
O PT precisa definir um vice
por Aldo Fornazieri
Em artigo anterior se afirmou que o PT se encontra numa encruzilhada, com três estradas, e que cada uma delas implica altos riscos. Quais sejam: 1) marchar com a candidatura Lula até o fim; 2) escolher outro candidato; 3) participar de uma frente de esquerda, ocupando a posição de vice na chapa. Afirmou-se ainda que as circunstâncias da condenação e da prisão de Lula implicam que o partido caminhe com ele até o fim, jogando para os ombros das elites e do Judiciário o custo de interditar a candidatura do líder mais popular do Brasil.
A estratégia de marchar com Lula, correta pelo que ele representa, correta pelo dever da lealdade, correta pelo sacrifício injustificado a que Lula está submetido por um Judiciário golpista, correta porque é preciso assumir uma política de enfrentamento contra elites predatórias e contra a marcha fascistizante no país, precisa, contudo, de um complemento. Trata-se de definir um vice na chapa de Lula para que a própria estratégia ganhe consistência e potência, para que saia de um terreno meramente defensivo e evite o definhamento do capital eleitoral de Lula, pois o seu capital político só tende a crescer.
É preciso notar que há uma diferença entre o capital político e o capital eleitoral. A força mítica de Lula se fortalece à medida em que ele sofre na cadeia, na medida em que ele está desterrado do convívio humano, na medida em que seu cárcere é pior do que os cárceres da ditadura e se parece com os calabouços dos martírios medievais ou com as celas dos campos de concentração dos regimes totalitários. Quanto mais Sérgio Moro assume a face de um juiz injusto, impiedoso, cruel, nazista e desumano, mais o sacrifício de Lula vai se tornando força e energia vivificantes de lutas e esperança de transformações.
A força mítica de um líder, contudo, pode permanecer latente por anos, por décadas, por séculos. Fica como uma brasa ardente sob as cinzas dos tempos históricos, cativos das tragédias e da impotência dos povos. Fica ardendo de forma latente até que um outro líder, um partido, um movimento a transforme novamente em chama viva, capaz de acender a imaginação, as mentes e as paixões orientadas para os combates criativos, transformadores da realidade injusta.
O problema do PT é precisamente este: como transformar a energia e a potência mítica de Lula em chama, em força viva, em movimento transformador. Um acampamento de solidariedade é importante, mas é insuficiente. Um eloquente e unificado 1º de Maio em Curitiba é simbólico, mas não pode se esgotar em si mesmo. Cartas, solidariedade das mais diversas personalidades, partidos e movimentos são reconfortantes, mas tudo isto precisa transformar-se em movimento de rua e em força organizada, principalmente quando a covardia neofascista desencadeia ofensiva crescente de violência política.
A força mítica do líder não é ativada por ele mesmo quando se encontra preso. Seja no caso em que se encontra preso, seja no caso de quando partiu para o além, a força mítica do líder só se torna energia e movimento se for ativada pelos seus herdeiros, pelos seus partidários, pelos seus seguidores e devotos. O PT não vem se mostrando capaz de ativar a potência de Lula. Em que pese o crescimento do apoio e da solidariedade a Lula, não está ocorrendo uma convulsão nas ruas cogitada por dirigentes petistas. Não se vêem barricadas, e os prédios dos poderes públicos não estão sitiados por manifestantes. A calma da resignação e da derrota contrasta com a estridência das declarações e das proclamações. Não dá para ficar no “só Lula isso…, só Lula aquilo”, enquanto Lula permanece preso sem perspectiva de sair e sem que haja força para libertá-lo. É preciso agir e construir essa força. A coragem precisa ser real, não pode ser pueril, bravateira.
Há um paradoxo em tudo isso. Desde 2016, com a instalação do governo golpista, o humor da sociedade vem mudando. O golpismo, o conservadorismo e o governo perdem espaços na opinião pública e uma opinião simpática às teses progressistas vem crescendo. Isto tudo contrasta com as sucessivas derrotas do PT e da esquerda no plano institucional, particularmente no plano das decisões judiciárias. A estratégia do PT errou ao acreditar em demasia nos meandros judiciais e advocatícios, não cuidando de organizar e mobilizar as bases sociais.
Por que um vice
A campanha eleitoral, a rigor, já está em andamento. Guilherme Boulos, Manuela e Ciro Gomes, corretamente, vão ocupando espaços políticos e eleitorais disponíveis, buscando consolidar suas candidaturas e angariar votos. Os candidatos de centro e direita também se movimentam. Com seu candidato na condição de prisioneiro político, o PT está paralisado eleitoralmente. E na medida em que Lula é prisioneiro, boa parte do seu eleitorado, naturalmente, busca alternativas porque, no seu cálculo realista, não acredita na possibilidade da candidatura Lula. Esta busca de alternativas não expressa uma erosão do capital político de Lula e nem uma deslealdade do eleitorado. Ela se define pelo caráter pragmático do eleitor. Em suma: a força mítica não pode ser mística. Ela incorpora a fé, mas precisa ser realista.
Quanto menos o PT ocupar o espaço eleitoral, mais crescerá a discrepância entre o capital político e o capital eleitoral de Lula. Até mesmo candidatos da direita e de centro tendem a capturar parcelas de eleitores de Lula, como mostram as pesquisas. Esta sangria, o PT tem a responsabilidade de estancar. E a forma de estancá-la consiste na definição de um vice para que ele se movimente nos espaços eleitorais existentes, defendendo Lula, defendendo um programa para o país e defendendo propostas orientadas para as necessidades do povo. Este candidato a vice, na ausência de Lula, tem que fazer-se Lula junto ao povo.
Todos sabem que a força do PT sempre esteve aquém da força de Lula. Sem Lula comandando um processo eleitoral, a erosão do PT tende a ser maior. Haverá uma despotencialização das candidaturas a deputado, governador e senador se não for apresentada uma estratégia que indique perspectiva de poder. Aliás, é incompreensível que o PT e os demais partidos de esquerda não tenham estratégias fortes para a disputa nos legislativos – instâncias de poder e de decisão fundamentais para a disputa de hegemonia e de viabilização de políticas progressistas. Por exemplo: no caso do PT, líderes como Tarso Genro, Olívio Dutra, Jacques Wagner, entre tantos outros, deveriam disputar cadeiras na Câmara dos Deputados neste momento angustiante para o povo brasileiro, neste momento em que há a necessidade e o dever de barrar o crescimento do conservadorismo e do neofascismo.
A necessária e urgente definição de um vice não deveria significar o fechamento do PT para o fortalecimento de relações e para possíveis negociações eleitorais com partidos progressistas e de esquerda. Neste momento há um dever que se sobrepõe aos interesses individuais e partidários: barrar a direita e fortalecer o campo progressista. Nesta conjuntura difícil e imprevisível, os dirigentes partidários e o próprio Lula, na sua solidão, devem ser iluminados pela sabedoria e pela prudência. Lutar pela liberdade de Lula, defender a democracia enfrentando os neofascistas e propor programas e propostas para tornar o Brasil mais justo, igualitário, livre e desenvolvido são as finalidades comuns dos progressistas e das esquerdas. É preciso virtude moral e competência operacional para manejar os meios e os métodos necessários para obter êxito nos fins.
Aldo Fornazieri – Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).
Jader Martins
30 de abril de 2018 12:08 pmÉ ele : Celso
É ele : Celso Amorim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Jader Martins
30 de abril de 2018 12:08 pmÉ ele : Celso
É ele : Celso Amorim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
joel lima
30 de abril de 2018 12:14 pmInfelizmente, o PT não
Infelizmente, o PT não conseguiu, desde a tirada de Dirceu do jogo político com o mensalão, ter um nome que não ficasse tão longe da força que Lula tem no partido, uma força que aglutina todas as alas dele. Se hoje Lula falecesse, amanhã o PT implodiria – o que representaria um enfraquecimento ao espectro de esquerda do país.
Fernando J.
30 de abril de 2018 2:16 pmPois é
Depois o Ciro diz, enfiando o dedo na ferida e com toda propriedade, que “o PT/Lula é sombra de mangueira,não nasce nada embaixo”, a militância urra enfurecida.
João Sabóia Jr.
30 de abril de 2018 12:47 pmCampanha eleitoral
Discordo do Prof. Aldo quando coloca que “Guilherme Boulos, Manuela e Ciro Gomes, corretamente, vão ocupando espaços políticos e eleitorais disponíveis, buscando consolidar suas candidaturas e angariar votos”. Entendo que Manuela e Boulos deveriam cessar suas campanhas eleitorais, Ciro, por ser um aproveitador, não faria isso.
Suspender suas campanhas, Manuela e Boulos, seria mostrar a sociedade que a eleição sem Lula é mais um golpe, que não serão legítimas visto que o candidato de maior aceitação popular está alijado da disputa por razões e interesses de uma direita que realizaou o Golpe de2016.
Não há nada mais importante neste momento que o país atravessa que defender a libertação imediata de Lula e seu direito de concorrer à Presidência, sem essas duas condições a eleição que se aproxima se tornará uma fraude e não cabe a nenhum partido de esquerda legitimar essas fraudulentas eleições.
A participação de Lula nas eleições legitima também as candidaturas de Manuela e Boulos.
#LulaLivre #LulaCandidato
Giuseppe Junior
30 de abril de 2018 1:09 pm“Aliás, é incompreensível que
“Aliás, é incompreensível que o PT e os demais partidos de esquerda não tenham estratégias fortes para a disputa nos legislativos – instâncias de poder e de decisão fundamentais para a disputa de hegemonia e de viabilização de políticas progressistas.” Creio já ter escrito isso por aqui umas trezentas vezes, e não se vê nada de alentador no horizonte que se aproxima rapidamente. Ou seja, temos uma absoluta falta de estratégia para ocupação do legislativo, o que demonstra a falta de maturidade (ou de inteligência) política dos partidos de esquerda, e o resultado já sabemos qual vai ser. Assim como na natureza, a seleção premia os mais fortes e preparados.
Spin GGNauta
30 de abril de 2018 1:20 pmEntendo que o PT deva lançar
Entendo que o PT deva lançar um nome que já seja conhecido das massas, um deles é Eduardo Suplicy,,,…Haddad concorreria ao Senado….
Outro nome: Gleisi Hoffmann
Outro: Lidenberg Farias
Um nome que não necessite que Lula diga: este é do PT, este tem meu apoio…
Um nome que já seja identificado como sendo do PT, o que não o caso de Haddad, pelo menos para as massas.
E não adianta dizer que a campanha tornará conhecido o nome: isso não será possivel porque, além do pouco tempo na TV, teremos apenas 30 dias de campanha e sem dinheiro e tendo que enfrentar esse poderoso rolo compressor formado pelo conluio midiático penal e grandes corporações nacionais e internacionais.
Gilson AS
30 de abril de 2018 1:28 pmSe lançar um vice agora será
Se lançar um vice agora será alvo de fúria geral. Da mídia e judiciário.
Veja o que ocorreu com Jaques Wagner, foi queimado na largada.
Tem que forçar barra com Lula até onde não der mais. Server para expor a ira, fúria e armações do consórcio golpista.
Vamos ver até onde esse merdelê vai dá. Terá que ter um final. Ou ganha a Democracia ou o consorcio golpista.
Luiz Gonzaga da Silva
30 de abril de 2018 1:44 pm“…líderes como Tarso
“…líderes como Tarso Genro…”
Por que não? Ex- governador, ex-prefeito, ex- ministro…
Com esse currículo, com o apoio de Lula, acredito que teria grandes possibilidades de sucesso. O fato de não ser muito conhecido no país, apesar de ex- ministro da Educação e Justiça, seria favorável. Poderia ser o “novo” no quadro eleitoral.
Sendo sulista, intelectual poderia ajudar a vencer barreiras preconceituosas no sul e sudeste. No nordeste, a força de Lula cumpriria o resto do roteiro.
Outra vantagem de Genro é, digamos, sua ficha limpa. Nos últimos meses, aventou-se a hipótese de Haddad ou Wagner serem os vices de Lula, prontamente, o judiciário golpista se pôs na rua. Até relógios “ching ling” apreendidos na casa do ex-governador baiano foram vendidos para a população como jóias valiosíssimas. Já Haddad é vítima de inquérito sem pé nem cabeça.
Enfim, devemos levar a candidatura de Lula até o dia em Fux, ou seu sucessor, barrarem o cabeça da chapa do PT. Neste momento, com grande estardalhaço, anuncia-se que o vice assume a grande missão de restaurar a democracia e os direitos do povo no Brasil.
O acontecimento, causaria um efeito “queda de jatinho”, mas com grande chance de sucesso. Sem tragédias e com final feliz.
PS.Na campanha para os legislativos, o PT e os partidos de esquerda deveriam procurar uma estratégia que fosse algo parecido com o grande feito do antigo MDB em 1974. Inclusive, em alguns casos, apresentarem dois canditados ao Senado.
Alexandre Tambelli
30 de abril de 2018 2:08 pm# Lula Livre é a bandeira do agora, vice quando for obrigatório.
A realidade do Golpe não permite o PT apresentar seu vice agora, penso eu.
Lança agora e será a manchete da velha mídia capitaneada pela Globo: PT lança vice porque sabe que Lula não sairá da cadeia! PT confessa que Lula não será candidato e lança seu sucessor! Vice de Lula já foi acusado disto e daquilo! PT não deve ter chances eleitorais, o indicado de Lula não passa de 3% nas pesquisas eleitorais! Lava-Jato já esteve e deve entrar na mira do candidato de Lula! etc.
O Golpe está a cada dia mais descontrolado e sem perspectivas eleitorais, vide o que aconteceu na simples decisão da segunda turma do STF, de que o Juízo Natural no processo de Atibaia e do terreno que nunca foi do Instituto Lula e do apê que o Lula paga aluguel devem ser respeitados.
No mesmo instante pegaram dois presos sem condenações definitivas da Lava-Jato, presos apenas com a intenção de serem um “exército de reserva” do Golpe (da dobradinha irmãos Marinho e Sérgio Moro) para tentar manter Lula preso e tentar invalidar o PT nas eleições deste ano. Dois delatores que supostamente sabem coisas contra o PT e Lula e Dilma que nunca foram ditas, que bem sabemos serão inventadas e utilizadas por Globo & Lava-Jato contra seus adversários mais fortes.
Duas pessoas presas e desesperadas, vai saber o que não fazem com elas os integrantes da Lava-Jato e o que não prometem se fizerem o serviço desejado pelo golpismo da Globo e de Moro, podem até serem mantidas presas e serem prometidas recompensas, pós-Eleição, supostamente sem Lula. Duas delações que vazam pela Globo, que nascem na velocidade de um cometa e que nem poderiam ser colhidas, afinal, o STF ainda não decidiu se a PF tem a condição de ser “produtora” de “delações premiadas”.
Se o PT lançar seu vice agora, a Lava-Jato e a Globo arrumam um pedaço de delação do Duque, do Palocci para difamar e mentir contra ele, mandam a PF na casa do vice 6 horas da manhã com toda a velha mídia a filmar, dão um jeito de uma condução coercitiva, pedem até uma prisão preventiva contra o mesmo, e, será um massacre diário até outubro.
Primeiro precisamos fortalecer o # Lula Livre em todo o território nacional e no Mundo, enfraquecer mais um tanto o Golpe e a dobradinha Globo & Lava-Jato e escancarar o que esses dois agentes fazem.
O Golpe está desmoralizado, os índices sociais e econômicos comprovam e não se produzirá dele uma candidatura exitosa este ano. A nossa Luta hoje é por # Lula Livre e pela denúncia diária ao golpismo eleitoral e à destruição do Brasil. De escancarar a condenação política de Lula para o Golpe não acabar em 1 de janeiro de 2019.
Não é inteligente colocar o vice de Lula em circulação agora, é dar a chance de acreditarem que estamos aceitando Lula na cadeia, aceitando que Lula não será candidato.
Libertemos Lula. O Golpe está sem forças para vencer, derrotemos a dupla Marinhos & Moro primeiro, eles estão perdendo apoio popular continuado e consistente, para além do gueto de classe média e médio-alta tradicionais e em parte dentro dele por causa de uma crise econômica e social sem precedentes e que anda pauperizando e retirando emprego e moradia dessa gente também. Depois vamos partir para a Eleição. Lula está em ascendente. Marinhos & Moro em descendente.
O jogo é de paciência, falta um tempo para ficar incontrolável a situação dos golpistas e da dobradinha Globo & Lava-Jato, vamos vencer e assumir em 1 de janeiro de 2019 jogando com inteligência e sem atravessar o carro na frente dos bois.
Uma coisa de cada vez.
Vice só quando for obrigatório.
A Luta de agora é # Lula Livre!
Serjao
30 de abril de 2018 2:11 pmO Lula vai morrer no cárcere
Pensar em eleição nesse momento é delírio.
É um desarranjo cognitivo de quem perdeu a noção da realidade.
maria rodrigues
30 de abril de 2018 2:18 pmTá faltando competência
Tá faltando competência operacional aos petistas. Muito importante essa matéria. Fala por mi e por todos nós, que estamos seguindo essa trajetória infame e vil de Moro, incapaz de pensar em seu próprio futuro, prendendo-se tã-só a uma perseguição doentia a um homem idoso, com idade pra ser seu pai, por mero capricho, desservindo ao País, à Nação, enquanto mete no mesmo saco um petista e uma empresa, um petista e uma indústria, um petista e nossas riquezas todas, de braços dados com a mídia, tal como víamos nos idos da ditarua, Marinhos sempre andando ao lado dos generais, pra que ninguém duvidasse desses conchavos. Hoje é tudo o mesmo do mesmo, com a diferença de que nem tudo é verde oliva, porque prevalece o preto das camisas de alguns, ou da toga.
Faz tempo que esses conselhos vem sendo dados aos petistas, que, a bem da verdade, agem meio contra eles mesmos, qjuando divulgam o desnecessário, convindo aos algozes mais uma trauletada. Os respiros da esquerda são sentidos pelos da diretia extremistas, mais que o contrário. Aquela escuta de Dilma falando com Lula, ela ainda na presidência, foi o começo de uma série de escutas, de que não saberemos jamais, porque Teori não gostou e Moro lhe peiu desculpas.
As esquerdas tem o mesmo discurso; estão sentindo a necessidade de se unir para peitar o mal maior. Mas, nada poderá superar o momento sem mais ações, “competência operacional”.
Um vice, que poderia ser logo, urgentemente trabalhado para assumir o comando do partido, em nome de Lula, preso mas ainda vivo, a expor suas ideias, e influir definitivamente para o processo eleitoral, em defesa de Lula, mas também contra o ressoar dos tambores dos Bolsonadas, dos fascistoides.
Eu adorei ver um debate em Osxord com Ciro e Jaques Wagner. Este último tem muito a nos dizer, e nele se verifica muita sabedoria política por sua capacidade pessoal de pôr na mesa do debate as ideias do seu líder, mas também o que se passa no Brasil de agora. Ele tem perfil ótimo para vice.
Nome mais enriquecedor pra esse cargo, porém, tinha que ser Celso Amorim. Ele tem tutano, conhece o Brasil e o mundo, e, pra se diferenciar dos demais, tem a elegância de um diplomata, conciliador, embora firme nas suas ideias progressistas. Sobretudo, por ter sido chanceler no governo de Lula, pode auscultá-lo mesmo de longe.
Por fim, uma pena que até agora, mesmo debaixo de saraivada de tiros, não se vislumbre no horizonte uma ação mais concreta do PT em seu benefício. Tudo que fizeram e estão a fazer, é pouco.
Fernando J.
30 de abril de 2018 2:34 pmDançando à beira do abismo 2
Sábado, 14.04.2018 – Entrando em Taubaté pela rodovia Oswaldo Cruz (Taubaté-Ubatuba), no bairro do Belém, um out door gigante, muito bem feito, caro e vistoso do inominável ex-capitão candidato a presidente. Andei a cidade toda, e vi vários iguais, estrategicamente colocados nos pontos centrais e entradas da cidade, havia até painéis eletrônicos, que são muito mais caros. É assim, a campanha DELES em pleno andamento, correndo todo o país, fontes de financiamento garantidas, etc, etc, etc. A nossa? Estacionada em Curitiba, se é que pode se dizer que há candidatura nossa.
Não há, e é isso que exaspera boa parte dos analistas que dispensam preocupação com os destinos do país. O PT não tem dinheiro sequer para manter o Instituto Lula, o que dirá uma caríssima campanha presidencial, a menos que o candidato se locomova pela Itapemirim ou Cometa. O Instituto Lula tem uma vaquinha virtual buscando miserentos R$ 720 mil. Sábado 28 estava em 26,5% da meta, hoje avançou para espetaculares 26,6%, ou seja, incríveis 0,1% em dois dias! Nesse ritmo, a meta será atingida em 154 dias, no começo de outubro.
Dr. Aldo Fornazieri é um que está exasperado, e toca num ponto central, as campanhas para o legislativo estão empacadas. O tempo está passando. O abismo está a um passo.
Jandui Tupinambás
30 de abril de 2018 2:45 pmLula já tem seu vice
Mas ninguém precisa saber. E nem deve. Acho que não é hora disto.
A estratégia é mantê-lo na moita. Lula se tornará ineligível antes do segundo turno. Aí, o vice-se torna o candidato.
O ideal é que este vice só apareça em Agosto.
O vice, sabendo que Lula se tornará inelegível, provavelmente deve topar a parada. Tem que ser um cara bom de debate, sem problemas com a Lava-Jato. Acho que todos sabem quem deveria ser o cara, né?
Dois problemas a serem resolvidos:
a) este vice aceitará esta tarefa?
b) teremos eleição depois de Lula inelegível?
Maria Luisa
30 de abril de 2018 2:55 pmO xeque-mate com o vice
Quem?
Celso Amorim
Fernando Haddad
Jacques Wagner
Fora do partido
Requião
Boulos
Ciro Gomes?
Sera que o Ciro vai acordar? O cavalo esta passando… Não se sabe ainda quem vai ser o vice de Lula preso e com seus advogados estrangulados pelo custo do processo penal de Lula, mas se o STF não peitar o processo farsesco da PGR e da primeira instância, Lula continuara na prisão durante a duração das eleições presidenciais deste fatidico 18. Logo, o vice podera ser o Rei nesse xadez. Lembrando a importância do vice-presidente na historia da Republica Brasileira.
Wilton Santos
30 de abril de 2018 3:22 pmConcordo com o Aldo sobre indicar um vice e manter a candidatura
Concordo com o Aldo sobre indicar um vice e manter a candidatura do Lula. Esse vice provavelmente será o Haddad, pela proximidade que tem com o Lula e a possibilidade de visitar o ex-presidente constantemente como seu advogado. Mas infelizmente o Haddad não está disposto a assumir protagonismo nesse processo de resistência. Ele simplesmente sumiu.
Quanto ao PT, o que tem ocorrido são iniciativas pontuais de algumas lideranças como a Dilma, o Lindbergh, o Paulo Pimenta, o Wadih Damous e a própria Gleisi Hoffmann. Além do senador Requião e da Manuela D,ávilla e do Boulos. Só faltava a participação mais ativa do Haddad.
É digno de nota a postura da presidenta do PT Gleisi Hoffmann nesse processo. Ela se comporta como uma verdadeira leoa. Nesse exato momento está no Chile denunciando a perseguição ao Lula num encontro com representantes da Aliança Progressista (entidade que congrega os principais partidos de centro-esquerda do mundo).
Se o Haddad tivesse 10% da coragem e da ousadia da Gleisi nós não estaríamos nessa situação. Em todos os atos que o Haddad esteve com o ex-presidente, raramente discursava. A coisa mais difícil é ver o Haddad se expondo em público e conversando com a população. Suas aparições se limitam a entrevistas para a imprensa em salas fechadas, bem longe do povão.
Se realmente levarem a diante a opção do Haddad como vice do ex-presidente, é melhor convencê-lo a se misturar mais com o povo e discursar nos atos de apoio ao ex-presidente.
bobo
30 de abril de 2018 3:35 pmDiário de um detento
Uma candidatura vinda mesmo que não exclusivamente da política e que denuncie não somente o golpe e as medidas do governo golpista mas a estruturalidade da opressão do brasil oligárquico e desigual que agora persegue Lula será única e inconfundível.
Hélio César
30 de abril de 2018 3:48 pmDiscordo….
Discordo do Aldo, não é hora de lançar candidatura a vice, salvo pra ver a reaça da Midia e do Judiciário. Neste momento essa duas instituições são capazes de criar fatos e macular a imagem de qualquer político. Devemos nos Concentrar nas ruas, nas redes e em qualquer canto, pelas liberdade da LULA, e deixa a midia e o judiciário sem saída. Se cedermos lançando Candidato, certamente, as mobilizações podem se fragilizar, e cairemos no que eles mais querem: ESQUEÇAM LULA.
O PT tem que ser ainda mais estratégico, chamar as lideranças pro embate nas ruas em todos os Estados, inclusive em Curitba. Mostra força, somente assim deteremos o Judiciário, chamando atenção de muitos jurista, juizes, desembargadores e ministros que não compactuam com essa minoria do Judiciário e da Midia que hoje desgaçam nosso País.
jcordeiro
30 de abril de 2018 4:27 pmLula Candidato
Nassif: nessa não concordo com o Aldo. Seria, ao meu modesto ver, um erro sem tamanho. É o que querem os corruptos e ladrões congressistas e empresários, tanto quanto os da caserna, atualmente comandados pelos de verdeoliva.
Acho que deve, até por uma questão estratégica, manter o Sapo Barbudo (versão caserna) correndo soltinho, mesmo enjaulado. Isto se até lá não passarem o serol nele. A patota dos Pinhais disse tá de saco cheio, com pobres passeando pelas ruas da cidade-modelo. Bala não há de faltar. Daqueles 2 milhões de cartuxhos 9mm da PF, desviados na Paraiba, ainda resta mais da metade do lote. Vai que as coisas não saiam como previstas por Washington…
Orlando Soares Varêda
30 de abril de 2018 6:40 pmCalma pessoal. A montagem de
Calma pessoal. A montagem de uma estratégia política eleitoral não deve ser tratada como se cuida de uma sangria desatada. Especialmente neste momento, quando se trabalha num quadro tão desassossegado e confuso como o atual.
Diria até, que o momento recomenda muita parcimônia comedimento e controle. Penso que o ideial seria desorientar os adversários. Se for necessário, devemos até inverter as setas das placas de sinalização, levando os adversários a dar com os burros n’água. Quanto mais inseguros estiverem quanto aos nossos futuros passos, melhor.
Além do mais. Não vamos levar tão a sério, essa pantomima democrática eleitoral, tão ao gosto do Uncle Sam. Não devemos nos negar em participar, todavia, sabendo que se trata de excelente artifício para comediantes, cômicos, e diversão. Sendo também, uma boa oportunidade para propiciar aos pequenos, tomar gosto pela política.
Orlando
Jossimar
30 de abril de 2018 6:50 pmERRADO.
É a primeira v ez em
ERRADO.
É a primeira v ez em muito tempo que o PT está certíssimo.
Mantenha o Lula candidato até o fim. Indicar vice só no último dia de registro das candidaturas. Se indicar antes a globo e a lava jato o destroem em uma semana.
Depois de agosto se deixarem o Lula inelegível(o que não deveria ser aceito pacificamente pelos brasileiros) entra o vice em seu lugar como cabeça de chapa e outro vice seria indicado.
arkx
30 de abril de 2018 8:38 pmO PT precisa definir um vice
após mais de três semanas da rendição voluntária de Lula, um dos episódios mais deprimentes e humilhantes da História do Brasil, acentua-se um delírio coletivo incessantemente retroalimentado pela lavagem cerebral do Lulismo: “repetindo Lula Lula Lula Lula Lula… umas cem vezes por minuto. Acho que assim funciona.”
apenas neste artigo, é citado 26 vezes. depois, é arkx o obsessivo…
enquanto ainda paira no ar a inconveniente pergunta jamais respondida: “Onde está Cunha?”, a ela agora se deve agregar: “Onde está Lula?”
o prisioneiro que ninguém consegue visitar ainda estará vivo? está mesmo na PF em Curitiba? quais suas concretas condições de saúde física e psicológica?
as reportagens de Renato Rovai revelam aquilo desde décadas sabido: a decisão de não resistir sempre tem sido do próprio Lula – ao menos desde o segundo turno das Eleições Presidenciais de 1989, a primeira por voto direto após o Golpe de 1964.
assim como sempre foi escolha do próprio a tática da capitulação voluntária, a serviço de uma estratégia de conciliação permanente para viabilizar um projeto de hegemonia às avessas. curvar-se a quase totalidade das exigências de uma minoria, para tentar se legitimar pela concessão de alguns poucos benefícios para a maioria.
agora esta promíscua conciliação de classes jaz solitária numa masmorra de porta destrancada.
ou será que não?
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Doney
1 de maio de 2018 9:15 amIdeia trágica
Esta ideia me parece trágica de A a Z.
Se escolherem o vice, o PT já terá admitido que este vice será, na verdade, o candidato a presidência. Por um lado, vai sacrificar a ideia Lula (que é só uma ideia, claro, Lula não será candidato e todo mundo – a não ser os ortodoxos – sabe disso). Por outro lado, vai se sepultar qualquer chance de uma frente de esquerda viável, que tenha a capacidade de vencer as eleições.
Sobre o escrito de que a prisão tem majorado a “força mítica de Lula”, que “o sacrifício de Lula vai se tornando força e energia vivificantes de lutas e esperança de transformações”, desculpe dizer, mas isto é um completo delírio. É confundir a torcida com os fatos.