Livre mercado, aumento de produtividade e oligopólios globais não rimam com emprego, por Rogério Maestri

Não adianta economistas desenvolvimentistas traçarem rumos para um desenvolvimento localizado numa só nação ou num grupo de nações

Livre mercado, aumento de produtividade e oligopólios globais não rimam com emprego

por Rogério Maestri

As grandes corporações internacionais que dominam as instituições do comércio internacional como a OMC criaram uma verdadeira arapuca que simplesmente levam a solução do problema do desemprego na humanidade somente a uma solução, uma nova guerra mundial.

Talvez economistas e os chamados “operadores do mercado” de tanto fumarem o cachimbo da ideologia do livre mercado e aumento da produtividade em termos planetários só estão levando a uma única solução para acabar com o desemprego no mundo, a guerra com a demolição de grande parte da infraestrutura do mundo atual e a morte de uma parte significativa da população.

Com os processos de globalização da produção, onde naturalmente estão formando oligopólios internacionais que começaram por setores estratégicos, como da informática onde poucos países dominam a cadeia de produção e um número ínfimo de empresas vão inviabilizando a concorrência, a palavra chave dos economistas liberais e dos seus operadores do mercado.

A cada setor estratégico há a tendência de não mais do que uma dúzia de empresas de âmbito planetário dominem este setor. Como estas empresas para combaterem a concorrência, buscam a maior produtividade possível e esta só é atingida com o máximo de robotização, processos de inteligência artificial e o mínimo possível de capital variável (mão de obra) é inexorável ao caminho da Última Grande Crise Internacional, pois enquanto os países mais desenvolvidos conseguem combater o seu desemprego com programas de assistência social ou mesmo com futuros programas de renda mínima, os demais países não desenvolvidos serão condenados a uma economia de subsistência.

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Nunca o mundo esteve tão perto de permitir uma vida digna e um trabalho para a população planetária, mas os grandes oligopólios que simplesmente vão escolher a onde haverá emprego e a onde haverá miséria, não permitirão esta sociedade de abundância que a tecnologia e a ciência permitem.

Não adianta economistas desenvolvimentistas traçarem rumos para um desenvolvimento localizado numa só nação ou num grupo de nações, o desemprego estrutural, maior ilusão ainda se vê nas cabeças dos liberais, que pensam que transformando o povo de um país a miséria eles seriam capazes de trabalhar por qualquer coisa, que no passado seria dito um prato de comida e uma cama para dormir, pois eles não se dão conta que a cota de miseráreis no mundo dispostos a trabalhar por esta remuneração, é imensa e não é necessário aumentar ainda mais o exército de reserva de trabalhadores.

Só há três caminhos no mundo atual, ou que muitos chamam de utópico, onde o tempo de trabalho fosse reduzido em níveis planetários para que todos pudessem trabalhar, ou uma sociedade distópica que vemos em centenas de filmes premonitórios de ficção científica ou ainda uma boa guerra mundial que destruindo a sociedade que existe nos dias atuais, cria o pretexto de um novo relance da economia capitalista.

Há outro caminho? Claro que há, porém este caminho é inviabilizado por toda a divisão do mundo em que somente uma coisa é unificada, o comércio, se no lugar de uma OMC tivéssemos uma organização internacional que regulasse o comércio não simplesmente pelo valor das mercadorias mas sim pelas condições de trabalho que levassem em conta a redistribuição da riqueza e a divisão do trabalho minimizando as jornadas desse até que todos tivessem um trabalho digno e honesto e não houvesse o natural (na situação dos dias de hoje) desemprego estrutural teríamos uma sociedade que poderia durar mais milhares de anos. Porém uma coisa é certa, não seria dentro do sistema capitalista de produção.

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