Os boatos sobre a busca e apreensão na casa de Sérgio Moro, por Luis Nassif

Provavelmente, o fake visou criar uma cortina de fumaça capaz de nublar outras operações do mesmo tipo, mas contra alvos próximos a Moro, que não são nem do Judiciário, nem da Polícia Federal de Curitiba, nem da relação e amigos civis

Segundo os jornais, foram fontes da Lava Jato Curitiba que lançaram a suspeita de que a Procuradoria Geral da República ordenaria uma operação de busca e apreensão na casa do ex-juiz Sérgio Moro.

Houve quem imaginasse a Polícia Federal chegando às 6 da manhã em sua residência, ameaçando o porteiro, que dizia que o ex-juiz é autoridade e não poderia ser incomodado, invadindo a casa, entrando no seu quarto, revirando a cama do casal, entrando no banheiro e revistando roupas íntimas.

Depois, pegariam os brinquedos dos filhos, comprados com carinho e enfiariam grosseiramente nas caixas preparadas para recolher objetos suspeitos. Um policial, mais folgado, deitaria na cama desarrumada do casal, para testar o colchão.

Olhariam com desinteresse as molduras que a senhora Moro colocou na parede, com o casal vestido a caráter sendo homenageado nos salões da plutocracia mundial, por terem destruído a plutocracia brasileira. E dariam uma ordem peremptória: mostrem o cofre do apartamento. Ficariam impacientes com a demora de Moro em lembrar a senha do cofre. Aberto, não tinha nada de interesse, mas, mesmo assim, esvaziariam e colocariam o conteúdo nas caixas.

Na frente da comitiva policial, um PF negro, avis rara, faria piadas com as investigações do Banestado e ironizaria a popularidade do juiz. Moro reagiria, invocaria seus direitos, exigiria a presença do advogado, diria que o Brasil não é uma ditadura, que não poderiam tratar ele daquele jeito.

– Meu, para a PF, você é apenas mais um. Que nem o Lula.

Mas, como na música “Etelvina”, tudo foi um sonho, minha gente. O boato é infundado. Fonte da PGR respondeu à minha indagação com uma palavra apenas:

– Fake!

Provavelmente, o fake visou criar uma cortina de fumaça capaz de nublar outras operações do mesmo tipo, mas contra alvos próximos a Moro, que não são nem do Judiciário, nem da Polícia Federal de Curitiba, nem da relação e amigos civis. Colocaram o grandão na frente para gerar um burburinho que impeça operações contra os outros intocáveis implacáveis.

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