Isolado, Bolsonaro busca apoio entre militares contra crise

Políticos estão inquietos com sinais vindos das Forças Armadas, que temem instabilidade e uso das forças militares contra os estados no futuro

foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro busca nos militares algum apoio para retomar o controle do governo, em meio à crise gerada pelo avanço do coronavírus e o isolamento político.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, o presidente reclamou a interlocutores que sofre críticas incessantes e apontou adversários externos, em especial os governadores João Doria (PSDB-SP) e Wilson Witzel (PSC-RJ).

Os estados e Bolsonaro têm se enfrentado quanto a forma como o coronavírus precisa ser enfrentado: enquanto os governadores defendemz as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), o presidente brasileiro defende medidas de isolamento parcial.

Depois que ministros como Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia) também passaram a defender o isolamento social, Bolsonaro se voltou para a ala militar do governo para resgatar apoio – o segmento havia sido colocado de lado em detrimento do chamado núcleo ideológico, centrado nos filhos do presidente.

O sinal de alerta entre os políticos acendeu quando Bolsonaro devolveu o protagonismo ao chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto – que, durante a entrevista coletiva de Mandetta nesta segunda-feira, comportou-se como um tutor do ministro e chegou a especular sua demissão.

As sinalizações dos militares homenageando o golpe militar de 1964 também foi alvo de críticas, e existe a preocupação com o risco de instabilidade decorrente dos impactos econômicos da pandemia, além do perigo de os militares serem usados na disputa entre Bolsonaro e os estados.

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3 comentários

  1. Nassif: a conversa do MessiasDoBras com os VerdeSauvas tem um único tom. O que ele esta fazendo nada mais é que os planos traçados nas AgulhasNegras. Essa de que possa morrer alguns milhões faz parte da estratégia militar de aliviar a nação do que eles chamam “parasitas” — velhos aposentados do INSS, periféricos de baixa renda que precisam de saúde, moradia, educação, transporte, segurança etc. Eliminados estes, que estimam em mais de 40 milhões, contam poder injetar no mercado algo em torno de 150 bilhões, em menos de dois anos. É uma guerra, que eles começaram em XV de novembro de 1889 e até hoje continuam, sem sucesso algum, contra o Povo. Por isso o Capitão eleito por eles tá tranquilo no seu posto e com o que vem fazendo. E promete mais…

  2. Isso só reforça a minha convicção de que são todos imbecis: FFAA, STF, DEM, PSDB, MDB, STJ, PF, MP, PGR. Todos idiotas, TODOS. Não se aproveita NADA desse lixo imprestável. Legítimos representantes da classe média cretina imbecil.
    Foram esses idiotas que criaram essa situação. Agora que resolvam.

  3. Muito estranha é a convocação por Moro da Força Nacional de Segurança para, segundo seus argumentos, “dar segurança a aplicação das medidas propostas pelo Ministério da Saúde, intervenção em caso de saques…”, medidas que podem ser realizadas pelas polícias militares de todos os estados. Por outro lado, com que efetivo a Força Nacional de Segurança irá atuar em todos os estados? Tem coisa aí.

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