O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a atitude do governo brasileiro em apoiar o empréstimo de US$ 960 milhões (R$ 4,74 bilhões) à Argentina foi um ato pelo povo. A declaração foi dada durante evento de habitação, em São Paulo.
Segundo ele, o presidente Lula não hesitaria em ajudar as pessoas do país vizinho, que enfrente uma crise econômica, apesar de o novo presidente, Javier Milei, ter feito duras críticas ao petista durante a campanha à Casa Rosada.
“Hoje saiu na imprensa que o Brasil votou a favor da Argentina para conseguir um empréstimo para superar a sua crise e todo mundo sabe que o atual presidente da Argentina ofendeu o presidente Lula durante a campanha, mas nem por isso o Brasil, governado pelo presidente Lula, deixou de apoiar o povo argentino”, afirmou o ministro durante o evento, que contou com a presença do presidente.
O empréstimo-ponte à Argentina foi aprovado, por unanimidade, pela diretoria do CAF, banco de desenvolvimento da América Latina e Caribe, nesta sexta-feira (15). O Brasil possui um voto, enquanto Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela possuem dois votos.
Na última quarta-feira (13), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, esclareceu que a decisão de votar favoravelmente ao empréstimo não teve interferência do presidente Lula e tratou-se de “um processo comum”.
O financiamento obtido via CAF será usado pelos argentinos para pagar parte da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Parte do montante, cerca de R$ 4,5 bilhões, precisa ser quitado até a próxima quinta-feira (21).
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