4 de junho de 2026

Dirceu Lopes, ex-jogador do Cruzeiro, ganha Bola de Ouro após 42 anos

Da ESPN Brasil
 
 
Por Jean Santos e Lucas Borges, para o ESPN.com.br
 
Dirceu Lopes foi daqueles jogadores como Rivaldo, tímido, de fala pouca e mansa, mas que era um monstro dentro de campo. Ele defendeu o Cruzeiro entre 1964 e 1977, ganhando a Taça Brasil de 1966 e nove Mineiros entre 1965 e 1975, e viveu a emoção de ver uma injustiça histórica ser reparada nesta segunda-feira.
 
Com um ‘pequeno’ atraso de 42 anos, o ex-meia celeste, já dono de três Bolas de Prata (1970, 1971 e 1973), foi agraciado com a Bola de Ouro de 1971, ano em que teve a melhor média de notas entre todos os jogadores do Campeonato Brasileiro, então em sua primeira edição, mas não a levou.

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Explica-se: a honraria máxima, que indica o melhor jogador do Nacional, só passou a existir em 1973, três anos depois da criação do prêmio. No palco, onde estava para entregar o troféu de Éverton Ribeiro – Bola de Ouro de 2013 – e já com o troféu nas mãos, o mineiro de Pedro Leopoldo foi surpreendido com o anúncio. 
 
E a emoção aflorou ao término da exibição de um vídeo mostrado com lances de sua carreira. Com os troféu nas mãos, encheu os olhos de lágrimas e falou com a voz embargada. Simples como sempre, agradeceu a organização pelo momento.  
 
“Fico orgulhoso como torcedor do Cruzeiro e por ver essas verdadeiras lendas que estão presentes, agradeço a Deus por mais esta oportunidade. Estou muito feliz, uma oportunidade única na minha vida”, disse.
 
Mesmo depois de deixar o local da premiação, Dirceu Lopes, 67 anos, voltou a se emocionar ao falar com a reportagem do ESPN.com.br, novamente tendo olhos marejados e a voz falha. 
 
“É uma emoção muito forte, quanto tempo se passou, né? E reconhecimento é sempre bom, eu fico muito feliz, ainda mais em uma festa bonita como essa, com os craques atuais de hoje, de ver àqueles que já foram craques… É muito bom, né, renova a gente”, afirmou.
 
Para muitos, Dirceu Lopes, apelidado de “príncipe” em sua época de jogador, foi injustiçado por Zagallo ao não ter ido para a Copa do Mundo de 1970. Para outros, a justificativa é a de que ele nunca repetira na seleção o que fazia no clube. 
 
Para a torcida do Cruzeiro, para o futebol brasileiro e agora na lista dos ganhadores da Bola de Ouro, Dirceu Lopes estará sempre na história. Mesmo ‘quietinho’ e tímido, como todo bom mineiro.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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9 Comentários
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  1. C. Acácio

    9 de dezembro de 2013 11:10 pm

    Quem viu , viu. Quem não viu

    Quem viu , viu. Quem não viu , acredite , a justiça tardou , mas chegou…

  2. Cafezá

    10 de dezembro de 2013 1:44 am

    Dirceu deveria ter ganho umas

    Dirceu deveria ter ganho umas dez bolas de ouro, teria sido mais justo. Éder Aleixo, outro grande jogadô mineiro que, embora jogando em outra posição, a de ponta esquerda, tinha um estilo parecido com o de Dirceu, só ganhou uma bola de prata em 1983. Ele jogou na trágica Copa do Mundo de 82.

    1. AlvaroTadeu

      10 de dezembro de 2013 11:00 am

      O erro de Éder.

      Éder era um grande jogador, mas muito indisciplinado. Telê enquadrou os dois bad boys daquela seleção, ele e Serginho Chulapa. Nenhum dos dois recebeu cartões amarelos naquela que foi uma das melhores seleções da história das copas do mundo, a Seleção Brasileira de 1982. O Brasil precisava apenas do empate contra a Itália, estava perdendo, acho que já estava 3×2, um zagueiro italiano tenta driblar Éder, perde a bola, Éder avança. Doutor Sócrates, esperto no lance, abre pela direita e se receber o passe, vai ficar cara a cara com o goleiro italiano. O doutor cara a cara era caixa garantido, Éder opta por um drible, mal-sucedido. Perde a bola e o Brasil volta mais cedo. Depois de 1950, foi o maior desastre da história da nossa seleção.

  3. Geraldo Reco

    10 de dezembro de 2013 1:51 am

    Dirceu, o outro, não vai

    Dirceu, o outro, não vai poder esperar tanto tempo.

  4. Jorge Leite Pinto

    10 de dezembro de 2013 2:13 am

    Algumas retificações: 
    – Pelo

    Algumas retificações: 

    – Pelo fato desta premiação NÃO existir naquele ano (1971), não houve “injustiça” alguma. A lembrança de hoje foi justa pelo que ele foi, mas não se pode falar em injustiça neste caso…

    -Ele era infinitamente mais habilidoso que o Rivaldo, citado no texto, que foi um ótimo jogador, mas nunca foi craque (na minha opinião).

    – Alguém aí comparou o Dirceu Lopes com o Éder??? Aquele (ótimo) chutador de bola??? Não passava disso… Outro que nunca foi craque, tem gente que exagera…

    1. Jorge Seraphim

      10 de dezembro de 2013 9:01 pm

      Jorge Leite,
       
      Respeito sua

      Jorge Leite,

       

      Respeito sua opinião e acredito que todos temos direito a uma, porémacredito que o Rivaldo, premiado como o melhor jogador do mundo pela Fifa e escolhido um dos melhores da Copa do Mundo de 2002,  merecia um pouco mais de reconhecimento.

      Podemos não gostar do seu estilo de jogo ou da sua personalidade, mas suas conquistas pelo Barcelona e pela Seleção Brasileira falam por si só.

      Acho dificil compararmos jogadores que jogaram em épocas diferentes e em posições diferentes, porém não podemos diminuir a história de um jogador que sen encontra em um local da história do nosso futebol que pouquissimos ocupam.

  5. Celso Carvalho

    10 de dezembro de 2013 6:12 am

    mineiros do futebol

    Dirceu foi grande, sem dúvida. Mas em 70 rivalizava com Gerson e Rivelino na posição., embora Zagalo tenha levado dois quarto zagueiros , dois centro-avantes  e dois ponta esquerdas e não utilizou nenhum deles, exceto P.Cesar Caju, que jogou porque Gerson se machucou. Outro mineiro que deveria levar o prêmio é  Joãozinho, ponta esquerda terrível e talentosíssimo, que sempre foi preterido para a seleção.  Na função de ponta esquerda, não vi melhor. Não cheguei a ver o Canhoteiro em sua melhor fase.

    1. Crésio Campos

      11 de dezembro de 2013 6:17 am

      Mineiros do futebol

      Caro CELSO CARVALHO, não tenho o costume de usar este espaço para manifestação de nenhuma natureza e nem gosto, mas, o seu comentário merece minhas sinceras considerações: Eu, quero concordar com vc e acrescentar que jamais vi um ponta esquerda igual ao JOÃOZINHO DO CRUZEIRO, talento incomparável com todos os demais pontas esquerdas que eu tenho notíca, e veja, que já vi muitos bons, só que o JOÃOZINHO foi superior disparado dos demais. Parabéns pela sua lembrança e justa homenagem ao meu ponta esquerda predileto.

  6. Tiao

    10 de dezembro de 2013 9:41 am

    ” Não jogava nada”. Neto e

    ” Não jogava nada”. Neto e outros perebas jogavam e jogam muito mais !

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