Um povo governado por Saul
por Antônio Francisco da Silva
Quando Saul é elevado ao trono, Israel vive um momento muito conturbado com o fim do período dos juízes. Para se ter uma ideia, o chamado livro de Juízes termina dizendo: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto”.
Saul surge no cenário muito por acaso. Ele está procurando as jumentas que o pai havia perdido, prestes a desistir. Então, o seu ajudante fala de certo homem de Deus em Ramá. Esse homem é como um vidente, o que ele fala acontece. Estamos falando do último dos juízes, Samuel. Para quem não está familiarizado com a história bíblica leia 1 Samuel Cap 9 – 31, e uma referência em 1 Crônicas 10.
Aparentemente, Saul não tem nenhuma capacidade especial e nenhum destaque nacional. A única referência que temos é acerca de sua aparência física. Saul não é um chamado, mas sim, um impelido.
Saul nem sabe direito como chegou a ser Rei, mas se tornou o homem mais poderoso de seu país. Um homem arrogante, autoritário, ciumento, que não aceita qualquer concorrência. Ele precisa estar sempre em destaque e quando isso não acontece, fica profundamente irritado.
Por incompetência, perde grandes batalhas, rompe com algumas instituições importantes, como o profetismo, e cai em descrédito com o povo. Assume um lugar que não era seu, usa as coisas sagradas de maneira imprópria e, por fim, vai consultar os mortos.
Esse terrível declínio levou Saul à derrocada. O fim desse homem foi o suicídio, por vergonha diante de mais uma batalha perdida.
Gordon MacDonald trata desse assunto com profundidade no livro “Ponha ordem no seu mundo interior”, quando afirma que todo impelido está fadado a meter os pés pelas mãos.
História semelhante ronda certo país tupiniquim. Onde a ala evangélica, nunca antes em destaque, como a tribo de Benjamim, flerta com a possibilidade de um poder ilimitado. Sempre à margem e preterida, vibra com Saul: “Agora é a nossa vez, vamos à forra!”
Corremos o risco de um final trágico? O tempo nos dirá!
Antônio Francisco da Silva (Heterônimo) – Pastor Cristão
Eduardo
23 de maio de 2020 5:40 pmQuando penso que vou conhecer um pastor verdadeiramente pastor, é heterônimo. Por ora continuo sem conhecer nenhum, mas parece que existe.
AMORAIZA
23 de maio de 2020 7:25 pmSe não é verdadeiramente um pastor, é hetero (he!he!)
Para os fiéis está bom, para os infiéis, tanto faz.
Esquisito é querer fazer de bula uma sociedade injusta e preconceituosa de ex-escravos que se dizem escolhidos por deus.
Vivemos para evoluir enquanto espécie e não para reproduzir história ruim.
Luigi Oliveira
23 de maio de 2020 11:06 pmSim, Eduardo, sempre existiram.
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Isac
26 de maio de 2020 1:04 amAssista Robert Smith no youtube