Boi de piranha, por Rogério Maestri

Para evitar a sobretaxação dos mais ricos, para conservar o sistema de domínio político, inclusive reforçando-o e livrar a cara dos governadores liberais criou-se uma situação extremamente conveniente.

Boi de piranha, por Rogério Maestri

O grande capital achou a sua forma de conservar o poder, os bois de piranha.

Já usei a figura do Boi de Piranha num artigo proposto ao GGN que não foi ainda publicado, mas retomo a linha de raciocínio com mais argumentos. O uso de da família miliciana como os bois de piranha da mortandade que ocorrerá nas próximas semanas causada pela ruptura de todo o sistema de saúde.

A epidemia do coronavírus Covid-19 apesar de não se saber muita coisa sobre ela algumas coisas já estão claras, que numa situação de descontrole e sem uma rígida quarentena, em menos de vinte dias a epidemia se alastra e gerando uma total e completa ruptura do sistema hospitalar, a letalidade da doença atinge valores acima de 5% dos infectados.

Com o sem as medidas frouxas dos governadores a epidemia está chegando a uma parte imensa da população brasileira, como o atual ocupante da cadeira da presidência da república não faz nada e contribui para que a quarentena que já era fraca se tornasse muto pior, ele e sua família mafiosa junto com alguns empresários de segunda linha e um astrólogo louco da Virgínia, formam o que se chama os bois de piranha ideais para jogar nas suas costas um total descontrole causado não só pela ausência de uma quarentena rigorosa que custaria muito caro ao grande capital brasileiro, pois dever-se-ia sobretaxando-se este capital obter recursos para criar condições ideais de isolamento para a população mais pobre que deveria inclusive parte dessa ser retirada das sub habitações que vivem e transferidas para hotéis, prédios vazios e alimentadas durante todo o período de quarentena.

Como uma ação vigorosa para implementar esse tipo de quarentena, custaria bilhões aos cofres públicos e colocaria em cheque toda a iniquidade do sistema tributário brasileiro, inclusive recorrendo aos bancos privados com um imposto especial sobre os lucros indecentes que tiveram nos últimos meses, iria completamente contra a política liberal dos representantes do grande capital, como a imensa maioria dos governadores, representantes do legislativo e as forças armadas.

Para evitar a sobretaxação dos mais ricos, para conservar o sistema de domínio político, inclusive reforçando-o e livrar a cara dos governadores liberais criou-se uma situação extremamente conveniente. Demonizou-se a atual família miliciana, coisa que é muito fácil de fazer, inclusive com o apoio da chamada mídia progressista, e beatificou-se um ministro da saúde que não fez nada além de boas apresentações na TV.

Mas qual o segmento de toda essa farsa para ficar bem de acordo aos olhos da opinião pública de classe média que sofrerão parte desta desgraça. Provoca-se o rompimento do atual ministro da saúde, que por um acaso é um privativista do sistema de saúde e pertence aos quadros do DEM, apoiados pelo presidente da câmara e do senado, que por acaso são outros privativistas de toda a economia e pertencem ao DEM, o ministro da saúde rompe com a presidência da república por demissão ou até por renúncia colocando toda a responsabilidade do que está por vir, nas costas de um bando de criminosos ladrões de galinha que são perfeitamente descartáveis e através dos mesmos militares que deram apoio e sustentação a esses mesmos criminosos se retira do poder colocando sobre os ombros desses batedores de carteira um roubo acima de sua capacidade de execução.

Quem substituirá esse bando que ocupou por bom tempo a cadeira da presidência da república é uma questão de detalhe, pode ser qualquer um da outra máfia que rondava o poder e que dava apoio a toda a política de entrega do patrimônio nacional, pode ser algum político do DEM, num simulacro de substituição constitucional, pode ser o vice-presidente se o mesmo aceitar em ser uma nova rainha da Inglaterra sem poder, ou podem ser os militares mesmo, tudo vai depender do grau de revolta da população e dos apoios que o substituto tenha na verdadeira grande burguesia, que com políticas certas além de venderem o patrimônio nacional para o grande capital internacional ou mesmo alguns nacionais, que terão de quebra a aquisição por preço de banana empresas falidas nacionais que ficaram aplaudindo os desmandos dos últimos anos ou apoiaram claramente os bois de piranha.

Talvez seja necessário acabar com a liberdade de imprensa por algum tempo, deixando somente para as grandes rede de comunicação a ampliação da culpa dos batedores de carteira, a cassação de siglas partidárias de oposição, se elas fizerem oposição, e beatificarem um ministro da saúde que na realidade não fez nada contra a epidemia e fazerem réquiens cínicos às centenas de milhares de mortos pela epidemia até que se ache uma vacina contra essa.

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