10 de junho de 2026

Moro é um político que se fazia de juiz, diz Patrus Ananias

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Foto: Agência Brasil

Por Patrus Ananias

Sergio Moro é um político que se fazia de juiz. Lula é um preso político

Sérgio Moro foi manchete de capa ao declarar que “Jamais entraria para a política”. Naquele momento, essa foi a maneira encontrada por ele para escamotear que Lula não estava sendo julgado por um Poder Judiciário minimamente neutro. Lula foi julgado e condenado por um juiz atuando como político. Sérgio Moro é um juiz que já tinha lado escolhido antes de iniciar qualquer julgamento, fazendo valer sua ideologia nas decisões e julgando com propósitos eleitorais.

Integrantes do Ministério Público, do Poder Judiciário, como todos nós, não estão imunes às questões ideológicas. Estas questões atravessam toda a sociedade e dizem respeito às disputas políticas, econômicas, culturais; conflitos que acontecem no campo dos valores e da compreensão do mundo.

Existe no Brasil uma hegemonia do capitalismo sem limites e sem fronteiras. Juízes, desembargadores, ministros, integrantes do Poder Judiciário não são imunes a essas disputas ideológicas que se travam no interior da sociedade. Diversos deles assumem os valores e as práticas do neoliberalismo, do privatismo, do individualismo, e levam essa visão reduzida e distorcida do mundo para os seus julgamentos. Tornam-se políticos atuando em papéis que deveriam ser de juízes, procuradores.

A interpretação das leis a partir de um claro viés político e ideológico leva ao chamado lawfare, guerra jurídica, que ocorre quando se utiliza as instituições para perseguir um adversário político. A falta de provas contundentes, a utilização de absurdos indícios à guisa de provas, a negação dos fatos e a velocidade do julgamento (para impedir que Lula fosse candidato novamente) deixam claro, agora mais do que nunca, que Lula é um preso político.

Tendo sido julgado por este Sérgio Moro que agora aceitou ser ministro de Bolsonaro, Lula é um preso político. Diversas personalidades brasileiras, que de modo algum podem ser consideradas simpáticas a Lula ou ao PT, reconheceram desde o primeiro momento que o simples fato de Moro considerar o convite já denunciava sua posição política. Posição esta que nunca paramos de denunciar.

No exterior, a simples possibilidade de Moro assumir o ministério da Justiça do candidato vencedor, após condenar à prisão seu principal rival, já era vista com enorme assombro, denunciando de modo inegável uma justiça absolutamente partidarizada. O fato de ter tirado o sigilo da delação de Palocci durante o período eleitoral, sem qualquer razão prática para isso, favorecendo a campanha de Bolsonaro, apenas deixava ainda mais claros quais seus propósitos. Ainda mais porque a delação de Palocci foi negada pelo Ministério Público Federal e denunciada por procuradores da Lava Jato como um “blefe” que “nunca deveria ter existido”.

Sérgio Moro é um político alinhado à direita, conservador, que utilizou a Justiça para fazer valer propósitos seus que agora se mostram claramente ilegais. Sérgio Moro é um político que se fez de juiz enquanto era interessante aos propósitos dos que queriam tirar Lula da disputa eleitoral. Agora, é premiado como cargo político que lhe cabe, negociado ainda durante a campanha eleitoral.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Marcelo33

    1 de novembro de 2018 6:39 pm

    E ninguén no Brasil

    E ninguén no Brasil ligou.

    Esse é o problema. Estamos completamente derrotados e liquidados.

    Não adianta denunciar, denunciar e denunciar para um povo que não houve nada que seja contra Moro ou Nolsonaro.

    Contra os dois então, impossível !!!

     

  2. Rodrigo Roal

    1 de novembro de 2018 6:48 pm

    LULA LIVRE! LULA LIVRE! LULA LIVRE! LULA LIVRE! LULA LIVRE!

    [video:https://youtu.be/iEQT34Gq0V8?list=PL_Zmmgn2IshnKRwsZ6BGGX14w75-LwhyD%5D

  3. Rui Ribeiro

    2 de novembro de 2018 10:37 am

    A mascara caiu e se espatifou
    Ate o Elio Gaspari, tremendo babao dos poderosos e dissimulad, nao teve como fazer vista grossa da putaria institucional do Moro ao vazar a delacao do Palocci sem qualquer justificativa, nem mesmo aparente e disse que o $ergio Moro acabou a neutralidade do judiciario

  4. Luís Henrique Donadio Baptista

    2 de novembro de 2018 2:19 pm

    Tem outra maracutaia

    Com a eleição se aproximando, começaram as denúncias e ações contra políticos tucanos. Beto Richa, Perillo, etc. Nós ficamos achando que a Justissa estava se fazendo de imparcial, para justificar as perseguições contra o PT.

    Mas não era. Era a Justissa tirando os tucanos do páreo, para garantir que o adversário do PT no segundo turno fosse o Bolsonaro.

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