmente vem sendo massacrado pela grande mídia internacional por causa do que vem fazendo nos últimos tempos. Algumas análises apontam para desgaste na carreira e perda de rumo. No Brasil, há apoio e condescendência. Parece que Gentili fica mais famoso e ganha mais fãs quando faz o que, em condições normais, civilizadas, seria motivo para crítica, descrédito e ostracismo.A informação é do site da Carta Capital.    

    Sociedade

     

    Brasil profundo

     

    Sobre meninos e cavalos

     

    Ao ser criticado por internauta, Danilo Gentili distribui coices, pedras e lições de física sobre ação e reaçãopor Matheus Pichonelli — publicado 12/12/2013 10:30, última modificação 12/12/2013 14:08    

    Danilo Gentili

     

    O post no perfil do humorista

     

    O humorista-geral da República Danilo Gentili é tão bom em piada como em ciência política. Isso qualquer mortal disposto a encarar suas sentenças definitivas sobre mulheres, minorias e condenados pode conferir em seus acessos de sacadas lógicas na tevê ou redes sociais. O que pouca gente sabe é que o comediante, antes de tudo, é também um mestre da física.

    Durante a semana, Gentili exibiu sua intimidade com as leis consagradas de ação e reação ao bater-boca com uma internauta pelo Twitter. Porque no mundo, ensinou o comediante, somos todos pedras. Ensinam-nos nas escolas que para toda interação, na forma de força, que um corpo A aplica sobre um corpo B, dele A recebe uma força de mesma direção, intensidade e sentido oposto. A lei da física é, portanto, justa: o movimento é proporcional à ação anterior. Na lei gentílica, não importa que entre uma pedra e outra exista uma claque composta por milhares de pedras com milhares de outras pedras nas mãos: as respostas serão todas equivalentes. Assim, em uma luta entre covardes, estamos todos autorizados a responder um peteleco com um tiro de fuzil.

    Em 2012, o escritor Paulo Coelho declarou que Ulysses, clássico do irlandês James Joyce, não renderia um tuíte. A declaração também renderia um tuíte, mas serviu como resgate a uma analogia memorável. Em resposta ao escritor brasileiro, Stuart Kelly, crítico de literatura do britânico Guardian, recorreu a uma frase do escritor e pensador inglês Samuel Johnson para responder a outro crítico no século XVIII: “Uma mosca pode picar um cavalo, mas o cavalo continua a ser um cavalo, e a mosca não mais que uma mosca”.

    Como o humorista brasileiro é especialista em física, e não em cavalos ou moscas, as pedras ancoradas na lei da ação e reação couberam-lhe melhor. Foi um massacre. Para quem não acompanhou, tudo começou quando uma internauta escreveu, em seu perfil no Twitter, que faltava embasamento para as posições políticas do apresentador, algo que até as pedras nas mãos de sua plateia teriam dificuldade em refutar. A crítica aconteceu após a entrevista, na terça-feira 10, com um colunista e escritor autodenominado especialista em caviar e movimentos sociais. Eis o peteleco: “O Jô Soares é de direita, mas é respeitado, pois tem conhecimento (leitura). Agora, esse Danilo Gentili cita a Forbes. Ridículo”.

    Até ali, as pedras estavam na posição de origem: uma figura pública, exposta até a alma em ambientes públicos, era alvo de uma crítica (ou peteleco, se preferir). Injusta? Talvez. O silêncio deixaria as coisas como estavam: um peteleco é um peteleco, uma mosca, uma mosca, um cavalo, um cavalo, concluiria Johnson. Faltou combinar com a lei da física, que transforma seres animados (piadistas, inclusive) em fragmentos monolíticos fadados a ação e reação. Pedras e coices voaram. Como reação à ousadia de comparar Gentili a Jô Soares, a internauta foi chamada de “puta” e “chupadora de rola”. Conheceu assim outra lei da física: a que devolve provocação com misoginia.

    “Chupadora de rola de genocida e corrupto detected. Quem quiser deixá-la molhadinha, basta assassinar alguém. Ela pira!”, escreveu o humorista para seus mais de 5,3 milhões de seguidores.

    A plateia, sem saber se era para rir ou latir, seguiu em coro os ataques contra a internauta conclamados pelo chefe. A palavra de ordem foi: “Fanzocas a xingue (SIC) de puta”. Muitos (mulheres, inclusive) obedeceram.

    Como comparou o autor de um texto certeiro divulgado no dia seguinte, foi como conclamar uma multidão acéfala – que, como pedras, obedecem acriticamente aos chamados do líder – a invadir a sala da provocadora, que não tem uma multidão em seu favor, e praticar o morticínio. Ao criticar o piadista, a internauta o expôs o humorista ao seu grupo de seguidores (1.246 até o fechamento deste post), um grupo menor do que o dos espectadores ligados na tevê – que tinham, diante da exposição, tanto direito de considerar o piadista um gênio como um “boboca” (estes últimos, como precede a lógica, só não aplaudem as piadas porque são condescendentes com os crimes contra a República cometidos por político corruptos).

    “Ela apareceu do nada na minha TL xingando gratuitamente eu e o Roger (SIC). Por quê? Porque não satisfizemos o ego dela falando na TV o que ela queria ouvir. Acredita que cometemos o crime de dizer algo que ela não concorda?”, disse Gentili, segundo reproduziu o portal Terra. A essa altura o piadista já se abraçava a tudo o que aprendeu na escola sobre gratuidade, justiça e, claro, física. Ao responder a ela, com coices, pedras e dinamites, o apresentador a jogou na jaula dos leões imaginando estar ancorado na equidade proporcional de forças.

    “A dondoquinha só pode xingar os outros, mas receber um xingamento como resposta não pode! Judiação não é mesmo? Ela só quer a metade da lei natural- a da ação. A da reação ela considera ‘desrepeito’ (SIC). É a ditadura do coitadinho que só pode ofender mas não pode ser ofendido. Qual é a conclusão? A conclusão é que o que falta mesmo é um pau bem grande no cu de todo mundo. Reflitam sobre isso. Esse é o desafio pra 2014: mais pau no cu de todo mundo.”

    Refletiremos, Gentili. Estamos todos refletindo.

    Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/sobre-meninos-e-cavalos-856.html

     

  19. Mauro Segundo 2

    12 de dezembro de 2013 6:55 pm

    Deu no Terra:Essa é a cara da

    Deu no Terra:
    Essa é a cara da Direita?!

     

    http://diversao.terra.com.br/gente/danilo-gentili-se-irrita-com-critica-e-xinga-internauta-de-forma-exaltada-na-web,1ff7b3be5a3e2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html
     

    Danilo Gentili se irrita com crítica e xinga internauta de forma exaltada na web

     

    Humorista pegou pesado com garota que o criticou e chegou até a postar foto debochando dela Foto: Reinaldo Marques / TerraHumorista pegou pesado com garota que o criticou e chegou até a postar foto debochando delaFoto: Reinaldo Marques / Terra

    Danilo Gentili não aguentou a crítica de uma internauta em sua página no Twitter e iniciou uma guerra de xingamentos na rede social, nesta quarta-feira (11). Entre os termos usados contra a garota, responsável pelo início das provocações, estiveram “puta” e “chupadora de rola”,

     

    Tudo começou quando a internauta Larissa Machado criticou Gentili por uma entrevista exibida em seu programa na noite de terça-feira (10), na qual conversou com o colunista e escritor Rodrigo Constantino, autor do livro ‘Esquerda Caviar’. “O Jô Soares é de direita, mas é respeitado, pois tem conhecimento (leitura). Agora, esse Danilo Gentili cita a Forbes. Ridículo”, ela escreveu por volta da 0h desta quarta. Foi o suficiente para ele iniciar a baixaria.

     

    “Chupadora de rola de genocida e corrupto detected –> @Larimedeirosss. Quem quiser deixá-la molhadinha, basta assassinar alguém. Ela pira!”, escreveu de forma grosseira e desnecessária o humorista, que recebeu críticas severas de seus seguidores, como “tá andando muito reaça” e “infantil”. Gentili, então, procurou se justificar:

     

    “Só divulgarei o perfil e darei uns acessos a ela porque o caso evidencia claramente a canalhice – leiam a TL da @Larimedeirosss. Ela apareceu do nada na minha TL xingando gratuitamente eu e o Roger (SIC). Por quê? Porque não satisfizemos o ego dela falando na TV o que ela queria ouvir. Acredita que cometemos o crime de dizer algo que ela não concorda?”, escreveu ele. E continuou.

     

    “Por isso, ela, de forma muito justa, claro, veio até minha TL me xingar. Quando xinguei de volta, ela deu chilique – e está dando até agora – porque, veja só, a dondoquinha só pode xingar os outros, mas receber um xingamento como resposta não pode! Judiação não é mesmo? Ela só quer a metade da lei natural- a da ação. A da reação ela considera ‘desrepeito’. É a ditadura do coitadinho que só pode ofender mas não pode ser ofendido. Qual é a conclusão? A conclusão é que o que falta mesmo é um pau bem grande no cu de todo mundo. Reflitam sobre isso. Esse é o desafio pra 2014: mais pau no cu de todo mundo.”

     

    Para encerrar o assunto, Gentili ainda postou uma foto da internauta comparando-a a Joelma, da banda Calypso.

     

     

     

     

  20. CELSO ORRICO

    12 de dezembro de 2013 9:41 pm

    tributo à Mandela..

    Woolies and Soweto Gospel Choir: Madiba Tribute

     

    [video:http://youtu.be/MHHjP7XrBq0%5D

  21. Joca

    13 de dezembro de 2013 8:03 am

    Procurador que engavetou pedido volta ao caso Alstom

    Procurador que engavetou pedido volta ao caso Alstom

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    FLÁVIO FERREIRA
    MARIO CESAR CARVALHO
    DE SÃO PAULO

    Ouvir o texto

    Mesmo investigado por duas corregedorias por ter engavetado um pedido de cooperação da Justiça suíça no caso Alstom, o procurador da República Rodrigo de Grandis reassumiu o inquérito.

    Ele está sob investigação das corregedorias do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de controle externo sobre os atos de promotores e procuradores.

    Para seis suspeitos, crime prescreve em abril de 2014
    Atuação de promotor no caso Alstom será apurada
    Investigação do caso Alstom é reaberta a pedido da Suíça

    No fim de outubro, a Folha revelou que o Ministério Público da Suíça cansou de esperar por quase três anos pela ajuda de Grandis e arquivou investigações sobre suspeitos de intermediar o pagamento de propinas da Alstom para políticos do PSDB e servidores do Metrô e da CPTM.

    À época, Grandis estava de licença para conclusão de mestrado e a investigação havia sido transferida para outro procurador. A licença acabou e Grandis reassumiu o inquérito, em um momento em que há risco de prescrições no caso.

    Em outubro, o procurador disse que a demora em atender ao pedido suíço ocorreu porque o requerimento havia sido arquivado incorretamente em uma pasta, e por isso ficou sem qualquer andamento por dois anos e oito meses.

    No começo de novembro, a Folha também informou que o Ministério da Justiça, cobrou Grandis oficialmente várias vezes a respeito. Ele também foi alertado verbalmente e via e-mail por colegas que sabiam do requerimento suíço.

    Após as reportagens, o Ministério Público Federal procurou as autoridades suíças e o pedido de cooperação internacional foi renovado.

    O requerimento original enviado à Procuradoria em 2011 solicitava interrogatórios de quatro suspeitos e a realização de buscas na casa de um deles, o ex-diretor da estatal CPTM João Roberto Zaniboni, acusado de receber propina da Alstom entre 1999 e 2002, durante os governos de Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB.

    Grandis também deixou de cumprir um outro pedido da Suíça de 2010, que solicitava o interrogatório de quatro executivos que haviam ocupado a diretoria da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), segundo a revista “IstoÉ”.

    Procurado, Grandis não quis se pronunciar.

    O subprocurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho, corregedor do Ministério Público Federal, disse que a volta de Grandis à condução do inquérito “é um problema administrativo, não da corregedoria”.

    O afastamento só ocorre quando a permanência no cargo pode prejudicar a apuração de eventual infração.

    O corregedor diz ter nomeado uma comissão com três procuradores para apurar as razões do atraso no cumprimento do pedido por causa da complexidade do caso. A comissão tem 60 dias para concluir a apuração.

    O inquérito da Alstom começou em 2008 para apurar suspeita de suborno a políticos do PSDB e servidores paulistas ligados ao setor de energia. Entre os indiciados pela PF estão o vereador e ex-secretário estadual de Energia Andrea Matarazzo (PSDB), entre outros. Eles nega qualquer participação nos crimes.

    Na apuração surgiram indícios de pagamento de propina também em contratos do Metrô e da CPTM; a PF decidiu desmembrar os casos.

    No novo inquérito, sobre trens, foram encontrados indícios de pagamento de propina a secretários do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e descobertas evidências de conluio entre as empresas. Essa é a investigação remetida ao Supremo nesta semana por causa de políticos com foro privilegiado.

     

  22. Edivaldo Dias Oliveira

    13 de dezembro de 2013 11:43 am

    Cinismo à chinesa, qual é o

    Cinismo à chinesa, qual é o limite?

    Poluição tem muitas vantagens, diz TV chinesa

    Por iG São Paulo |

    12/12/2013 14:09- Atualizada às 12/12/2013 14:18Texto  5 pessoas lendo0Comentários   

    Problema ambiental que assola o país ajudaria a aumentar a solidariedade, o conhecimento sobre geografia e até mesmo colaborar para o bom humor da população

    Em reportagem polêmica, a rede de TV estatal chinesa CCTV enumerou o que considera “as surpreendentes vantagens” da poluição, problema ambiental que assola as principais cidades do país e que pode impactar fortemente, nos próximos anos, a economia.

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    Leia todas as notícias de Mundo Insólito

    GettyA cidade portuária de Lianyungang num dia habitual: coberta pela espessa e poluente fumaça das fábricas chinesas

    Recebido com indignação popular (até alguns veículos jornalísticos desafiaram o rígido controle imposto à mídia no país e ironizaram o material), o conteúdo foi excluído das páginas oficiais, mas segue sendo distribuído, sempre com críticas, por usuários de redes sociais.

    Segundo a CCTV, a maior vantagem da poluição é incrementar o sentimento de solidariedade entre a população, já que se trata de um problema a ser enfrentado por todos.

    Wu Xiaotian, de três anos, mostra a máscara que seus pais pedem que use quando vai brincar fora de casa. Foto: Adam Dean/The New York Times1/4

     

    A poluição, ainda de acordo com a reportagem, é importante também para alertar ao povo que o desenvolvimento econômico tem seu preço e que é preciso pensar a longo prazo, além de enriquecer o “conhecimento popular” sobre meteorologia, geografia, física, química e história. Finalmente, para a CCTV a poluição faz bem porque apura o bom humor dos chineses – que costumeiramente brincam com a fumaça que, muitas vezes, impede que se enxergue a palmos do próprio nariz. “O bom humor é uma grande arma na luta contra a poluição”

    Além de afetar a saúde dos chineses, a poluição põe em risco o crescimento econômico já que o governo estuda paralisar a produção em fábricas para reduzir a emissão de poluentes.

     Leia tudo sobre: Chinapoluição

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