Verdadeira crise é a incapacidade de Bolsonaro governar, diz editorial do Estadão

Jornal cita crise da pandemia do coronavírus, crise econômica e até a legitimidade das eleições como situações menosprezadas por Jair Bolsonaro como "criações da imprensa"

Jornal GGN – “Já é possível dizer que a grande crise que o Brasil enfrenta não é a economia travada ou a ameaça do coronavírus; a verdadeira crise é não ter governo quando ele é mais necessário”, diz editoral do Estado de S.Paulo deste domingo (15), em duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro.

“A crise do coronavírus é concreta, não uma “fantasia” criada pela “grande mídia”, como disse o presidente Jair Bolsonaro. Preocupa sobremaneira que o governo brasileiro, a julgar pelas declarações inconsequentes do presidente, esteja propenso a considerar a pandemia como sendo apenas uma “pequena crise”. Isso é “brincar com fogo””, continuou a publicação.

Na coluna Notas & Informações, o jornal descreve que é dessa forma que o governo Bolsonaro enfrenta as verdadeiras crises: “menospreza seus riscos e as considera criações da imprensa”. E continuou: “Tem sido assim também no trato da crise econômica: enquanto milhões de cidadãos continuam a enfrentar a dura realidade do desemprego graças ao crescimento pífio do PIB sob Bolsonaro, o governo tenta convencer o distinto público de que tudo vai bem.”

Nessa linha, o editorial aponta também que “enquanto trata problemas reais e graves como pouco relevantes, o presidente da República despende a energia que extrai de seu cargo com crises inventadas pela inesgotável imaginação dos bolsonaristas”, usando como exemplo “o mais recente delírio” ao dizer que a eleição de 2018 foi “fraudada”.

“Infelizmente, esse tem sido o padrão de comportamento do presidente Bolsonaro ante os inúmeros desafios que se lhe apresentam desde que tomou posse, e nada indica que será diferente até o final do mandato, especialmente à medida que fica mais clara a sua incapacidade de governar, qualquer que sejam as circunstâncias”, concluiu o jornal.

Leia também:  Coronavírus: Pelo menos 1.422.951 mortes foram registradas no mundo

 

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

10 comentários

  1. Não! Não é. Nossa crise é bem maior.
    Devido a essa corja que se acha elite,nosso país carece de uma identidade e,com isso,sempre ficamos sujeitos a todo tipo de manipulação.
    Esse esgoto travestido de jornal,por exemplo,assim como seus congêneres, fazem cara de paisagem como se nada tivessem a ver,não com a eleição desse sujeito,mas com a sordidez que se formou em Boa parte da sociedade brasileira e que possibilitou que isso ocorresse.
    Essa gente, que sempre quis que outros fizessem autocrítica, teria que,de joelhos, pedir perdão ao povo brasileiro. É não venham falar em pintinho do governo como se não fosse essa a política econômica que defendem e,tal qual no passado,mostrou-se completamente equivocada.
    Essa gente não tem moral para falar dos milicianos e seus milicos. Eles são a razão deles existirem e estar onde estão.

    10
    1
  2. “Tem sido assim também no trato da crise econômica… o governo tenta convencer o distinto público de que tudo vai bem.”
    É muita cara de pau do jornal! Como se eles não tivessem nenhuma responsabilidade nesse ilusionismo do “distinto público”.

  3. Este lixo está no comando do país graças a esta mídia. Foram fundamentais no golpe contra Dilma, com o golpismo deram voz a militares e todo conservadorismo tosco deste pais..gente iletrada e ignorante e milicianos. Foram estas pessoas que a grande mídia ajudou a eleger. Não tenho dó de ninguém, agora façam arminha

  4. Bolsonaro não quer conversar com o Congresso. E o Congresso está ‘louco’ para conversar. Não lembram da tal Governabilidade? O famoso ‘toma lá dá cá’? ‘É dando que se recebe’? A grande representatividade de Voto Obrigatório em Urnas Eletrônicas com Biometria Fascista? O que importa se um Voto alagoano vale 4 vezes o Voto Paulista? Vamos falar a verdade, era exatamente esta a intenção. Ou deixar um Paulista de fora da Presidência da República por 90 anos, desde o Golpe Civil Militar Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista de 1930, que derrubou o Presidente Eleito Julio Prestes foi apenas coincidência?! Afinal Somos a Pátria das Coincidências !!! Lembram dos Anões do Orçamento? Dos Mensalões pela tal Governabilidade? Agora, Filhos e Netos daquele Coronelato pária, sem ter a boa vontade de Bolsonaro em “conversar”, e sem poder de chantagear tal Governo Forte, parte para tomar uma parte do Orçamento. ‘Na mão grande, na cara dura’. Congresso toma de assalto o Direito e Dever do Poder Executivo. É a tal Governabilidade. Entendemos porque Congresso quer tanto “conversar”. Alguns dito Redemocratas e Progressistas devem estar sentido falta da Lideranças da VELHA POLÍTICA que eram e compartilhavam os Governos de PT e PSDB, há poucos anos trás: Agripino Maia, Michel Temer, Antonio Pallocci, Jorge Borhausen, Antonio Carlos Magalhães, Aloísio Nunes, Marco Maciel, Romero Jucá, Severino Cavalcanti, José Genoíno, José Serra, Aécio Neves, José Sarney, Jader Barbalho, toda corja de Bezerras, Corrêa’s e Coelho’s, Roberto Jefferson, Eduardo Cunha, Delcídio do Amaral, Renan Calheiros,….Creio que o Brasil esteja com saudades do Presidente conversando com o Congresso para “dividir” a tal da Governabilidade. E Você, está com saudades? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  5. Nassif: fato notório é que os Mesquitas, mesmo hoje sendo meros agentes no Estadão, continuam com aquele ódio visceral contra os que lhes possam ou venham contrariar ganhos dos seus atuais patrões, latifundiários, empresários inescrupulosos e banqueiros. Não há medo de que a Nação fique à deriva. Mas a possibilidade de se diminuírem seus lucros. A povalha, como chamam os que não são da elite, que se lasque. Estão preocupados tão somente com a possibilidade de terem somente cinco refeições por dia. Uma tragédia…

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome