Nos deixem fazer do futebol uma metáfora do que podemos ser como nação, por Eduardo Ramos

Que essa alegria, essa mistura de raças, povos, a criatividade única, a capacidade atávica da inventividade e do improviso, possam fazer de nós a nação que o mundo vislumbrou e festejou há tão pouco tempo...

Foto Gazeta Esportiva

Nos deixem fazer do futebol uma metáfora do que podemos ser como nação

por Eduardo Ramos

O futebol está no sangue do brasileiro. Como o samba, o carnaval, faz parte das coisas que são as nossas essências culturais. É uma de nossas mais fortes identidades, a paixão que move em milhões de corações.

Ontem, uma página épica foi escrita pelo time do Flamengo, na virada histórica sobre o River Plate. Uma tragédia anunciada pelo predomínio do time argentino a maior parte do jogo, deu lugar à improvável, quase inacreditável vitória do Flamengo nos últimos minutos, em lances que misturaram nossa arte, técnica, improviso, bravura. Foi um momento tão insano e marcante que não é preciso dizer que certamente milhões de torcedores rubro-negros chegaram às lágrimas.

Épico, emocionante, histórico, tornam-se adjetivos pequenos para descrever o que vimos ontem…

Meu sonho? Que essa alegria, essa mistura de raças, povos, a criatividade única, a capacidade atávica da inventividade e do improviso, possam fazer de nós a nação que o mundo vislumbrou e festejou há tão pouco tempo…

Eu lembro! Está guardado na memória… Há uma década, auge do segundo mandato de Lula, o Brasil era feliz, crescia com inclusão social, a miséria era aniquilada aos poucos. o emprego era farto, milhões de jovens antes excluídos entravam em Escolas Técnicas e Universidades…

Meu Deus!… Éramos celebrados em todo o planeta, nações se alegravam conosco e por nós, éramos O NOVO QUE CONTAGIAVA O PLANETA, “o país do futuro” fazia num tempo presente sonhos seculares virarem realidade.

Oligarquias perversas, segmentos sociais selvagens, arrogantes, não puderam suportar tanta liberdade do povo oprimido, tanta determinação em busca da sonhada igualdade social, que curaria nossas misérias, nossas fraturas sociais tão cruéis. Pisaram nos nossos sonhos, esmagaram nossa ainda frágil democracia, aniquilaram nossa soberania nacional.

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Ora, se um time de futebol pode trazer tanta alegria a seus 40 milhões de torcedores numa virada épica, o que não poderíamos viver de felicidade concreta, se nos deixassem em paz, os toscos, os fascistas, para que virássemos o jogo da democracia, da soberania nacional e da inclusão social, com as instituições funcionando com dignidade e respeito às Leis…?

Nos deixem fazer do futebol “a metáfora da virada”, nos deixem fazer do futebol a metáfora perfeita do que podemos ser como Nação!

 

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