A função social da terra, por Rui Daher

A função social da terra, por Rui Daher

Em relação ao que publiquei ontem, em “Nem tão chato assim, e bem curtinho”, nos comentários há um bom debate entre os assíduos leitores Zé Sérgio e José Carlos Lima. Bem fundamentados, pois ambos parecem conhecer bem a lida agropecuária, embora repitam um confronto que apenas é complementaridade. Agronegócio e agricultura familiar. Na década de 1980, fui várias vezes ao Maranhão. Balsas, Imperatriz, quando os grãos estavam chefando ao hoje MATOPI. Fui implantar uma fábrica de fertilizantes próximo ao porto de Itaqui, em São Luís. Era óbvio que ali seria a nova fronteira agrícola. No sudoeste baiano, Barreiras, etc., a coisa já estava andando, embora coomo em toda nova fronteira a empresa em que trabalhava só colhia inadimplência. A coisa é mais complexa do que simples complexo de vira-lata. Mas a discussão, hoje em dia e vista assim do alto e com a lupa é necessária. O artigo abaixo foi também publicado em CartaCapital.

Apesar da subordinação aos interesses e linha editorial das Organizações Globo, nítida depois que a família Frias, dona da Folha de São Paulo, vendeu sua participação no Valor, encontro no suplemento “Eu& Fim de Semana” ótima novidade: coluna semanal assinada pelo professor e sociólogo José de Souza Martins. Nos barracões da Ciências Sociais USP, foi quem me ensinou a usar lupa para melhor entender o meio rural brasileiro.

Em artigo de 24/03, “Barriga de índio, barriga de ministro”, explica a função social da terra nas diversas culturas e etnias, contrapondo-se ao atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, ruralista flagrado pela Polícia Federal chamando de “grande chefe” o superintendente do Ministério da Agricultura do Paraná, acusado na Operação Carne Fraca.

E o que disse o justiceiro? Justificou a inutilidade da demarcação de terras indígenas, pois elas não enchem barriga. Não só de índios, ministro. Também de caras-pálidas.

A expressão é burra, pobre, descabida. Souza Martins não precisou de muito esforço: “Sabem os índios que não as demarcar é torna-las vulneráveis à rapina de grileiros e especuladores, ladrões de terra alheia (…) Os índios carecem da urgente demarcação de seus territórios não para encher barriga, mas para sobreviver como povos, preservar sua identidade e seu modo de vida (…)”.

Papa Francisco  

Excepcional. Fala em contraposição ao ideário econômico neoliberal que exclui da cidadania milhões de pessoas no planeta e se faz pior na Federação de Corporações.

Eu cético, agnóstico, ateu, nada disso, tanto faz, quando o ouço falar contra injustiças sociais e rentismo da forma incisiva que faz, me encanto, como quando entendi Cristo e Marx, jovem educado por beneditinos.

“Os rios não bebem sua própria água; as árvores não comem seus próprios frutos. O sol não brilha para si mesmo; e as flores não espalham sua fragrância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. (…) A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa”.

Pois é, argentino simpático, torcedor do San Lorenzo, cuidado aí! Destes rincões tropicais, vejo muitos carolas desagradados com você. A cada sabedoria sua, torcem o nariz ou se calam. O mesmo que faz agora quem bateu panelas a favor do golpe. Que permaneça no Vaticano mais do que eu nesta vida, mordoma, como sobrevivo e sirvo.

Mais um professor

Tenho insistido em leituras de sérios historiadores, cientistas sociais e economistas estrangeiros e, ao mesmo tempo, menor, tenho escrito sobre as três décadas de mudanças no eixo hegemônico do capitalismo e aonde elas poderão levar o Brasil.

Nas folhas e telas cotidianas nacionais, lúcido me parece outro ex-professor, este na FGV, Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Seu texto “Rentistas ou empresários” recebeu comentários imbecis nas redes sociais. Acham-no mais caduco do que eu. Por quê? Por ter largado as hostes tucanas ao perceber rumos reacionários? Se eu critico os erros petistas, por que ele não pode criticar os do PSDB?

“O capitalismo foi um capitalismo de empresários capitalistas e trabalhadores. Havia luta pela distribuição da renda entre eles – a luta de classes – porque os empresários eram liberais, mas havia também solidariedade, porque, como os trabalhadores, eram nacionalistas, porque sabiam que o mercado interno era seu grande ativo, que precisava ser protegido da cobiça do Ocidente. A combinação dialética entre liberalismo e nacionalismo econômico ou desenvolvimentismo era o segredo político do capitalismo. Porque este envolvia um compromisso, uma coalizão de classes, cuja expressão maior e melhor foi a socialdemocracia”.

E continua, com a minha humilde assinatura embaixo:

“O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas, financistas e executivos das grandes empresas. O empresário é uma figura em extinção”.

Convivo com eles diariamente. No comando de seus mercados, chãos de fábricas e gestões parecem fantasmas; somente no de suas aplicações financeiras são reais.

Podem crer. A agroindústria está entrando nessa. Que a agropecuária não fique tentada por tal miragem. 

https://www.youtube.com/watch?v=uL9cDmQxMwo       JUST IN CASE …

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8 comentários

  1. Amigo Rui, não consegui assistir ao video indicado no post

    Amigo Rui, não consegui assistir ao video indicado no post, parece-me que vc o inseriu como imagem..,…

    Para inserir video vc copia a URL e cola nesse simbolo de cinema ai na barra de edição, isto para que o video fique em meio ao post…neste caso posicione o cursor onde vc quer que o video seja inserido

    Para inserir no rodapé do post, na parte inferior há o campo para inserir a URL do video

    Suponho que seja este, gostei do seu ponto de vista, de fato um grande problema o enfraquecimento da agricultura familiar

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=KdMPdB_E2H8%5D

  2. a….

    Caros srs, obrigado pela citação. Mas não mudei em nada  minha opinião. Agricultura Familiar existia no MA. Não foi o agronegócio que a sabotou. Foram séculos de miséria e coronéis que não mudavam tal realidade. O que mudou? Gauchada e agropecuária. Não queiram diminuir o ganho cultural e intelectual que chegou junto com migrantes. Foi a mesma coisa com Imigrantes nos cafezais de SP. Os financiamentos renegociados do agronegócio terão retorno, mesmo que seja pelo desenvolvimento e comércio futuros. Brasileiros transformando para melhor a vida de brasileiros. Qual o retorno do dinheiro de Sudene e Sudam? Em bilhões de dólares? Em quase 1 século?  Como escrevi em outro artigo sobre matéria de GGN, indigenas de Raposa Serra do Sol estão brigando com venezuelanos  por sobras dos lixões de Porto Velho. Os indigenas (e acreditem, existem) dentro da cidade de São Paulo, maior cidade do pais e da Am. Latina, berço de USP e da esquerda nacional vivem de pedir esmolas na Estação de Trens do bairro da Lapa. Culpa do Agronegócio? A monocultura ( aí sim monocultura em latifúndios) dos cafés de SP, desenvolveram o estado e em algumas décadas tornaram-se em milhares de pequenas e médias propriedades. Efeito natural de propriedades de famílias, brasileiros. Nunca em propriedades de empresas e pior se tornarem-se propriedades estrangeiras. Quanto à melhoria de vida em MATOPI, apesar das excelentes políticas públicas do pt, já aconteceiam de forma vertiginosa antes de seus governos. Basta ver os indices do IBGE. Como eu disse, a chegada da Agropecuária junto com sulistas (e aqui nada de bairrismo). Vamos parar de olhar para o umbigo, para o muro e não ver o que tem adiante. Inflação era um controle politico frente aos Países em Desenvolvimento. Não foi a genialidade farsante de FHC que a exterminou. Ocorrência ue se encerrou no Mundo inteiro na década de 1990. FHC resolveu o Mundo? Assim como a diminuição da miséria e melhoria das condições de vida nestes países em Desenvolvimento. Em todos houve ganhos sociais. Lula e Dilma que implantaram tais poilíticas fora do Brasil? Soltaramo cabresto, vamos começar a aprender e viver com liberdade. Liberdade é do tamanho da Responsabilidade. Vamos começar a ser responsáveis por nossas próprias atitudes. A culpa não é dos outros. Novamente, obrigado pela oportunidade das reflexões. Bom dia.  

  3. Ao debater com o amigo Zé

    Ao debater com o amigo  Zé, finquei o pé em algumas questões que, depois, vi serem exageros da minha parte mas não muito exagero, talvez defesa de um porto de vista – afinal de contas a gente gasta boa parte da vida se defendendo ou defefedendo, disse-me dias atrás um amigo citando a atriz Joana Fomm..,..poeira baixada, dei uma peneirada na minha verborragia e o que restou guardei no post  O modelo do agronegócio, o das grandes propriedades, em detrimento dos pequenos, o do “Jeca Tatu” (https://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/o-modelo-do-agronegocio-o-das-grandes-propriedades-em-detrimento-dos-pequenos-o-do-jeca-tatu) para consulta no futuro…

     foi bom o debate com o meu amigo Zé, pois ajudou-me a organizar meu pensamento nesta seara, e isso me ajudou a reforçar/valorizar meu lado Jeca Tatu, acho que sou um pouco isso 

    Recortes de filmes

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=80-fa0gbBxE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=jM82G6k8Zpw%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=prDZR4ClKww%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=qAu0FhMZ1iU%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Fu6AC9rlNSQ%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=9C44oi7OAaE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=iKbXQk3xRaQ%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=HJydxXjXidQ%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=N0lm2ncK30I%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=y6Im8enDBCw%5D

     

  4. o óbvio

    Irei falar do óbvio. O óbvio precisa ser destacado, pois, o que é óbvio para uns pode ser ignorado por outros e, visto sob outros prismas, pode não ser tão óbvio assim. Há temas que pela importância e complexidade não cabem inteiramente em artigos e muito menos nos seus comentários. Em seu artigo, no GGN, A função social da terra, Rui Daher menciona a questão fundiária e agrária, as estruturas sociais e econômicas que compõem e sustentam a cadeia produtiva e a visão empresarial do setor agrícola e agroindustrial tanto no presente, quanto ao futuro provável. Segue, no campo da economia política citando o Prof. Luiz Carlos Bresser Pereira e entra no âmago de uma questão vital, a das mudanças que ocorrem na forma do exercício do capitalismo. É um assunto árduo e extenso por natureza. No máximo tentarei criar polêmica para alimentar a discussão.

    Discutindo políticas, ou a falta delas, que cuidem das facetas do sistema capitalista nos deparamos com duas questões transversais que são indissociáveis de qualquer abordagem que se faça, dado seu papel determinante para todo o arranjo social e econômico:

    i – o rentismo, seu crescente poder sobre as sociedades modernas e a forma como destas se apropria, influenciando, moldando e organizando suas estruturas e funcionamento;

    ii – o antagonismo inerente do rentismo ao papel do Estado em um regime democrático.

    Um trecho do artigo de Rui Daher, onde, citando Bresser Pereira, afirma “[…] O capitalismo não é mais um capitalismo de empresários e trabalhadores, mas um capitalismo de rentistas, financistas e executivos das grandes empresas. O empresário é uma figura em extinção […]”, delimita com clareza ímpar dois lados tradicionalmente antagônicos.

    Situando trabalhadores e empresários como partes de um mesmo grupo, cujos interesses, desde Marx e Engels, são postos como absolutamente conflitantes, propositalmente ou não, Rui, usando Bresser Pereira, propõe uma discussão interessante e desafiadora. O viés passa por diferenciar o empresário do investidor financista, o dito rentista, e, também, dos executivos corporativos.

    O empresário, pressupondo aquele, sócio ou acionista, de um negócio fundado e/ou desenvolvido por seu empreendedorismo, com o qual se sente estreitamente ligado e com o qual sua vida e a sua individualidade se confundem, tem como objetivo o sucesso da sua empresa.

    Já os executivos de mercado e os investidores financistas, os assim chamados rentistas, compartilham similaridades. Sua posição nas empresas é transitória e olha para prazos mais curtos. Seus destinos não estão conectados com o destino das empresas que comandam e controlam. O seu objetivo é rentabilizar o capital ao ponto máximo, quando o investidor sai da posição e os executivos colhem as gratificações que superam em várias vezes o valor da remuneração em salários ou pro labores.

    O modelo privilegia resultados de curto prazo e esse imediatismo pode levar a decisões que prejudicam o futuro da empresa. Uma prática é levar a empresa a entrar em mercados de alto risco, conhecida como to ride bull markets, onde há risco excessivo, mas, oportunidades de grandes lucros. O caso da aquisição da Sadia pela Perdigão que resultou na BRFoods é um exemplo. A Sadia, tradicional empresa no setor agroindustrial, líder de mercado, com situação econômico-financeira sólida e estável, tomou riscos excessivos no mercado de derivativos e como resultado, de potencial compradora da Perdigão foi incorporada.  Outra prática condenável é a alienação de ativos estratégicos, geradores de resultados em longo prazo e redução ou cancelamento de investimentos em combinação com cortes drásticos em custos e despesas. Há aumento na realização de lucros imediatos e geração de caixa livre, satisfazendo aos agentes do mercado rentista. Mas, o trade-off implícito é o comprometimento do futuro da companhia (vide Petrobrás, gestão Parente).

    Ilustrada a comparação, torna-se evidente a distinção entre a figura do empresário tradicional e as do investidor e do executivo das grandes corporações. Um empresário, provavelmente, não tomaria, consciente e deliberadamente, decisões cujo impacto traria vulnerabilidades futuras em troca de lucro imediato.

    A monetarização da economia, a desregulamentação do setor financeiro e os efeitos que causam na economia real são discutidos no mundo há tempo, com crescente destaque após 2008. A subversão do objeto das empresas do setor produtivo, leva-as de fornecedoras de bens e serviços a uma espécie de derivativo financeiro. Passam a ser orientadas a “criar valor para o acionista”, sem que se saiba bem quem é esse acionista e qual seu real interesse no negócio além do óbvio, ganhar muito, ganhar rápido e sair no auge.

    Olhe-se ao setor financeiro, para muitos de nós sinônimo de bancário, fornecedor de crédito. Ao lado dos bancos públicos, cujo papel o governo atual se declara disposto a reduzir, há 3 grandes bancos privados dominado o mercado, Itaú (maior banco em ativos do Brasil), Bradesco e Santander. Sendo que, o Santander, único grande banco estrangeiro que sobreviveu à debandada geral e que mantém posição real de mercado no Brasil, ocupa espaço marginal frente aos demais. De acordo com os relatórios de 2016, tanto o Itaú, quanto o Bradesco, concentram seus ativos em títulos e valores mobiliários, instrumentos de derivativos financeiros e aplicações interfinanceiras de liquidez. Já as carteiras de crédito e arrendamento mercantil alcançam, em relação ao total dos ativos, 27% no caso do Bradesco e 34 % em se tratando do Itaú. Logo, considerando os ativos de cada banco, a prepoderância dos investimentos financeiros e a menor participação das carteiras de empréstimos e financiamentos, a conclusão é que, ambos, não tem mais a concessão de crédito como principal negócio, são bancos de investimento. Óbvio.

    Essa concentração de poder econômico não deve ser ignorada. Poder econômico concentra poder político e essa combinação concentra controle sobre a sociedade e, inclusive, sobre o Estado. Óbvio.

    Também é óbvio que o exercício desse poder sobre as instituições públicas, cria um Estado disfuncional. O momento atual do País dispensa a busca por exemplos, basta olhar em volta e constata-se a tragédia. Disfunção do Estado não se verifica quando suas instituições fecham as portas ou interrompem serviços e ações públicas e sim quando deixam de exercer de pleno sua função intrínseca ou quando esta é deturpada. Quando a Lei se curva para se ajustar aos interesses de grupos de poder, quando o interesse público se subordina ao particular e quando os agentes públicos agem como privados, a cidadania, alicerce da democracia desaparece e, esta, também, torna-se disfuncional.

    Volto assim à questão posta por Rui Daher, a convergência de interesses entre empresários e trabalhadores frente a um inimigo em comum, o grupo formado pelos rentistas e seus operadores nas empresas, os executivos das corporações. Os trabalhadores demandam por emprego, renda, segurança e aumento do seu bem-estar. Os empresários buscam fazer suas empresas crescerem, manterem-se lucrativas e se tornarem perenes. Uns precisam dos postos de trabalho e outros precisam de consumo. Retiradas as corporações rentistas da equação, veremos que empregados e empresas são mutuamente dependentes e que o melhor resultado possível, para ambos, passaria por resolver as diferenças históricas. A janela de oportunidade, ao haver consciência do momento e da necessidade de reconquistarem algum controle sobre os próprios destinos, seria dada pelo estabelecimento de uma nova relação alinhando interesses e oerientada no sentido do ganha-ganha.

    Seria possível essa aliança? Seria sólida o suficiente para uma mudança na correlação de forças? Uma aliança de ocasião, costurada para enfrentar a crise atual, independente da resultante, seria suficiente? O que seria necessário de parte a parte para um pacto duradouro?

    Não há como responder a isso. Neste instante, o empresário tradicional, ao aderir, apoiar e dar eco ao discurso rentista, incompreensivelmente, dado que o óbvio aponta ser esse um discurso contrário aos seus próprios interesses, contribui para o acentuar do antagonismo. Sendo que o ataque a direitos e interesses não partiu da classe trabalhadora, caberia ao empresariado dar o primeiro passo para uma solução ao conflito e para o restabelecimento do diálogo. Esse seria o primeiro requisito a cumprir em direção à construção de um novo pacto entre o capital e o trabalho no Brasil que isolasse e derrotasse o rentismo.

    O óbvio final repousa na constatação que o modelo atual implicará em gerar e aprofundar prejuízos compartilhados pelos empresários e os trabalhadores enquanto privilegia a dominância dos rentistas.

    Mas, seria isto tão óbvio? Fica a dúvida.

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