Grandes empresas brasileiras que traem o Brasil, por Andre Motta Araujo

Grandes empresas muitas vezes querem escapar da tributação de seus países de origem e tentam mudar sua sede para paraísos fiscais.

Grandes empresas brasileiras que traem o Brasil

por Andre Motta Araujo

Pátria Amada Brasil pode ser um simples slogan de marketing ou pode ter um sentido histórico. Para algumas grandes empresas, que nasceram no Brasil, foram ADUBADAS PELO ESTADO BRASILEIRO, devem sua existência ao País Brasil e não a Wall Street, nasceram, se criaram, prosperaram, ficaram grandes NO BRASIL E POR CAUSA DO BRASIL, simplesmente cospem na cara do Brasil e se mudam para o exterior, elas, a sede delas e os donos delas. Lembram os portugueses do tempo do Brasil colônia, que esperavam enriquecer no Brasil e depois levar a riqueza para Portugal e lá cultivar o ócio numa quinta em Setubal. A falta de amor à terra, à pátria, ao ambiente onde nasceram, cresceram e enriqueceram, é algo impressionante em muitos brasileiros e talvez explique o fracasso do País como potência, mesmo sendo um dos cinco maiores países do mundo.

Citemos três casos emblemáticos, AMBEV, EMBRAER e JBS.

AMBEV

Nasceu da fusão das tradicionais cervejarias ANTARCTICA e BRAHMA, fusão que jamais deveria ter sido APOIADA pelo governo brasileiro através de uma ultra controvertida decisão do CADE. Começa com o Garantia, de três banqueiros cariocas, Lehman, Sicupira e Telles, comprando na bolsa o controle da BRAHMA, depois se voltam para a ANTARCTICA, que era controlada pela Fundação Antonio e Helena Zerrener, que cedeu o controle da Antarctica por uma bagatela em torno 200 milhões de Reais, só a marca valia muito mais. O presidente do conselho da Fundação torna-se executivo da nova empresa, a AMBEV.

Para garantir a aprovação do CADE o grupo se enrolou na bandeira brasileira, prometeu amor eterno à pátria, tudo seria aqui e se faria aqui para o progresso do Brasil e do povo brasileiro. Não se passaram três anos e a AMBEV, em uma madrugada, se muda para a Bélgica, sua sede mundial sai do Brasil, seus donos se mudam para a Suíça, o grupo INBEV esqueceu onde nasceu, virou europeu com muito orgulho, a sede da maior empresa mundial de cervejas que deveria orgulhosamente ser brasileira, NÃO É, os impostos sobre o lucro mundial do grupo são  tributados fora do Brasil, o Estado brasileiro que batizou o nascimento do grupo, que até então era apenas um banco carioca, o Banco Garantia, virou cervejeiro NO BRASIL e não na Europa. A certidão de nascimento é brasileira, esse Estado que foi o parteiro do grupo NÃO SE BENEFICIA desse berço, ajudou a criar e foi traído e chutado.

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Pode-se dizer que o grupo AMBEV operou dentro dos parâmetros de mercado, é uma verdade apenas aparente. Foi o Brasil que possibilitou a criação do conglomerado AMBEV, controlado por uma trinca de ex-brasileiros e agora europeus que têm ainda no Brasil grandes ativos como Lojas Americanas, grande volume de imóveis sob o nome SÃO CARLOS S.A., as lanchonetes Burger King e padarias Benjamin Abrãao, grande volume de ações da ELETROBRAS, outros investimentos em energia sob o rótulo Squadra e Equatorial, quer dizer, o Brasil serviu de vaca leiteira mas não de passaporte e moradia, a fortuna dos três bilionários da FORBES foi gerada no Brasil, com dinheiro do Brasil, o capital do “Garantia Partners” se fez no centro velho do Rio de Janeiro e não na Suiça, lembrando o ouro de Minas Gerais que foi parar em Lisboa e Queluz, parece que o Brasil tem vocação para esse papel de senzala.

EMBRAER

Nascida, viabilizada, incentivada, protegida pelo Estado brasileiro, com raízes na Força Aérea Brasileira, a EMBRAER foi privatizada e passou a ser controlada por um brasileiro que fez fortuna nas privatizações da era FHC, Julio Bozano, comprando moedas podres da SUNAMAM e outras e com elas pagando privatizações de empresas, entre elas a EMBRAER. Mudou-se para os EUA fixando residência na cidade de Greenwich, Conn., a uma hora de Nova York.

O controle da EMBRAER por acionistas financeiros possibilitou sua venda à BOEING que como é de regra vai transforma-la uma mera divisão da matriz, sem personalidade brasileira, até o nome dos tipos de avião já foi mudado, é da logica a mudança de toda a engenharia, o coração da empresa, para os EUA, é questão de tempo. A EMBRAER foi um dos símbolos da criatividade e da capacidade da engenharia brasileira, seu controle jamais deveria ter sido vendido e o Estado brasileiro poderia bloquear a venda porque tinha a GOLDEN SHARE desde a privatização, tinha capacidade legal de bloquear a venda cujo ÚNICO beneficiário foi o mercado financeiro carioca. As alegações para privatizar são sempre “fake”, nesse caso alegaram que com a BOEING as vendas seriam maiores, quando é exatamente o contrário, a imagem da Boeing está péssima no mercado por caso do fracasso abismal com o modelo  MX-8, são mais de 500 aviões sem poder voar e mesmo sem esse problema, a marca EMBRAER não tinha vetos em nenhum lugar, a marca BOEING tem muitos, na Europa, área do AIRBUS, na Russia, na Índia e na China, por razões da geopolítica americana.

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O Brasil, os funcionários da EMBRAER, o Estado brasileiro, a engenharia brasileira, não ganharam nada com a venda do controle da EMBRAER, só ganhou o mercado financeiro. Uma venda de controle desse tipo NÃO seria cogitada na França, na Russia, na Índia ou na China, são países que protegem sua engenharia e suas empresas estratégicas.

JBS

Empresa que, sem o apoio do Estado brasileiro, não existiria e, até hoje, o Estado através do BNDES detém 21% do capital. Hoje a imprensa anuncia a intenção dos controladores em mudar a sede do grupo para Luxemburgo ou Holanda. Um grupo recente, criado SOB OS AUSPÍCIOS DO ESTADO BRASILEIRO que financiou sua expansão doméstica aprovando e financiando a compra de outros grupos de frigoríficos e a expansão internacional, com o BNDES financiando a compra de grandes empresas americanas como SWIFT e PILGRIM´S PAGE, quer dizer, é um grupo absolutamente favorecido pelo Estado brasileiro não só participando de seu capital como EMPRESTANDO bilhões de reais e dólares. A ideia de transferir a sede para o exterior alegadamente teria como objetivo abrir o capital nos EUA. A alegação é absurda. Grandes empresas brasileiras como PETROBRAS, CEMIG, ELETROBRAS, BRASKEM, SABESP, e mais 24 empresas brasileiras tem ações listadas na Bolsa de Nova York ou NASDAQ sem ter que mudar a sede para o exterior, não há nenhuma necessidade dessa mudança para abrir capital nos EUA. A razão é outra, é FUGIR DA JURISDIÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO, pagar menos impostos escolhendo um paraíso fiscal como Luxemburgo, é uma traição ao País onde estão os bois que fizeram a riqueza da JBS.

Mudando a sede para o exterior a etapa seguinte será a mudança da família dos controladores para o exterior onde alguns já moram, seguindo a trilha dos controladores da AMBEV que moram na Suíça, abandonam o Brasil a empresa, a família controladora, sua fortuna, seu centro de decisão, ficam no Brasil a floresta derrubada e o pasto degradado.

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UM ESTADO FRACO

Grandes empresas muitas vezes querem escapar da tributação de seus países de origem e tentam mudar sua sede para paraísos fiscais. Os Estados de grandes países, especialmente dos EUA, RESISTEM a essas tentativas porque é uma perda de massa crítica que cabe a um Estado não permitir.

O governo dos EUA reage fortemente a tentativas desse tipo. Na Europa é muito mais raro, as grandes empresas privadas operam como EMPRESAS NACIONAIS, empresas que fazem parte do ativo do País, de sua capacidade produtiva, de sua geração de tecnologia e de divisas. Na Europa empresas nem tentam fugir de seu País de origem e quando tentam são fortemente BARRADAS pelos governos.

A TELEFONICA, da Espanha tentou, nos anos 90, mudar sua sede para Miami, o governo espanhol reagiu violentamente e o então presidente da empresa, que é privada, teve que pedir demissão.

A FIAT italiana comprou a semifalida Chrysler e ameaçou mudar sua sede para os EUA, foi advertida pelo governo italiano que isso seria impensável.

No Japão o CEO da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, que salvou a empresa, planejava fundir a Nissan com a Renault francesa, da qual ele também era presidente, o Japão não admitiu mudar o controle da Nissan, Ghosn foi preso como reação à sua ideia de desnacionalizar a Nissan, está ainda preso.

Os grandes países operam com a noção de EMPRESA DE INTERESSE NACIONAL, não importa se privada. Empresas nessa categoria TÊM que operar em função do interesse nacional do País sede, seguindo o exemplo das grandes empresas alemãs e francesas que fazem parte da nacionalidade e também representam o INTERESSE NACIONAL de seus países de origem e não apenas de seus acionistas.

Estados nacionais, SE QUISEREM, têm força para impedir que empresas nacionais mudem sua sede, as armas de um Estado são poderosas em qualquer lugar, desde que haja vontade política para proteger o interesse nacional, ai se trata de uma questão de decisão e não de slogan.

AMA

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34 comentários

  1. Prezado André

    Grande comentário (é redundante falar isto)
    A AMBEV tem um lado ainda pior, porque sua cabeça ainda está nos manuais de Administração dos anos 1990 e suas picaretagens (fazer mais com menos, downsizing, orçamento zero; e outras asneiras que destroem empregos e famílias, arruínam as empresas e enchem os bolsos dos controladores).
    Tentaram levar seu “modelo de gestão” para a Stella Artois (que puseram para correr os “gestores” indicados pela AMBEV) e para a Heinz (que também está em colapso, depois da “gestão” lehmanniana).
    Esta visão financeira rasa, imediatista e assassina está liquidando com as empresas.
    Nesta época de Natal, convém lembrar de um personagem do folclore do Norte da Itália, da Áustria e de alguns países eslavos: Krampus, que sequestra as crianças malcriadas e as castiga na época de Natal. Estes caras do Garantia Partners são Krampus materializados

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    • O “sócio” do filho de FHC, dono de pequena corretora, durante as PRIVATARIAS de FHC, compra pequeno Banco, que não é arrastado por PROER, e inflado por BNDES compra Antartica compra Brahma vira AMBEV, com as bençãos deste BNDES que entrou com 70% do Capital. Vende tudo para Cervejaria Internacional e vai para EUA. Schincariol. Cervejaria Brasileira de Família de Itu / SP exige a mesma reciprocidade do Estado Brasileiro e BNDES. Tentam de tudo para não aceitar sua solicitação. Quando conseguiram, começaram as diligências da Receita, da Polícia Federal, da máquina do Estado do Governo FHC. Nada acharam. Então um assassinato para lá de misterioso na garagem da casa do Presidente da Empresa, na pacata Itu. Logo depois, a venda para Grupo Japonês Kirin. Mas deve ser tudo coincidência. Afinal estamos na Pátria da Censura e das Coincidências. Filho e Genro de FHC, milionários com Privatarias da Petrobrás. Mas FHC vai morrer jurando que a única coisa em Paris é ‘apartamentinho’ de herança do sogro. Ainda hoje, tem quem acredite. 9 décadas de doutrinação faz isto com cérebros brasileiros.

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      • Ora, temos um.presidente e familiares rodeados de coincidências……….nada abonadoras por sinal….
        Da minha parte, fico com o dr. House…… coincidências não existem…….
        Já notou que as “coincidências” sempre beneficiam o lado negro da força?!?!?!

  2. um detalhe sobre a venda da embraer = imagino o quanto os suecos ficaram putos da vida com a compra da boeing pela embraer, pois esta tinha recebido o pacote tecnológico fechado pra construir os caças gripen. Ou seja, numa traição do estado brasileiro, o governo passou segredos militares de alta tecnologia de bandeja pros americanos.

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  3. A 3G Capital, de Lehman, Sicupira e Telles é também sócia, com a Berkshire de Warren Buffett, da 5a. maior empresa de alimentos do mundo, a Kraft Heinz.
    Na verdade, a medíocre elite brasileira pensa Brasil como se estrangeiros fossem:
    Brasileiros envergonhados de ter nascido aqui.
    BraZileiros tipo “Orlando, here i go”.
    Enquanto isso aqui (ô, ô!) for um país sem povo…
    Jamais seremos uma nação.

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    • A Kraft Heinz vai pessimamente mal, fizeram os tipo de “cortes de custo” que são a unica ideia deles,
      praticamente destruiram a centenaria empresa que perdeu bilhões de dolares, os genios ai se deram mal, o socio Warren Buffet lamenta ter entrado no negocio, mas eu tenho a intuição de que os consumidores americanos não gostaram da forma com essa trinca dirige as empresas, tambem a cerveja Budweiser caiu muito nas vendas.

      • Não foi o Warren Buffet quem disse que “…Estamos numa guerra é quem está ganhando somos nós, os ricos…”

      • Warren Buffet entrou em choque com seus sócios “brasileiros” exatamente por causa dos métodos de gestão, que estão destruindo a empresa.

    • Tentaram comprar a Unilver. Levaram uma naba da primeira-ministra May. O Estado britânico sabia muito bem com que tipo de investidores estam tratando.

      • A Nestlé estava concluindo o processo de compra da chocolateria Hershey, e a pressão política foi imensa política e da opinião pública foi muito grande a ponto de impedir a transação. Mesmo nada havendo de estratégico, a empresa é vista como parte do orgulho nacional americano e de sua tradição.

  4. O artigo é perfeito, porque seu autor não é um deslumbrado com “estrangeirices”, ao contrário de 99% dos brasileiros, a começar pelos ricos. Aqui, patriotismo é ofensa.

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    • Não mudou a sede mas o controle do grupo por vias indiretas acaba numa fundação da familia Gerdau na Holanda e o BNDES é acionista do grupo, essa passagem do controle para o exterior
      segue a linha que a AMBEV usou para ser controlada a partir da Belgica. A ginastica
      para essa operação-escape teria que passar pela Receita, na pratica é uma exportação de capital,
      não sei quais os criterios da Receita para aprovar uma operação desse tipo que não faz sentido
      para o interesse nacional. Grandes paises costumam resistir a esse tipo de manobra.

      • Quando a Burger King valeu-se da compra da canadense Tim Hortons para transferir sua sede para aquele país, a gritaria nos EUA foi muito grande, com ameaças no congresso inclusive, mesmo a operação sendo legal (tornada legal pelo poder dos lobbies que controlan Washington)

  5. Dia desses jogava conversa fora com um bem sucedido “limpinho e cheiroso” familiar classe media alta e tive a ma idéia de comentar essa historia da JBS, criada e alimentada na base de “leite gordo” do BNDES, que de um dia pro outro diz “cansei” e vou embora…….O tal familiar me olha come se eu fosse um E.T(e comunista provavelmente…..)e me manda um “O dinheiro e o negocio é deles e eles tem o direito de fazer o que quiserem”……como o mundo pode ser simples, na cabeça de alguns……Fico aqui imaginando a reação dos alemães em geral e principalmente o estado de Renânia do Norte-Vestfália, estado central Alemão e respectivo povo se a Bayer chegasse na calada da noite e dissesse assim:”Gente, fui, vamos mudar pro Luxemburgo…..e logo aqui do lado”……..
    Acho que o CEO acabava pendurado num poste de cabeça pra baixo…..

  6. Tres bons exemplos:
    – a ambev não faz mais cerveja e sim, mijada – o nome cerveja vem de cevada. Como o produto é mais nobre e caro, permitiu-se que a fábrica passasse a usar o milho transgênico. Como o T de transgênico é pouco desabonador comercialmente em seus rótulos, a ambev além de usá-lo, ainda fez lobby no congresso para que o “T” não mais fosse obrigado.
    – a jbs além das rolaiadas políticas (repassou meio bilhão de reais, para mais de 1.800 políticos) vendia ao povo carne com papelão.
    – a embraer já não é mais Bra e nem fará mais jatos para a aeronáutica

    • É claro que eu nao entendo de negócios, mas tem uma pergunta na minha cabeça, do seguinte: quem criou os aviões da Embraer foram os engenheiros brasileiros. Quem, agora vai pagar os roites . Também a extração do petróleo em profundidades no mar, como fica os roites? Temos tb, o submarino nuclear brasileiro? (poderia pedir perdão por não saber escrever o tal roites, mas não peço não. Eu não tive pai juiz para que os brasileiros pagassem o meus estudos.).

  7. Ô meu caro, mesmo com sua enorme experiência e conhecimento, acho a premissa deste texto de uma ingenuidade sem tamanho… Existe uma “geografia do capital” arquitetada através dos séculos, e nesse o Brasil permanece na periferia, como antes, o capital tende a ir em direção ao seu polo atrator, que são os países centrais do capitalismo, o único “ponto fora da curva” seria a China, mas aí devesse considerar que o fato desta ter sido empurrada para periferia foi apenas um tropeço transitório que pouco a pouco vai sendo deixado para trás.
    Mas o Brasil permanece colonia, seja na produção/economia ou seja na cultura, por mais pujantes que possam aspirar a ser, logo, logo, vêm um vento forte soprado pelo centro e com apoio das elites locais, que só são locais em sua atividade exploratória, mesmo que nasçam os agentes nos sertões do Mato Grosso tem seu pertencimento vinculado aos países centrais e para lá rumam na primeira oportunidade.
    Enfim, não há infidelidade com o país, isso é a mais pura bobagem, porque são de fato fieis ao capital e este corre em direção aos seus polos de atração gravitacional

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    • Colega, se o “polo” de poder (riqueza ou militar ou qualquer outro) não mudasse no mundo, estaríamos ainda subordinados talvez aos sumérios ou assírios, pois não?
      Não teríamos (dentre outros) persas, gregos, romanos, mongóis, otomanos, espanhóis, franceses, ingleses, americanos…
      Sem contar os independentes russos, chineses e hindus que estão cuidando de si e já mandam todos sondas à Lua (por ex.), enquanto aqui estamos a questionar o que é “golden shower”…
      Elite de verdade não é quem enriquece. Isso qualquer Capone, Lemann, Escobar, Macedo ou um pirata/corsário qualquer consegue.
      Elite de uma sociedade é QUEM A CONDUZ para a liderança em meio às demais.
      Ainda que se beneficiem sobremaneira deste processo.
      Basta olhar a História de cada uma delas.
      Ingenuidade é achar que não se muda o “status-quo”, mesmo tendo todos os requisitos para isso.
      Já dizia meu sobrinho de 12 anos:
      “Quer moleza, senta no pudim”.
      Tudo que nossa medíocre elite consegue querer.

  8. “Estados nacionais, SE QUISEREM, têm força para impedir que empresas nacionais mudem sua sede”…

    Se quiserem, não, já que um estado não quer nem deixa de querer. A questão é quem está administrando o estado. E quem está, no momento, administrando o estado brasileiro está favorecendo a turma do dólar. Bolsonaro prestando continência à bandeira dos EUA… bando de traidores, puxa-sacos e capitães-do-mato.

    O problema está nas pessoas e não nas instituições.

  9. Muita Sacanagem rolou e ainda rola solta nessas nebulosas operações, capitaneadas pelo trio.
    Marcel ,por exemplo, era um ze ninguem e hoje um milionário, graças a seu talento em administrar grandes falcatruas.
    Acabaram com as três grandes cervejarias brasileiras, primeiro na arte de fazer mais com menos e em segundo vendendo-as para a europeia Produtora da renomada Stela Artois, dando lugar para o novo grupo Inbev(Interbrue/Ambev).
    Jogaram para o espaço as então excelentes qualidades das marcas brasileiras x lucros excusos, auferidos com o tal “mais com menos”
    Esse trio, que hoje vive na Europa, continua manipulando muitos outros negócios obscuros.
    Um dia a casa cai e esses três patetas pagarão caro pelo assassinato de empresas brasileiras

  10. O autor do post defende o autoritarismo?Quer dizer que eu abro uma empresa no Brasil,e segundo essa anta,eu sou proibida de transferir minha empresa para outro país,que tenha um sistema tributário menos oneroso para minha empresa?O que esperar de esquerdistas,são todos loucos e com tendências ditatoriais.Não é a toa,que centenas de empresas estão saindo do Brasil,e se transferindo para outros países.Quem em sã consciência,quer pagar impostos altos?O dono da empresa deseja reduzir custos,e isso é totalmente legítimo.

    • Não confunda uma pequena empresa com um mega grupo de importancia nacional. Uma empresa não existe no vacuo, ele precisa de muitos apoios e proteção legal, no caso da AMBEV ela só foi
      criada porque o governo APROVOU a compra da Antarctica pelo CADE, poderia NÃO ter aprovado.
      Deveria ter aprovado com CONDIÇÕES, entre as quais não mudar a sede para fora do Pais.
      Não existe direito absoluto sobre uma empresa em lugar algum do mundo. Uma empresa só existe porque algum Estado lhe garante a existencia e proteção e esse Estado tem certos poderes sobre
      as empresas nacionais, no Brasil, EUA, Europa ou Canada.

    • Raquel, não se trata de direita/esquerda.
      Por acaso você identificou algum país cujo regime é de esquerda entre esses citados pelo André, que impedem a transferência de empresas nacionais para fora do país?
      Não, né? Então anta é você que não raciocina e já sai agredindo os outros.
      Pra quê abrir empresa aqui então? Abra no outro país, porr*!!

    • Raquel, isso não tem nada a ver com esquerda ou direita. Trata-se de falso patriotismo, como esse que bozoloides como você vivem vomitando por aí. Como o André disse, “enrolam-se na bandeira nacional”, mas na primeira oportunidade cagam em cima dela.
      Você é uma anta domesticada.

    • “O que esperar de esquerdistas,são todos loucos e com tendências ditatoriais.Não é a toa,que centenas de empresas estão saindo do Brasil,e se transferindo para outros países.”

      Ah, tá… Já faz mais de 3 anos que o país levou um golpe e não é mais governado pela esquerda e você ainda acha que está sendo governada pela esquerda.
      Acorda, o presidente é o Bozo e ele é de extrema direita.
      As empresas médias e pequenas não estão indo embora, elas estão FALINDO.
      O governo em que as empresas mais cresceram foi o do Lula!

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