A corrida presidencial peruana sofreu um revés trágico neste domingo (15) com a morte de Napoleón Becerra, de 61 anos. O candidato pelo Partido dos Trabalhadores e Empreendedores (PTE) foi vítima de um capotamento na rodovia Rumichaca, nas proximidades de Ayacucho, enquanto se deslocava para um ato de campanha. O acidente, ocorrido por volta das 5h30, deixou outras três pessoas feridas.
“O candidato Becerra morreu“, confirmou à emissora RPP o prefeito de Pilpichaca, Balvin Huamani, que auxiliou pessoalmente no socorro e encaminhamento ao posto de saúde, onde o óbito foi ratificado.
O Juizado Nacional das Eleições (JNE) e a Presidência da República emitiram notas de pesar, destacando o impacto do falecimento no pleito marcado para 12 de abril.
Críticas à infraestrutura
O episódio transcendeu o luto político e disparou críticas contundentes à infraestrutura viária do sul do país. Apoiadores de Becerra e moradores da região utilizaram as redes sociais para denunciar o estado “precário” da rodovia onde o carro capotou. A polícia peruana abriu um inquérito para apurar se falhas mecânicas ou as condições da pista foram determinantes para a tragédia.
Apesar de figurar nas últimas posições das pesquisas, lideradas atualmente por Rafael López Aliaga, Becerra era uma figura central na organização do PTE, partido de centro. A morte do político ocorre em um ano de fragmentação recorde, com 36 candidatos disputando a presidência.
Reações e condolências
A notícia provocou manifestações imediatas de adversários. A candidata Marisol Pérez Tello e o concorrente César Acuña suspenderam atividades para prestar homenagens.
Em nota, o governo peruano declarou: “Expressamos nossas condolências pela morte de Napoleón Becerra Garcia […]. Estendemos nossos pesares para seus familiares, amigos e apoiadores”.
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