O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou na noite desta quarta-feira (15) que os venezuelanos “querem paz”, após o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump confirmar ter autorizado a CIA a conduzir operações secretas em território venezuelano. A medida, revelada inicialmente pelo The New York Times e depois confirmada por Trump, marca uma nova escalada nas tensões entre Caracas e Washington e reacende temores de uma intervenção americana na América Latina.

“Não queremos uma guerra no Caribe”
Durante uma transmissão ao vivo pela emissora teleSur, Maduro afirmou que “não queremos uma guerra no Caribe” e voltou a acusar Washington de promover uma campanha de “guerra psicológica diária”. O discurso foi feito durante uma reunião do Conselho Nacional de Soberania e Paz, criado em setembro como resposta à presença de navios e aviões de guerra norte-americanos próximos às águas venezuelanas.
“Ante a escalada de guerra psicológica diária, de ameaças, de notícias, de declarações, de vídeos, há uma grande vacina, vacina de todos os venezuelanos: o nosso Conselho Nacional de Soberania e Paz”, declarou Maduro. O presidente também chamou as ameaças de “covardia que vem de Miami” e fez referência aos golpes militares no Chile e na Argentina que tiveram apoio da CIA. “Não aos golpes de Estado promovidos pela CIA”, disse.
De forma irônica, o líder venezuelano acrescentou: “Not war, just peace. É assim que se diz?”, antes de encerrar seu discurso com um apelo reiterado: “Defendamos a paz, ganhemos a paz, preservemos a paz”.
Exercícios militares
Apesar da ênfase no discurso pacifista, Maduro ordenou no mesmo dia uma série de exercícios militares nas principais comunidades do país. Segundo o governo, as ações têm o objetivo de “defender montanhas, costas, escolas, hospitais, fábricas, mercados” e proteger a população “para continuar alcançando a paz”.
A ordem de mobilização militar foi rápida e ampla. Segundo reportagens locais, os exercícios simulam cenários de defesa próximos à capital Caracas e no estado de Miranda, áreas densamente povoadas. Operações envolverão forças populares, policiais e militares unidas.
Analistas veem a medida como um movimento de resposta simbólica às ameaças americanas e à presença militar dos EUA no Caribe.
Josias Nazareno Bispo
16 de outubro de 2025 11:08 amEm um conjunto de fatos histórico que culminaram em “ditaduras coloniais” exercida pelo império estadunidenses, todos foram apoiados pela “elite” local. Com isso reacende a necessidade de um pensamento decolonial, de uma pedagogia decolonial que forme um pensamento hegemônico para o enfrentamento, o lócus enuntiationis que reinvidica posições crítica da colonialidade e do colonialismo. A Venezuela sofre com “o padrão global de poder, nascido com a colonização da América, e que articula, em uma estrutura heterogênea de poder, as assimetrias de raça, gênero e trabalho, visando o domínio de povos” (QUIJANO, 2005). Assim, diante desse pensamento decolonial, os povos da América Latina, tem não só o dever, como também uma obrigação histórica de cooperação e apoio ao Estado independente da República da Venezuela.
Rui Ribeiro
16 de outubro de 2025 12:21 pm“A chuva que irriga os centros do poder imperialista afoga os vastos subúrbios do sistema. Do mesmo modo, e simetricamente, o bem-estar de nossas classes dominantes – dominantes para dentro, dominadas de fora – é a maldição de nossas multidões, condenadas a uma vida de bestas de carga”. Eduardo Galeano, As Veias Abertas da América Latina
Rui Ribeiro
16 de outubro de 2025 11:24 amSe os EUA quisessem de fato acabar com o grosso da produção de cocaína, eles o fariam apenas controlando os produtos químicos indispensáveis ao refinamento, como o ácido sulfúrico e o bicarbonato de sódio. Mas eles não fazem isso por vários motivos: Já imaginou se os milhões de viciados estadunidenses se vissem numa crise de abstinência? Cold Turkey? É inimaginável. Se eles acabassem com a produção de drogas, eles não teriam pretexto para guerrearem contra os pobres, mesmo chamando essa guerra de guerra contra as drogas. E não teriam, como agora, uma desculpa para atacar a Venezuela.
Hipócritas! A própria elite é viciada.
alfredo machado
16 de outubro de 2025 12:06 pmTodos os laboratórios que produzem o éter são americanos, e sem éter não existe pasta de coca. Não precisa prender ninguém, basta saber pra onde o éter está sendo enviado e pronto. Mas o que seria feito dos milhões de zumbis espalhados pela cidades americanas ?
Rui Ribeiro
17 de outubro de 2025 8:56 amVocê foi muito mais preciso e objetivo do que eu, Alfredo. Muito obrigado, Irmão.
A abstinência é pior do que os efeitos das drogas.
Rui Ribeiro
17 de outubro de 2025 9:56 amAbstinência
(John Lennon)
A temperatura sobe
A febre é alta
Não consigo ver nenhum futuro
Não consigo ver nenhum céu
Meus pés estão tão pesados
Assim como minha cabeça
Eu queria ser um bebê
Eu queria estar morto
A abstinência me pegou desprevenido
Meu corpo está doendo
Arrepios nos ossos
Não consigo ver ninguém
Me deixe em paz
Meus olhos estão abertos
Não consigo dormir
Uma coisa eu tenho certeza
Estou no fundo do congelador
A abstinência me pegou desprevenido
Trinta e seis horas
Rolando de dor
Rezando para que alguém
Livre-me de novo
Oh, eu serei um bom menino
Por favor, me faça ficar bem
Eu te prometo qualquer coisa
Tire-me deste inferno
A abstinência me pegou desprevenido
Rui Ribeiro
17 de outubro de 2025 10:02 amReceita Federal apreende 25 mil litros de éter usado na produção de cocaína
Estima-se que a quantidade de éter apreendida seria suficiente para processar cerca de 25 toneladas de cocaína pura
https://sindireceita.org.br/noticias/2025/07/03/receita-federal-apreende-25-mil-litros-de-eter-usado-na-producao-de-cocaina
Se eu comprar uma injeção de morfina numa farmácia, eu tenho que apresentar uma receita médica. Porque não se faz o mesmo com o éter, indispensável à processar o alcalóide que faz a cabeça da malucada?
Rui Ribeiro
16 de outubro de 2025 1:07 pmO que possibilitou a nova eleição do Trump foi o fato de ele ter acabado com as guerras iniciadas antes deles, onde os EUA estavam atolados no pântano e que era um sorvedouro dos recursos dos contribuintes. Mas agora o Pacemaker, digo, Peacemaker, quer começar uma nova guerra, ao invés de acabar com a guerra da Ucrânia, defendendo que a Rússia, a título de indenização, fique com os territórios conquistados, que se acabe com o nazismo do Batalhão de Azov e que a Ucrânia não entre na Otan, ele vai começar uma nova guerra. Não terá sucesso. Deus é justo. E a América vai sair dessa eventual guerra bem menor do que entrar.