Um sociopata nazifascista no planalto, por Francisco Celso Calmon

O irresponsável presidente miliciano, contrariando orientações das autoridades de saúde pública, compareceu à manifestação de insurgência constitucional e colocou em potencial risco a saúde dos presentes e a proliferação do coronavírus.

Foto Agência Brasil

Um sociopata nazifascista no planalto

por Francisco Celso Calmon

O seu Jair, o presidente miliciano, o mesmo que já declarou que é preciso matar 30 mil brasileiros através da guerra civil, que sempre foi favorável a fechar o Congresso, ontem, dia 15 de março de 2020, num domingo, no qual a humanidade está sob o desabrigo da tragédia ocasionada pelo coronavírus e em busca da égide que a ampare e diminua as consequências dessa pandemia, deu uma demonstração de desprezo pelo ser humano e pela Lei Maior.

Mantendo seu estilo de se desdizer, Bolsonaro participou do protesto que ele pedira que fosse cancelado. Ele passou de carro pela manifestação na Esplanada dos Ministérios, constatou que tinha um aglomerado de umas mil e poucas pessoas, desceu do carro e foi apertar a mão e tirar self com seus seguidores nazifascistas.

Não só o povo brasileiro como também a comunidade internacional já sabe que o presidente do Brasil não tem palavra, não tem honra, mais uma vez confirmada. 

Em surto psicótico de natureza nazifascista, o presidente miliciano incentivou a desobediência ao mandamento segundo da Carta Magna ao apoiar uma manifestação contra dois poderes da República, o Legislativo e o Judiciário, na qual clamavam por um novo AI5, ou seja: por uma ditadura escancarada, por um Estado terrorista, como foi a ditadura militar a partir do AI5 de dezembro de 1968. 

Desobedeceu a Constituição que jurou cumprir, comprovando que nem mesmo juramento ele cumpre, como não cumpriu o regimento do Exército quando serviu. 

Ao desonrar seu juramento e agredir a Lei Maior do país cometeu crime.

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:

II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;

O irresponsável presidente miliciano, contrariando orientações das autoridades de saúde pública, inclusive do Ministério da Saúde de seu governo, (https://www.facebook.com/142923062450160/videos/236563334181009/), compareceu à manifestação de insurgência constitucional e colocou em potencial risco a saúde dos presentes e a proliferação do coronavírus.

O governador do Goiás, Ronaldo Caiado, de extrema direita, apoiador do bolsonarismo, por ser médico, não se conformou com a manifestação na capital de seu estado e foi chamar à responsabilidade os manifestantes; foi hostilizado e deve estar refletindo sobre a sua parcela de culpa ao apoiar a candidatura e o governo de seu Jair. 

Já o governador do ES, PSB, Renato Casagrande, permitiu ou foi omisso com a concessionária da ponte exclusiva para veículos, que liga a capital, Vitória, com o município de Vila Velha, fechando-a e liberando para os bolsonaristas caminharem em direção ao local da manifestação deste domingo. Quando se trata de eventos de estudantes e/ou de trabalhadores a ponte não é liberada e a PM reprime com a violência usual.

Assim como a antropofagia da direita começou, não há mais espaço para omissões, é o Estado democrático de direito que está sendo implodindo e a saúde da população em risco iminente.

A sociedade precisa dar um BASTA!

Francisco Celso Calmon é Advogado, Administrador, Coordenador do Fórum Memória, Verdade e Justiça do ES; autor do livro Combates pela Democracia (2012) e autor de artigos nos livros A Resistência ao Golpe de 2016 (2016) e Comentários a uma Sentença Anunciada: O Processo Lula (2017).

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Leia também:  Salvar vidas? Fora Bolsonaro!, por Carlos Ocké 

2 comentários

  1. Sim, trata-se de um miliciota ímprobo. Autor de crime de responsabilidade. E de crime comum:

    *Infração de medida sanitária preventiva*

            Art. 268 – Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa:

            Pena – detenção, de um mês a um ano, e multa.

            Parágrafo único – A pena é aumentada de um terço, se o agente é funcionário da saúde pública ou exerce a profissão de médico, farmacêutico, dentista

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