10 de junho de 2026

MPF abre procedimento sobre interferência de Bolsonaro no Exército

Após demissão de Moro, episódio sobre controle de armas é o segundo relacionado à ingerência do presidente a vir a público
Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Ministério Público Federal (MPF) deu início a um procedimento para investigar possível interferência do presidente Jair Bolsonaro em atos do Exército, relacionados ao controle de armas.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A apuração envolve a determinação do presidente para que o Comando Logístico do Exército (Colog) revogasse três portarias relacionadas ao rastreamento, identificação e marcação de armas, munições e demais produtos controlados no país.

As normas foram canceladas no dia 17 de abril, o que o presidente confirmou em suas redes sociais justificando que as regras previstas não se adequavam às suas “diretrizes, definidas em decretos”, como é possível ver no post abaixo, publicado no Twitter:

De acordo com informações do jornal Folha de São Paulo, este é o segundo episódio relacionado à ingerência de Bolsonaro que veio à tona – o primeiro foi divulgado pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, que acusou o presidente de interferir na escolha do novo diretor-geral da Polícia Federal para acessar informações sigilosas de investigações.

Segundo Moro, Bolsonaro está preocupado com inquéritos que estão em andamento no Supremo Tribunal Federal, que pode atingir tanto os seus aliados políticos como os seus filhos.

 

Leia Também
“Bolsonaro quer atender caprichos dos filhos”: políticos comentam possíveis nomeações na PF e Justiça, por Nathalia Bignon
Antes de Moro sair, Ministério da Justiça blindou Lava Jato contra Lula
Zambelli também pediu informações privilegiadas a Moro e implica mais Bolsonaro

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. MAURO ZILBOVICIUS

    27 de abril de 2020 7:37 pm

    Há já centenas de motivos para impeachment. Crimes de responsabilidade aos montes. Mas, sinceramente, neste caso, o Presidente, autoridade suprema das Forças Armadas, não pode revogar Portarias de um departamento do Exército? Onde a Constituição proíbe isso? É muito diferente da Polícia Federal que, polícia judiciária, responde a Juiz Federal e ao MPF, e não, no processo, ao Presidente, ainda que ele possa nomear seu Diretor Geral. Alguém pode explicar? MPF investiga este caso em que base legal? Estranho, e depois pode cair por terra por ser ilegal?

Recomendados para você

Recomendados