A tese do país abandonado, por André Motta Araujo

A tese do "failed state" consiste em categorizar como "Estado falido" aqueles países que não têm futuro por absoluta falta de estrutura de funcionamento de um Estado viável

Foto Notícias ao Minuto

A tese do país abandonado

por Andre Motta Araujo

A tese do “failed state” consiste em categorizar como ESTADO FALIDO aqueles países que aparentemente não tem futuro por absoluta falta de estrutura de funcionamento de um Estado viável. Essa tese ganhou mais corpo com artigo de Gerald Parker na revista The Atlantic onde aponta os EUA após a pandemia como “estado falido”. Na lista de falidos estão majoritariamente países da África, sendo o mais simbólico a Somália, seguindo-se uma serie de países africanos de vida miserável e condição abismal.

Desenvolvo aqui uma tese mais atual, a do ESTADO ABANDONADO, sendo símbolo a Venezuela, onde toda a elite e classe média abandonou o País deixando o espólio com uma gangue criminosa disfarçada de “estado socialista”. O Brasil parece caminhar para esse destino, a elite abandonando o País e a classe média sonhando em abandonar sem poder.

A Venezuela incorpora uma situação nova, um País destruído, com quase toda elite e classe média exilada, ficando só os pobres, mesmo assim 5 milhões de pobres emigraram nos últimos 2 anos, sendo esse País detentor da maior reserva de petróleo do mundo, quase inexplorada. A miséria, o caos, a degradação da Venezuela em nada abala o controle da gangue que domina, parece irremovível com qualquer que seja a desgraça do País. É uma situação historicamente difícil de ocorrer e de explicar e só foi possível porque a quadrilha governista corrompeu as forças armadas do País, que passaram a ser sócias do saque que o grupo no poder pratica contra o País desgraçado.

O PAÍS ABANDONADO

Veja-se bem que o quadro de PAÍS ABANDONADO não é semelhante ao Pais onde houve TROCA DE ELITE, como foram os países cenários de Revoluções, como a Russa, a Chinesa e a Cubana. Nesse quadro histórico houve uma substituição de elite por outra com condições de dirigir o País, não importa sob qual rumo ou ideologia. No caso da Venezuela não houve revolução e nem surgiu uma nova elite, apenas grupos saqueadores dividindo os despojos do saque, o País Abandonado não tem rumo ou futuro, apenas um ajuntamento de pessoas que sequer tem um forte elo em comum, tanto que se digladiam entre si a qualquer pretexto, na típica divisão do  produto do roubo.

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A elite brasileira que vai para o exílio dourado  deixou para trás outra pseudo elite, o que está no comando do Brasil não é uma elite com valores civilizatórios com um projeto claro e estratégia para atingir um objetivo definido, como é o caso de uma Revolução com valores próprios, é apenas um grupo no poder cujo objetivo é só o Poder.

O CASO DA FRANÇA DE VICHY

Na rendição vexaminosa do Exército francês em junho de 1940, vergonhosa porque não usou dois terços de seu armamento e apenas deu combate simbólico aos alemães, um governo fantoche e colaboracionista com o nazismo se instalou em Vichy, na parte sul da França,  aceitou a ocupação direta alemã em Paris e norte do País, com o APOIO de grande parte da elite financeira e empresarial da França, MAS uma parte da elite política não entrou no acordo e escapou do controle alemão formando um governo no exílio, a França Livre. Portanto, a França rendida manteve PARTE DA ELITE com o ideal de país e foi essa chama acesa que salvou a França como grande potência. Lembrando que esse mesmo País rendido vergonhosamente em 1940 ressurge em 1945 na mesa dos Aliados vencedores, o que garantiu uma cadeira no topo do mundo, o Conselho de Segurança da ONU, repetindo curiosamente o arranjo pelo qual a França napoleônica, vencida em 1814, se manteve no topo do mundo europeu graças a parte da elite que se recompôs com a Rússia, a Inglaterra, a Prússia e a Áustria, sempre com esse movimento de uma ELITE SALVADORA se destacando da elite rendida.

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O ABANDONO DO PAÍS PELA ELITE

O Brasil se salvará apenas se sua elite não abandonar o País, como fez a elite venezuelana. A reação de uma elite combinada, acadêmica, empresarial, política, será a única saída para o Brasil não cair na situação de PAÍS ABANDONADO por um elite estupida e endinheirada que sonha morar em Miami como sua salvação pessoal, se desligando do futuro do País, largado e abandonado como nau sem rumo, um destino cruel para qualquer País, especialmente com as dimensões de grandeza do Brasil.

O Brasil já era o segundo maior País das Américas no Século XIX, o Império era muito respeitado, com uma Marinha de primeira linha. Nos anos de 1946 a 1960 o Brasil estava em ascensão estelar no mundo, todas as grandes empresas queriam estar no Brasil, a elite estava completamente engajada no ciclo de desenvolvimento.

No atual momento, parte grande da elite brasileira virou as costas para o País, MAS há um núcleo que se interessa pelo País e seu futuro.  Na França derrotada de 1940 salvou-se uma elite resistente que ao fim foi o resgate da França como grande País. O Brasil derrotado de 2020 ainda conta com um núcleo pequeno de elite interessada, é o que basta para o resgate, que será difícil, especialmente pelo papel dubio do Exército, não previsto pelo Constituinte de 1988, quando deveria haver estrita proibição da participação de oficiais da ativa em qualquer Governo, algo impensável em todas as grandes democracias do planeta. Quando o General Ramos sai do Comando Militar do Sudeste para ser Secretário do Governo no Palácio do Planalto uma luz vermelha deveria ter acendido por toda a elite política, é algo completamente sem sentido em um grande País.

A aliança de parte do Exército a um governo de ocasião e de facção é hoje o maior risco ao futuro do País, felizmente parte da elite já viu o sinal do perigo no fim do túnel.

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O Brasil, pela sua História, pode passar por um período de sombras escuras e sair desse pesadelo, a França é hoje um grande País depois de três Revoluções pesadas, a de 1789, a de 1830 quando o absolutismo foi abolido e os Bourbons destronados de vez, a de 1848 quando se funda a Segunda Republica, três ocupações estrangeiras, a de 1814, a de 1870 e a de 1940, cinco Republicas, duas derrotas militares, a de 1870 e a de 1940, a França sobreviveu a tudo isso, a derrotas vergonhosas, a traição das elites, mostrando que a História dos grandes países é cheia de acidentes. O Brasil está em meio a um desastre histórico do qual sairá mesmo que apenas um pequeno núcleo de elite resiste à anarquia militar, à ignorância, à cupidez, à subserviência ao estrangeiro, à loucura quase clínica de personagens esquivos que surgem das sombras.

Os grandes países têm grandes e acidentadas trajetórias quando às vezes parecem resvalar para o abismo e deles saem com louvor porque há um núcleo de elite que funciona como guarda de salvação em um tempo de trevas, de trovoadas e de perda de esperança, mas formado o cenário parece o acidente histórico, o acaso, o imprevisto que muda o curso da insensatez. Essa é a lição da Historia registrada, o imponderável traz a desgraça e traz o resgate, o Brasil não será um Pais abandonado.

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26 comentários

  1. Admiro o otimismo do André

    Mas nossa elite é composta de 100 % de traidores da patria e criminosos que odeiam o Brasil

    e nossas oposições são frouxas, cagonas e covardes

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  2. As forças armadas brasileiras são o exemplo máximo daquilo que se chama “pé rapado”. Ou melhor, antes fossem só pobretões. São uns imbecis e corruptos.
    Se venderam a uma gangue de bandidos milicianos e a um grupo estelonatario profissionalismo , a serviço da”banca”. O preço que os milicos cobram para permitir que se roube todas as riquezas minerais, petróleo, água, etc. e para desmontar o “estado” é um preço digno de um pé rapado que não sabe sequer negociar sua roubalheira.
    Neste sentido, André, acho que nosso caso é único na história.
    Bozo e Guedes.
    PT e PSDB.
    Globo, Silvio Santos e Macedo.
    Centrão.
    PCC e milícias.
    Lava jato!
    E a cereja do bolo: os milicos “anticomunistas”.
    É demais!

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  3. A elite venezuelana nao abandonou o pais, eles sempre habitaram a margem oposta do golfo do mexico. O que deixou a venezuela foi o capital dessa elite, transferido para bancos da europa e eua, e com isso deixar o pais secar à mingua matando o chavismo junto com o povo.

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  4. Estamos no ANO DO RATO, na verdade, o ano do Rato de Metal.

    “No calendário chinês, o Ano novo do Rato se inicia em 25 de janeiro de 2020 e termina em 11 de fevereiro de 2021. De acordo com o calendário astrológico chinês, 2020 é o ano do Rato de Metal. Isso significa que aqueles cujo elemento característico seja o metal ou a água terão mais sorte e perspectivas mais positivas e favoráveis em 2020.” * (Horósco Chinês)

    Sendo pois o ouro o mais valorizado metal e símbolo de poder , além de moeda irrecusável e aceita em todas as economias é pois, tempo de brindar ao rato.

    Porque este é o ano da boa sorte do RATO

    O RATO
    Rattus rattus e Rattus norvegicus, por vezes chamados de ratazanas e que habitam esgotos e córregos. Os ratos também são animais de estimação.
    Os ratos em alguns contextos são considerados pragas, quando danificam e destroem plantações e silos de armazenamento de grãos,[1] onde também causam danos estruturais danificando fiações, estruturas, além de ser um vetor para diversas doenças, na maioria das vezes transmitidas pelas suas fezes ou através de seus parasitas que com seus hospedeiros como a Yersinia pestis, causam doenças como a peste bulbonica.[2]

    Os ratos tem capacidade de construir complexos de tocas na natureza ou em ambiente humano. Estas tocas costumam ter longas entradas e estão equipados com túneis/rotas de fuga. Há alguma evidência de um novo estudo que indica que o projeto arquitetônico de uma toca é o resultado do que é pré-escrito no DNA de um rato.[6]
    Está lá na Wikipédia, na definição de rato.

    Não será necessário sequer insinuar analogia para os tempos que vivemos hoje e para o Brasil corroído.
    Basta substituir o nome de rato por elite brasileira.
    E você André,
    quando vai morar em Miami e deixar este “país abandonado igual a Venezuela”?
    Ou já saiu e só vai voltar quando os miseráveis juntarem novas provisões para serem saqueadas?

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  5. A guerra e as perseguições nazi-fascista não acabaram com os lideres de verdade da velha Europa. Os De Gasperi na Itália, os De Gaulle na França, os Adenauer da Alemanha superados os ódios dos ditadores construiram a nova Europa com ajuda de iluminados estadistas Americanos e economistas com visão de Estado.
    Não sei se é mais fácil reconstruir a nação dos escombros em uma situação como a nossa sem nenhum tipo de instituição crível funcionando; infelizmente não temos judiciários executivo e legislativos respeitando a CF88 ou que dela soçobrou, em compensação força armadas policias militares e valentões disputam os restos.
    As liderança propostas pela globo e mercado, fhc, ciro os gomes, moro e lavadores, hooks e quanto mais apenas piadas sem graça.
    Vamos restabelecer os pesos dos verdadeiros lideres e as probabilidades de superar o momento sem destruir o pouco de amalgama que ainda une o País.
    Sem o Grande Presidente Lula na transição vejo o fim do Brasil e um novo brazil.
    O Brasil já é uma Venezuela, as nossa vacas fardadas conseguiram soldos aposentadorias impensáveis e inalcançáveis à maioria e vão sustentar na posição o bolsonaro que garantir futuramente a mamada.
    AA, existe alguém no ministério guedes com estrutura e visão de Estado?

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  6. André deve ter se preparado pras bordoadas. A começar pelos defensores do Maduro. Já li muito artigo por aqui tecendo loas.
    O que vem a ser elite deve dar pano pra manga. Só espero que percebam que fazem parte da tal.
    E desculpando minha ignorância, algum outro pais com tantos percalços como a França?

    • AAlemanha foi derrotada em duas guerras mundiais e é hoje a maior economia da Europa, depois de ter sido dividida em duas, com dois regimes diferentes e ter sua capital historica, Berlim, dividida em 4 governos.

  7. Realmente o pais não será abandonado por um simples motivo = nesse momento ele já está. Sim, há um núcleo de abnegados que estão fazendo o que podem, mas eu os compararia aos 300 de Esparta diante do exército Persa. Entrarão na história pela coragem, mas não por evitar o desastre.

  8. Caro Andy
    Durante muito tempo o retrato da Venezuela foi uma ilha de (pseudo) prosperidade (Caracas) cercada da mais absoluta pobreza por todos os lados, Chávez tacou fogo no vespeiro e Tio Sam usando a máxima do Caribe Mare Nostrun ficou extremamente desgostoso com essa ousadia cucaracha!
    E se Cuba vai aos trancos e barrancos desde a década de 1950, quanto tempo os “sobrinhos do comandante Chávez” não suportarão sentados em tanto óleo? Quanto tempo Gaddafi aguentou na Líbia e o saco de gatos que lá existe hoje.
    A quem interessa o label de faield state?
    Aqui em Pindorama depois que franquearam as portas do inferno e o vale tudo virou prática cotidiana por omissão asquerosa de uma elite que não produz um palito de dente e sonha com a revogação da Lei Áurea dança-se à beira do precipício diuturnamente. E ainda se fiam na frase de Mario Amato , como salvação de última instância, a fuga do Brasil via Cumbica…

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    • Kkk o cara falou em Venezuela e Cuba, MAS, propositalmente, não mencionou uma única vez a palavra embargo!!!
      Se se retirassem os embargos, como seria a situação econômica e social desses países?

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      • E o fato da Inglaterra ter confiscado o ouro do Estado Venezuelano, depositado em bancos no seu território, procede?
        Caso positivo, como conceituar esse ato?

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  9. Já eu considero que a elite de qualquer país não vale nada…
    não fede nem cheira bem, sem nenhum poder político de influência

    Tendo a Venezuela como exemplo, se realmente tivesse algum poder de influência teria evitado que o país encontrasse a melhor fórmula para manter os EUA afastado do seu território

    Considero também que o que salva qualquer país é ter um projeto de poder próprio e de preferência que incomode sua elite. Melhor maneira de afastar as pragas que chamam de elite

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  10. Lamentável este artigo, que se alia ao movimento de cerco, roubo dos ativos venezuelanos nos EUA e Inglaterra e à preparação de ação armada contra a Venezuela. Carpideiro de uma democracia conservadora sob a batuta de uma elite escravagista.

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    • Inventaram o Guaidó apenas para impedir a movimentação ou repatriação dos investimentos e das riquezas que a Venezuela possui no exterior…
      só na Inglaterra tem quase 32 toneladas de ouro que Maduro quer de volta, para compra de remédios e alimentos, e não consegue de jeito nenhum

      Inglaterra só devolve se for pedido pelo Guaidó, mas ele alega que só vai pedir quando seus inventores conseguirem derrubar o Maduro, o Presidente legítimo

      Mesma coisa para as riquezas que estão nos Estados Unidos

  11. A Venezuela pré-Chavez era um Pais injusto e com iniquidades sociais MAS Chavez não foi uma solução e muito menos Maduro, a situ\ação hoje é muito pior do que antes de Chavez, as relações com os EUA foram normais até 2015, sendo sempre os EUA o maior parceiro comercial da Venezuela MESMO com Maduro, a crise da Venezuella é 100% culpa de PESSIMA GESTÃO , quebraram a PDVSA hoje inteiramente sucateada, 98% dos engenheiros de petroleo, antes os melhores do mundo, foram demitidos, hooje só tem cupinchas na PDVSA, desprepparados e incompetentes, foram estatizadas sem logica alguma 2.600 empresas a maioria sem nenhuma razão estrategica, desorganizando completamente a induistria, o comercio e a agricultura.

  12. Para mim as cúpulas do judiciário, legislativo, executivo e grandes empresários, banqueiros e cúpulas militares se uniram para saquear tudo que puderem do Brasil.
    Para isso destroçaram a política com ajuda da mídia, que também deve estar se fartando, destroçaram os programas sociais, os direitos trabalhistas e a previdência.
    Vão roubar tudo o que puderem e quando não sobrar mais nada, farão o que o André previu: abandonarão o país, aliás, muitos já estão fazendo isso.
    O nosso futuro será a Somália de hoje, para usar um país citado pelo André.
    O BRASIL NÃO TEM FUTURO PORQUE O BRASILEIRO NÃO PASSA DE UM BURRO.

  13. Venezuela e Brasil não se comparam.

    A Venezuela não tem Estado? Como explicar que por lá a pandemia foi controlada, sendo o país da América com menos casos. Dado do Google e chancelado pela OMS diz que na Venezuela temos 11 mil casos de covid e 110 falecimentos. 32 milhões de habitantes e 110 falecimentos o que dá 3 falecidos por milhão. No Brasil temos quase 80 mil mortos, o que dá 2600 por milhão. Lá o que mais tem é Estado, pode ser boicotado, ter bloqueio econômico interno e externo mas, mostrou que funciona, com o exemplo da pandemia.

    Não comparemos realidades diferentes. A Venezuela e o Brasil têm sabotagem do Sistema, só que o Brasil adotou a Política da subserviência e a Venezuela, luta contra o poderio do Sistema, do interesse internacional pelo petróleo da Bacia do Orenoco e contra os EUA. O Brasil entregou de bandeja o Pré-Sal e se ajoelhou aos pés do Tio Sam com a Lava-Jato.

    Aqui temos um caos na pandemia, na Venezuela, apesar de toda a propaganda negativa Norte-Americana e suas mídias espalhadas mundo afora, a pandemia está sendo controlada.

    Aqui temos parte das forças armadas cooptadas por um Governo pró-EUA e que não se envergonha do caos a que está ajudando a criar, trocando poderio bélico e valorização e defesa dos interesses nacionais por migalhas a mais num cargo público ou na humilhação de General brasileiro como empregado de General Americano, com até “tiração de sarro”, de que quem paga o salário do empregado é o Governo brasileiro.

    Na Venezuela, com toda a oposição interna e externa as forças armadas não se vergaram aos interesses geopolíticos dos EUA e nem aos interesses geoeconômicos do neoliberalismo e das grandes petroleiras mundiais.

    A Venezuela não é o paraíso, mas escolheu ser um País independente. O Brasil, a partir de sua Elite, uma colônia dos EUA e do ultra neoliberalismo.

    Não dá para ser exemplo de comparação Brasil e Venezuela. O Brasil está mais para um Peru, para a Bolívia, daqui um curto espaço tempo e seu Governo modelo brasileiro.

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  14. Caro André,
    Gostaria que você dissesse quem são os grupos que formam essa elite de salvação no Brasil, porque não consigo identificá-la. Consigo quando você fala da França onde a elite da sociedade se confunde com a elite intelectual formada pelas grandes universidades públicas do país. Mas o Brasil não é a França e nossa elite política e econômica certamente não é a nossa elite intelectual, aquela que conseguiria minimamente esboçar um projeto de país. Aliás você deve ter acompanhado reportagens sobre a grande “fuga de cérebros” de nossos doutores nos últimos anos, que tem sido absorvidos por centros de pesquisa no exterior porque não encontram oportunidades no Brasil. Soma-se a isso o desmonte de nossas instituições de excelência técnica e intelectual como o Inpe, o Iphan, o Ibama, o INSS, as universidades federais entre outros, que poderiam ser os pilares dessa reconstrução do país. Ao contrário, nossa elite econômica promove cegamente a redução do Estado e a entrega de nossos ativos para a exploração estrangeira (a pauta da Globonews), ou então a transformação da Amazônia em pasto e garimpo. Tampouco vejo articulação de um projeto político consistente entre os partidos de oposição (à esquerda e à direita) que seja capaz de mobilizar apoio social e recuperação das instituições e da economia do país. Quem é então essa elite, meu caro?

  15. André:
    existem outras classes de pessoas que também provocam o abandono de seus países, como os emigrantes.

    Há países, embora pequenos que só conseguem fechar as contas com as remessas dos emigrantes, como Cabo Verde, El Salvador, Síria e outros. Aliás, o “boat people” no mar Mediterrâneo é uma comprovação.

    Ou seja, países onde os eleitores votam com os pés. Inclusive, um dirigente europeu conseguiu a façanha de “acabar” com o seu, hã, “país”, pronunciando uma única palavra ao vivo na televisão, o Senhor “Unverzüglich” (de imediato), Günter Schabowsky, já falecido.

    Claro, existem inúmeros motivos para se emigrar, quase sempre para se melhorar a condição econômica do emigrante.

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