O dia de ontem aprofundou o confinamento político de Jair Bolsonaro. E com medidas e movimentos importantes.

Vamos a eles.

Peça 1 – o coringavirus e a volta do conceito de relevância

A perspectiva da morte batendo em todos os lares repôs o conceito de relevância na discussão pública, abolido do país desde a irracionalidade política da campanha do impeachment.

Antes, todos os abusos eram tolerados, todas as extravagâncias aceitas, todos os ódios estimulados, a ponto do politicamente incorreto se tornar hegemônico na opinião pública.

O coringavirus traz o país de volta à realidade. Mostra as consequências dos grandes atos, desde o esvaziamento do financiamento à pesquisa e a redução das políticas de proteção social – iniciadas no governo nefasto de Michel Temer – até as macaquices de Ministros improváveis da ala olavista.

É como se o juiz coringavirus batesse o martelo na mesa e decretasse o fim da hora do recreio. E por tal entenda-se o fim do discurso de que a anticorrupção era a única bandeira legítima, que poderia se sobrepor a todas as outras, inclusive aos valores democráticos e às conquistas sociais. Agora, todas as figuras públicas passam a ser julgadas por sua posição relação ao coronavirus. Por aí se entende a tentativa da Globo de recuperar a imagem do Ministro Sérgio Moro, apresentando-o sua irrelevância no atual momento, como se fosse a dissidência muda ao terraplanismo de Bolsonaro. E também o comovente esforço do Ministro Luis Roberto Barroso para repaginar sua biografia, relembrando os tempos em que se vestia de liberal. Até Wilson “mire na cabecinha” Witzel se tornou um humanista.

Peça 2 – o fim da sensação de impunidade

A blindagem sobre os filhos de Bolsonaro e sobre o próprio Bolsonaro, por seu envolvimento com milícias e com o Escritório do Crime, havia passado a sensação de impunidade a todo seu séquito.

Nem se fale dos negócios de Flávio Bolsonaro, do Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, ou a tentativa de Carlos Costa, homem de Paulo Guedes, de emplacar uma certificação digital para postos de gasolina no valor de R$ 1 bilhão – escândalo encoberto pela blindagem que se fazia, então, a Guedes.

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Ontem, uma representação de procuradores da República e do Ministério Público de Contas contra o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fábio Wajngarten, por improbidade na campanha “o Brasil não pode parar”, acendeu luz amarela para todo o núcleo bolsonarista: quando acabar o governo, haverá contas a serem acertadas individualmente.

Hoje, O Globo arrancou uma declaração a fórceps do Procurador Geral da República, admitindo que o Ministério Público poderá recorrer à via judicial, caso Bolsonaro baixe algum decreto contrariando a horizontalidade da quarentena. Os bolsonaristas da AGU (Advocacia Geral da União), CGU (Controladoria Geral da União) e TCU (Tribunal de Contas da União) e do Ministério Público Federal (MPF) terão que ceder lugar aos profissionais porque sabem que qualquer ato de endosso às loucuras terá consequências futuras.

Em suma, o coringavirus tirou todo o hospício da condição de inimputável e espalhou a percepção de que “entrei numa roubada”, entre os oportunistas que aderiram a Bolsonaro. Usando a expressão usual, nem todos os ratos abandonaram o navio, mas estão pensando seriamente.

Peça 3 – o isolamento institucional

No plano institucional, o isolamento de Bolsonaro é total. Consolidou-se uma frente racional, composta pelos presidentes da Câmara e Senado, governadores do Estado, Ministros do STF e os próprios Ministros de Bolsonaro.

Todos falam em off, mas não há a menor dúvida de que, cada vez mais, restam a Bolsonaro apenas as declarações abiloladas e as aparições irresponsáveis. O fato em si de Aras ter concedido uma entrevista a um jornal “inimigo”, mesmo que escolhendo cui-da-do-as-men-te as palavras, mostra que a frente bolsonarista trincou.

Por outro lado, os governadores que mantiveram a quarentena têm colhido apoio de seus eleitores, coincidindo com a redução da influência dos Bolsonaro nas redes sociais.

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O único apoio que Bolsonaro conseguiu foi junto ao ex-comandante do Exército general Villas Boas, hoje em dia impossibilitado até de escrever, devido a uma doença degenerativa e, por isso mesmo, suscetível a pedidos de presidente. Villas Boas soltou uma nota inexplicável, na qual critica “visões e ações extremadas” – dos outros – e termina com uma inacreditável defesa de Bolsonaro: “Pode-se discordar do Presidente, mas sua postura revela coragem e perseverança nas próprias convicções. Um líder deve agir em função do que as pessoas necessitam, acima do que elas querem”.

Se o capitão Bolsonaro ordenasse a sua tropa que invadisse um local inacessível, expondo todos à morte, não dando ouvidos aos alertas, e exterminando o batalhão, seria inevitavelmente submetido a uma corte marcial. A politização do general Villas Boas o fez perder até o discernimento sobre os verdadeiros valores militares.

Peça 4 – a luta contra o coronavirus

Insisto no que coloquei ontem: o bolsonarismo aposta no caos decorrente da demora em se tomar medidas, especialmente na área de Paulo Guedes.

Millor Fernandes dizia que “entre um burro e um canalha não passa o fio de uma navalha”. Parafraseando, a incompetência é irmã gêmea da má intenção, é o que separa, no direito penal, o homicídio doloso (com intenção de matar) do culposo (sem intenção).

Provavelmente, a incompetência de Guedes se enquadra na definição de homicídio culposo, sem intenção de matar. Mas é irresponsável a demora em definir formas de distribuição dos recursos às populações vulneráveis, em aceitar a necessidade imperiosa de bancar a folha de pagamento das empresas e de estimular o crédito através do compartilhamento de riscos.Com todos esses desafios pela frente, Guedes é incapaz de articular um grupo de trabalho e ainda arruma tempo para palestras para bancos de investimento.

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Mesmo assim, está ocorrendo um fenômeno interessante, bem apontado pelo economista Fernando Nogueira da Costa na entrevista que concedeu ontem à TV GGN.

Governar é resolver problemas. As falhas gritantes da equipe econômica estão sendo supridas pelos funcionários de carreira, e há grandes especialistas no Banco Central, BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), CEF (Caixa Econômica Federal), IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), Banco do Brasil, na Saúde e na área social. Eles estão trazendo soluções que vão sendo incorporadas dependendo da cabeça do bolsonarista-guedista à frente das instituições.

No caso do BC, Roberto Campos Neto passou a ouvir os técnicos e tem se saído bem no desafio de resolver os problemas de liquidez. Ainda vai sair o tal fundo de aval às operações de crédito. O mesmo vem ocorrendo na CEF. No BNDES e no BB, presidentes inócuos têm atrapalhado a atuação de suas instituições. E, acima de todos, a anomia de Guedes. Aliás, outro trabalho relevante do coringavirus foi apontar as limitações do Ministro.

Peça 5 – o quebra-quebra

Por conta da incompetência dolosa-culposa do governo, nos próximos dias haverá a eclosão de problemas sociais de monta. Populações desassistidas terão que recorrer a saques. A epidemia se espalhará pela periferia e pelos presídios – graças à incompetência preconceituosa de Moro.

Nesse momento se dará o confronto final, com os Bolsonaros estimulando a reação de seus seguidores, entre eles as Policiais Militares e o baixo clero armado.

Que as instituições se dêem conta de duas questões óbvias:

  1. O confronto é inevitável.
  2. Quanto mais cedo Bolsonaro for exorcizado, menores serão os danos para o país e os riscos para a democracia.

 

 

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16 comentários

  1. E tem um Mourão por perto. Ainda bem que foi eleito.
    No final da madrugada de 31 de março de 1964 um outro Mourão saiu de Juiz de Fora comandando suas tropas para o Rio de Janeiro. E deu no que deu.
    Deus nos livre.

  2. Do contrário que ocorreu com as consequências do impeachment desastrado de Dilma, a chamada direita está armando meticulosamente a retirada da chamada extrema direita do poder, que aproveitou de forma oportunista a abertura do portal político de Brasília na era pós-PT.

    Para tanto a solução seria deixar Bolsonaro concluir o mandato de forma inepta com a manutenção de alguma agenda neoliberal de meia dúzia de líderes do Congresso Nacional. Isso daria/rá estatus de legitimidade nas eleições presidenciais 2022 para que as seitas de terraplanistas e “desehierarquistas” retornem ao nicho inexpressivo social, até se recolher em pura nostalgia como é a ideologia da chamada extrema esquerda.

    Para infelicidade dos nossos velhinhos brasileiros, o COVIDE 19 é o fato novo que a direita necessitava para o plano de retorno ao poder de governo federal que julga sempre ser dela, embora nunca tivera maioria eleitoral. A adesão de policiais civis, empresários, prefeituras,chovendo insatisfeitos com a Bolsa e igrejas evangélicas não neopetencostais ao confinamento e uso de EPIs não eficientes no dia a dia dessa epidemia estão minando de vez a força bolsonarista que nem é o foco principal.

    Quanto ao CORONA VÍRUS, temos a modelagem em gráficos assustadores de especialistas que têm como base a hecatombe italiana com todas as suas peculiaridades de senescência e hábitos alimentares ricos em carboidratos. Por ora, não sabemos se o povo resiste em quarentena até o fim do mês de abril por causa das contas a pagar, isso depende do trânsito dos caixões nas ruas, pois o fato dos hospitais já estarem lotados de infectados, ainda não conscientizou toda população.

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  3. Eu fico impressionado com a facilidade para um presidente se livrar de qualquer tentativa de incriminação no Brasil… Basta ele colocar um comparsa no cargo de procurador geral como Bolsonaro fez e o asshole fica livre para cometer qualquer crime que ele quiser.

  4. Muito otimismo com essa gente. O câncer que governa o país não se apoderou da cadeira da presidência da república.Ele foi eleito.
    Achar que tem rato abandonado o navio é mero desejo.O sujeito que está na presidência da república sabe muito bem disso. Ele só foi eleito porque essa gente se comprometeu até a alma,primeiro com o golpe contra a presidenta Dilma,depois com a prisão arbitrária do presidente Lula e,finalmente com todas as manobras fraudulentas para eleger essa figura.
    Estão sujos em todos os níveis.
    A nota emitida pelo morfético azeitona de pijamas,embora dificilmente tenha sido escrita por ele.e sim pela degenerada cria,reflete em muito o que essa gente pensa.
    É só observarmos que o jornal do rato,tido como um crítico desse sujeito,ainda hoje,tanto em seu panfleto como em seu portal de internet,dão destaque a uma possibilidade de uma ação contra o filho do presidente Lula cair com um juiz que eles não gostam e o rotulam com anti lava-jato,apelando aos sentimentos mais horrendos incutidos na cabeça do brasileiro.
    O sujeito não está isolado. Ele está simplesmente mantendo o rebanho unido para impedir qualquer atuação diferente quando esta pandemia for controlada,enquanto isso o governo vai fazendo o que tem de ser feito e os desgastes daí decorrentes ficarão para os outros,nunca para ele.

    • A chave de tudo está em “QUANDO esta pandemia for controlada”: Com quarentena e tudo parado = desgaste inevitável ou sem quarentena e mais mortes = desgaste inevitável.
      Discurso inflamado para o povo com barriga cheia é uma coisa, quando a fome bate a porta, não tem discurso que se sustente.
      Não se engane, neste exato momento a direita e quem promoveu a vitória do Bozo está articulando a narrativa que vai prevalecer na sociedade para não dar a chance da esquerda retornar, aproveitando este momento único. Aliás, a perda da narrativa foi o que fez a esquerda cair, este sempre foi o campo de batalha.

  5. Além de tudo que foi dito acrescento o fato de que o stabelichment mundial deixou claro sua repulsa à bolsonaro ao excluir suas mensagens do facebook, instagram e wattshap.

    bolsonaro está totalmente isolado, é um peso morto para o capitalismo mundial, um cadáver insepulto que provavelmente vai aprontar alguma antes de ser chutado do poder.

    Também não acredito na força dos seus apoiadores que se reduz a no máximo 10% da população, sendo que a grande maioria são pessoas de meia idade e idosos em situação econômica confortável.

  6. O que poderia trazer luz para entendermos quais motivações levaram o Bolsonaro à (mais) um posicionamento absurdo: como a quarentena estaria impactando ECONOMICAMENTE seus redutos mais fiéis, ou seja, as MILÍCIAS e as igrejas fundamentalistas???

  7. Embora o jornalista não diga, está claro que existe uma estrutura golpista, acima do presidente fantasia (no caso do Bozo, de palhaço), manobrando para ver se anulam o político inconsequente e tresloucado, que se acha poderoso, mesmo sem deter de fato o poder, por não saber exatamente do seu papel dentro do golpe de 2016 em andamento. Julga-se com a caneta na mão, não percebe que lhe pode ser facilmente tomada. Os golpistas, a fim de se safarem do buraco em que, para enriquecerem ainda mais, se meteram e levaram o país e o povo junto, manobram avaliando a melhor saída. Há tartufo por todos os lados. Os camaleões estão tentando mudar de cor, e os ratos já se posicionam para, se for o caso, abandonarem o barco que aderna. Alguns nomes já estão citados com pertinência, porque não enganam mais ninguém. Democratas de fachada que são, só veem uma saída: o fechamento do regime, partir para o prendo e arrebento contra os opositores, e quem mais se atrever. O problema é que o coronavírus está se espraiando no país, todos têm de se ocupar também com a própria vida, o vírus ninguém reconhece nem é aliado.  Com a possibilidade de serem infectados na ação repressiva, não será fácil, não se tratará de um passeio reprimir famintos, em busca da sobrevivência.  Se o bom senso e o instinto de sobrevivência imperarem,  perceberão que será melhor partir com celeridade para providenciar ajuda que se torna imperiosa aos que possam entrar no desespero da fome e da falta de perspectivas, livrando todo o processo dessa ajuda de toda burocracia, que possa retardar a operação, fechando as brechas dos aproveitadores, evitando desvios de finalidade.

  8. Moro está sendo içado à força. Mas não terá jeito, pois a turma está queimada em geral. Vale a pena pergunta se a força nacional vai prender o chefão que é o primeiro e um dos únicos a continuar desrespeitando as normas e recomendações do ministério da saúde. Os filhos dele também, assim como alguns colegas do ministro, também conhecido com Mussolini e Maringá. A entrevista coletiva de ontem foi patética, desrespeitosa e grosseira.

  9. Bolsonaro, Bolsonaro, Bolsonaro …
    Tiremos Bolsonaro e tudo se resolve!!!
    Mas, será Bolsonaro o bode?
    O rei está morto! Viva o rei!
    Com Mourão tudo se resolve!!!

  10. Sobre o general Villas Boas:
    Revelou-se um militar hipócrita, pois apresentava-se como legalista e nacionalista. Na verdade fazia parte do grupo de militares entreguistas. Sua defesa atual de Bolsonaro está coerente, nada estranho, porque ele foi um dos principais responsáveis pela eleição de Bolsonaro (o próprio Bolsonaro afirmou isso em público).
    Portanto, o general Villas Boas apenas deixou de ser hipócrita e assume seus valores reais: um militar entreguista, o que significa um Traidor da Pátria.

  11. O bozo tenta o golpe p implantar ditadura. Claramente esta atacando outras instituiçoes, pois ha inumeros motivos p critica-las, e se sair como heroi. Se nao fosse o corona virus p esvaziar um pouco o protesto contra os outros dois poderes daquele domingo, o termometro das ruas daria ao bozo respaldo para o golpe naquele momento Agora sua reputacao esta caindo rapidamente. Entretanto, o povo pode ficar “anestesiado” pelo foco no corona virus, nem percebera os movimentos em brasilia. Precisamos ficar atentos com quem ele esta se encontrando. No caos o bozo vai dar tacada pelo poder.

  12. Sei não. Bolsonaro só cai se houver um movimento interno entre Moro, Mandetta e Guedes. As pantagruélicas instituições brasileiras acostumadas a inércia e a comilança jamais se mexerão pois seus membros temem perder os acepipes que lhes empaturram a pança. O máximo que seus membros fazem é arrotar gases fedorentos empesteando ainda mais o ambiente tóxico em que vivemos.

  13. Nassif, a comparação está equivocada. Dolo (direto) x Culpa (própria) são absolutamente distintos…

    A aproximação dos termos está na chamada Culpa CONSCIENTE x Dolo EVENTUAL.

    Essa sim, uma árdua distinção no campo fático (a doutrina os resolve muito bem)

    Fazendo uma simples brincadeira com os termos jurídicos: Eu diria que muitos dos ratos que estão pensando seriamente em abandonar o barco dirão, bem em breve, que estavam ao lado do presidente apenas porquê “agiam e pensavam como se estivessem com a culpa consciente”, quando sabemos que eles pouco se importam com as atitudes desse maluco… ou seja, sempre agiram e pensaram com o F***-SE ligado… o dolo eventual os perseguirá para o resto de suas vidas. Que suas consciências jamais os deixem superar esse mal que fizeram.

  14. Pensei muito antes de postar isso, mas, lá vai: Na minha terra tem um ditado que diz que: Passarinho que acompanha morcego, acorda de cabeça pra baixo. Bolsonaro, sempre teve como base eleitoral,milicos conservadores do RJ, um grupo ou outro de seguranças e alguns PM’s. Enfim, sempre a turma da truculência 10 e raciocínio zero. Essa condição truculência 10, raciocínio zero, sempre teve adeptos na classe média que,no entanto, morria de vergonha de fazer parte desse grupo. Então torcia, na encolha pra que um dia, essa condição, pudesse aflorar, com legitimidade. O discurso de ódio forjado,pela Globo para incrementar o antipetismo, caiu como uma luva. Era só trocar petistas por comunistas pra puxar os enrustidos para a luz. Resumindo, deu tudo certo,pra todo mundo, tiramos o PT ( objetivo da Globo ) ” elegemos” Bolsonaro, até aqui ” o Mito” e, chegamos até aqui, felizes todos, Globo, Minions,Carluxo, Flavio, Eduardo e… Bolsonaro????? Não! A ” base eleitoral de Bolsonaro,já não era mais a milicada conservadora, alguns PM’s e seguranças,… A figura machista, truculenta,misógina, já tinha encontrado utilidade noutras paragens, era o representante do macho alfa que colocava as mulheres no seu lugar pras igrejas evangélicas, o machão que metia a mão, e bala nos ” bandidos” pros milicianos. O reprodutor de machos brancos e violentos para os racistas… O representante dos emergentes da Barra que, arrumam uma grana, não sei como,mas,não conseguem passar pelo filtro da educação,bom senso, cultura.. E, por aí vai… Tudo perfeito, até aqui Porém, o cara que foi eleito, pela força bruta das milícias, pela exploração da boa fé do povo evangélico e pela ignorância truculenta de milicos, seguranças e PMs, resolveu cercar-se do que a nossa sociedade produziu de mais nojento, a saber, “acadêmicos” chancelados pelos EEUU ( Guedes) que, de real, só tem a cara de pau, Concurseiros de classe média alta ( Moro ) que jamais se inscreveram num concurso público, ” “Diplomatas” que constrangem os países que os recebem, Filósofos, autodeclarados, sem um mês de estudo mais aprofundado etc…. A classe média alta, EMBUSTEIRA, constrangeu a truculência ignorante, ao cercá-la. Bolsonaro, foi ingênuo pq acreditou que as credenciais de seus assessores eram reais. Como criaturas tão nobres poderiam ser embusteiras? Afinal, os milicianos,somo,nós. Foram convencidos que seria mais fácil “passar” com os farsantes dando suporte. Foi mesmo. O problema é que, agora, a turma embusteira, vai se mandar e deixar o trouxão, na merda. Para,nós, povo brasileiro, mil vezes melhor, estaríamos se Bolsonaro, tivesse trazido pra governar a milícia de Rio das Pedras e, não os embustes da Classe Média. Com certeza, estaríamos vendo mais preocupação com vidas e menos com uma Economia que já morreu faz tempo, não só aqui, mas,no mundo. #ProntoFalei

  15. Tomo conhecimento das lágrimas de crocodilo de Bozo.Trata-se de um psicopata.Dobrei minha aposta na renúncia.

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