O governo vai mal e a oposição não vai bem, por Aldo Fornazieri

Como entender os movimentos de Bolsonaro? Para quem atua no front político sempre é mais prudente avaliar que o inimigo tem uma estratégia mesmo quanto ele parece mover-se de forma caótica. 

O governo vai mal e a oposição não vai bem

por Aldo Fornazieri

O governo vai mal e a oposição não vai bem: esta é a síntese persistente da atual conjuntura. Que o governo vai mal não é novidade para ninguém. Basta olhar para algumas coisas: ele produz um vendaval de atitudes agressivas e destrutivas; não tem uma agenda para a retomada da economia; ataca políticas públicas consolidadas nas áreas sociais e ambientais; defende pautas que se chocam com a maioria da opinião pública, a exemplo dos decretos do desarmamento; investe contra a educação e a pesquisa; adota medidas que ferem a soberania nacional; se recusa a construir uma base congressual permanente e hostiliza os congressistas etc.. A contra face de tudo isso é uma queda acentuada na aprovação de Bolsonaro e do governo e o crescimento da reprovação.

Alguns analistas dizem que Bolsonaro adotou o caos como método de governo. Outros analistas e setores de esquerda chegaram a prognosticar uma queda iminente do presidente há algumas semanas. Mas tudo indica que estamos longe disso. Muitas pessoas de esquerda se alimentam de ilusões, pois elas fornecem atalhos e soluções fáceis, mas que nunca se concretizam. Então, como entender os movimentos de Bolsonaro? Para quem atua no front político sempre é mais prudente avaliar que o inimigo tem uma estratégia mesmo quanto ele parece mover-se de forma caótica.

Se bem sopesados todos os atos e movimentos de Bolsonaro pode-se dizer que eles guardam uma coerência. A coerência consiste em alimentar e manter o núcleo duro de sua base eleitoral satisfeito pelo cumprimento de promessas de campanha e mobilizado, principalmente nas redes sociais, para defender o governo. Aqui cabe uma pergunta: qual é o tamanho desse núcleo duro ideológico, de extrema-direita? Talvez 20 ou 25% do eleitoral? Então, hipoteticamente, este seria o piso que o governo se pôs para cair em termos de popularidade.

Mas qual é o cálculo? O cálculo é que com a aprovação da Reforma da Previdência (aqui não importa muito que seja a proposta original de Paulo Guedes), estariam lançadas as condições para uma retomada da economia. Na sequência o governo investiria na aprovação da reforma tributária. Há que se notar que a agenda do governo não destoa significativamente da agenda da maioria congressual que hoje orbita em torno de Rodrigo Maia. Os atritos entre essa maioria e o governo Bolsonaro são atritos por espaços de poder.

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Se, por hipótese, a Reforma da Previdência pode suscitar um crescimento em torno de 2 a 2,5% em 2020, então o governo teria condições de sobreviver, conseguindo arrastar apoio paulatino, mas crescente no Congresso Nacional e recuperando apoio na opinião pública. O desemprego poderia começar a ceder. Esta parece ser a estratégia do governo e a oposição deveria considera-la. Bolsonaro ganharia o bônus de colocar a economia na retomada sem fazer as concessões fisiológicas a congressistas. Seria um ativo político considerável.

A estratégia de Bolsonaro então se articula em dois pontos: 1) manter sua base ideológica arregimentada e mobilizada para a travessia de um momento difícil; 2) apostar na retomada da economia. Se não houver uma retomada minimamente satisfatória da economia, a estratégia do governo fracassará. Neste caso, a crise política se alastrará, as tensões sociais aumentarão, o conflito entre o governo e o Congresso se tornará mais agudo e um desfecho possível  seria o impeachment de Bolsonaro.

A oposição, por outro lado, não tem uma estratégia. Na questão da Reforma da Previdência, caminha à margem do processo. Os governadores da oposição parecem precisar da reforma, modificada, claro, mas os partidos são contra tudo. A greve geral foi uma greve parcial. Foi mal preparada e foi a frio. Isto é: uma greve geral só terá sucesso se for precedida por uma intensa preparação em mobilizações e greves generalizadas de categorias.

O PT, maior partido da oposição, se alimenta de uma coisa principal: o Lula preso. A manutenção da prisão de Lula é conveniente para o PT, pois assim tem a bandeira do “Lula Livre”. O partido mantém a retórica da vitimização, mas não consegue apontar para a construção de uma saída política. Não consegue propor uma estratégia para galvanizar os diversos setores sociais. Não consegue se reconectar com as imensas camadas que vivem nas periferias urbanas. O “Lula Livre” não se traduziu numa campanha de massa e nem em mobilizações populares. Se a campanha é importante em termos de proselitismo político, ela é inefetiva em termos de capacidade de pressionar o STF e outros poderes a ponto de proporcionar a liberdade de Lula. Nem a maioria do STF, nem os generais que pressionam o Supremo para manter Lula preso temem o PT.

No jogo político, um ator ganha efetividade em suas proposições se for capaz de se fazer temido pela sua força, pela sua astúcia e pela sua competência. Sem essa capacidade nos partidos de oposição, a militância do PT e da esquerda em geral é alimentada pela ilusão de que Lula será libertado pelo Supremo através de um habeas corpus ou que as revelações do The Intercept terão a força de anular o processo e de colocar Moro na cadeia. Se não houver foco, se não houver uma mudança de rumos em torno da questão Lula, corre-se o risco de que haja uma segunda condenação em segunda instância antes que ele conquiste a liberdade em função da primeira condenação.

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O PT e a oposição em geral se alimentam de expectativas geradas por acontecimentos que lhes são externos, por fatos que não produzem e nem controlam. Alimentam a ilusão de que um fato fortuito qualquer colocará Lula em liberdade ou derrubará Bolsonaro. As ilusões produzem a sensação de que é possível vencer sem lutar.

Há algo incompreensível na atitude das esquerdas quando se trata de pressionar instituições como o STF e o Congresso a partir de mobilizações de rua. As esquerdas mostram-se totalmente apáticas nessa prática. A extrema-direita bolsonariasta, com seu conteúdo fascistóide, não teme em pressionar as duas instituições, tanto nas redes sociais, quanto nas ruas. Várias análises de esquerda derrapam para um mi mi mi lamuriento que termina por condenar não só o conteúdo, mas também a forma da pressão em si sobre o STF e o Congresso como se isso ferisse a democracia de morte. É legítimo e necessário pressionar, a partir das ruas, com conteúdo e formas democráticos, qualquer instituição do Estado, ainda mais se for considerado que a democracia está capturada por elites políticas, econômicas e funcionais. Os bolsonaristas fizeram duas manifestações políticas neste ano e as oposições nenhuma. Não se pode considerar os protestos das universidades e os do dia 14 de junho como feitos dos partidos de oposição.

Excetuando o Nordeste, a centro-esquerda e a esquerda estão bastante fragilizadas em termos de presença institucional. As eleições municipais são um momento importante para tentar ganhar espaços institucionais. Como os partidos caminharão para este objetivo? Fragmentados ou mais unidos? Com que programas? Não há uma discussão pública acerca dessa temática. Os partidos funcionam, ainda e desgraçadamente, na era da comunicação instantânea e planetária, como sociedades secretas.

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Por outro lado, existe a política no plano nacional que tem elevado grau de autonomia em relação às eleições municipais. Três atores se movimentam mirando 2022: Bolsonaro, Moro e Dória. O governador de São Paulo é o mais desenvolto e o mais explícito nessas movimentações. Quais as linhas de força das oposições? Não se vencem eleições presidenciais com estratégias de última hora.

Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

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11 comentários

  1. Bom artigo professor,esta guerra é uma guerra não convencional o q ocorre com Bolsonaristas q incrivelmente ainda defendem um governo destruidor até de seus próprios interesses é q na mente da EXTREMA-DIREITA(termo muito bom p rotular Bolsonaristas pois soa perjorativo e muitos não se dão conta q estão sendo radicais demais)nesta gente o PIG colocou um objeto bem grande e pesado em suas mentes q se chama CORRUPÇÃO/LULA/PT isto já está no subconsciente deles e é preciso desprogramá-los e uma forma de a ESQUERDA/PROGRESSISTAS fazer isto seria fazer manifestações irônicas com reinvidicações do tipo; Não quero aposentar trabalhando só 15/20 anos espero os 62,Não às leis, sim a Sérgio Moro,Não quero oito reais de aumento do salário mínimo quero mais dinheiro a bancos etc…isto funcionaria muito com Bolsominions e seria uma estratégia boa para a esquerda se mobilizar e organizar,seria uma espécie de carnaval/manifestação.

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  2. O discurso das esquerda dentro da sociedade foi sequestrado pela grande mídia em uníssono e pela traição imposta pela lava-jato, leia-se judiciário no maior golpe já dado contra um país e na realização de sonho secular de agir contra as injustiças!
    A luta contra as injustiças atrai bons corações!
    Mas, quando eles acordarem e olhar suas perdas não será bom para quem engendrou tudo isso!

  3. É algo que já foi dito algumas vezes no site do Nassif: a esquerda tropeça nas próprias pernas. Às vezes, fazer troça e meme do (para o momento) Ignióbio é bom pra desopilar (até psicólogos estudam o efeito do humor pra lidar com questões da vida), mas…
    Cá entre nós, Bolsonaro cair, fica o Mourão. E ainda tem um Congresso, o pior de todos os tempos à direita, paralisado à esquerda.
    Está realmente difícil à esquerda. Dos meus amigos que frequentam alguns sindicatos, eles dizem que parece se viver em outro mundo. Claro, existem problemas macro a serem tratados, como o combate à reforma da Previdência, ou mais, a destruição do Estado brasileiro, levando junto a Constituição. Mas eles consideram que foi deixado de lado aquele problema aparentemente comezinho, como a pressão que um funcionário recebe de um chefe ou de um diretor de empresa (que é o arroz-com-feijão de todas as violências e arbitrariedades, incrível). E arrematam: não se faz bem nem uma coisa nem outra. Acho exagerado e genérico, mas não quer dizer que exista ao menos um caso em que essa análise não faça sentido.
    Se, por exemplo, o governo tem boa aprovação nas camadas brancas, acima de cinco salários mínimos e do Centro-Sul, há de convir, não seria coerente com a própria prática de Bolsonaro enquanto parlamentar? Não venha com a ideia de que agora ele é presidente: trata-se de um detalhe. Temer também governou com alta desaprovação e governou até o fim.
    Também é preciso colocar diante de si a tarefa: havendo a morte de Lula, qual será o capital político que sobrará? Desculpem pela pergunta um tanto crua, mas é necessária a análise. Preso, não foi capital político suficiente (por muito pouco, mas não foi). E morto?
    E para aquela esquerda que sofre da “doença infantil”, esqueçam aquela ilusão que data da época da Dilma (incluindo todo o realismo fantástico que dele derive): não haverá migração dos votos para esta esquerda.
    Com uma esquerda alheia às críticas à esquerda, Bolsonaro só cai se a cadeira foi puxada numa brincadeira tosca de seus próprios pares.

  4. Os generais e o STF não temem o PT?? Conta outra! É justamente por temê-lo que ele está encarcerado! Pavor,por exemplo,do que um “governo paralelo” em itinerância pode causar em momento de crise econômica,etc. Onde a esquerda (PT) erra feio é descurar da guerra híbrida,por ex., não fazer o mesmo jogo sujo que a direita faz na disputa pela narrativa, etc.

  5. É inegável o acerto da chamada “O governo vai mal e a oposição não vai bem”, entretanto acho sim que esse governo não tem estratégia. Salvo a de manter sua base gado como suporte, os atropelos do governo são exatamente fruto da falta de estratégia. O fato é que estamos vivendo um “parlamentarismo” torpe em que o Congresso está carregando uma pauta, basicamente limitada à reforma da previdência, definida pelo lobby do setor financeiro, representado pelo Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e propagandeada pelo PIG (Partido da imprensa golpista) que procura isolar o presidente Bolzo do governo Paulo Guedes, batendo no primeiro por ser insustentável sua defesa e preservando o segundo por defesa da agenda econômica. A parte, Sérgio Moro, antes também preservado, começa a entrar para o rol dos insustentáveis.

    A apatia da esquerda é real e acho que se dá pela titumbieza de defender o fim desse governo. O próprio Lula, em suas entrevistas, desconversou sobre um possível impeachment do Bolzo. Tem sua razão, pois sabe o quanto o país e as instituições ficaram feridas com o impeachment da Dilma e que o centro direita não se mobilizariam para o impeachment do Bolzo e sozinha a esquerda não o faria. Apostam no desgaste do governo e da direita como um todo para obter sucesso nas eleições municipais e se fortalecerem para as presidenciais em 2022. Mas correm o risco sim de que a reforma da previdência, que nada irá melhorar a economia do país, mas se aprovada, gere um otimismo inicial que promova um pequeno crescimento a tempo de ser capitulado eleitoralmente pela direita, já que seus malefícios ao povo só serão percebidos no médio e longo prazo.

    Também, não acredito que o PT queira o Lula preso em nome da bandeira “Lula Livre”. Acho que com o advento da #VazaJato, Lula já está livre, só falta sair da cadeia (mesmo que demore) para iniciar as campanhas para as eleições municipais e mesmo presidenciais. Quanto à segunda condenação, além das fragilidades processuais sabidas, lembremos que quase todo o processo se deu sob a tutela suspeitíssima de Moro que, se parcial no processo do Triplex não seria imparcial no do Sítio de Atibaia. Certamente haverá vazamentos sobre esse processo, pois foi contemporâneo às muitas mensagens já vazadas.

  6. “Muitas pessoas de esquerda se alimentam de ilusões, pois elas fornecem atalhos e soluções fáceis, mas que nunca se concretizam.”

    Bom, esse problema é central. Existem praticamente duas esquerdas hoje no país: a esquerda “de fora” das instituições e a esquerda “de dentro” das instituições. A diferença de entendimento da situação e de atitude é tão profunda entre ambas que quando comparamos essas duas facetas de esquerda nem parece que estamos diante do mesmo campo político.

    Para a esquerda de fora, que está sendo massacrada (literalmente), não há tempo a perder. Presidente não cai sozinho. Tem de ser derrubado. O povo tem todo o direito de derrubar um governo criminoso. O povo tem todo o direito de pegar uma arma e atirar no Witzel. Estamos vivendo uma guerra de classes sociais, e a classe trabalhadora só apanha. Precisa começar a bater na burguesia.

    Do outro lado, temos a esquerda institucional, que não quer fazer nada. Não sei se o conforto material que um salário de deputado providencia, ou se a sensação de poder que ser governador propicia, mas esse ramo da esquerda está alheio ao massacre social que está ocorrendo no país. E vêm com a brilhante ideia de não fazer nada até 2022. Me lembra do Carlos Lacerda esperando a eleição de 66.

    Isso aqui não é um “sonho ruim” que logo, logo vai passar. Isso aqui é um golpe de estado que pode nos amaldiçoar pelos próximos 20 anos. “Igual que nem” o anterior. Ou até pior.

    O professor Aldo fala de uma esquerda que busca “atalhos” e vive de “ilusões”.

    E, curiosamente, essa é a esquerda que muitos reputam como “racional, equilibrada, responsável”. Na verdade, esses Haddads, Genros, Boulos da vida são o que de mais covarde e sem-noção a esquerda produziu ultimamente. Que falta faz um líder popular de verdade, um Lula, um Brizola, um Prestes. Nenhum deles faltou ao enfrentamento de classes, ao que essa “ex-querda” atual foge como o diabo da cruz.

  7. E muito pessimismo num só e pequeno texto, dito de uma forma como se o autor fosse uma vestal, que estivesse aqui de passagem, nada tendo a ver com o que acontece, no campo da esquerda que parece ser sua preocupação. Claro que não dá para desmerecer muitas da críticas feitas da atuação das esquerdas, principalmente do PT, ao longo do tempo.Entretanto, é um tremendo exagero dizer que ninguém faz nada,ou esteja no momento nada fazendo, porque não atua como desejaria o Professor. O discurso serve mais para baixar o moral da tropa, do que para enfrentar a extrema-direita no poder. É baixar a bola e tentar influir para os que têm visão não exatamente igual faça as correções que julgarem necessárias e oportunas. Baixa a bola, Professor!

  8. Dentro do PT existem grupos que querem construir o partido e há outros que querem se construir dentro do partido, tanto que diversos partidos de esquerda, hoje, se construíram dentro do PT (PSOL, PSTU…)
    Lula não manda no PT ( nem quer), é uma liderança reconhecida por toda a esquerda nacional e internacional. Outra coisa, as deliberações internas não devem ser expostas sem a participação das executivas, por isso os jornalistas progressistas ou não, publicam análises que são opiniões, apenas opiniões acadêmicas que acabam sendo tão ruins como essa, sem direção. É a análise sem fio, pois não se aproxima e não “conversa”, não “chega” a público nenhum. LULA LIVRE é a defesa sobre um preso político, sobre o Estadista LULA, é um compromisso óbvio de quem respeita a construção da democracia! Essa matéria satisfaz algum ego perdido ( sem nenhuma alusão ao “Elo”). É isso.

  9. A estratégia do Bolsonaro é usar o auto-golpe, caso precise. Não sei se o auto-golpe se dará com ele ou não. Na verdade por isso tenta neutralizar o fogo amigo. Os militares sabem que os praças são Bolsonaristas. O PT faz o jogo da direita, verdade seja dita, a corrupção ainda é algo que assola o partido, e olhe que voto nele. O PSOL e a REDE são idiotas úteis, o PDT, PSB e outros dançam conforme a música. Em alguns casos, não há muito o que se fazer.

  10. A estratégia do Bolsonaro é usar o auto-golpe, caso precise. Não sei se o auto-golpe se dará com ele ou não. Na verdade por isso tenta neutralizar o fogo amigo. Os militares sabem que os praças são Bolsonaristas. O PT faz o jogo da direita, verdade seja dita, a corrupção ainda é algo que assola o partido, e olhe que voto nele. O PSOL e a REDE são idiotas úteis, o PDT, PSB e outros dançam conforme a música. Em alguns casos, não há muito o que se fazer. Olha, a nossa apatia é por falta de liderança. Vamos criar grupos de zap zap e começar a demonstrar de forma sistematizada as práticas do governo, que tal???? Criar salas para mobilizar o povo e explicar o que está acontecendo????

  11. -> Se não houver uma retomada minimamente satisfatória da economia, a estratégia do governo fracassará. Neste caso, a crise política se alastrará, as tensões sociais aumentarão, o conflito entre o governo e o Congresso se tornará mais agudo e um desfecho possível seria o impeachment de Bolsonaro.

    DIEESE-SAG (Sistema de Acompanhamento de Greves), quantidade de greves por ano:

    2018 – 1.453;
    2017 – 1.566;
    2016 – 2.093;

    o futuro do governo Bolsonaro já é agora.

    se não para uma oposição que não deseja existir, sem projeto e sem estratégia, ao menos para os de baixo, que já não suportam arcarem com o pagamento da crise.

    a evolução dos movimentos grevistas, inclusive nos setores terceirizados, é o melhor indicador que existe sim opção fora de uma Esquerda pelega, institucional, eleitoreira, obsoleta…

    a crise brasileira é a crise de nossas lideranças de Esquerda, pois todas as razões para uma revolução estão aí.

    não é por outro motivo estarmos sob intenso ataque contra-revolucionário. justamente para neutralizar e capturar a energia da revolta, antes dela se organizar numa vanguarda revolucionária.
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