Petra Costa é motivo de orgulho para o Brasil, por Dilma Rousseff

O insulto mais grave da Secom a Petra Costa foi acusá-la de militante antiBrasil no exterior. Isto é não só mentira, como também uma inversão absoluta da realidade.

Petra Costa é motivo de orgulho para o Brasil

por Dilma Rousseff

via Facebook
Como se não bastasse a grosseria misógina e sexista de Bial contra Petra Costa, ao chamá-la de menina insegura em busca de aprovação dos pais, a candidata brasileira ao Oscar com o filme Democracia em Vertigem foi vítima de intolerável agressão oficial do governo Bolsonaro.

A Secretaria de Comunicação da Presidência exibiu um vídeo, feito com dinheiro público, para ofender uma artista brasileira apenas porque exerceu o inalienável direito de criticar o governo numa rede de TV. Trata-se de censura e de brutal desrespeito à liberdade de expressão.

Petra foi até serena na escolha das palavras, ao dizer uma pequena parte do que os brasileiros e o mundo já sabem: o Brasil é governado por um machista, racista, homofóbico, inimigo da cultura, apoiador de ditaduras, da tortura e da violência policial, e amigo de milicianos.

Petra Costa foi chamada de mentirosa por dizer a verdade que o mundo conhece sobre a maneira como o governo trata o meio ambiente: a Amazônia está sendo devastada pela leniência de Bolsonaro com o desmatamento e com as invasões, e pelo seu profundo desrespeito pelos indígenas.

O insulto mais grave da Secom a Petra Costa foi acusá-la de militante antiBrasil no exterior. Isto é não só mentira, como também uma inversão absoluta da realidade. Não há em nosso país ninguém mais antiBrasil e mais pernicioso à nossa imagem no exterior do que Bolsonaro.

A Secom usa a máquina pública para incitar ódio contra uma artista. Mas Petra nos enche de orgulho. Por ser mulher, talentosa, representar o país no Oscar e ter feito um filme que desmascara o golpe do impeachment ilegal de 2016 que levou o Brasil ao desastre chamado Bolsonaro.

Leia também:  As marcas também boicotam: discursos do ódio, capitalismo, publicidade e negócios, por Antonio Hélio Junqueira

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6 comentários

  1. O dia em que Pedro Bial exaltou o ‘charme’ de um ‘mito’ no BBB
    Em 04/fev/2020, por Hugo Souza (Come Ananás)

    O dia em que Pedro Bial exaltou o ‘charme’ de um ‘mito’ no BBB

    Depois que Pedro Bial tentou desclassificar o documentário “Democracia em vertigem”, de Petra Costa, como quem desclassifica um participante de “reality show” pronunciando um daqueles famosos discursos de eliminação, alguém já lacrou, bem lacrado, que democracia nenhuma resiste a mais de 20 edições consecutivas de Big Brother Brasil.

    A piada tem um fundo de verdade mais verdadeira do que se pode imaginar. Neste 2020 de Nosso Senhor Jesus Cristo faz 10 anos do BBB10, edição especial e comemorativa do reality da Rede Globo que reuniu alguns ex-participantes eliminados nas edições anteriores. Um deles era um sujeito, um lutador de MMA com suásticas tatuadas no braço, chamado Marcelo Dourado.

    Na “casa mais vigiada do Brasil”, Dourado disse naquele 2010, defendendo as suásticas que pintou na pele, que o símbolo é anterior a Hitler e que ele, o símbolo, “por si só não mata ninguém. Quem mata é o ser humano”. Naquela edição, um outro participante do programa, Michel Turtchin, era judeu.

    O “brother” disse ainda, naquele BBB10, e no melhor estilo mamadeira de piroca, que “heterossexual não pega aids”. Seu bordão, “força e honra”, ecoou forte nas redes sociais numa época em que a principal rede social no Brasil era o Orkut, onde as comunidades de fãs de Dourado tinham centenas de milhares de inscritos.

    Esses fãs de Marcelo Dourado, que se intitulavam, coletivamente, “Força Dourada”, agiam coordenadamente não apenas para decidir as votações do “paredão” do BBB. O principal antagonista de Dourado naquela adição do Big Brother Brasil, o maquiador Dicesar Ferreira, que era gay, disse ter recebido mais de 10 mil e-mails ofensivos após o fim do programa.

    A “Força Dourada” reclamava, lá no Orkut, que seu “mito” era vítima de “heterofobia”.

    ‘@douradofacts’
    Sim, “mito”. Dizia assim a coluna “Telinha”, do jornal Extra, do dia 13 de março de 2010, semanas antes da final do BBB10:

    “Favorito no Big Brother 10, Marcelo Dourado é um fenômeno também na internet. Na maior comunidade de apoio ao lutador no Orkut há quase 700 mil membros. Na página principal, Dourado foi parar no cartaz do filme “Todo poderoso” no lugar de Jim Carrey. Nas outras dezenas de comunidades, ele chega a ser chamado de mito por seus fãs. No Twitter não é diferente. O @douradofacts é o novo hit do microblog, com frases impagáveis como ‘Boninho não visita a casa do BBB com medo de Dourado’”.

    No dia 30 de março daquele ano, Marcelo Dourado venceu o BBB10 com 60% dos votos válidos, ou melhor, da audiência. Pedro Bial disse assim no discurso não de eliminação, de rechaço, de repúdio, mas da vitória:

    “Para os detratores ele é um repetente, para os admiradores, é um pós-graduando. Se Dourado é homofóbico, no BBB ele não foi. O charme do cara é que ele sempre foi um perdedor. Essa é a imagem que ele passou. Não vai passar mais. Maktub. Estava escrito que seria assim. Porque você, Marcelo Dourado, é o vencedor”.

    ‘Agradeçam todos os dias por esse homem’
    Na internet, aqui e ali, o que se diz hoje em dia de Marcelo Dourado é que ele virou um “esquerdista”, porque teria votado em Fernando Haddad, e não em Jair Bolsonaro, no segundo turno das eleições 2018.

    Mas ali pelos fóruns online aos quais ninguém que acha que saca de realidade objetiva presta muita atenção – como ninguém presta muita atenção ao Big Brother Brasil -, comenta-se assim também sobre esse outro “mito” de 10 anos atrás:

    “Marcelo Dourado. Sim, esse kra em 2010 já desafiava o politicamente correto numa das batalhas mais epicas que se passou na televisao brasileira contra o Dicesar. Foi nesse ano que a população encheu o saco e votou massivamente em protesto ao esquerdismo. Agradeçam todos os dias por esse homem”.

    Pedro Bial…
    Dez anos depois de exaltar em rede nacional o “charme” de um “mito” homofóbico e com suásticas no braço, quando era apresentador, locutor, narrador do BBB, Pedro Bial, agora, diz que achou “insuportável” a narração de Petra Costa no documentário “Democracia em vertigem”.

    Bial, “vamos dar uma espiadinha?”.

  2. Pablo Villaça
    49 min ·
    O fundamental, em um documentário, não é a mítica “imparcialidade” – que nunca existe -, mas a ética ao jamais permitir que suas interpretações pessoais alterem os fatos em si. Defender um governo militar e autoritarista é questão de opinião (e falta de caráter, eu acrescentaria), mas afirmar, por exemplo, que “não houve ditadura no Brasil” ou que “os militares não torturaram nem mataram” é negar documentos e registros históricos, bem como a evidência incontestável dos cadáveres – encontrados e desaparecidos.

    O que Petra Costa faz em Democracia em Vertigem é recontar a trajetória de nossa jovem e precocemente moribunda democracia a partir de um recorte pessoal, partindo da coincidência de ter quase a mesma idade desta para tentar compreender como em poucos anos fomos de um país repleto de esperança a um cenário de pesadelos – e reparem que “esperança” e “pesadelo” são também os meus recortes. Ao fazer isso, porém, a cineasta não se autoriza a inventar incidentes ou fatos, o que é fundamental.

    Minha crítica de Democracia em Vertigem – Netflix pode ser lida em https://cinemaemcena.com.br/…/f…/8526/democracia-em-vertigem
    https://cinemaemcena.com.br/critica/filme/8526/democracia-em-vertigem?fbclid=IwAR17l9AACjdd4ERb790rWtOdVlEjEe9vBIZGgQTCfXjYNEM-pwC4I0yiPfE

  3. Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo…
    o sol, a lua e a verdade
    (Buda)

    no popular:
    incitam ódio contra a verdade, porque a verdade é luz sobre todas as trevas que cobrem o governo Bolsonaro, uma ameaça planetária, um destruidor, um inimigo da humanidade

  4. Os golpistas lesa patria deram piti pq Petra atraves do cinema furou a bolha Globo Goelbess
    A Globo quer impor sua narrativa e, quando se depara com alguem capaz de quebrar o monopolio da fala, solta seus caes de guarda para atacar, como Pedro Bial

  5. AS PALAVRAS DE BIAL, SÃO APENAS PALAVRAS, COMO QUAISQUER OUTRAS FALADAS E ESCRITAS NO PAÍS!
    TODOS NÕS TEMOS UMA OPINIÃO SOBRE QUALQUER FATO, TODAVIA ISSO NÃO SIGNIFICA, QUE OS DEMAIS DEVAM ADERIR A ESSA.
    O RESPEITO À DIVERSIDADE DE PENSAMENTO SE IMPÕE.
    CONTRÁRIO SENSO, É O MESMO QUE IMPOR UMA ÚNICA IDEIA PENSAMENTO, COMO OBRIGATÓRIO A TODOS NÓS.
    ISSO SIM É “DITAR REGRAS AOS DEMAIS”!

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