Aliança pelo Brasil pode gerar primeiro partido religioso do País

Por José Antônio Severo

Em Os Divergentes

O Brasil poderá ter seu primeiro partido religioso desde que o mundo político nacional se organizou, em 1840, nos tempos de liberais e conservadores. A mobilização para a formação do Aliança pelo Brasil tende a se ampliar para a consolidação de uma organização forte e coesa, em torno dos princípios morais do fundamentalismo cristão.

Evangélicos à frente, junto com tendências do catolicismo e de segmentos conservadores da sociedade civil poderão se manter mobilizados depois que a campanha de coleta de assinaturas se acabar. Isto ainda não é um plano, mas uma possibilidade real que está sendo analisada pelos cientistas políticos que observam esta cena.

Já houve uma agremiação nessa linha. Na década de 1950 se organizou e durou até a extinção pelo AI-2, em 1965, o Partido Democrata Cristão, que fazia parte de um movimento mundial.

O PDC foi a alternativa democrática para a reorganização política dos países do Eixo – Alemanha e Itália. Com isto, espalhou-se pelo ocidente conquistando, inclusive, a presidência da República no Chile.

Entretanto, além do nome, os PDCs eram partidos laicos que, de religioso, tinham apenas bandeiras de moderado antagonismo ao comunismo dito ateu. Seus programas ideológicos de ocupação do estado eram convencionais, com propostas políticas, econômicas e sociais que se limitavam ao campo do proselitismo eleitoral. Os PDCs não tinham bandeiras morais.

No Brasil, onde contou com figuras de ponta como Jânio Quadros, depois presidente da República, e André Franco Montoro, governador e senador, e, no Rio Grande do Sul, em 1962, com a Juventude Democrata Cristã, ligada à antiga JUC católica (que depois gerou o movimento trotskista Ação Popular), elegeu o deputado Nelson Marchezan, que foi presidente da Câmara dos Deputados.

O PDC filiava-se ao movimento de anticomunismo moderado do pós-guerra, com fortes bases na Alemanha, Itália e Chile.

A rearticulação da legenda depois da redemocratização foi liderada pelo deputado federal José Maria Eymael, em 1985. Mais tarde, fundiu-se com outras legendas de pequeno porte, constituindo o atual PPR.

No Império, a Igreja Católica era oficial, ou seja, a religião do estado, não do governo. Com isto, o clero era remunerado pelo erário, como se fossem os padres e bispos funcionários públicos.

É diferente do partido religioso. Religião oficial de estado ainda é comum no mundo, principalmente nos países muçulmanos, mas também em muitas monarquias avançadas, como no Japão, onde o imperador é deus, ou na Inglaterra, onde a rainha é a chefe da Igreja Anglicana. No Brasil, com a República, implantou-se um estado laico, ainda em vigor.

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7 comentários

    • Acreditem, ele não passa dos 10%…. Acreditem, passou dos 10, mas jamais chegará aos 15… Acreditem, fez o milagre de chegar aos 15, mas nunca chegará aos 20… Acreditem, conseguiu chegar aos vinte, mas esse é o seu teto… acreditem, chegou aos 35, mas o “maldade” ganha dele no segundo turno… acreditem…acreditem…acreditem… KKKK….Porque negam o óbvio? enfim…Bons princípios, se realmente os são, não há quem possa suportar… Com as redes sociais, os mentirosos e saqueadores perderam forças e estão sucumbindo… e quem é do bem, deve comemorar…Um bom ano a todos…

  1. Engana-se o articulista: existe o partido religioso, chamado PSC, ou o partido dos bispos neopentecostais, que virão com tudo para abocanhar prefeituras e vereanças no próximo ano. Logo logo o dito novo testamento, com cristo e tudo, será coisa do passado: a ser esquecido. Entre essas seitas prevalece, apenas e tão somente, o ódio contra os outros (deus me ajuda na vida, mesmo que sobre o outro) e os negócios e negociatas que os ajudam a crescer exponencialmente: sempre em direção ao passado de poder e riqueza particular.

    • Um grupo comete um atentado, chamam pra si, e depois negam?… Como é isso?… Esses vermes que atentam contra a religião de milhões de pessoas, justamente para provocar e ganhar dinheiro, teriam algum pudor de simular um atentado?… acho que devemos analisar tudo de forma isenta…ou seremos sempre enganados até pelo mais idiota dos homens… Um abraço… e bom ano…

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