9 de junho de 2026

Estratégia americana de reter equipamentos também atinge europeus

Governo de Trump deixa aliados na mão ao pagar mais na compra de contratos já assinados ou apreender remessas de produtos como máscaras e respiradores
Governo Trump também afeta aliados europeus com estratégia de pagar a mais por cargas de itens de saúde. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O governo dos Estados Unidos tem sido alvo de críticas por parte de seus aliados por conta das estratégias adotadas pela equipe de Donald Trump, chamadas por muitos de táticas de “velho oeste” – o que inclui superar o valor de compra ou bloquear a entrega de carga a regiões que já assinaram contratos para a compra de itens médicos.

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De acordo com informações do jornal Deutsche Welle, autoridades da França e da Alemanha afirmaram que os norte-americanos estão pagando valores muito acima do mercado para a compra de máscaras médicas da China.

Existem casos em que os americanos estariam “roubando” contratos ao oferecer valores mais altos mesmo após compradores europeus terem fechado a compra ou terem pagado por ela – como o que aconteceu recentemente no Brasil, onde uma carga de 600 respiradores artificiais chineses que seria distribuída no Nordeste ficou retida no Aeroporto de Miami durante conexão aérea.

A compra teve o valor de R$ 42 milhões e foi feita pelo Consórcio Nordeste, e foi cancelada de forma unilateral pela empresa chinesa e sem grandes explicações. Desconfia-se que os Estados Unidos teriam concordado em pagar a mais pela carga.

O mesmo ocorreu com a França: Jean Rottner, líder da região de Grand Est, uma das mais afetadas pela covid-19, declarou que as cargas estão mudando de dono no último minuto: os norte-americanos pagam de três a quatro vezes mais o preço pago por outras empresas na pista dos aeroportos chineses, desviando assim a carga para os Estados Unidos.

Com o número total de casos confirmados superando a marca de 1 milhão no mundo, e o surto em sua fase de avanço nos Estados Unidos, a competição por estoques de itens médicos se intensificou. E também pode ser vista na medida em que Trump anunciou para impedir a empresa 3M de exportar máscaras do tipo N95 para outros países.

Redação

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6 Comentários
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  1. AMORAIZA

    4 de abril de 2020 11:05 am

    “America first”
    em português:
    “farinha pouca, meu pirão primeiro”

  2. Marcos Guimarães

    4 de abril de 2020 11:07 am

    De direita, ambicioso, senhor da guerra e….
    Nacionalista!
    Tudo para os americanos primeiro!
    E a tropa daqui acha ele o máximo!
    Um dia a tropa daqui aprender…

  3. peregrino

    4 de abril de 2020 12:08 pm

    Recomendação global é para que todos lavem as mãos…
    e Trump sujando cada vez mais

    não há salvação nas jogadas comerciais sujas. E quem vai provar é próprio vírus

  4. Bo Sahl

    4 de abril de 2020 2:14 pm

    Antes que os bozominios comecem a guinchar e currupaquear em ataque aos “inimigos’ chineses em favor dos “amigões” americanos, vamos observar que a americana 3M também tem fábricas na China (Shangai).
    Fora isso os “amigões” cobrem qualquer proposta, inclusive pagando multas contratuais.
    Calar a boca (criminosa?) de filhotes de Bozo não é só uma questão de defesa da inteligência e conhecimento. É uma questão que afeta a estratégia de combate essencial à doença no Brasil.
    E portanto, à vidas.

  5. Bo Sahl

    4 de abril de 2020 2:24 pm

    EEUU anunciam que estão contratando médicos estrangeiros.
    Vai ser interessante se Trump aceitar ajuda de médicos cubanos, que poderiam estar aqui desde antes desse (des)governo ou de volta.
    Bozo teria contorções e espasmos cerebrais em admitir tal solução.
    Se Mandetta atropelasse Bozo e pedisse ajuda (além dos cubanos) à Lula e Amorim em uma missão à China, teríamos rapidamente suprimentos da China.
    Mas sabemos ser tudo isso fora de cogitação.
    Triste: “embora possamos…não podemos”…

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