5 de junho de 2026

A arte e o sonho musical de Zulma e Família Stroeter

Antes de ir ao Sarau do Nassif, dei um bordejo procurando novidades e, grata surpresa, dou de cara com o CD GUGA STROETER & ORQUESTRA HB APRESENTAM ZULMA E FAMÍLIA STROETER. Não fora a instigante capa, teria perdido a oportunidade de conhecer e divulgar agora o conteúdo de tão interessante e excelente trabalho.

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Como o filho de ZULMA a apresenta, juntamente com a Orquestra HB, nada melhor do que utilizar suas palavras, contidas na libreto que acompanha o álbum. Vejamos:

“Zulma nasceu há 86 anos na Barra Funda, bairro central da cidade de São Paulo, Brasil. Filha do ferroviário Lahyr Cerqueira Santos e da nonna Rosina Moriani, demonstrou aptidão precoce para a música. Assim, tornou-se cantora mirim e apresentou-se em programas de rádio e em shows de talentos infantis.

Por volta dos 12 ou 13 anos de idade, Zulma abandonou as atividades artísticas passando a dedicar-se aos estudos fundamentais e a profissionalizar-se, ingressando no trabalho de secretária no Instituro Butantan.

Zulma casou-se com o advogado Carlos Stroeter e teve três filhos. Se por um lado sua vocação artística pessoal parecia extinta (pois a música não fez parte das suas opções profissionais, nem de seu lazer), a veia artística rebrotou na sua descendência. O filho mais velho, Rodolfo, tronou-se contrabaixista e o mais novo, Henrique, ator. O filho do meio sou eu, Guga, que estudei para tornar-me psicólogo, mas acabei optando pela carreira de músico.

Em 2009, para a nossa tristeza, nosso pai Carlos Stroeter faleceu. Ficou claro para todos nós que era nossa incumbência redirecionar nossas existências. Sugeri que Zulma, após aproximadamente setenta anos de inatividade, voltasse a cantar e a dançar. Ela escolheu canções de seu antigo repertório que tornaram-se sua prática nas suas aulas de técnica vocal com as queridas professoras Luciana Barros e Estela Cassilatti. A partir dessas canções, fizemos uma seleção dos temas que foram arranjados para a nossa Orquestra DB por Dino Barioni.

Para a gravação do projeto foram escalados os músicos da Orquestra HB, acrescidos dos “Stroeter” que curtem fazer arte e música. Eu, Guga, toquei vibrafone e dirigi a produção. Meu irmão Rodolfo e o filho dele Noa, tocaram os contrabaixos. O caçula, Henrique – também conhecido como Napão – cantou e recitou na faixa “Cabide de Molambo”. Minha filha Dora, de nove anos, cantou “As Pastorinhas” e Lira – filha de Rodolfo, hoje com 13 anos de idade – cantou “Trepa no Coqueiro”. O pequeno irmão de Lira, o jovem futebolista Kim, também participou da faixa “Cabide de Molambo”, finalizando a faixa com uma assinatura, que é uma verdadeira lição de moral.

A participação especialíssima desse CD veio com a iniciativa de Milton Nascimento. Milton, chamado na intimidade de Bituca, é amigo querido de toda a família ao ponto de ser considerado mais do que um parente próximo. Bituca ouviu uma faixa ainda no processo de pré-produção e pediu para participar num dueto, que tornou-se a faixa “Desesperadamente”.

Por todos esses motivos, esse álbum é uma obra erguida pelo sentimento de amor e carinho. No caso de nossa família Stroeter, é na pluralidade da arte que encontramos a vitalidade para fundamentar as transformações que a vida nos traz a cada instante, desde sempre, eternamente.

Dedicado a Carlos Emílio Stroeter, in memoriam.

Guga Stroeter”

 

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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8 Comentários
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  1. NELSON NISENBAUM

    12 de dezembro de 2013 2:24 am

    AMIGOS

    Tive a hora de ser colega de escola do Guga e de ter frequentado sua casa entre 1973 e 1974. Bela e acolhedora família, amizade inesquecível. Abraços fortes!

  2. lucianohortencio

    12 de dezembro de 2013 9:59 am

    Nelson Nisenbaum!

    Caro Nelson,

     

    Obrigado por participar. Ressalto as palavras finais do Maestro Guga, na apresentação de Zulma: 

     

    “É na pluralidade da arte que encontramos a vitalidade para fundamentar as transformações que a vida nos traz a cada instante, desde sempre, eternamente.”

     

    Abraço do luciano

  3. ReginaAlbrectsen

    12 de dezembro de 2013 11:04 am

    “A arte e o sonho musical de Zulma e família”

    Tenho profunda admiração pela família Stroeter. Um de seus integrantes, o virtuoso contrabaixista Rodolfo, é meu amigo e já tocamos juntos em um festival de jazz, em Copenhague. Parabéns pelo cd de Zulma & Família! 

    Regina Brasil, cantora.

    1. lucianohortencio

      12 de dezembro de 2013 1:05 pm

      Amiga Regina Albrectsen!

       

      Fico feliz porque gostaste e já cantaste em parceria com Rodolfo Stroeter… Descobri esse CD entre outros que não tinham nada a ver. A foto antiga da capa é que me chamou a atenção. Maravilha de interpretações de ZULMA!

      Abraço do luciano

       

  4. Flavio Martinho

    12 de dezembro de 2013 4:45 pm

    Quando está ‘no sangue’, é

    Quando está ‘no sangue’, é dificil esquecer.

    1. lucianohortencio

      12 de dezembro de 2013 5:50 pm

      Graças a Deus!

       

      Obrigado por participar, caro Flavio. Ainda bem  que é difícil esquecer, não é?

       

      Abraço do luciano

       

  5. Maria Lúcia parolari akl

    3 de abril de 2014 12:53 am

    Parabéns!
    Abraços a família querida. Parabéns zulma; Parabéns Guga !

  6. Sheyna

    3 de maio de 2016 8:42 pm

    História linda

    Me identifiquei demais com esse trajetória, com uma grande diferença: sopu filha, neta e sobrinha única. Não tive incentivo para continuar na música. Fiz meus 10 anos de coral e parei, achando que, se em 10 anos não tinha “virado” nada, era hora de mudar, totalmente os rumos. E assim o fiz quando fui cursar e trabalhar em Publicidade. Até não aguentar mais, ainda que sem saber porquê, em 2013. Era a música voltando pra minha vida.

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