4 de junho de 2026

Salário mínimo, estupidez máxima

Sugerido por aliancaliberal

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Do Instituto Ludwig von Mises Brasil

Peter Schiff

Em um livre mercado, a demanda sempre será em função do preço: quanto maior o preço, menor a demanda.  O que é surpreendente para a maioria dos políticos é que essas regras valem igualmente tanto para os preços quanto para os salários.  Quando os empregadores avaliam suas necessidades de capital e mão-de-obra, o custo é um fator primordial.  Quando o custo de se contratar mão-de-obra pouco qualificada aumenta, vários empregos serão liquidados.  Não obstante tudo isso, aumentos do salário mínimo sempre são vistos como um ato de benevolência governamental.  Nada poderia estar mais distante da verdade.

Quando algum encanamento da nossa casa entope, qual o procedimento padrão que normalmente seguimos? Fazemos um levantamento de preços com vários bombeiros hidráulicos e contratamos aquele que tem o melhor preço.  Se todos os preços forem altos, a maioria de nós irá preferir pegar uma chave inglesa e uma soda cáustica, e fazer o serviço por conta própria.  O mercado de trabalho funciona da mesma forma.  Antes de contratar outro empregado, o empregador precisa estar certo de que esse novo empregado irá trazer um acréscimo de produtividade que exceda esse custo suplementar (o qual inclui não apenas o salário, mas todos os encargos sociais e trabalhistas.) [Para ver os números do Brasil, clique aqui].

Assim, se um trabalhador pouco qualificado for capaz de contribuir com apenas $6 por hora em termos de aumento de produtividade, tal indivíduo estará desempregado caso o salário mínimo seja fixado em $7,25 a hora.

Os trabalhadores pouco qualificados precisam lutar pelo dinheiro do empregador.  E para isso eles têm de disputar tanto com os trabalhadores qualificados quanto com o capital (o maquinário).  Por exemplo, se um trabalhador qualificado cobra $14 a hora para fazer um serviço que dois trabalhadores menos qualificados cobram $6,50 cada, seria economicamente sensato um empregador contratar a mão-de-obra menos qualificada.  Entretanto, se o governo aumentar o salário mínimo para $7,25 a hora, esses trabalhadores menos qualificados serão “precificados para fora” do mercado de trabalho.

É exatamente por causa dessa dinâmica que os sindicatos são ferrenhos defensores das leis do salário mínimo.  Embora nenhum de seus membros receba o salário mínimo, a lei ajuda a protegê-los da concorrência dos trabalhadores menos qualificados.  (Sindicato nada mais é do que isso: um cartel protegido pelo estado e que expulsa do mercado de trabalho aqueles trabalhadores menos qualificados – ao mesmo tempo em que utiliza a retórica da proteção aos desfavorecidos.)

Os empregadores também têm a opção de empregar máquinas ao invés de pessoas.  Por exemplo, um empregador pode contratar uma recepcionista ou investir em um sistema de atendimento automatizado.  Ele fará o que for menos custoso.  Assim, da próxima vez que você estiver gritando obscenidades ao telefone enquanto tenta dialogar com um computador, você já sabe em quem colocar a culpa por sua frustração.

Há vários outros exemplos de empregadores que substituem a mão-de-obra humana pelo maquinário simplesmente porque o salário mínimo deixou os trabalhadores menos qualificados pouco competitivos.  Por exemplo, nos aeroportos, os carregadores de mala foram substituídos pelos carrinhos de mão (embora aqueles ainda existam informalmente).  A principal razão por que os restaurantes fast-food utilizam pratos de papel e utensílios de plástico é para não ter de contratar pessoas para lavá-los.

Como resultado, muitos daqueles trabalhos que exigiam pouca qualificação e que costumavam ser o primeiro degrau da escada do mercado de trabalho foram exterminados do mercado.  Você consegue se lembrar da última vez que um lanterninha o conduziu até seu assento em um cinema escuro?  Qual foi a última vez que alguém – além do indivíduo que fica no caixa – não apenas empacotou suas compras no supermercado, mas também as levou até seu carro?  Por falar nisso, não demorará muito para que os próprios caixas sejam “precificados para fora” do mercado e substituídos por scanners automáticos, fazendo com que você tenha de empacotar suas comprar sem qualquer ajuda.  Você pode até ser capaz disso, mas e as pessoas de mais idade?

O desaparecimento desses empregos traz consequências econômicas e sociais mais amplas.  Os primeiros empregos que conseguimos são um meio de aperfeiçoarmos nossas habilidades, de modo que trabalhadores menos habilidosos possam adquirir experiência e, com isso, oferecer maior produtividade para seus empregadores atuais ou futuros.  À medida que suas habilidades aumentam, o mesmo ocorre com sua capacidade de obter salários maiores.  Entretanto, remova o degrau mais baixo da escada do mercado de trabalho e muitos nunca mais terão a chance de subir nela.

Portanto, quando você mesmo tiver de abastecer seu carro em um posto sob chuva, não pense apenas naquele adolescente que poderia estar fazendo isso pra você; pense também no mecânico que ele poderia ter se tornado, caso as leis do salário mínimo não lhe tivessem negado um emprego.  Vários mecânicos de automóveis aprenderam segredos de seu ofício quando trabalhavam como frentistas.  Entre uma abastecida, uma lavagem e uma calibragem de pneus, eles passavam boa parte de seu tempo auxiliando os mecânicos e aprendendo com eles.  Isso vai acabar.

Como o salário mínimo impede que muitos jovens (inclusive um número desproporcional de minorias) consigam empregos básicos, eles nunca poderão desenvolver as habilidades necessárias para aspirar a empregos que paguem melhores salários.  Como consequência, vários recorrem à criminalidade, enquanto outros recorrem ao assistencialismo governamental. 

Defensores do salário mínimo argumentam que é impossível sustentar uma família quando se vive apenas com um salário mínimo.  Sim, é verdade.  Mas isso é totalmente irrelevante, pois os empregos que pagam salário mínimo não foram feitos para sustentar uma família. 

O certo seria que as pessoas optassem por não iniciar uma família até que estivessem ganhando o suficiente para sustentá-las.  Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família.  Será que alguém realmente acha que um adolescente que trabalha como entregador de jornal deveria ganhar um salário capaz de sustentar uma família?

A única maneira de se aumentar salários é aumentando a produtividade.  Se os salários pudessem ser aumentados simplesmente por decreto governamental, poderíamos determinar o salário mínimo em $10.000 por mês e todos os problemas estariam resolvidos.  Já deve estar claro para todos que, nesse nível, a maioria da população perderia seus empregos, e a mão-de-obra remanescente seria tão cara que os preços dos bens e serviços iriam disparar.  Este é exatamente o fardo que as leis de salário mínimo impõem aos trabalhadores pobres e pouco qualificados – e, em última instância, a todos os consumidores.

Dado que nossos líderes não conseguem compreender sequer este simples conceito econômico, por que ainda há pessoas que acreditam que eles irão solucionar os problemas econômicos bem mais complicados que nos assombram atualmente?
 

Peter Schiff  é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear MarketsCrash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes.  Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana — com legendas em português.
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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8 Comentários
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  1. Andre SP

    16 de janeiro de 2014 9:30 pm

    Um cretino, sempre consegue ser mais cretino!

    Confesso que nunca li tanta besteira junta. Transformou empresário em santo e trabalhador de vagabundo. Transformou investimentos para aumento de lucros em disculpa para pagar piores ordenados. É contra esta gente  que luto todos os dias. Para eles o povo é escravo! a maioria da população recebe salário minimo ou menos! Sugestão do autor morra pois vc não merece estar vivo e não se atreva constituir uma familia pois vc não tem competencia para isto!

    É melhor ele se esconder e não falr muito perto do povão, correria sério risco de ser linchado pela multidão!

     

    1. Lionel Rupaud

      16 de janeiro de 2014 9:33 pm

      Resumo meu:

      meu salário sempre foi o mínimo, mas o artigo é uma estupidez máxima.

    2. evandrofisico

      17 de janeiro de 2014 12:22 am

      O pior é que nos EUA, onde

      O pior é que nos EUA, onde são produzidos (e posteriormente traduzidos) os conteúdos do instituto Von Mises tem uma grande proporção da população que está um pouco acima do salário mínimo de lá que considera tal ideologia quase como um dogma (vide pobres do Tea Party).

      Eu realmente não compreendo muito bem a insistência do Nassif em publicar os conteúdos desse Think Tank que é basicamente uma máquina de propaganda libertária, que consegue ter idéias tão anti-povo e anti-estado que conseguiriam fazer qualquer economista liberal clássico ruborizar tamanha a ingenuidade dos argumentos (assim como todas as idéias dos libertários, que consideram que uma vez extinto o estado, as “fundações privadas”, como parte da mão invisível do mercado, resolveriam o problema da pobreza e etc).

      Tal instituto é financiado, entre outras fontes, pelos famosos Koch Brothers [1] (tb incentivadores de campanhas de candidatos próximos ao tea party) e tem nos EUA historico de defesa de posicoes racistas[2]. Considerar os textos do Von Mises como alguma espécie de contraponto a forma de estatismo defendido pelas esquerdas brasileiras é quase como comparar uma foto com uma caricatura, tamanha a falta de conexão com a realidade das idéias da escola austriaca.

       

      [1] http://archive.mises.org/13906/whos-funding-this/

      [2] http://en.wikipedia.org/wiki/Ludwig_von_Mises_Institute

       

  2. Marroni

    17 de janeiro de 2014 9:24 am

    Lógica Coxinha

    “Em um livre mercado, a demanda sempre será em função do preço: quanto maior o preço, menor a demanda. “

    Parei aqui. É exatamente o contrário. O preço é função da demanda. O resto é a baboseira de sempre destes idiotas coxinhas.

  3. fernando braga

    17 de janeiro de 2014 10:26 am

    Idiota

    Por que publicar tamanho descalabro neste importante site?

    Os argumentos desse verme têm a estirpe de um do Figueiredo.

  4. Valmir Gôngora

    17 de janeiro de 2014 11:45 am

    Nota Técnica do DIEESE,

    Nota Técnica do DIEESE, publicada em dezembro de 2013, informa que o salário-mínimo de janeiro de 2014, de R$ 724,00, corresponde à correção nominal de 262% em relação ao de abril de 2002, então em R$ 200,00. O INPC do período foi de 110,05% e o ganho real, 72,35%.

    Ainda segundo o DIEESE, o salário-mínimo interfere, direta ou indiretamente, na remuneração de 48 milhões de pessoas, incluídos aí beneficiários da previdência social. Assim, a renda adicional gerada pelo reajuste deste ano será de R$ 28,4 bilhões.

    Não obstante o universo de beneficiados e a constante elevação real do salário, não se verifica maior índice de desemprego nos últimos anos. Por outro lado, a renda dos aposentados é economicamente significativa para a grande maioria dos municípios brasileiros.

    Talvez a correlação entre salário-mínimo e a oferta de emprego não seja absoluta como faz crer o articulista. Registre-se, por fim, que o DIEESE estima que o salário de R$ 724,00 equivale, em termos reais, ao que era pago em 1983!

  5. Daytona

    17 de janeiro de 2014 7:49 pm

    Basta ver as reações pra

    Basta ver as reações pra perceber a perplexidade de ver a insistência do Nassif em disseminar as asneiras desse antro de racistas e preconceituosos.

    Fontes não faltam, de diversas escolas de economia DE VERDADE, caso o Nassif quisesse abrir tópicos SÉRIOS sobre economia, 

    Por outro lado, por que o Nassif não abre um tópico sobre o envolvimento desses gurus do Inst. Mises com grupos extremistas de direita, como a KKK e grupos neonazistas, além das “ideias” racistas e poreconceituosas diariamente divulgadas por esse instituto e seus similares?

    Não me parece honesto divulgar essas asneiras sem informar os leitores de sua fonte, que ´o mais puro lixo do fanatismo preconceituoso.

  6. Flavio de Araujo do Nascimento

    17 de janeiro de 2014 9:46 pm

    Salario mínimo, estupidez máxima ! Que horror !

    Ideia mínima, estupidez máxima ! É ridículo a início deste texto, desde quando a demanda é em função do preço ?? Só mesmo na mente deste autor. Tudo no mercado é estabelecido en função da demanda, mas para cima , no caso dos preços, sempre. A oferta é o outro ponto, ou o outro lado desta moeda, mas o que interessa aqui, ao autor é ridicularizar o salário dos trabalhadores, para que os donos do capital acumulem mais e mais ! O ponto alto é dizer que o trabalho menos qualificado está acabando em função do custo do salário, pausa para um sonoro PQP ! Se hoje eu tenho de empacotar mihas compras do supermercado é porque os donos do negócio aumentaram seus lucros reduzindo despezas com pessoal. E ponto. Nada mais !!!!

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