
Diversos setores de esquerda vêm manifestando uma recorrente incompreensão acerca do tema da corrupção. Essa incompreensão tem dois eixos: um é de natureza história e empírica; o outro, de natureza conceitual. O eixo histórico-empírico se relaciona ao fato de que a esquerda não aprende com os acontecimentos: os grandes reveses que a esquerda sofreu no Brasil e na América Latina, de modo geral, envolviam denúncias de corrupção, embora não só. Já o eixo conceitual se deve à identificação que a esquerda faz entre combate à corrupção e moralismo de direita, descartando qualquer abordagem moral e ética do tema.
As circunstâncias que levaram ao suicídio de Getulio Vargas, ao golpe militar de 1964, à maior crise do governo Lula (mensalão) é à crise do governo Dilma (Petrobrás) apresentam uma clara e constante imbricação com denúncias de corrupção. Na Argentina, no Chile e agora na Venezuela, as dificuldades de governo de esquerda também estiveram ou estão relacionadas com denúncias de corrupção. Não resta a menor dúvida de que os militares e a direita política potencializaram e potencializam as denúncias e as transformaram em combustível para intervenções armadas contra governos eleitos. Se nada justifica as intervenções militares, também não restam dúvidas de que, de uma forma ou outra, os governos de esquerda foram lenientes e se deixaram envolver por práticas corruptas.
O trágico é que as esquerdas não aprenderam nada com os duros reveses da história. Continuam caminhando para derrotas pelos mesmos caminhos equívocos que derrotaram seus companheiros de ideias no passado recente. Certamente, a corrupção não foi a única causa da derrocada de governos de esquerda. Uma série de incompreensões sobre economia também foram razões centrais dos fracassos. A corrupção das esquerdas em nada alivia a direita: os regimes militares, além das torturas, assassinatos e perseguições, invariavelmente acabaram sob a acusação de corrupção. Igualmente, os partidos liberais ou de centro que estiveram ou estão no poder também não escapam de graves acusações de corrupção.
O Conceito de Corrupção
O conceito de corrupção não é unívoco. Nem mesmo em Maquiavel, que a identificou como o principal mal das repúblicas, o termo aparece com um sentido único. Ela não se restringe a um regime político ou a um tipo de governo: pode ocorrer nas monarquias, nas aristocracias e nas repúblicas e pode afetar os governos dos príncipes, dos aristocratas e do povo. Ela pode ser entendida como a corrupção das leis, dos princípios, dos costumes, da eficácia governamental, das instituições etc. O seu sentido político mais geral se refere à preeminência do bem privado em detrimento do bem público comum. Todo ato de desvio de recursos públicos se enquadra nesta última acepção. A corrupção privada ou social incide em várias dessas acepções.
Uma república corrompida – povo corrompido – segundo Maquiavel é de difícil reordenamento. Como regra, a corrupção do povo (da sociedade) é conseqüência da corrupção dos governantes. A forma de sanear a república corrompida consiste na reintrodução das boas leis e da boa ordem – tarefa que cabe a um líder de extraordinária virtù. A coisa se complica porque quando a sociedade está corrompida, dificulta também o surgimento de um líder de tal envergadura. Enfim, a restauração das boas leis, a promoção da justiça, a religiosidade e os bons costumes são mecanismos imprescindíveis para a restauração da virtù do povo. Para Maquiavel, o combate à corrupção envolve questões técnicas (boas leis e boas instituições), questões políticas (controles e participação ativa dos cidadãos) e questões morais (qualidades e virtudes dos líderes e do povo).
Já a república bem ordenada, para evitar a corrupção, precisa ativar a participação do povo, promover o expurgo dos maus de forma recorrente, renovar os princípios e fundamentos e punir impiedosamente os culpados. O Estado não deve mostrar nenhuma misericórdia para fazer valer a lei. Os mais altos magistrados que se corrompem devem ser rigorosamente punidos para que isto sirva de exemplo e infunda, de forma generalizada, o temor do castigo. Sem a inclemência das leis e a certeza da punição toda república será carcomida em suas próprias entranhas. O exemplo dos líderes é fundamental para que o povo não se corrompa. Os líderes devem comportar-se como verdadeiros heróis. Eles devem ser de “tal reputação e de tal exemplo, que os homens bons desejam imitar e os maus se envergonham de levar uma vida contrária a eles”, diz Maquiavel.
A Corrupção e a Moralidade
Existem muitos equívocos interpretativos acerca de como Maquiavel estabelece a relação entre a ação política e a moralidade. O primeiro a ser desfeito consiste na tese de que a política, para o escritor florentino, não seria “nem moral e nem imoral, mas amoral”. Na verdade, um dos grandes feitos teóricos de Maquiavel consiste em ter descoberto que a política tem uma moral própria, diferente da moral do senso comum ou da moral cristã. A moral própria da política é a virtù (as qualidades específicas do príncipe no caso da monarquia e, do povo, no caso da república). A existência da moral própria da política implica que, muitas vezes, para promover o bem público, é preciso levar a efeito uma ação que, julgada pela moral comum ou cristã, seria condenável. A moral política é plena de paradoxos e ambigüidades.
Mas Maquiavel é muito mal compreendido, pois o seu metro, tanto no principado quanto na monarquia, sempre é a promoção do bem público, o exercício do bom governo. Assim, nunca se deve contrariar a moral do senso comum e a moral cristã sem uma clara justificativa que seja capaz de resultar em bem público. O fato de dizer que muitas vezes se deve praticar o “mal” para produzir o bem nunca significa que se deve praticar o mal para alcançar um objetivo qualquer e nem mesmo significa dizer que os fins justificam os meios. É por isso que Maquiavel afirma que o governante deve aparecer e ser tido “aos olhos e aos ouvidos dos outros, todo piedade, todo fé, todo integridade, todo humanidade, todo religião, com muito cuidado para que nunca escape de sua boca expressões que não traduzam essas cinco qualidades”.
Aqui está o ponto. Embora sejam diferentes, a moral da política e a moral do senso comum não são opostas. Relacionam-se em suas ambigüidades e paradoxos. Somente nos casos extremos elas se opõem nos meios, mas nos fins também quer o bem público – fim específico da moralidade política. A corrupção contraria as duas morais. Na normalidade da política elas devem andar lado a lado. É precisamente isto o que a esquerda não entende. Não entende porque não pode entender. Não pode entender, pois capitulou, na prática, à tese de que os fins justificam os meios.
Para Maquiavel, a relação entre meios e fins deve ser medida pelos resultados, pelas conseqüências. O homem comum julga o político pela moralidade comum. Por isso, o político jamais deve desprezá-la. E quando as ações dos políticos contrariam os fins relativos à moral política, que consistem na produção do bem comum, e também os fins da moral comum, que são a honestidade, a integridade etc., tem-se o colapso e o apodrecimento do sistema político da república. É esta situação que o PT ajudou construir e que não consegue compreender e explicar para a sociedade, circunstância que o deixa encurralado e na defensiva ante os ataques da direita.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política.
Centelha, o retorno
30 de março de 2015 10:48 amInventaram o corruptômetro?
Então ficamos assim: o Brasil vai melhorar no dia em que seus políticos aceitarem Jesus em seus corações.
(Ou Alá, ou Oxalá, ou Buda… )
Variante: o Brasil vai melhorar no dia em que as esquerdas inventarem um corruptômetro e submeterem regularmente ao aparelho cada um de seus filiados. Todos os que tiverem índices de corrpução inaceitáveis serão sumariamente expulsos.
Brincadeiras à parte, este artigo é de uma ingenuidade aflitiva.
Os políticos não são nem um pouco piores que o homem comum que os elege. Também não são melhores.
Não se faz eleição pra santo, mas para prefeito, governador, deputado…
Quando se é de esquerda, elegem-se candidatos comprometidos com a implantação de sistemas institucionais de controle, capazes de reduzir os desvios de dinheiro público.
Pode-se criticar a Dilma por tudo, menos por não ter contribuído para isso. Quando, em toda a história da República, tanta sujeira pôde ser descoberta?
A direita, espertamente, procura responsabilizar o PT pela sujeirada, como se fosse o único ou maior culpado pela mesma – e não o responsável pela sua revelação.
Canalhice. Ponto final.
Arthemísia
30 de março de 2015 11:21 am“O homem comum julga o
“O homem comum julga o político pela moralidade comum”. Estou com um problema empírico: porque o homem comum não julgou Antonio Carlos Magalhães, Paulo Maluf, José Serra e demais associados?
Lamento informar, mas o homem comum julgou o governo de esquerda pela terceira vez em outubro de 2014 e o aprovou. Mas os homens “incomuns” não aceitam o resultado, só isso.
José C Lima
30 de março de 2015 11:26 amMe dá um desânimo quando
Me dá um desânimo quando constato que figuras ditas intelectuais escrevem um texto sem noção como este. Em nenhum momento ele aponta o papel dos meios de comunicação “fazendo a diferença” em governos do PSDB e do PT. A saida é rezar, recomenda o seu Aldo… É por isso que Maquiavel afirma que o governante deve aparecer e ser tido “aos olhos e aos ouvidos dos outros, todo piedade, todo fé, todo integridade, todo humanidade, todo religião, com muito cuidado para que nunca escape de sua boca expressões que não traduzam essas cinco qualidades”.
johnnygo
30 de março de 2015 12:07 pmVisão moralista
Sugiro, então, que aguardemos – sentados, de preferência – o surgimento de uma fada madrinha, com sua varinha de condão, que espalhe seu pozinho mágico sobre súditos e governantes, fazendo nascer em todos a miraculosa “virtù” de Maquiavel. A defesa das virtudes humanas como antídoto para a corrupção, além de insuficiente, é diversionista. Entendo que o moralismo se constitui mais em requisito à dominação do que à formação de sujeitos honestos. Precisamos avançar nos seguintes temas, se quisermos reduzir o problema: educação de base, preparo para a cidadania (que não se dá apenas nas escolas), instituições fortes e informação correta.
Thomas Schmitt
30 de março de 2015 12:26 pmAtaque…
Não existe uma moral na corrupção. Não podemos achar que a corrupção para o PT é diferente da corrupção para outros partidos. O fim, da corrupção, é enriquecer através de dinheiro púbico. Os liberais enxergam a conexão entre o público e o privado como a causa maior da corrupção e por isso isso essa interação deve ser diminuída ao maximo. Estado menor é um estado menos corrupto e a melhor distribuição de renda (justificativa da esquerda para um estado grande), é aquela em que não é preciso tirar dinheiro das pessoas para depois distribuir novamente segundo critérios do governo. A direita quer um estado grande para poder exercer influência e se beneficiar. Os liberais estão certos.
emerson57
30 de março de 2015 12:55 pmPeríodo
“os governos de esquerda foram lenientes e se deixaram envolver por práticas corruptas.”
Então tá.
Se não for incômodo, gostaria que o professor indicasse em qual período da vida desse jovem pais a corrupção foi menor.
Quando?
Leirton
30 de março de 2015 2:02 pmA esquerda e a incompreensão acerca da corrupção.
Será que a corrupção foi menor nos governos militares??????? Estou muito ansioso pela resposta do Professor Aldo a sua pergunta.
emerson57
30 de março de 2015 4:16 pmPHILME
[video:https://youtu.be/znBP6FSKgRI%5D
Cesário
31 de março de 2015 1:23 pmMilitares
Se foi, nada aprendemos com a história! E se não foi, construímos uma péssima história!
Cesário
31 de março de 2015 1:23 pmMilitares
Se foi, nada aprendemos com a história! E se não foi, construímos uma péssima história!
leonidas
30 de março de 2015 4:58 pmA corrupção hoje até pelo
A corrupção hoje até pelo tamanho da economia com certeza é maior.
mas se não fosse E DAI?
que falta de postura…
Conde de Rochester
30 de março de 2015 1:12 pmEntre lobos
Já o eixo conceitual se deve à identificação que a esquerda faz entre combate à corrupção e moralismo de direita, descartando qualquer abordagem moral e ética do tema.
Acreditando na maxima os fins justificam os meios.
Tudo o que o que foi criticado para a esquerda chegar ao poder na AL, foi repetido de forma superlativa, tornando o critico mais catolico do que o Papa. A inclusão social é a mercadoria de que tentam vender para a opinião publica que é o que difere a esquerda da direita, esquecendo-se de que a corrupção é a liga incomoda que os aproximam e os igualam e tambem se portando dubiamente, diante da possibilidade de que a inclusão teria acontecido de qualquer forma, porque foi inevitavel, diante da injução historica do aperfeiçoamento social.
O problema da sociedade moderna é que a gananncia o virus que se encontra incrustado no genero humano desde os primordios das civilizações não foi atenuado, muito pelo contrario, as sociedades economicas, surgidas pos revolução industrial a incorporou de forma macro atingindo até as populações mais perifericas. O acumulo de capitais, hoje, atingem sifras fantasticas, alijando as periferias qualquer possibilidade de ao menos conseguir melhor qualidade de vida. O sorvedouro da acumulação chegou a niveis surreais, estamos nos igualando as condições sociais que antecederam as revoluções, francesa e russa e a queda da monarquia.
A indiferença diante do clamor popular chega as raias da crueldade e loucura. Durante a guerra fria so não houve a hecatombe nuclear, porque o resultado final não seria favoravel a ninguem, diante da hecatombe social acontece a mesma coisa. Falta esperar de que o primeiro aceite que mudanças mecham com seus privilegios.
Quem sera o primeiro?
Dificil. A ganancia soemnte recua diante da imposição do fato consumeado. As esquerdas levam isto em consideração qdo se trata de tomar o poder, porem, qdo no poder repetem o mesmo mecanismo de se perpetuar no poder unicamente inspirados pela ganancia.
Juliano Santos
30 de março de 2015 1:44 pm“Os fins justiifcam os meios”
“Os fins justiifcam os meios” é um dos ingredientes da Real Politik. Só que tem que ser hábil para usá-lo sem que cotamine o Estado e a sociedade com o “liberou geral”. Lula o foi porque jogou o jogo da governabilidade, mas ao mesmo tempo, reforçou os orgão de controle, como o MP, PF, TCU, CGU e etc.
O problema a meu ver, foi a burocratização do PT. O que também é culpa do Lula, já que é seu maior expoente. Burocratização gera corrupção, e daí parte do PT enredou-se nessa prática histórica dos partidos polítcos no Brasil. Na minha opinião o maior símbolo desse partido burocratizado é o Vacarezza. Ele tem alguma ideologia?
E também claro, a Dilma, que não soube equilibrar a política que exige negociar com os partidos reais e ao mesmo tempo dar apoio ao combate às pratícas ilícitas desses mesmo partidos. Uma coisa não exclui a outra. Ela confunde negociar com mal-feito e daí implode a relação executivo/legislativo. Renan só botou a culpa na Dilma, porque esta recusa-se a conversar com ele.
Esse equilíbrio montado no governo Lula se rompeu com a burocratização do PT e a inabilidade da presidenta. É bom lembrar que até há pouco tempo essa estratégia era bom sucedida. Além de ganhar quatro eleições seguidas, a população considerava os governos petistas os que mais combatem a corrupção, segundo a Datafolha em pesquisa no começo de 2015.
O que aconteceu? Por parte do PT, falta de política com P maiúsculo, que é o que sigfinifica burocratizar-se. E por parte da Dilma, também falta de política, que é deixar de dialogar com os partidos e com a sociedade. Fecharam-se na burocracia e na arrogância. Receita perfeita para o isolamento e a impopularidade geral.
Nira
30 de março de 2015 3:09 pmTangenciando : alguém lembra
Tangenciando : alguém lembra quando o Brizola disse que o PT era a UDN de macacão ? Ele já havia governado, e sabia o que eram as críticas hoje ditas “moralistas”. Afinal, na época o PT não era governo.
Lembrei disso recentemente, quando um amigo falou que para o Psol era fácil pregar moralismo, e que isso mudaria se o partido algum dia fosse governo.
Maria Luisa
30 de março de 2015 3:32 pmO problema não é a esquerda. E a hipocrisia social que vivemos
Desde que o PT governa o Brasil que enfim enxergaram a corrupção.
A crise, repito não é apenas da Esquerda. Eh uma crise que pega todos na sua corrente: governos, instituições, empresas de Comunicação, o neo-cidadão. Eh também a crise da informação, que vivemos de forma dramatica na América do Sul. Eh a crise de um novo tempo, de novos paradigmas na administração publica, cuja, politicos ainda não assimilaram; e dai a contradição da eleição de um sujeito tipo Eduardo Cunha à presidência da Assembléia Nacional.
Muitos desses que foram às ruas manifestar contra a “corrupção”, provavelmente apoiam as iniciativas de Eduardo Cunha contra o governo, apenas porque é contra o governo. Mais “apenas porque é contra o governo do PT”. Tira-se o PT, coloque-se o PSDB e não veremos mais beicinhos de magistrados, indignados contra a corrupção nem teremos mais escândalos em série em cima de, por vezes, nada. Ou ainda acabam-se as grandes manifestações, e quando um sindicato ou estudantes forem manifestar, a imprensa caira em cima, criminalizando, e a policia batendo pesado.
jura
30 de março de 2015 6:26 pmpor isso a religião é o ópio do povo…
A direita só pode se afirmar pela negação, nunca pela afirmaçāo. Sua proposta e seu programa nunca poderão ser declarados por que sempre serão impopulares.
Então só resta a acusação, o moralismo e a religião. Não por acaso o ativismo religios a está em alta. Eles vendem os terrenos no céu que a direita não pode oferecer.
Pedro Mundim
31 de março de 2015 1:24 amA popularidade da direita
“Sua proposta e seu programa nunca poderão ser declarados porque serão sempre impopulares”
Não para todos. Para os que planejam vencer na vida sem ser à custa do Estado, a proposta e o programa da direita são bastante atraentes. O problema é que esse segmento é minoria. Em um país onde a maioria da população é pobre, o que o povão almeja de imediato não é andar com os próprios pés, mas ser auxiliado pelo Estado.
Mas também o projeto da esquerda é inexequível a longo prazo, pois o que o povão quer mesmo, no fundo, é ingressar na classe média – e se a esquerda permitir isso, estará dando um tiro no próprio pé, pois o povão que ingressa na classe média começará a compartilhar dos valores da classe média, e começará a gostar da proposta e do programa da direita. É por isso que existe aquela máxima: os esquerdistas gostam tanto de pobres, que vivem a produzi-los em alta escala.
A contradição fundamental do programa da esquerda fica patente no próprio discurso dos esquerdistas, que malham a classe média, taxando-a de golpista, e ao mesmo tempo gabam-se de haver inserido milhões na classe média…
Yacov
30 de março de 2015 10:15 pmÉ gozado… O país é uma
É gozado… O país é uma máquinda corrupta e queriam que o PT ao chegar ao poder acaba-se com isso ?!? Pelamor …. podem me chamar de maném, burro, sectário, o que for, mas não concordo absolutamente que o PT se portou igual aos demais no poder no quesito corrupção e os números da PF são a maior evidencia disso.
Acho que a corrupção nunca foi tão combatid no ´país e que nunca se roubou tão pouco, por isso o Brasil pode dar o salto que deu em 13 anos de PT no poder.
Quando se pensa nas bandalheiras do PSDB eu poderia citar um fieira uinterminável de escândalos ignorados pela Mídia e pela justiça, mas quando penso na corrupção do PT, o que me vem á cabeça é o MENSALÂO que foi uma farsa para transformar o CAIXA 2 do PT (que é crime eleitoral) em compra de votos de parlamentares, na queda dos ministros no mandato da DILMA, onde a maioria nem era do PT, e os que eram como ERENICE GUERRA foi inocentada. O PALOCCI prestou umas consultorias milionárias, mas o Palocci, a rigor, nunca foi petista. Era mais um TUCANOS infiltrado. E agora temos o caso da PETROBRAS, onde os esquemas vem de longe, conforme as delações de BARUSCO, desde 1997. Ou sej, mais uma herança maldita que os governos do PT não detectaram.
E nos rankings da corrupção do TSE, do STF e do Congresso Nacional o PT ocupa a longínqua 9ª posição enquanto PSDB, PMDB e DEM são os primeríssimos colocados.
Ai, vão falar que o PT odarelou em CPIS, que não fez LEI DE MÌDIAS, que não baixou os juros suficientemente… Ora, ninguém é perfeito e não se pode bater de frente com um inimigo tão poderoso como as nossas elites bandidas sem sofrer graves sequelas (remember 64), cujos podres vem surgindo cada vez mais e gerando massa crítica para o povo exigir nas ruas as mudanças que o País precisa.
É óbvio que no PT não tem apenas santinhos, mas acho extremamente injusta essa colocação do PT como farinha do mesmo saco dos patidos direitopatas, compravadamente corruptos que sempre des-governaram o Brasil para o favorecimento de suas corriolas rentistas offshore.
Abs
“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Yacov
30 de março de 2015 10:15 pmÉ gozado… O país é uma
É gozado… O país é uma máquinda corrupta e queriam que o PT ao chegar ao poder acaba-se com isso ?!? Pelamor …. podem me chamar de maném, burro, sectário, o que for, mas não concordo absolutamente que o PT se portou igual aos demais no poder no quesito corrupção e os números da PF são a maior evidencia disso.
Acho que a corrupção nunca foi tão combatid no ´país e que nunca se roubou tão pouco, por isso o Brasil pode dar o salto que deu em 13 anos de PT no poder.
Quando se pensa nas bandalheiras do PSDB eu poderia citar um fieira uinterminável de escândalos ignorados pela Mídia e pela justiça, mas quando penso na corrupção do PT, o que me vem á cabeça é o MENSALÂO que foi uma farsa para transformar o CAIXA 2 do PT (que é crime eleitoral) em compra de votos de parlamentares, na queda dos ministros no mandato da DILMA, onde a maioria nem era do PT, e os que eram como ERENICE GUERRA foi inocentada. O PALOCCI prestou umas consultorias milionárias, mas o Palocci, a rigor, nunca foi petista. Era mais um TUCANOS infiltrado. E agora temos o caso da PETROBRAS, onde os esquemas vem de longe, conforme as delações de BARUSCO, desde 1997. Ou sej, mais uma herança maldita que os governos do PT não detectaram.
E nos rankings da corrupção do TSE, do STF e do Congresso Nacional o PT ocupa a longínqua 9ª posição enquanto PSDB, PMDB e DEM são os primeríssimos colocados.
Ai, vão falar que o PT odarelou em CPIS, que não fez LEI DE MÌDIAS, que não baixou os juros suficientemente… Ora, ninguém é perfeito e não se pode bater de frente com um inimigo tão poderoso como as nossas elites bandidas sem sofrer graves sequelas (remember 64), cujos podres vem surgindo cada vez mais e gerando massa crítica para o povo exigir nas ruas as mudanças que o País precisa.
É óbvio que no PT não tem apenas santinhos, mas acho extremamente injusta essa colocação do PT como farinha do mesmo saco dos patidos direitopatas, compravadamente corruptos que sempre des-governaram o Brasil para o favorecimento de suas corriolas rentistas offshore.
Abs
“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO DE SONEGAÇÂO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”
Pedro Mundim
31 de março de 2015 1:12 amNem tudo o que faz sentido é verdade
Poderia até fazer sentido afirmar que nos anos de crescimento do governo petista, a corrupção teria diminuído. Mas nem tudo o que faz sentido é verdade. A corrupção, no Brasil, deriva principalmente do nacional-estatismo, que coloca o Estado como o centro da economia e nesse quadro, numerosas empresas dependem de contratos com o Estado. Dá para perceber que essas empresas farão tudo o que puderem pra obter esses contratos. E se os petistas agora são a bola da vez, isso também é compreensível: é o PT que está no poder, e obviamente as empresas vão corromper quem tem em mãos a caneta que decide. No tempo de Kubitchek foi a mesma coisa: altos índices de corrupção combinados com altos índices de crescimento.
everaldo fernandez
30 de março de 2015 10:58 pmTodas vez o Aldo vem com essa
Todas vez o Aldo vem com essa historia que a esquerda não ve, a esquerda não aprende. Não é culpa nossa se o PRC dele se dissolveu no PT e ele tem esta relação externa com a politica.
A esquerda aprende, a esquerda sabe, e ele não tem a verdade revelada. A “esquerda” é um sujeito coletivo que não precisa de lições de nenhum iluminado,
Paulo Carlini
30 de março de 2015 11:18 pmReencarnação
‘A relação entre meios e fins deve ser medida pelos resultados’. Faz tempo que não vejo tamanha contradição em um discurso, eu diria sem pé nem cabeça, mas seria injusto, pois tem o seu pé no qual esta frequentemente dando uns tiros. Infelizmente tais tiros não atingem vossa vaidade que o leva a falar em nome de Maquiavel como se fosse o próprio.
Paulo Carlini
30 de março de 2015 11:21 pm‘A relação entre meios e fins
‘A relação entre meios e fins deve ser medida pelos resultados’. Faz tempo que não vejo tamanha contradição em um discurso, eu diria sem pé nem cabeça, mas seria injusto, pois tem o seu pé no qual esta frequentemente dando uns tiros. Infelizmente tais tiros não atingem vossa vaidade que o leva a falar em nome de Maquiavel como se fosse o próprio
Sérgio Rodrigues
31 de março de 2015 12:19 amQual é?
Mora e corrupção é ótimo!…
Pedro Mundim
31 de março de 2015 12:57 amPor que a esquerda deveria ser contra a corrupção?
Filosoficamente, não há nenum motivo para a esquerda combater a corrupção, pois assim fazendo, estará endossando uma moral burguesa. A proibição de roubar é um tabu que deriva da inviolabilidade da propriedade privada – mas se a esquerda não reconhece a inviolabilidade da propriedade privada, por que deveria opor-se ao roubo? É por este motivo que, historicamente, o discurso anti-corrupção, no Brasil, tem sido mais característico de partidos de direita apoiados pela classe média conservadora, e não pela massa dos trabalhadores. Tal discurso foi, com propriedade, rotulado de “udenismo” pela esquerda.
A esquerda revolucionária sempre nomeou os assaltos a banco de “expropriação revolucionária”, e a esquerda política segue o mesmo pragmatismo para construir maiorias parlamentares. Maquiavel os entende.
Batata
31 de março de 2015 3:06 amO fichamento do Maquiável
O Professsor achou que o fichamento antigo de ‘O Príncipe’ dava um bom artigo. Bastava uma introdução rasa, para aplainar o relevo para as platitudes do principado maquiaveliano.
Ora, a mediação do Príncipe se dá perante uma corte sem institucionalidade, onde o corpo do estadista deve ser o lugar da confluência da vontade coletiva, numa sociedade clivada pelo juízo religioso como principal matriz discursiva fundante dos princípios do Bem e do Mal.
Se o Professor tivesse tido o cuidado de passar pelos fichamentos do Gramsci, antes de capitular ao senso comum do Bem e do Mal, numa sociedade que foi afastando a interferência religiosa do processo político e que em sua configuração contemporânea tem no príncipe coletivo (o partido) o elemento estruturante de cada campo articulado de vontades (ideologia).
Assim, talvez, ele desse conta de uma análise de nossa crise de hegemonia.
O desfecho do teorema do fichamento é a reposição dos paradigmas do senso comum midiático. Papo para Hommer Simpson!
Do jeito que está, não vale a pena nem refutar.
Ricardo S
31 de março de 2015 4:47 amA corrupção, obviamente, pode
A corrupção, obviamente, pode estar em qualquer partido, de qualquer campo ideológico. Porque a corrupção é um dos males presentes na humanidade, em qualquer época e lugar. Está presente no setor público, nas empresas, no futebol, na mídia, no Judiciário, nas caixinhas, etc. É tão comun quanto outros males, como a ganância, a mentira, a ignorância. Então, até dentro das famílias pode haver corrupção. Portanto, não é pelo fato de haver casos de corrupção em um determinado governo que esse governo é ruim ou conivente ou omisso. O que importa é saber como o governo trata a questão, se permite e favorece a fiscalização e a investigação, se toma providências para evitar que contine ocorrendo e também o grau de envolvimento e participação de membros do governo no(s) fato(s).
A hipocrisia, a oposição velada e a tendenciosidade com que o oligopólio de mídia anti-esquerdista trata o governo, acaba levando a uma distorção escandalosa das notícias veiculadas sobre a corrupção, levando o público desses veículos a acreditar que o governo do PT tem mais corrupção do que outros. Ao mesmo tempo, a proteção com que essa mesma mídia trata os partidos de sua preferência, leva as pessoas a acreditarem que um governo como o de Alckmin, em SP, é isento de corrupção.
O fato é que no Brasil a corrupção está muito mais presente em governos e partidos de direita e de centro do que de esquerda. Uma das causas disso é a proteção da grande mídia a uns, principalmente se forem anti-petistas, e a oposição sistemática a outros, principalmente se forem petistas. Num país com uma mídia mais séria, com um jornalismo mais independente do humor e do relho do patrão, a imprensa tem um papel muito positivo, de cobrar as promessas de governo, de ajudar a fiscalizar as ações do governo, mostrar os problemas, cobrar soluções. Mas com a grande mídia brasileira, em vez disso, o que temos é uma amplificação, nas manchetes de notícias, dos problemas no governo, se for do PT, e uma omissão, ou redução planejada de impacto das notícias, se forem negativas, e bajulação e amplificação das notícias positivas, quando o governo é de algum partido anti-petista, principalmente se for do PSDB ou DEM. A oposição radical da mídia ao PT faz com que o partido e o governo tomem mais cuidado em se auto-fiscalizar, pois sabem que por menor que seja qualquer irregularidade existente, ela será utilizada de forma sensacionalista contra o governo. Ainda assim, isso não imuniza totalmente partido algum, o que seria algo praticamente impossível, pois se nem mesmo em uma pequena empresa, com algumas dezenas de funcionários não se está isento de alguém praticar irregularidades, muito menos num partido político, ou em um governo, que tem milhares de funcionários. Por outro lado, membros de partidos como PSDB e DEM, superprotegidos pela grande mídia, sentem-se livres e incentivados, por ela e pelas instituições fiscalizatórias influenciáveis pela mídia, a praticarem irregularidades, uma vez que sabem que ficarão impunes.
Mas há muitos outros fatores no Brasil que fazem com que a corrupção esteja mais presente nos partidos de direita e de centro. Como por exemplo as ligações econômicas e sociais e de amizade, entre políticos desses partidos com as elites, o que facilita os contatos, os encontros, as caixinhas, os presentes, os acordos, os pedidos de privilégios, as fraudes, os contatos entre corruptos e corruptores. Há também a questão da experiência, a questão do poder econômico financiar preferencialmente quem privilegia os donos do poder econômico. Há a proteção do poder econômico e político internacional aos partidos da direita brasileira, que é neoliberal e entreguista (PSDB, DEM, PPS).
Partidos de centro, como PMDB, PP, PTB, também envolvidos em muitas denúncias de corrupção, participaram do governo do PSDB de FHC, e continuam participando, no governo do PT, porque este depende desse apoio para governar. Com isso, o cartel da Petrobrás, nascido durante o governo de FHC, manteve-se nos governos do PT, pois pessoas como Paulo Roberto Costa, indicado pelo PP mantiveram sua atuação na empresa.
Achar que é possível, ainda mais em um governo necessariamente de composição com vários partidos de centro que participaram do governo neoliberal de FHC, haver imunidade à ocorrência de casos de irregularidades, é totalmente ilusório. Se nem dentro de pequenos grupos há essa imunidade, muito menos em um governo e nessas condições. Mas é preciso dimensionar as coisas, e saber que há interesse da mídia em falsificar os fatos, amplificar os erros e inventar muita coisa.
rdmaestri
31 de março de 2015 12:24 pmA Esquerda tem que se dar conta de tudo!
O maior problema da esquerda é que ela segundo os puristas que ocupam posições de qualquer espector político e denunciar a ignorância da mesma e a culpa por não se dar conta de tudo.
A direita tem que saber roubar, fraudar e subornar judiciário, câmaras setoriais, sistemas de controle etc., já a esquerda além de não fazer tem que saber a dinâmica de todos estes ardis, pois se não souber virão seus detratores tanto da direira como do centro ou de outras posições de esquerda e dizer:
– Viu, o erro é de vocês!
A única solução possível é dada pelo articulista com uma fórmula impossível:
“Já a república bem ordenada, para evitar a corrupção, precisa ativar a participação do povo, promover o expurgo dos maus de forma recorrente, renovar os princípios e fundamentos e punir impiedosamente os culpados. O Estado não deve mostrar nenhuma misericórdia para fazer valer a lei. Os mais altos magistrados que se corrompem devem ser rigorosamente punidos para que isto sirva de exemplo e infunda, de forma generalizada, o temor do castigo.”
Ou seja, os governos de esquerda deverão além de ser extremamente probos, deverão ser mágicos, pois para modificar o executivo, o legislativo, o judiciário e as práticas correntes de séculos na sociedade deverão em um curto período modificar tudo isto, mesmo que não tenham poderes para tanto.
Um erro de grande parte dos governos de direita, através da corrupção e outros desmandos, é só um erro de grande parte do governo, um erro de uma pequena parte dos governos de esquerda é um erro de toda a Esquerda!
Já estou de saco cheio destas interpretações filosóficas-políticas dos erros das esquerdas, o principal erro da esquerda é primeiro cair nesta esparrela moralista, que um dia povoou o PT e que sobra no PSOL nos dias atuais, antes de assumir os governos a crítica é baseada na corrupção dos governos de direita, ou como o PSOL nos dias atuais, na corrupção de alguns setores da vida pública que deveriam ser acompanhados pelo governo central.
É IMPOSSÍVEL saber a priori dentro de um estado complexo como o Brasil, a onde é possível que dado setor dominado por oportunistas de ocasião vão atacar os cofres públicos, mesmo que se conseguisse atingir um processo revolucionário, provavelmente os mesmos oportunistas de sempre, encaixados na burocracia estatal, fariam os mesmos desmandos de sempre.
A única coisa que a esquerda deveria se preocupar realmente é com os processos de mediatização dos escândalos, em vários anos de governo do PT jamais o partido procurou um apoio sólido em rádios, TVs e revistas, deixou correr tudo solto e agora além de ouvir cem vezes a mesma coisa dando a impressão que há um VERDADEIRO MAR DE LAMA, tem que ler puxões de orelha de intelectuais totalmente descolados da realidade.
Se o governo do PT cair, não será por seus erros, mas sim por suas virtudes. O ódio da direita não é de possíveis desmandos e falcatruas que serão devidamente punidas, mas sim porque estes desmandos e falcatruas não foram feitas por eles. Gosto sempre de utilizar a definição da palavra MAMATA, pois mamata é o bom negócio que não fomos convidados.
O problema principal da direita nos dias atuais é de excesso de apetite, não satisfeitos de assaltar o governo de São Paulo e Minas Gerais, os gulosos estão vendo que perderam a chance de faturar uma boa grana na Petrobras, de forma mais eficiente, mais lucrativa do que os parcos recursos obtidos através de doações legais ao PT. Eles ficam imaginando como puderam deixar uma série de diretores da Petrobras retirarem 0,5% dos contratos das empresas, com todo o knowh how de centenas de anos se locupletando do Estado eles poderiam voltar aos tradicionais 10% que sempre roubaram.
O erro da esquerda, além de não se darem conta que a onde há dinheiro há roubo, é ficarem ouvindo besteiras sobre os seus erros que só seriam eliminados se todas as instituições Públicas e Privadas da República fossem viradas de pernas para o ar e todo mundo fosse obrigado até internalizar tudo, assistir um curso de 20 horas por semana durante quatro anos de ética, depois disto se ameaçados a quando fazer algo ter que voltar para assistir o curso, todos ficariam honestos (e os professores de ética, ricos).
Pedro Mundim
31 de março de 2015 10:03 pmA esparrela moralista
Raramente eu leio um post de um esquerdistas tão honesto e disposto a falar a verdade. Temos aqui a confirmação de tudo aquilo que eu coloquei mais abaixo no meu post Por Que A Esquerda Deveria Ser Contra A Corrupção?
Realmente, a esquerda combater a corrupção só beneficia a direita, pois trata-se de uma moral burguesa – a proibição de roubar, derivada do princípio da inviolabilidade da propriedade privada. A esquerda sempre considerou-se livre para roubar, o que chamava de expropriação revolucionária. Realmente é um saco ter que ler puxões de orelha de intelectuais totalmente descolados da realidade, incapazes de compreender que a corrupção serve a um projeto revolucionário. O PT já abandonou essa esparrela moralista atualmente seguida pelo PSol, tanto que tem se mantido no poder à custa de milhões desviados para o caixa do partido. A desculpa? O governo não é mágico para modificar as práticas do executivo, do legislativo e do judiciário e as práticas correntes de séculos na sociedade em um cirto período de tempo. Concordo, não há como vigiar o país inteiro e impedir que os outros roubem. Mas ninguém é obrigado a roubar só porque os outros roubam. E ao contrário do que acontecia até pouco tempo atrás, atualmente está visto que a maior parte do dinheiro desviado não foi para bolsos privados, mas para o caixa dos partidos.
Diz o PT, como não tem os generosos financiadores da direita, precisa roubar para se manter no poder. O problema é que significativa parte da população, mesmo pobre e esquerdistas, continua acreditando que roubar é crime. Era esse pessoal que estava nas manifestações do dia 15, e não banqueiros e empresários, que deviam estar em Paris e NY.
rdmaestri
6 de abril de 2015 3:34 pmA acumulação da mais valia e outras formas de roubo.
Caro Pedro.
Os marxistas em geral são extremamente benevolentes com os capitalistas e rigorosos com quadros burocráticos que roubam para proveito próprio. Explico melhor, como a teoria Marxista mostra claramente a expropriação da mais valia do trabalho do empregado é por si só um roubo, pois a acumulação só pode ser dada nos níveis de formação do capital pela diferença entre o que realmente vale o trabalho e o que é pago por ele, é algo fácil de mostrar e qualquer capitalista tem no sangue esta métrica.
Porém há além desta expropriação da mais valia corrente, o roubo de parte dos salários, mais algumas nuances que devemos levar em conta. Se analisarmos toda a acumulação de capital, vemos que pela lógica do mercado, tão bem conhecida pelo capital, que haveria sempre uma tendência pelas regras de competição de nunca chegar o capitalismo ao grau de acumulação que atinge normalmente. Aí vem um segundo tipo de roubo que alavanca ainda mais o capitalismo, as benesses públicas ou a aliança entre o capital e o Estado, neste ponto vem um segundo tipo de apropriação da riqueza que passa necessariamente pelo roubo de um capitalista pelo outro.
Trustes, oligopólios, monopólios e outros tipos de organizações que em determinados países capitalistas são regulamentados e restringidos em parte permitam que o que foi acumulado por uns mediante a acumulação da mais valia seja retirado por outro mediante favores governamentais, ou por privatizações, reagrupamento de grupos econômicos ou mesmo por roubo puro e simples que um faz em relação ao outro. Há aquele famoso dito, eu entrei com o dinheiro e o meu sócio com a experiência, ele saiu com o dinheiro e eu com a experiência!
Neste ponto muitas forças de esquerda são coniventes com isto, não denunciando esta outra forma de acumulação, pois segundo as mesmas elas fazem parte da acumulação capitalista. Porém esta esquerda esquece que o que está sendo retirado de um capitalista em relação a outro, já é fruto de uma primeira expropriação.
Porém o capitalismo é prodigo em reproduzir ampliar a acumulação, e o que melhor e mais fácil de ampliar o capital do que o uso do Estado, privatizações, regulamentações, distribuição de concessões públicas vem a ser uma terceira forma de ampliar mais ainda o capitalismo, um exemplo clássico e recente disto é a própria Coréia do Sul, que o governo através das Chaebols, onde famílias tradicionais coreanas foram escolhidas a dedo pelo governo para participar do assalto a sociedade coreana e a um processo de acumulação extremamente rápido.
Agora, além de todo este processo de roubo do trabalho, há a última forma, o roubo simples e comum, o mesmo praticado pelos meliantes de rua só que em níveis mais altos que mesmo assim não geram a riqueza que nos métodos anteriores de acumulação, é gerada.
O interessante é que setores ditos de esquerda, como o PSOL é nos dias atuais, e como o PT era no passado, concentram suas denúncias exatamente neste último tipo de roubo. Desta forma eles aceitam todos os processos de acumulação anteriores isentando-os de tipifica-los como crime e concentram suas críticas na condenação destes ladrões de última instância do capital.
Realmente há uma espécie de cinismo, explorar o trabalho de milhões é lícito, enquanto aqueles que mais por motivos pessoais do que políticos se locupletaram na última instância da acumulação do capital. E dentro deste cinismo eles aceitam a lógica capitalista e caem na mesma crítica burguesa de deplorar esta última forma de roubo da mais valia.
Só tenho uma grande divergência ao teu texto, atribui aos desvios do dinheiro público feito por alguns membros do Parido dos Trabalhadores, razões nobres de roubar para se manter no poder, porém se houvesse uma ética de não favorecimento pessoal nestas operações todas, poderíamos simplesmente aceitar esta desculpa, porém ao mesmo tempo em que parte do dinheiro é expropriada (neste caso poderíamos empregar este termo), parte dos companheiros utilizam este dinheiro expropriado para deleite próprio. Neste caso temos um processo de expropriação vinculado ao um roubo simples como o referido acima.
É difícil imaginar que na expropriação de milhões alguns milhares não corram para as mãos dos burocratas partidários para transformar a vida um pouco mais agradável, afinal eles estão num meio em que capitalistas e burgueses tem um standard de vida bem agradável, e se eles continuassem transferindo tudo para os cofres partidários (expropriação) não teriam um pouco das belezas da vida burguesa.
Rpepino
1 de abril de 2015 11:33 pmGramsci
Depois que li Antonio Gramsci e sua estratégia revolucionária, inspirada em Maquiavel, tomei nojo da esquerda comunista. Nunca me considerei de “direita”, sempre achei que mercado e Estado devem coexistir, que o Estado deve corrigir distorções do mercado (combater monopólios, distribuir renda, etc). Hoje sei que minha posição corresponde à esquerda norte-americana, ao Partido Democrata. Sei também que não é o que pensa o PT. O PT tem um projeto de poder rumo ao socialismo, utilizando uma estratégia gramsciana. Para mim, NOJENTO!
Lucinei
2 de abril de 2015 2:36 amO que essa esquerda PSOL
O que essa esquerda PSOL queria é o mesmo que a direita: que o PT ficasse de megafone nas portas de fábricas fazendo figuração nas eleições defendendo um “socialismo” que, enquanto não vem, promete o paraíso à classe operária.
O ódio ao José Dirceu e ao Lula, tanto da direita quanto de parte da esquerda, é que eles ganharam, ganharam eleições e governaram melhorando as condições de vida da população. E o ódio é tão irracional que até quem melhorou de vida aderiu à campanha moralista que criminaliza doações le-gais de campanha de uns enquanto absolve de outros.
Só uns têm o tal sinistro e malévolo “projeto de poder”, enquanto aqueles que hoje marcham lado a lado com golpistas, fascistas e sociopatas não têm, não…
Ridículo.
O erro de certa esquerda é tentar travar um debate “racional” com cínicos, hipócritas e ignorantes; com quem olha pra eles por detras de uma lente de preconceito, ressentimento e raiva.
Ora, corrupção deve ser combatida diuturnamente nas duas pontas, na repressão e na prevenção, tanto quanto qualquer outro crime do código penal! Usar isso como pretexto para a conquista do poder é pura desfaçatez de quem não é capaz de oferecer uma proposta sequer sobre assunto algum (nem mesmo em uma campanha eleitoral) por inconfessáveis que são.
Como dizia o Brizola: é a esquerda que a direita gosta.
Rpepino
2 de abril de 2015 3:09 pmJosé Dirceu
Realmente, Lucinei. O ódio a José Dirceu é irracional! Acho que as pessoas têm inveja da competência dele como consultor!
rdmaestri
6 de abril de 2015 3:41 pmNão é um consultor, é um despachante ou facilitador.
Na realidade o que faz José Dirceu não é exatamente o que se chamaria em linguagem técnica uma consultoria, é mais o que o povo em comum conhece o papel de um despachante ou facilitador.
Como ele tem um trânsito em diversos países de governos ele trabalha como um despachante ou facilitador de alto nível, ou seja, aquele que conhecendo as esferas do governo coloca um em contato com o outro facilitando a vida de quem o contrata.
Rigorosamente isto não é corrupção, agora chamar isto de consultoria já é um pouco demais, este tipo de serviço, extremamente corrente em países capitalistas, é aceito dentro da lógica do mercado, agora que não é um ganho do trabalho não é.
noctivagovago
6 de abril de 2015 1:33 pmbreve comentário
Alto lá! Ninguém concordará em que se roube o produto do suor de todos. Politicamente
ficou claro quanto se tornou ingrato disseminar esta idéia: uma espécie de defesa indefesa da corrupção.
Mas também
é fato que o povão já viu o benefício de , quer no meio da pouca ( a se ver, ante a atual corrupção: aguardem os montantes e as hipocrisias da Zelotes e o do HSBC dos branquinhos fhcheirosos e endinheirados ) ou daquela muita (da institucionalizada, a da Privataria tucana, onde um certo Benjamin tinha 6% e comprava mais de um terço do capital votante, COM APROPRIAÇÃO INSTITUCIOLALIZADA DOS FUNDOS DE PENSÃO – imagine a beleza e ainsustentável leveza das facilidades desta ‘espécie’ de capitalismo encantador à custa do suor alheio: alfaiate vira siderúrgico fácil, fácil… e depois, por competência gerencial, tem que vender sua parte na nova alfaiataria, a Vale ) corrupção…
foi o feinho e suado PT quem ( isto é História Política Brasileira, caro Professor ) quem mais fez pelos despossuídos, restabeleceu a robustez econômica e financeira perdida, do país e deslocou ( apenas isto…) o grau de aceitação da bi e multipolaridade hoje, insistentemente praticado nos círculos diplomáticos…
Isto é História
Com corrupção ( endêmica e institucionalizada dos anos noventa ), sem corrupção ( idealmente ) ou com meia corrupção ( a apurada hoje, pelo tal do ‘aparelhamento do Estado pelo PT’ ).
ô Nassif, já conseguiram inventar a esquerda ‘demi-sec’ ?
noctivagovago
6 de abril de 2015 1:50 pmbreve comentário
Alto lá! Ninguém concordará em que se roube o produto do suor de todos.
Politicamente ficou claro quanto se tornou ingrato disseminar esta idéia: uma espécie de defesa indefesa da corrupção.
Mas também
é fato que o povão já viu o benefício de, quer no meio da pouca ( a se ver, ante a atual corrupção: aguardem os montantes e as hipocrisias da Zelotes e o do HSBC dos branquinhos fhcheirosos e endinheirados ) ou daquela muita (da institucionalizada, a da Privataria tucana, onde um certo Benjamin tinha 6% e comprava mais de um terço do capital votante, COM APROPRIAÇÃO INSTITUCIONALIZADA DOS FUNDOS DE PENSÃO – imagine a beleza e a insustentável leveza das facilidades desta ‘espécie’ de capitalismo encantador à custa do suor alheio: alfaiate vira siderúrgico fácil, fácil… e depois, por competência gerencial, tem que vender sua parte na nova alfaiataria, a Vale ) corrupção…
Foi o feinho e suado PT quem ( isto é História Política Brasileira, caro Professor ) quem mais fez pelos despossuídos, restabeleceu a robustez econômica e financeira perdida, do país e deslocou ( apenas isto…) o grau de aceitação da bi e multipolaridade hoje, insistentemente praticada, nos círculos diplomáticos…
Isto é História. O resto é Obama pegando carona na idéia dos outros…
Com corrupção ( endêmica e institucionalizada dos anos noventa ), sem corrupção ( idealmente buscada ) ou com meia corrupção ( a apurada hoje, pelo tal do ‘aparelhamento do Estado pelo PT’ ).
ô Nassif, já conseguiram inventar a esquerda ‘demi-sec’ ?
rdmaestri
7 de abril de 2015 12:34 amÉtica da esquerda, ética do empresariado!
O autor cobra da esquerda uma espécie de mea culpa daqueles que talvez nem tinham noção do que estava ocorrendo, por outro lado vamos a ética do empresariado.
Segundo o Jornal do Brasil, talvez o recordista em sonegação tenha sido o grupo Gerdau (vide http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/04/03/operacao-zelotes-gerdau-pode-ter-pago-a-maior-propina/) é estimado pela polícia federal (e com fortes indícios) que este grupo tenha sido o líder em propina e também o lider na sonegação da operação Zelotis.
Enquanto os IDIOTAS AQUI DE ESQUERDA ficam se flagelando por aquilo que não fizeram vou colocar na íntegra uma reportagem sobre um encontro de vigariastas, desculpe o erro, de empresários com o Diretor Presidente do Grupo Gerdau.
Correio do Povo
PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 6 DE ABRIL DE 2015
“Gerdau se diz ‘emocionado e até irritado’ com a condução da política econômica. Johannpeter condenou a cumulatividade de impostos, com 10% a 15% de tributos “escondidos” ao longo da cadeia produtivaAntes aliado e conselheiro do governo Dilma Rousseff, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter se mostrou, nesta segunda-feira, segundo suas próprias palavras, “emocionado e até irritado” com a condução da política econômica, ao participar de evento de entidades patronais e sindicais em defesa da indústria de transformação.Gerdau adotou os pontos do discurso da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que lidera o movimento, e das outras entidades que participam do ato. Condenou a cumulatividade de impostos, com 10% a 15% de tributos “escondidos” ao longo da cadeia produtiva, câmbio não competitivo sustentado por uma “política artificial”, e juros “lá em cima”. Para esse último fator, Gerdau responsabilizou a captação do governo com “gastos mal feitos”.Apesar das críticas, Gerdau não citou o nome da presidente Dilma e fez uma ressalva de que é preciso pressionar todas as esferas de governo – federal, estaduais e municipais -, além do Congresso Nacional. “Só esse conjunto pode fazer com que alcancemos uma situação competitiva para nossas atividades industriais”, afirmou.Gerdau pediu exoneração da presidência da Câmara de Gestão do governo Dilma no fim do ano passado. Criada em 2011 por Dilma, a câmara tem como objetivo melhorar a gestão pública, adaptando métodos de eficiência da iniciativa privada.Antes da fala de Gerdau, líderes sindicais fizeram discursos acalorados, pedindo a participação da plateia, que em alguns momentos os interrompia com gritos como: “Se o juro não baixar, o Brasil vai parar”. “Acabar com a indústria brasileira é acabar com o emprego também”, afirmou o presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira.A presidente Dilma não foi citada nominalmente por nenhum dos interlocutores, em seus discursos. Apenas alguns membros da plateia de forma isolada gritaram “Fora Dilma”.”
No início de sua fala, Gerdau foi interrompido por um homem que gritou “vamos para rua” e o empresário concordou: “Isso, vamos para rua”. O evento começou e foi encerrado ao som do hino nacional e no fim os membros da mesa deram os braços para demonstrar união. “Brasil unido jamais será vencido”, bradaram. Ou seja, Numa reunião de empresários em que o homenageado é talvez (ainda não confirmado) o maior sonegador do BRASIL (R$4 bilhões) não se tem a mínima vergonha na cara de falar contra os tributos embutidos nos preços, preços estes que são repassados por um setro oligopolizado como o setor de ferro para a construção civil. Setor este que inclusive usa a NORMA BRASILEIRA para propor um ferro de construção que não é fabricado geralmente em todo o mundo, e quando há alguma importação são inventados ensaios para impedir a importação deste insumo básico. Não tem a mínima vergonha em falar dito exatamente na época que ESTOURA UM ESCÂNDALO envolvendo exatamente a empresa deste empresário…FICAMOS ENVERGONHADOS por roubos que OUTROS fizeram enquanto ELES, OS EMPRESÁRIOS NÃO FICAM ENVERGONHADOS PELOS SEUS PRÓPRIOS ROUBOS..E ainda cantam o Hino Nacional!
Geraldo de Carvalho Jr
8 de abril de 2015 2:49 pmConcordo, os políticos
Concordo, os políticos eleitos são espelho de quem os escolhe, por ideologia, conveniência ou ignorância…A corrupção sempre existiu, é da natureza humana, seu controle será sempre um desafio, visto que é mutável como um virus. O PT, chegou ao poder defendendo a ética e a moralidade administrativa, a mesma bandeira que o PSOL adota hoje. Talvez por isso seja mais cobrado.