Os estragos da Covid-19 no mercado de trabalho, por Luis Nassif

Os dados sobre o mercado de trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Mensal e a Trimestral, mostram os efeitos da pandemia

Os dados sobre o mercado de trabalho, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Mensal e a Trimestral, mostram os efeitos da pandemia.

No segundo semestre de 2020, a Força de Trabalho foi composta por 96,1 milhão de pessoas. ,menos 8,9 milhões em relação ao primeiro trimestre. Desse total, 83,3 milhões estavam ocupados e 12,8 milhões desocupados. E 77,8 milhões de pessoas fora da Força de Trabalho, 10,5 milhões a mais do que no trimestre anterior.

A análise setorial mostra que os dois setores que mais empregam são Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (15,2 milhões de pessoas) e Administração Públiuca, Defesa, Seguridade Social (16,8 milhões). O aumento na área pública se deve às contratações para enfrentamento da pandemia.

Na composição do desemprego, o setor que mais desempregou foi o de Comércio, Reparação de Veículos Automotores (- 2,1 milhões) e Alojamento e ALimentação (- 1,3 milhão).

Uma dado curioso é o da relação de contribuintes / Força de Trabalho.

Depois da reforma da previdência, houve uma queda expressiva da relação contribuintes / Força de Trabalho. Este ano voltou a aumentar, mas devido ao fato de que o maior desemprego ocorreu entre trabalhadores não registrados.

Chama atenção o crescimento dos chamados desalentados na Força de Trabalho, pessoas desempregadas que não se animam sequer a buscar emprego.

Fora da Força de Trabalho, também houve aumento nos desalentados.

Outro dado negativo é a queda do rendimento médio real, apesar da renda básica distribuiida no período.

 

 

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