Para Marcos Nobre, chances de Bolsonaro seguir no poder “são baixas”

Em entrevista, filósofo diz que destituição do presidente do cargo é uma questão de tempo, mas será preciso formar “maioria esmagadora” pelo afastamento

Marcos Nobre, professor da Unicamp. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O afastamento de dois dos principais ministros do governo Jair Bolsonaro – Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), da Saúde, e Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública – elevou a crise política forjada pelo presidente, que se abriga em sua base mais radical para continuar no poder, ao mesmo tempo em que boicota os esforços de isolamento social em meio à pandemia de coronavírus.

Em entrevista ao jornal El Pais, o filósofo Marcos Nobre, professor da UNICAMP e presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP), explica que Bolsonaro busca procurar seus apoiadores mais acirrados para conseguir mais tempo enquanto negocia com o chamado centrão.

Contudo, ele acredita que a destituição de Bolsonaro da Presidência da República é uma questão de tempo, e que sua popularidade ficará restrita ao seu eleitorado mais radical. “Não adianta ele ficar reduzido a 12%, 10% ou 8% do eleitorado. É preciso também formar uma maioria esmagadora pelo afastamento”, diz Nobre.

Segundo Nobre, será preciso que as principais forças políticas negociem e repactuem as regras de convivência democrática. “É muito evidente que Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados, eleito pelo DEM-RJ) não vai acatar um pedido vindo da esquerda. E que a esquerda será obrigada a negociar com a direita para apoiar um pedido de impeachment que venha de alguma figura considerada de centro e não seja um potencial candidato. Como um ex-ministro do STF ou um ex-ministro da Justiça”

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6 comentários

  1. É agora!
    Por um Governo de Salvação Nacional – GSN
    Edivaldo Dias de Oliveira

    A pergunta que muitos que se preocupam com a democracia brasileira e seu povo, especialmente os mais carentes, estão a fazer é; Como se livrar de Bolsonaro, que com seus 3 filhos deu a palavra QUADRILHA um sentido criminoso jamais alcançado e que Houaiss, entre 15 definições descreve a 6ª e a 7ª assim; 6 – bando de malfeitores, súcia, corja 7 – Circunscrição territorial submetida à vigilância por parte de quadrilheiro, também dito rondador.

    Assim, não é exagero dar a ele e seus filhos o nome de Quadrilha Bolsonaro, embora quem a encabece pode não ser quem aparenta, o que está mais do que claro é que a quadrilha tornou refém a Circunscrição Territorial Brasileira e não vai devolver esse território facilmente de volta ao povo, que vítima de um conto do vigário perpetrado por ele com o apoio dos poderes judiciários, midiáticos e forças armadas, lhe entregou para administrar.

    São 3 as possibilidades de nos ver livre da Quadrilha Bolsonaro e a meu ver as 3 requer o pagamento de resgate, são elas: Renúncia, impitimam e denúncia por crime comum que implica em afastamento imediato por 6 meses assim que o STF aceitar.

    Em nenhuma hipótese a Quadrilha Bolsonaro irá deixar o território ocupado de mãos abanando e todas as alternativas, que implica na ascensão do vice guarda uma armadilha própria da Quadrilha Bolsonaro.
    Se qualquer membro dessa quadrilha abrir o bico e contar o que aconteceu na eleição passada, Mourão, o vice na chapa, não para em pé no governo por vias legais e não se deve ter nenhuma dúvida de que a Quadrilha Bolsonaro fará isso, arrastando toda a chapa para o despenhadeiro, só sendo impedida em caso de queima de arquivo imediato, o que seria mais complicado por se tratar de uma quadrilha familiar. Desse modo, uma nova eleição teria que ser convocada e o sufrágio realizado no pico da pandemia, o que seria uma temeridade, para não dizer logo uma impossibilidade. Por outro lado não acredito que as FFAAs e demais forças que até aqui sustentaram a quadrilha vão chancelar mais um golpe, este em estilo clássico ignorando as flagrantes ilegalidades das eleições passadas denunciadas pela própria quadrilha vitoriosa e que certamente se Mourão não está a par de tudo, de toda a tramoia, inocente ele não é.

    Assim, devemos nos preparar para negociar uma saída da quadrilha do governo que não implique em sua prisão quase certa depois disso, com a consequente manutenção de Mourão sob certas condições.
    Isso implica em conceder a Quadrilha Bolsonaro anistia ampla geral e irrestrita por todos o crimes até aqui cometidos com respectiva perda de direitos políticos para todos os seus membros. Essa anistia será válida em todo o poder judiciário brasileiro, não estando incluso denuncias em foros internacionais e será válida somente para os membros da quadrilha familiar a partir do pacto para trás.

    Um arranjo político desta envergadura irá exigir a anuência de todas as forças políticas que queiram contribuir para que o povo brasileiro faça essa terrível travessia que se aproxima e que irá dizimar o nosso povo às dezenas de milhares se atitudes extremas e corajosas de todos os lados do espectro político não forem tomadas de imediato. Para isso se faz urgente que mesmo tampando o nariz se busque de parte a parte essa união tática abrangendo da extrema esquerda a extrema direita sem condicionantes. É urgente que todas as diferenças políticas sejam postas de lado e que se construa um Governo de Salvação Nacional, fundada nessas premissas básicas.

    – Substituição de toda a equipe econômica que tem como inspiração o mercado financeiro, o rentismo e o fiscalismo doentio próprio do necrolibreralismo em voga até o momento por profissionais comprometidos com o desenvolvimento da nação, do seu povo.
    – Recomposição imediata das pastas do Planejamento, Industria e Comércio, Pesquisa e Desenvolvimento, Saúde e Previdência, Trabalho e Cidadania.
    – Fortalecimento do SUS.
    – Fim do teto dos gastos.
    – Suspensão imediata de todas as privatizações e retomadas de obras publicas paradas, reativação de estaleiros para construção de plataformas de petróleo e navios.

    Talvez se possa dizer que a concessão a quadrilha é muito grande, eu digo que numa hora dessas o desejo de socorrer o nosso povo tem que ser maior. Portanto, as forças envolvidas e comprometidas nesse projeto devem de imediato ir forçando a barra para cima do filho 02, vereador que não possui foro especial, pedindo a sua prisão para forçar o 00 a aceitar as condições oferecidas.

    Mais que isolada, encurralada, a quadrilha está entrincheirada no palácio e não vai se render sem resistência encarniçada e as duas últimas nomeações para os postos da justiça e PF de pessoas de seus circulo intimo é uma demonstração disso, notadamente o fato de não ter encontrado jurista de renome a emprestar seu prestigio para a pasta da justiça.

    É agora a hora da negociação.

  2. Tomara que não, mas eu penso que o mandato e o pleno exercício do poder de Bolsonaro e qualquer outro político, nesta fase de turbulência que o país vive, com certeza irá depender justamente das conveniências, dos interesses, das vantagens e benefícios que melhor sejam oferecidas a quem detém, hoje, esse poder nas mãos. Conclusão, todos irão ter que beijar as mãos dos políticos, corruptos, criminosos, traidores, mercenários, etc…
    Todo o vendaval e toda a turbulência política, social e sanitária que hoje acontece no país, de uma certa forma parece que alimentou e fez com que o poder majoritário e decisório voltasse a cair, de bandeja, nas mãos dessa horda, já conhecida de todos. De novo e mais uma vez, para a felicidade e o carnaval deles, não sabemos o que nos aguarda e quantos anos de mais um novo retrocesso e sofrimento, a grande maioria da população irá carregar em seu lombo.

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  3. Já passou da hora da esquerda parar de sonhar – ou seria delirar?
    Jair Bolsonaro é o Presidente da República até 31 de dezembro de 2022.
    É terrível isso, mas é a verdade que nós temos.
    Não existem 342 deputados na Câmara Federal pra tirá-lo do poder.
    Menos fantasia e mais pé no chão.

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  4. “Quando Roberto Jefferson entra na parada, é o beijo da morte de qualquer presidente. Ele só não conseguiu matar Lula, mas conseguiu matar Fernando Collor e vai conseguir matar Bolsonaro.”

    O trecho faz parte da entrevista ao El País. Quando você lê “qualquer” presidente, fica esperando os vários exemplos da toxicidade jefferniana. Aí ele cita um único caso em que ela se manifestou. E outro em que ela nada de mal causou.

    Mas essa é só uma amostra do raciocínio do “filósofo”. A entrevista inteira é bem pior, uma fantasia atrás da outra.

  5. Outro acordo. Não. As analises são parcialmente adequadas. Mas não é possivel que este país só funcione na base do tapetão. Deve haver alguma forma de solucionar a questão dessa quadrilha e não me refiro somente aos Bolsonaro.

  6. Olá, cheguei tarde nessa notícia para meu espanto total, o instituto 2 do FHC, CEBRAP, apresenta a vacina Sergio Moro para propor o empedimento. A esquerda vai apoia-lo?? É hora da esquerda nao cair nessa. Deixa o Bozo sangrar até 2022.

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