5 de junho de 2026

Dois dos assassinos condenados de Victor Jara fugiram e um terceiro se matou

Os ex-militares também foram condenados pelo assassinato do advogado Littré Quiroga Carvajal e sequestros dele e de Jara
Em 16 de Setembro completa-se 50 anos do assassinato de Victor Jara pela ditadura chilena. Foto: Acervo público de Joan Jara

A Polícia Investigativa do Chile (PDI) confirmou aos jornais e mídias do país que dois dos ex-soldados do Exército condenados pelo assassinato do cantor e compositor Victor Jara estão foragidos.

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Os dois ex-policiais fugitivos são Raúl Jofré González e Nelson Haase Mazze.

Eles foram condenados a 15 anos e um dia de prisão pelo Supremo Tribunal do Chile pelos assassinatos de Jara e do então diretor-geral penitenciário do governo salvador Allende, o advogado Littré Quiroga Carvajal, também militante do Partido Comunista Chileno.

Ao contrário dos ex-soldados em fuga, os oficiais reformados Edwin Dimter Bianchi, Ernesto Bethke Wulf, Juan Jara Quintana e Rolando Melo Silva compareceram voluntariamente aos tribunais.

Por outro lado, no final da última semana, a PDI confirmou o suicídio do ex-militar reformado Hernán Chacón Soto, cometido após ser ratificada a sua pena de 15 anos de prisão pelo crime de homicídio de Jara e Quiroga Carvajal, além de dez anos pelo crime de sequestro.

O crime

Os assassinatos de Victor Jara e Littré Quiroga Carvajal foram perpetrados em setembro de 1973, poucos dias após o golpe contra Salvador Allende, que depôs e assassinou o presidente socialista dando início à ditadura Augusto Pinochet, a última a cair na América Latina e das mais sangrentas.

O corpo do cantor e compositor chileno foi encontrado em 19 de setembro de 1973, junto ao de Quiroga Carvajal, num terreno baldio, por moradores do bairro Santa Olga com 44 ferimentos a bala.

Com informações do The Clinic

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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