22 de junho de 2026

Xadrez da teoria do choque e do capitalismo de desastre

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Há um conjunto de peças soltas no golpe que, quando devidamente organizadas, permitem entender de modo muito mais claro um dos aspectos mais relevantes: a influência externa.

São elas:

  • 1.     A campanha sistemática da mídia de destruição da autoestima nacional.
  • 2.     Recém instalado o golpe, a corrida do ouro entre Eduardo Cunha e José Serra, para ver quem se antecipava na aprovação da nova legislação do petróleo.
  • 3.     A ida repentina do senador Aloysio Nunes aos Estados Unidos, para conversar com membros do Senado.
  • 4.     Antes dele, a ida do Procurador Geral da República aos Estados Unidos, para reuniões com o Departamento de Justiça e outros setores sensíveis.
  • 5.     A bandeira mágica que acompanha o golpe, de colocar a salvação do Brasil no trinômio reforma da Previdência-livre fluxo de capital-desregulação/privatização.

Para juntar as peças acima, vale a pena um mergulho no livro “Teoria do Choque” da norte-americana Naomi Klein.

Peça 1 – o início da “teoria do choque”

A base do livro é a descrição de estudos psicológicos nos Estados Unidos, que teriam contribuído igualmente para o aprimoramento dos métodos de tortura da CIA e das intervenções político-econômicos em países conflagrados. Tratam-se dos estudos de 1963 de Ewen Cameron e Donald Hebb, sistematizando os princípios do que veio a ser vulgarmente conhecido como lavagem cerebral através do uso de eletrochoques.  A conclusão principal era a de que “a privação de estímulos (através da tortura) induz à regressão, despojando a mente do indivíduo do contato com o mundo exterior e forçando à regressão”.

Quando o prisioneiro mergulha em um estado de “choque psicológico”, ou “vivacidade interrompida”, é sinal de que está mais aberto a sugestões, mais disposto a ceder. Em situações mais brandas, mas nem por isso menos drásticas, mantem-se o réu detido, sem contato com o mundo exterior, com família, sem acesso a notícias, até que entre no estado da “vivacidade interrompida”. Se o trabalho for bem feito, delata até o casamento da princesa Leopoldina em Diamantina, onde nasceu JK (apud “Samba do crioulo doido”).

Para haver cura, seria preciso eliminar tudo o que existia antes. “Cameron estava seguro de que se varresse para bem longe os hábitos, modelos e lembranças dos seus pacientes, chegaria àquele espaço vazio primitivo”, diz Naomi. Em geral, os resultados alcançados foram os de deixar os pacientes com suas memórias fraturadas e sua confiança traída, constata ela. Mas abrindo o bico, que é o que interessava.

Cameron transpôs suas teses para o campo das ciências sociais, através de um livro onde pontificava sobre como preparar a reconstrução da Alemanha no pós-guerra. Propôs-se a desenvolver uma nova ciência social e comportamental, na qual os cientistas do comportamento passariam a agir como planejadores sociais. Nessa nova utopia não haveria lugar para os doentes e os fracos, que deveriam ser removidos para não influenciar as novas gerações.

Peça 2 – o capitalismo de desastre

Segundo Naomi, essa mesma tese da destruição-reconstrução foi desenvolvida pelo chamado capitalismo de desastre, a partir dos estudos e da pregação de Milton Friedman, da Escola de Chicago, inspirada nas teses de Cameron.

Em um de seus ensaios fundamentais, Friedman desenvolveu a estratégia de como se prevalecer de situações de crise – “crise real ou pressentida” enfatizou. Quando a crise acontece, dizia ele, as ações que são tomadas dependem das ideias que estão à disposição. “Esta, eu acredito, é a nossa função primordial: desenvolver ideias alternativas às políticas existentes, mantê-las em evidência e acessíveis até que o politicamente impossível se torne politicamente viável”. 

Tão logo uma crise se instale, defendia Friedman, é essencial agir rapidamente, “impondo mudanças súbitas e irreversíveis, antes que a sociedade abalada pela crise possa voltar à tirania do status quo”. Nas suas contas, uma administração teria de seis a nove meses para realizar as principais mudanças. “Caso não agarre a oportunidade de agir de modo decisivo durante esse período, não terá outra chance igual”.

A fórmula salvadora consistia em medidas irreversíveis que atendam ao trinômio liberdade total para o capital-privatização/desregulação-cortes nos serviços e benefícios sociais. Alguma semelhança com o caso brasileiro?

Há inúmeros episódios em que se aplicou a teoria do choque, desde o golpe contra Allende, no Chile, ao enorme fracasso da ocupação do Iraque e ao desmonte total do sistema de educação pública de Nova Orleans, após o terremoto Katrina.

Foi o que Naomi testemunhou na guerra do Iraque. “Os arquitetos da invasão norte-americana e britânica imaginaram que o seu uso da força seria tão chocante, tão esmagador, que os iraquianos mergulhariam em um estado de vivacidade interrompida, muito parecida com aquele descrita no manual Kubark (da CIA)”.

O certo é que parte dos grandes empresários norte-americanos, evangelizados por Friedman, se imbuíram do chamado “destino manifesto”, de levar o capitalismo em estado puro para os povos primitivos. Personagens contemporâneos, como os irmãos Kock repetem os W.R.Grace, católicos de origem irlandesa que, nos anos 60, bancavam o padre Peyton e sua cruzada pelo “rearmamento moral”.

Desde Adlai Stevenson, a CIA tornou-se a parceria fundamental nessa cruzada capitalista, em que se misturam interesses empresariais, a pregação evangélica, a síndrome do “destino manifesto” e a geopolítica do Departamento de Estado. A última tentativa (fracassada) foi quando Otto Reich, do Departamento de Estado, articulou com os grupos de mídia venezuelanos a deposição do presidente Hugo Chávez.

Peça 3 – a “vivacidade interrompida” no golpe brasileiro

Em algum lugar do passado recente, o Brasil era uma nação prestes a entrar para o primeiro time. Indústria naval, cadeia produtiva do pré-sal, grandes empreiteiras, montagem de uma forte indústria nacional de medicamentos, multinacionais brasileiras começando a conquistar o mundo, a diplomacia brasileira se impondo nos principais fóruns globais.

Em pouco tempo o país entrou na fase da “vivacidade interrompida”, a sensação da crise terminal, da falta de saídas, o pessimismo repetido 24 horas por dia, o fim do mundo ao alcance da próxima manchete. Instaurou-se a tal crise pressentida.

O que aconteceu?

A partir da AP 470, a imprensa explorou duas estratégias paralelas. Uma, a da luta contra a corrupção, personificada no PT e em Lula. Outra, a luta de classes, levantando diuturnamente as ameaças chavistas, estigmatizando as políticas sociais, enfatizando a falta de cultura e de verniz dos adversários. É por aí que tem início a cooptação das classes médias, da elite das corporações públicas e do próprio Ministério Público Federal, o reino dos PhDs contra o primarismo dos chavistas.

O brilhante desempenho de Lula e Dilma de 2008 a 2012 anulou a estratégia. Mas a imprensa não interrompeu sua campanha massacrante, sistemática, de desconstrução do que estava sendo feito. Valeram-se de diversos subterfúgios. Se se levantavam grandes obras, com 90% concluídas, enfatizavam os 10% que faltavam. Em um programa social com 15 milhões de famílias assistidas, a manchete era a pequena corrupção identificada em um ponto qualquer do país. Na Copa do Mundo, enquanto os estádios e aeroportos eram construídos, destacava-se o fato de não estarem prontos. Entregues, o destaque era para a falta de sabonete nos banheiros.

Com os sinais de bonança revertendo, as manifestações de junho de 2013 foram o primeiro alerta de que que o pêndulo da opinião pública começava a inverter.

Instalada a crise, a “teoria do choque” pode colocar a cabeça de fora. Parlamentares como Aécio Neves, no Senado, e Eduardo Cunha, na Câmara, trataram de bloquear toda a atividade parlamentar, negando ao governo Dilma as ferramentas mínimas para consertar os erros. Aécio, José Serra e Fernando Henrique Cardoso tornaram-se os porta-vozes do caos estimulando o movimento golpista nas ruas e nos jornais, enquanto a parceria PGR-Lava Jato-mídia tratava de incendiar a classe média com as denúncias de corrupção focadas exclusivamente no PT e em Lula.

Nesse período, para preparar o bote final o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot foi ao Departamento de Estado pedir a bênção e voltou com malas digitais repletas de informações sobre as contas das empreiteiras no exterior e sobre a corrupção na Eletronuclear. Ali, na cooperação internacional, os Estados Unidos deram a contribuição mais ostensiva para o golpe. Outras contribuições demandarão algum tempo para virem à tona.

O discurso anticorrupção foi o mote que juntou todas as pontas, criando o sentimento da classe e fornecendo o álibi para quem pretendesse pular no barco da conspiração.

Peça 4 – o fator Dilma

Sob esse céu coalhado de bombas, há o fator Dilma Rousseff, é verdade.

Poucas vezes na história teve-se governo mais desastrado e indefeso.

Montou a mais ousada política industrial desde o 2o PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) em torno do pré-sal e da Petrobras. Estaleiros, renascimento da indústria de máquinas e equipamentos, atração de laboratórios de grandes multinacionais ao país, montagem pela Petrobras de programas de compras públicas que dotariam o país de competência interna imbatível para tecnologia de extração de petróleo em águas profundas, internacionalização das empreiteiras. Toda essa responsabilidade nas costas da Petrobras. E, de repente, a Petrobras passa a ser sufocada pelos sub-reajustes de combustíveis, como parte da tática de empurrar a inflação com a barriga.

Dilma se fechou para todos os segmentos, dos movimentos sociais aos empresários, e ainda assistiu inerte a Lava Jato completar a destruição de parte relevante do PIB sem esboçar um gesto de resistência.

O ciclo se fecha com sua teimosia em se candidatar à reeleição e a falta de vontade de Lula de enfrentar a bucha que surgia no horizonte.

Dilma não entendeu o terceiro tempo das eleições, que se iniciou no dia seguinte à abertura das urnas, trancou-se no Palácio, fez dieta e reapareceu em público no dia da posse, com um ministério tirado do colete, sem nenhuma espécie de articulação política e com um pacote econômico desastroso.

Consumou-se o desastre com o plano Joaquim Levy, uma tragédia óbvia e cantada, de que ajuste fiscal com recessão seria um desastre econômico e uma sinuca política.  Aliás, mote repetido várias vezes por Dilma em sua apresentação no Senado – mostrando que sempre descobre o caminho certo com alguns anos de atraso.

Dilma foi apenas o desastre que facilitou o golpe, mas que jamais poderia servir de álibi para a implantação do estado de exceção. A economia teria condições de se recuperar, não fosse o cerco do Congresso e da mídia. Estava-se longe do estado de caos retratado na cobertura jornalística, especialmente na pregação massacrante da Globo. Mas, o cavalo de Troia do governo – a PGR – já tinha deflagrado a ofensiva final.

Peça 5 – a corrida contra o relógio

Agora se entra naquele período crítico previsto por Friedman, de seis a nove meses sob a égide do “vazio primitivo” para enfiar goela abaixo do país as reformas previstas. Daí esse braço de guerra, com jornais abrindo manchetes esbaforidas, tipo se a reforma da Previdência não acontecer nos próximos dias, o futuro estará comprometido, e outras baboseiras destinadas à ralé da opinião pública. Ou a pressa de Serra e associados de correr com a lei do petróleo e a privatização acelerada na Petrobras, mesmo com a economia na bacia das almas.

A blitzkrieg esbarra, no entanto, nos seguintes fatores:

O Fora Temer

É o fato novo, que vem em um crescendo, entrando por todos os poros do mercado de opinião, inclusive nas brechas abertas inadvertidamente pela mídia, é o Fora Temer. Há o risco concreto de que o tema ganhe os leitores de jornais. Daí a montagem do sistema de repressão e da tentativa de envolver as Forças Armadas, através dos factoides dos supostos terroristas islâmicos, como têm demonstrado as extraordinárias reportagens de Marcelo Auler (https://is.gd/kX67p6).

Há alguma probabilidade de que pegue o discurso das “diretas-já”.

A ilegitimidade das reformas

Nenhum investidor minimamente informado apostará em reformas que dependem de um golpe para serem implementadas. Lula e Dilma avançaram em algumas reformas relevantes, pelo fato de possuírem credibilidade junto aos movimentos sociais e às esquerdas. Temer não tem nem credibilidade institucional nem pessoal. O que acontecerá a partir de 2018?

A construção de Temer

Daí, a uma tentativa bisonha de construir uma imagem pública minimamente defensável para Temer. Repare na foto ao lado. É a cara do governo, Eliseu Padilha, cercado pelos holofotes da mídia. Uma breve pesquisa no Google mostrará uma extensa capivara do Ministro-Chefe da Casa Civil. Como tornar o governo legítimo? É o Eliseu de Canoas, do DNIT, dizendo-se defensor da Lava Jato e das reformas.

../../Pictures/Fototeca.photoslibrary/Masters/2016/09/12/20160912-141359/IMG_2384.JPGA tentativa de isolar Temer, como se fosse uma jovem virginal envolvida por malandros, não cola. Só o eminente jurista Celso Antônio Bandeira de Mello tenta acreditar nisso. A vida política de Temer está estreitamente ligada às de Eliseu Padilha, Eduardo Cunha, Moreira Franco, José Serra, Geddel Vieira Lima.

Mesmo abstraindo a biografia, Temer não conseguirá compor o figurino do estadista, ou meramente do presidente que paire acima das quizílias do dia-a-dia. É miúdo, vingativo, tem um linguajar antiquado, baixíssimo nível de informação, nenhuma empatia com o público. O jornal O Globo abriu uma enorme oportunidade para mostrar o lado “humano” de Temer e ele jogou fora dando um golpe no rei Arthur e colocando em seu lugar Carlos Magno, que, por sua vez, abriu mão dos Doze Pares de França para comandar os Cavaleiros da Távola Redonda, provavelmente em uma escaramuça lá em Diamantina, onde nasceu JK.

A alternativa encontrada foi focar em uma primeira dama jovem, bonita, discreta e… muda. Foi ridícula a solução encontrada, de tirar conclusões políticas do “look” branco que ela utilizou em uma solenidade qualquer. Ridícula por expor a necessidade dos jornais de arrostar o impossível e o ridículo para atender o governo Temer e fazer jus à bolsa mídia prometida por Eliseu Padilha.

O fator Lava Jato

Na Lava Jato há dois personagens acusados de jogo político, de perseguição ao PT e de proteção ao PSDB: o PGR Rodrigo Janot e o juiz Sérgio Moro. Janot não conseguirá desvencilhar-se do estigma simplesmente por não ter nem vontade nem condição política de indiciar Aécio Neves.

No entanto, há alguns sinais no horizonte de que Moro pretenda passar no teste de imparcialidade investindo na delação de Eduardo Cunha.

Consumada a cassação de Eduardo Cunha, a maior probabilidade é de que em poucos dias ele seja conduzido preso à Curitiba e submetido a uma delação conduzida por Moro. Isso ocorrendo, sairia das asas de Janot e se abriria alguma possibilidade de rompimento da blindagem sobre Aécio Neves e de ameaças concretas contra o governo Temer.

Há uma probabilidade – pequena, por enquanto – de crescimento do “diretas já” e de abreviação do governo Temer.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. implacavel

    12 de setembro de 2016 9:59 pm

    (apud “Samba do crioulo doido”).

    (apud “samba do presidente Carlos Magno doido”). 

     

    Ficaria melhor no post.

  2. Cattivo

    12 de setembro de 2016 10:05 pm

    Viu isso Nassif?

    O estadão publicou uma página especial,  manchete de superdestaque na home deles.

    Um artigo que chama HORA DE MUDAR.

    http://infograficos.estadao.com.br/public/politica/hora-de-mudar/

    É uma piada!

    1. Ivan de Union

      12 de setembro de 2016 11:46 pm

      Concordo.
      Apresentacao

      Concordo.

      Apresentacao zero.

      Motivacao zero.

      Logica zero.

      1. romulus

        13 de setembro de 2016 7:03 am

        Parece brochura da FEBRABAN

        Chocado com a desfaçatez.

        É tanto sofisma que dá preguiça de ler.

        Parece brochura da FEBRABAN.

        E é!

        Se aprendi uma liçao de 2014 para ca foi a seguinte: impossivel conciliaçao com a elite brasileira. Segue sendo a mesma das telas de Debret.

        O maximo a que se pode aspirar é um armisticio.

        Uma paz armada.

        A beligerancia dela em relaçao aos direitos basicos da cidadania estará sempre lá, apenas esperando a conveniencia e a oportunidade para ser deflagrada.

        E olha que sou social-democrata, moderado, gradualista, pragmatico…

        Imagina quem está à esquerda!

        O problema nao somos nos… o problema é essa elite!

        Sempre soube que era a pior elite do mundo, filha de uma tao ruim quanto: a portuguesa.

        Bem… o que sobrou dela depois de Alcacer-quibir.

        Nao há Dom Sebastião que de jeito!

        Isso ja era dado.

        Mas depois do golpe e desses movimentos vejo que ela é ainda pior do que sempre supusemos.

        Temos que nos pautar estrategica e taticamente de acordo com esse inimigo.

        Si vis pacem, para bellum

        Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

        Simples assim.

  3. naldo

    12 de setembro de 2016 10:14 pm

    Por que será que o quinta

    Por que será que o quinta coluna não consegue indiciar o mineiro??

     

    Será a turma da casinha, aquela que bate bumbo pra Asmodeus? Agora mesmo uma “jornalista” da globonews declarou que os economistas dizem que a confiança no país irá voltar quando aprovarem o tal ajuste fescal e areforma da previdencia, ou seja, quando derem uma tunga pesada nos trabalhadores e mais vulneraveis, sobre o juros nada disseram……

  4. CB

    12 de setembro de 2016 10:15 pm

    O que me pergunto sempre é se

    O que me pergunto sempre é se o Brasil tem jeito. A coisa tá tão podre que dá a impressão que não tem mais cura. E incomoda ainda mais imaginar que os responsáveis por “tudo isto que está aí” ficarão impunes, como ficaram impunes tantos que participaram do golpe de 1964, depois colaboraram e cresceram com a ditadura, sendo até homenageados quando de suas mortes. Estamos aí pelas ruas gritando, andando, carregando faixas e cartazes, mas muitas vezes acho que é apenas para deixar claro que estamos do lado certo da história, ou coisa que o valha.

  5. Assis Ribeiro

    12 de setembro de 2016 10:15 pm

    Mais certos que Naomi, estavam Orwell e Huxley
    Orwell estava certo. Huxley, também.
    Por Chris Hedges

    O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Orwell (no livro “1984”, publicado em 1949) ou Huxley no livro “Admirável Mundo Novo” publicado em 1932.

    Seria como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle?
    Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçaríamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado?…

    No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.
    Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento.

    Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. […]

    Orwell nos alertou sobre um mundo em que os livros eram banidos. Huxley nos alertou sobre um mundo em que ninguém queria ler livros.
    Orwell nos alertou sobre um estado de guerra e medo permanentes. Huxley nos alertou sobre uma cultura de prazeres do corpo.
    Orwell nos alertou sobre um estado em que toda conversa e pensamentos eram monitorados e no qual a dissidência era punida brutalmente. Huxley nos alertou sobre um estado no qual a população, preocupada com trivialidades e fofocas, não se importava mais com a verdade e a informação.
    Orwell nos viu amedrontados até a submissão. Mas Huxley, estamos descobrindo, era meramente o prelúdio de Orwell.
    Huxley entendeu o processo pelo qual seríamos cúmplices de nossa própria escravidão. Orwell entendeu a escravidão. Agora que o golpe corporativo foi dado, estamos nus e indefesos. Estamos começando a entender, como Karl Marx sabia, que o capitalismo sem limites e desregulamentado é uma força bruta e revolucionária que explora os seres humanos e o mundo natural até a exaustão e o colapso.

    “O partido busca todo o poder pelo poder”, Orwell escreveu em 1984. “Não estamos interessados no bem dos outros; estamos interessados somente no poder. Não queremos riqueza ou luxo, vida longa ou felicidade; apenas poder, poder puro. O que poder puro significa você ainda vai entender. Nós somos diferentes das oligarquias do passado, já que sabemos o que estamos fazendo. Todos os outros, mesmo os que se pareciam conosco, eram covardes e hipócritas.

    O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político.

    Neste totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

    O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. Elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que enfraqueça ou complique a sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

    O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda.

    Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

    Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornando-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência.

    Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. É “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”.

    Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico que encoraja fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia”.

    Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.
    […]
    A fachada está desabando. As pessoas, a certa altura, terão de enfrentar algumas verdades doloridas e vão perceber que foram usadas e roubadas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

    O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações. O vazio de nossos bolsões pós-industriais, onde 40 milhões de norte-americanos vivem em estado de pobreza e dezenas de milhões na categoria chamada “perto da pobreza”, junto com a falta de crédito para salvar as famílias do despejo, das hipotecas e da falência por causa dos gastos médicos, significam que o totalitarismo invertido não vai mais funcionar.
    […]
    “Nunca mais você será capaz de ter um sentimento humano”, o torturador de Winston Smith diz a ele em “1984”. Tudo estará morto dentro de você. Nunca mais você será capaz de amar, de ter amigos, do prazer de viver, do riso, da curiosidade, da coragem ou integridade. Você será raso. Vamos te apertar até esvaziá-lo e vamos encher você de nós”.

    O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

    Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR.

    A investigação do FBI contra ativistas palestinos e que se opõem à guerra, que em setembro resultou em buscas em casas de Minneapolis e Chicago, é uma demonstração do que espera aqueles que desafiam o Newspeak oficial. Os agentes — ou a Polícia do Pensamento — apreenderam telefones, computadores, documentos e outros bens pessoais. Intimações para aparecer no tribunal já foram enviadas a 26 pessoas. As intimações citam leis federais que proíbem “dar apoio material ou recursos para organizações terroristas estrangeiras”. O Terror, mesmo para aqueles que não têm nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

    “Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

    https://assisprocura.blogspot.com.br/p/orwell-estava-certo-huxley-tambem.html?m=0

  6. Cassio Tonsig

    12 de setembro de 2016 10:20 pm

    Moro será sempre Moro, nunca mostrou-se juiz

    o desastre será muito pior, na economia e na política, pois nunca houve nem haverá “imparcialidade de Moro”.
    O desastre foi fabricado, inclusive, por ele, que ainda não sabe o tamanho da lata de lixo que lhe caberá a arrogância e vaidade.

    1. Jose de Almeida Bispo

      13 de setembro de 2016 12:07 pm

      Se são dois defeitos que bons

      Se são dois defeitos que bons pistoleiros não têm, são eles a vaidade e a arrogância.

      Pistoleiros são assim: contratados pra executar a vítima, eles executarão a vítima. A menos que seja impedidos por força maior. Só.

  7. Junior Sertanejo

    12 de setembro de 2016 10:21 pm

    Luis,quem sou para lhe

    Luis,quem sou para lhe contrapor,ou a lhe aconselhar.Acredito que esse seu belo texto ja estivesse pronto ha dias.Todavia acredito que a cassacao de Eduardo Cunha,se consumada, pode e vai mexer decisivamente em todo cenario politico,inclusive determinando a continuidade do governo,visto que,toda estrutura dele tem Cunha como viga mestra.Cunha e um psicopata,e a reacao dele e imprevisivel.Sendo eu voce,aguardaria ate amanha.Ate por prudencia e bom senso,sentimenos que voce tem de sobra.

  8. MarFig

    12 de setembro de 2016 10:32 pm

    Aqui não precisa de

    Aqui não precisa de eletrochoqud, já tem  a rede globo.

  9. Junior Sertanejo

    12 de setembro de 2016 10:33 pm

    Sou obrigado a concordar com

    Sou obrigado a concordar com o comentarista Implacavel,12/09/2016- 18:59.A cassacao de Eduardo Cunha,concomitantimente com esse longo a nao mais poder artigo de Nassif,verifica-se um verdadeiro e incontestavel  samba do crioulo doido.Sem a menor discussao.

  10. francisco niterói

    12 de setembro de 2016 10:35 pm

    Sem importância.
    A Naomi Klein é canadense ( ele assim se considera), filha de pais americanos ativistas contra a guerra do Vietnã que se mudaram pro Canadá para que o pai dela não fosse obrigado a se alistar.

  11. J.J. Lopez

    12 de setembro de 2016 10:37 pm

    Recado a Boulos

    O Fora Temer só se solidifica caso entre em cena outras vozes da sociedade. Nessas passeatas está claro que tem muita participação ainda da esquerda. Esse movimento tem que ter a participação de outros importantes setores como por exemplo os evangélicos, mais gente da favela, mais gente do meio dos esportistas etc.. Como fazer isso? Planejando e se organizando e sendo humildes para recebe-los sem mágoas ,a todos. Acho até que milhares que participaram do Fora Dilma, hoje estão muito mais sensíveis a se juntarem ao movemento de Fora Temer e Diretas Já.

  12. agincourt

    12 de setembro de 2016 10:38 pm

    PTiscos

    Em rigor, o lulopetismo não chocou ninguém: foi chocado exatamente pra não chocar.

    Depois que chocou os ovos de serpente, a galinha petista ganhou a panela.

    ……………………….

    Alguém acha que Lula, algum dia, sequer olhou a capa do livro da Naomi Klein?

  13. ricardo.salf

    12 de setembro de 2016 10:40 pm

    Diretas para presidente, senado e câmara!!!

    Temer já caiu. Não sei se é Artur e os 40 ladrões, Ali Babá e os 12 apóstolos, Judas e os 12 cavaleiros da távola redonda ou 11 homens, uma mulher e um segredo. O problema é que tipo de eleição vão quere enfiar pela nossa goela abaixo a seguir… Vai que seja mandar o Eliseu Quadrilha e os sete anões….

    A questão, agora é evitar o golpe de dentro do golpe, ou seja: diretas já!!!

  14. ricardo.salf

    12 de setembro de 2016 10:40 pm

    Diretas para presidente, senado e câmara!!!

    Temer já caiu. Não sei se é Artur e os 40 ladrões, Ali Babá e os 12 apóstolos, Judas e os 12 cavaleiros da távola redonda ou 11 homens, uma mulher e um segredo. O problema é que tipo de eleição vão quere enfiar pela nossa goela abaixo a seguir… Vai que seja mandar o Eliseu Quadrilha e os sete anões….

    A questão, agora é evitar o golpe de dentro do golpe, ou seja: diretas já!!!

  15. Rei

    12 de setembro de 2016 10:41 pm

    Eles não são grandes estrategistas e bem organizados

    Apesar da esquerda estar aos trapos não podemos ver essa direita que tomou o poder como grandes estrategistas seguindo um plano elaborado de dominação. Acho que eles só estão se mantendo de pé cambaleantes graças a força bruta da imprensa… essa sim… mostra organização e uma agenda bem pensada.

    Temer está tão errante quanto a Dilma era… seus auxiliares já demonstraram diversas vezes o quanto são acéfalos… esses planos liberais são velhos e ultrapassados e não vão trazer melhorias econômicas a curto prazo.

    Por isso eu acho que a esquerda tem que focar a força em furar o bloqueio da mídia… mostrando o quanto ela e imparcial e partidária… o governo Temer se destruirá sozinho… mas alguém tem que começar a sangria.

    1. Luis Fraga

      13 de setembro de 2016 12:53 am

      É o refrão das passeatas

      Ai ai ai ai ai ai se empurrar o TEMER cai.

  16. joel lima

    12 de setembro de 2016 10:47 pm

    Há um fator a ser levado em

    Há um fator a ser levado em conta = Temer caindo agora, eleições diretas. Mas se cair em 2017, é eleição indireta, via congresso nacional [aquele circo de horrores visto ao vivo e a cores em 17 de abril]. E um político está de olho nisso = Zé Serra, pois o nosferatu da móoca sabe que essa seria sua última e mais forte chance de saciar a sua obstinição de ter a cadeira de presidente – já que pelo voto do povo ele não chega nem com reza brava. 

  17. Assis Ribeiro

    12 de setembro de 2016 10:50 pm

    Mais certos que Naomi, estavam Orwell, Huxley e Chris Hedges
    Orwell estava certo. Huxley, também.
    Por Chris Hedges

    O debate entre aqueles que assistiram nossa decadência em direção ao totalitarismo corporativo era sobre quem, afinal, estava certo. Orwell (no livro “1984”, publicado em 1949) ou Huxley no livro “Admirável Mundo Novo” publicado em 1932.

    Seria como Orwell escreveu, dominado pela vigilância repressiva e pelo estado de segurança que usaria formas cruas e violentas de controle?
    Ou seria, como Huxley anteviu, um futuro em que abraçaríamos nossa opressão embalados pelo entretenimento e pelo espetáculo, cativados pela tecnologia e seduzidos pelo consumismo desenfreado?…

    No fim, Orwell e Huxley estavam ambos certos. Huxley viu o primeiro estágio de nossa escravidão. Orwell anteviu o segundo.
    Temos sido gradualmente desempoderados por um estado corporativo que, como Huxley anteviu, nos seduziu e manipulou através da gratificação dos sentidos, dos bens de produção em massa, do crédito sem limite, do teatro político e do divertimento.

    Enquanto estávamos entretidos, as leis que uma vez mantiveram o poder corporativo predatório em cheque foram desmanteladas, as que um dia nos protegeram foram reescritas e nós fomos empobrecidos. […]

    O filósofo político Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político.

    Neste totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça.

    O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, controlam o uso da ciência, da tecnologia, da educação e dos meios de comunicação de massa. Elas controlam as mensagens do cinema e da televisão. Elas usam as ferramentas da comunicação para aumentar a tirania. Nosso sistema de comunicação de massas, como Wolin escreveu, “bloqueia, elimina o que quer que proponha qualificação, ambiguidade ou diálogo, qualquer coisa que enfraqueça ou complique a sua criação, a sua completa capacidade de influenciar”.

    O resultado é um sistema monocromático de informação. Cortejadores das celebridades, mascarados de jornalistas, experts e especialistas, identificam nossos problemas e pacientemente explicam seus parâmetros. Todos os que argumentam fora dos parâmetros são desprezados como chatos irrelevantes, extremistas ou membros da extrema esquerda.

    Críticos sociais prescientes, como Ralph Nader e Noam Chomsky, são banidos. Opiniões aceitáveis cabem, mas apenas de A a B. A cultura, sob a tutela dos cortesãos corporativos, se torna, como Huxley notou, um mundo de conformismo festivo, de otimismo sem fim e fatal.

    Nós nos ocupamos comprando produtos que prometem mudar nossas vidas, tornando-nos mais bonitos, confiantes e bem sucedidos — enquanto perdemos direitos, dinheiro e influência.

    Todas as mensagens que recebemos pelos meios de comunicação nos prometem um amanhã mais feliz e brilhante. É “a mesma ideologia que convida os executivos de corporações a exagerar lucros e esconder prejuízos, sempre com um rosto feliz”.

    Estamos hipnotizados, Wolin escreve, “pelo contínuo avanço tecnológico que encoraja fantasias elaboradas de poder individual, juventude eterna, beleza através de cirurgia”.

    Serviços básicos, inclusive de educação pública e saúde, foram entregues a corporações para explorar em busca do lucro. As poucas vozes dissidentes, que se recusam a se engajar no papo feliz das corporações, são desprezadas como freaks.
    […]
    A fachada está desabando. As pessoas, a certa altura, terão de enfrentar algumas verdades doloridas e vão perceber que foram usadas e roubadas. Os empregos com bons salários não vão voltar. Os maiores déficits da história humana significam que estamos presos num sistema escravocrata de dívida que será usado pelo estado corporativo para erradicar os últimos vestígios de proteção social dos cidadãos, inclusive a Previdência Social.

    O estado passou de uma democracia capitalista para o neo-feudalismo. E quando essas verdades se tornarem aparentes, a raiva vai substituir o conformismo feliz imposto pelas corporações.
    […]
    O laço está apertando. A era do divertimento está sendo substituída pela era da repressão. Dezenas de milhões de cidadãos tiveram seus dados de e-mail e de telefone entregues ao governo. Somos a cidadania mais monitorada e espionada da história humana. Muitos de nós temos nossa rotina diária registrada por câmeras de segurança. Nossos hábitos ficam gravados na internet. Nossas fichas são geradas eletronicamente. Nossos corpos são revistados em aeroportos e filmados por scanners. Anúncios públicos, selos de inspeção e posters no transporte público constantemente pedem que relatemos atividade suspeita. O inimigo está em toda parte.

    Aqueles que não cumprem com os ditames da guerra contra o terror, uma guerra que, como Orwell notou, não tem fim, são silenciados brutalmente. Medidas draconianas de segurança foram usadas contra protestos no G-20 em Pittsburgh e Toronto de forma desproporcional às manifestações de rua. Mas elas mandaram uma mensagem clara — NÃO TENTE PROTESTAR.

    O Terror, mesmo para aqueles que não têm nada a ver com terror, se torna o instrumento usado pelo Big Brother para nos proteger de nós mesmos.

    “Você está começando a entender o mundo que estamos criando?”, Orwell escreveu. “É exatamente o oposto daquelas Utopias estúpidas que os velhos reformistas imaginaram. Um mundo de medo, traição e tormento, um mundo em que se atropela e se é atropelado, um mundo que, ao se sofisticar, vai se tornar cada vez mais cruel”.

    Artigo completo em:

    https://assisprocura.blogspot.com.br/p/orwell-estava-certo-huxley-tambem.html?m=0

  18. Hcmagalhaes

    12 de setembro de 2016 10:53 pm

    Com a rede golpe o processo foi facilitado

    Acho que vai haver uma briga entre o serra e a globo sob que entregou mais, mas não havera luta, o serra entrega.. A globo tem o serra no privataria tucana e o destroi em segundos.

    E os “homis” tomando posse e fazendo discursos como se fassem sérios e nada tivesse acontecendo.

    coitado do brazil.

  19. Diogo Costa

    12 de setembro de 2016 10:55 pm

    A falta de humildade e a farsa dos reajustes da Petrobras

    Será interessante verificar até quando algumas pessoas vão continuar com essa falácia de acusar Dilma Rousseff e seu governo pelo desastre trazido pelos golpistas. 

    Muita gente que hoje fala contra o golpe defendeu com unhas e dentes, de forma emocionada (até ao ponto de ir ou quase ir às lágrimas) e infanto-juvenil aquela rematada idiotice com nítido viés golpista que foi o junho de 2013. 

    É preciso lembrar até o fim dos tempos que no início de junho de 2013 o Brasil estava em regime de pleno emprego, a inflação estava dentro das metas, o investimento público e privado era crescente, havia geração de empregos e distribuição de renda e o país era um vasto canteiro de obras de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Para quem não sabe ou não lembra, o país cresceu 3% em 2013 (teria crescido uns 5% não fosse o desastre de junho do mesmo ano).

    A popularidade da legítima presidenta Dilma, no início de junho de 2013, era estrondosa (maior que a de Lula ao sair do governo em 2010). O PT disparava na preferência do eleitorado brasileiro, atingindo índices de aprovação que jamais chegaram a ser constatados desde 1980 (e conseguiu essa proeza mesmo com o massacre da farsa do julgamento da AP 470 entre agosto e dezembro de 2012). 

    Seria preciso ser um gênio da ciência política para saber, desde o início, que o junho de 2013 não tinha absolutamente nada a ver com a esquerda ou com teses progressistas? Havia algo mais nítido e cristalino? Como alguns inocentes úteis se deixaram levar pelo ‘Putsch’ de junho de 2013, sendo que a economia do país ia de vento em popa e que a mandatária primeira tinha uma aprovação popular estratosférica?

    Se o país estivesse em recessão, como esteve em 2015 e como está em 2016, se justificaria um movimento no estilo do junho de 2013. Mas o caso é que o país atravessava um momento econômico diametralmente diverso!

    É evidente até não poder mais que o junho de 2013 marcou o ponto de inflexão a partir do qual a direita se rearticulou em todo o território nacional. Isto já era evidente lá, em junho de 2013. Mas existe um cacoete maldito entre alguns ‘intelectuais’, entre alguns blogueiros e entre alguns setores supostamente de esquerda, que é o cacoete de imaginar que manifestações de rua são sempre algo progressista (que análise mais estúpida!). 

    O junho de 2013 ressuscitou uma oposição morta que não tinha nenhuma perspectiva de poder em 2014. O junho de 2013, espécie de “revolução colorida” importada diretamente do Leste Europeu, ou, se preferirem, uma espécie de “Primavera Árabe” diretamente importada do Médio Oriente, fez mais pela direita brasileira do que mil Redes Globos um dia poderiam sonhar. Amalgamaram vastos setores da classe média com pautas regressivas, temperadas com o velho e surrado “combate à corrupção”. 

    O golpe de estado desfechado em 2016 começou em junho de 2013. Jessé de Souza tem apontado isso com clareza meridiana já há alguma tempo (e nem precisaria apontar pois qualquer um que não tenha se deixado levar pelas fantasias anarco-horizontalizadas-fantasiadas já sabia do caráter brutalmente conservador do junho de 2013 desde a sua irrupção. Alguns, por medo ou vergonha de remar contra a maré, se deixaram levar pela idiotice completa do junho de 2013. Outros, incapazes de fazer uma avaliação política minimamente consequente e calcada em exemplos históricos, aderiram acriticamente ao cadafalso na vã esperança de escapar da forca que ajudaram a construir. 

    A teoria do choque tem sido aplicada no Brasil desde o julgamento da AP 470. O que faltava era idiotas nas ruas em número suficiente para servir de bucha de canhão para interesses contrários ao desenvolvimento do país; contrários a um projeto de crescimento com distribuição de renda e redução das desigualdades sociais. 

    O golpe de estado atual, gestado a partir de junho de 2013, foi construído com etapas muito bem elaboradas, com assessoria internacional de gente que ajudou a fomentar revoltas sociais na Ucrânia, na Líbia, na Síria, etc. Os métodos sempre foram os mesmos, nunca houve dúvida nenhuma. 

    O que destruiu o segundo governo Dilma foi a ação orquestrada de sabotagem, de choque e de opressão midiática em grau jamais visto em toda a história do Brasil. Foram 03 anos consecutivos de massacre e mesmo assim Dilma, no pleito de 2014, venceu a tudo e a todos. Venceu o golpe que já estava em marcha batida, venceu a Lava Jato, venceu a traição inominável do PSB, venceu a conversão de Marina Silva aos interesses estrangeiros, venceu um pleito que muita gente chegou a imaginar perdido logo depois da morte de Eduardo Campos (que virou a eleição de cabeça para baixo). 

    Por fim, me obrigo a contestar pela milionésima mas essa FARSA do represamento de preços dos combustíveis da Petrobras. Isto é, repito, uma FARSA completa e absoluta. E me admira que blogs diversos insistam em dar guarida para semelhante FARSA criada pela direita que sempre quis e quer ainda destruir a petrolífera criada em 1954. Mas aos números dos governos de Dilma a respeito dos reajustes da gasolina e do diesel:

    1. Governos de Dilma Rousseff (05 anos – entre 2011 e 2015) 

    1.1 Gasolina: reajuste de 43,5% em 05 anos – reajuste médio de 7,5% ao ano

    1.2 Diesel: reajuste de 46,7% em 05 anos – reajuste médio de 8% ao ano

    A quem interessa essa FARSA GROTESCA de seguir INVENTANDO que Dilma represou os preços dos combustíveis da Petrobras?

    A quem interessa, repito, sustentar tamanha e tão escabrosa FARSA a respeito dos reajustes de combustíveis praticados nos governos da legítima presidenta Dilma Rousseff, entre 2011 e 2015?

    1. Ana Bednarski

      12 de setembro de 2016 10:57 pm

      Não tem mais estrelas 🙂

      Esse golpe custou bem barato, vinte centavos 🙁

      1. Álvaro Noites

        13 de setembro de 2016 4:05 am

        Desculpem o transtorno, estamos mudando o país
        Mudaram, e o resultado foi uma bosta.

    2. MarFig

      13 de setembro de 2016 12:42 am

      ★★★★★★★★★★★

      ★★★★★★★★★★★

    3. Rpv

      13 de setembro de 2016 2:46 am

      Com esses argumentos não há

      Com esses argumentos não há muito o que discordar. Apenas seria interessante destrinchar esses números do reajuste dos combustíveis por ano, ao invés de colocar o total nos cinco anos e dividir por esse período.

      Por outro lado, quanto a Lava Jato, você também era (ou é) um crédulo de suas “boas intenções”, como se essa fosse uma operação de combate a corrupção. E não parte de uma articulação para tomada do poder para atender aos interesses estrangeiros associada a direita nacional (como foi em 64). Vc continua acreditando nisso (na primeira versão)?

      Nesse aspecto, acredito que faltou inteligência por parte do governo para perceber a diferença que há entre as instituições e seus servidores honestos e bem intencionados, e aqueles servidores que se colocam na disputa da direção dessas intituições. Fazendo isso conforme seus interesses pessoais e político-ideológicos e sendo capazes de trazer a reboque a própria instituição e seu “servidores de bem” (inflados pela mídia a conduzí-lo – o farol do Golpe). Obs.: Marx não ensina isso, é preciso estudar Weber (Kant).

      Quanto as manifestações de junho de 2013 essa postagem é quase definitiva sobre isso:

      https://jornalggn.com.br/noticia/shitstorms-e-smartmobs-por-ai-por-oinegue-ed-oagara

    4. Jossimar

      13 de setembro de 2016 2:01 pm

      “O golpe de estado desfechado

      “O golpe de estado desfechado em 2016 começou em junho de 2013. Jessé de Souza tem apontado isso com clareza meridiana já há alguma tempo (e nem precisaria apontar pois qualquer um que não tenha se deixado levar pelas fantasias anarco-horizontalizadas-fantasiadas já sabia do caráter brutalmente conservador do junho de 2013 desde a sua irrupção. Alguns, por medo ou vergonha de remar contra a maré, se deixaram levar pela idiotice completa do junho de 2013. Outros, incapazes de fazer uma avaliação política minimamente consequente e calcada em exemplos históricos, aderiram acriticamente ao cadafalso na vã esperança de escapar da forca que ajudaram a construir. “

      Na minha opinião o Golpe começou a ser urdido ainda em 2012. Foi quando a Dilma baixou a selic para 7.25 a.a. e ordenou que os bancos públicos baixassem as taxas para empréstimos forçando os privados a fazer o mesmo..

      Este foi seu pecado capital que desencadeou a ordem de DESTRUIR seu governo custasse o que custasse.

      Outro fator foi a correta intervenção nas concessões do setor elétrico que baixaram a conta de luz em até 30%.

      Estas duas providências ACERTADAS do governo Dilma decretaram o seu fim por atingir os interesses do setor mais sanguessuga da economia: o financeiro com seus rentistas nacionais e internacionais.

      Quanto ao Eduardo Campos não tenho a menor dúvida de que foi assassinado. Fizeram sabotagem nos controles eletrônicos do avião para que tivesse reação diferente do comando dado pelo piloto.

      Quanto a Marina, é uma FDP do mesmo nível de FHC, Serra e Aécio.

       

    5. Marcia Eloy

      13 de setembro de 2016 7:38 pm

      Diogo

      Diogo

      Concordo com você até o ponto que tudo começou em 2013. Mas não foram só os “intelectuais”que não viram naquele movimento , um movimento de direita, o governo também não viu e chegou a propor ao Congresso uma Constitruinte ao invés de entrar em cadeia nacional e defender tudo o que estava sendo feito ate aquele momento com gráficos e tudo o mais do que dispunha.Dilma era presidente, nem ela, nem seus Ministros desconfiaram de nada? Eu desconfiei.Achei muito estranho jovens de classe média saírem de vários pontos do país em caminhada, protegidos pela polícia, com total liberdade de ação.

  20. Pedro Augusto Pinho

    12 de setembro de 2016 11:23 pm

    CARO NASSIF
    Na base do golpe
    CARO NASSIF
    Na base do golpe atual está a banca – o sistema financeiro Internacional que controla também o estado norte-americano.
    Assim Moros, Janots, e cúmplices no STF trabalharão para manter a banca rentável e segura. As FFAA, como as polícias, estarão de prontidão para evitar que os movimentos populares ganhem força.
    Na ditadura militar dizia-se que só o povo armado a derrotaria. Mas foi a banca que a substituiu. E agora?

  21. bfcosta

    12 de setembro de 2016 11:23 pm

    A probabilidade de Temer

    A probabilidade de Temer terminar o mandato é pequena creio eu, mas muito mais difícil aidna é ele sair antes de 2017. O tempo corre contra o movimento diretas-já. Minha impressão é que quando ele pegar, já vai ser tarde demais, provavelmente 2017, ainda mais que há na agenda política do país uma eleição municipal em outubro.. A grande questão é saber o que virá de uma possível / provável eleição indireta para presidente da república, feita em 2017, sem Cunha para comandar a maior bancada de deputados.

  22. Pedro Augusto Pinho

    12 de setembro de 2016 11:23 pm

    CARO NASSIF
    Na base do golpe
    CARO NASSIF
    Na base do golpe atual está a banca – o sistema financeiro Internacional que controla também o estado norte-americano.
    Assim Moros, Janots, e cúmplices no STF trabalharão para manter a banca rentável e segura. As FFAA, como as polícias, estarão de prontidão para evitar que os movimentos populares ganhem força.
    Na ditadura militar dizia-se que só o povo armado a derrotaria. Mas foi a banca que a substituiu. E agora?

  23. lenz

    12 de setembro de 2016 11:29 pm

    Às vezes vc é muito inocente Nassif

    Pôxa Nassif, vc faz análises muito boas, mas as peças não encaixam quando vc insiste em acreditar em alguns relatos que lhe fazem. Pode-se até confiar na honestidade da fonte, mas não quer dizer que a fonte não seja um(a) iludido/a!

    Quanto tempo vc acreditou nos relatos que o Janot estava segurando a tropa? Vai ser inocente de novo com o Moro?

    Lembra em quanto tempo levou para o Moro soltar a lavanderia que atendia à vênus platinada, mesmo com gravação que confessa a destruição de provas? 2 dias depois que os blogs descobriram a conexão com a mansão de Parati. Começou aí a operação-abafa nos escândalos do HSBC e Panamá Papers.

    O Moro teve todas as chances de ir atrás da mulher do Cunha, mas não fez por quê? Porque já avisaram até onde ele pode ir.

    Da mesma forma que avisaram ao Teori e ao Lewandowski como eles podem se comportar em relação aos pleitos de Lula e Dilma. Os outros nem digo nada, fora o Marco Aurélio não vi nenhuma disposição em nadar contra a escalada do golpe.

    O jogo já foi jogado e o nome disso é conspiração. Quem não participou ativamente já sabe que se enfrentar vai sair queimado e sem apoio…

    1. MarFig

      13 de setembro de 2016 12:49 am

      Nassif já acreditou,  no

      Nassif já acreditou,  no golpe de 64 (segundo ele mesmo), no Janot e até no choque de gestão do Néscio. Imagino que quando pequeno acreditava em papai noel, mula sem cabeça e saci pererê. Mas no juiz da globo, aí é demais. 

  24. Contragolpe

    12 de setembro de 2016 11:50 pm

    Teremos eleição indireta para

    Teremos eleição indireta para presidente em 2017! Será a vitória da “técnica neoliberal” contra a corrupção e o populismo. Eis o triste cenário que se desenha. Em curto espaço de tempo, ou deixaremos de eleger presidentes ou o presidente não terá maiores poderes. É a restauração colonial, que será replicada em toda América Latina.

  25. Danilo Andrade

    12 de setembro de 2016 11:55 pm

    Eu acho que o Cunha não cai!

    Eu acho que o Cunha não cai!

    Ele é o jogador que conduzirá todas as reformas nesse período crítico dessa teoria!

    E o governo temer sabe disso!

  26. gabi_lisboa

    13 de setembro de 2016 12:52 am

    Coitado do Carlos Magno

    Não acho que a implementação da teoria do choque vai funcionar aqui, o que não significa necessariamente que as medidas não serão aprovadas, mas que sua aceitação pela população não irá ocorrer. Geralmente as medidas são aceitas como inevitáveis e isso é o que torna a teoria tão sedutora, pois transforma carrascos em salvadores. Além dos fatores que o Nassif descreveu para sua possível falha, acrescento mais alguns:

    – nossa crise já se arrastou muito e foi usada como pano de fundo para a derrubada da dilma, parte de seu capital de mobilização foi queimado

    -havia uma expectativa grande que apenas a queda da dilma bastaria para criar otimismo na população, o que ajudaria a criar uma cortina de fumaça para a aprovação das medidas impopulares, mas isto não ocorreu.

    – muitas das medidas que são vendidas como essenciais agora foram propostas antes no governo FHC e fizeram parte do programa do aécio. Ou seja, não têm carácter de medidas excepcionais para tempos excepcionais.

    -Muitos dos políticos que agora querem nos salvar da crise estavam em todos os últimos governos desde o rei Arthur, as pessoas os percebem como parte do problema.

    – não há e nunca houve nenhuma tentativa de conversa com a sociedade para explicar e discutir as medidas que o governo quer implementar. Pelo menos o fingimento da abertura para o diálogo era essencial para um governo “unificador”.

    – medidas são apresentadas e desmentidas semanalmente causando um desgaste patético e muita angústia e raiva na sociedade

    -globo/folha/estadão/veja estão muito queimados. As manipulações de sempre que agora eles tentam usar para nos convencer a aceitar as medidas do governo já não convencem tanto, soma-se a isso MBL fazendo propaganda contra a CLT… quem pode levar este “choque” a sério?

     

     

  27. Cesar Cardoso

    13 de setembro de 2016 1:12 am

    6 a 9 meses

    Seis meses depois do golpe contra Dilma acaba no Carnaval. Ou seja, dois meses cheios de 2017.

    Janeiro é férias, mas basta Gilmar Mendes já deixar tudo encaminhado em dezembro e dar uma corridinha em fevereiro e pronto, o TSE cassa a chapa e teremos eleições indiretas. Timing perfeito.

    Porque está claro que as reformas da teoria do choque preconizadas por Henrique Meirelles (70 anos para aposentar, 12 horas de trabalho etc) não passarão imunes e impunes pelo instinto de sobrevivência política da Camarilha dos Seis e do Congresso. Daí o PSDB e seus amigos na imprensa vão acabar rifando o Temer pra eles mesmos fazerem o trabalho.

  28. antonio francisco

    13 de setembro de 2016 1:14 am

    Yahoo está sendo usado para blog xingar Lula
    Há chamadas no yahoo, você clica e vai para um blog:

    http://blogs.uai.com.br/opiniaosemmedo/2016/09/10/lula-no-stf-como-convidado-e-um-acinte/?ref=yfp

  29. Lidia Zorrilla

    13 de setembro de 2016 1:15 am

    Naomi

    Só uma correção em artigo tão instigante: Naomi Klein é canadense.

     

  30. Armando Falo

    13 de setembro de 2016 2:43 am

    Um golpe em que o poder não
    Um golpe em que o poder não vai pras mãos do PSDB não é um golpe completo. Tá tudo no script, Cunha caindo detona o PMDB, e o partido mais impune corrupto e poupados de todos fica com o poder nas mãos, assim escreveu os golpistas Janot, Moro, Globo, Veja,o PIG, STF e demais máfia do golpe de dentro e de fora do país.

  31. Milton Murilo

    13 de setembro de 2016 2:51 am

    Xadrez da teoria do choque e do capitalismo de desastre

    Finalmente o Nassif se deu conta da intervenção externa no golpe.

    Todos os golpistas tem ou tiveram alguma relação com os EUA.

    Os lavajatistas são uns entreguistas deslumbrados pela “metrópole”.

    Os psdbistas sempre foram de tirar os sapatos

    Janot foi pedir licença aos “patrões” e veio cheio de informações para destruir a Petrobras e o sistema nuclear.

    A rataiada miuda foi facilmente comprada pois são todos “bocas de jacaré”.

    Achar que o ataque à Petrobras e empreiteiras é casual, pelo combate à corrupção é acreditar em papai noel.

    Da “República dos Estados Unidos de Curitiba” nunca saiu o indiciamento de um tucano, salvo o morto a servir de “exemplo”. Aquilo tem focos definidos desde sempre: redução do país e aniquilamento das esquerdas.

    Esse golpe é remake de 1950 e 1964.

    – interesses externos, redução do país e aniquilação da esquerda e suas lideranças

    Agitação promovida pela mídia, corruptos a denunciar a corrupção, STF omisso. Ainda não vimos no atual a presença mais clara das FFAA. Mas como nos anteriores preferiram a derrocada do país a um governo popular.

    Como diferencial o “Fora Temer” tem resistido bravamente aos ataques terroristas da polícia mas com a mesma leniência do pretório excelso. Pretório esse mais afeito ao sono excelso do que defender o marco legal rasgado pelo golpismo.

    1. Jose de Almeida Bispo

      13 de setembro de 2016 11:50 am

      ‘A rataiada miuda foi

      ‘A rataiada miuda foi facilmente comprada pois são todos “bocas de jacaré”.’

      Particularmente eu prefiro a expressão JACARÉ DE CORRENTEZA.

      Típicos do Pantanal matogrossense, eles se posicionam nas correntezas dos ribeiros formados durante as cheias, e que dá lugar às piracemas, abrem o bocão e só a fecham, quando o excitado peixe lhe pula quase na garganta.

      Esforço zero!

  32. Junior Sertanejo

    13 de setembro de 2016 2:58 am

    Estamos diante de um impasse

    Estamos diante de um impasse monumental.Se cassar o bicho pega,se nao cassar o bicho come.Disso que se trata.O mais vejo como extemporaneo,ate o belo artigo de Nassif.Se o artigo de Nassif,tem outra estrategia nao conseguir captar.Minha tese ganha corpo a cada hora.Sem rodeios,autentica briga de quadrilhas,quais sejam: Temer e seu entorno,Renan e seu entorno,Demotucanos,Eduardo Cunha e seu entorno,Conglomerado mafimidiatico rachado.O Judiciario observa a distancia com receio das labaredas is engolir.De tudo pode acontecer,inclusive nada.Nada eu nao acredito.E muita quadrilha para muita grana.As proximas horas serao mais intrigantes que o bota fora de Dilma,apenas um jogo para cumprir tabela.Todas as luzes,inclusive do blog,na Camera dos Deputados.Dali saira coisa.

  33. Frank

    13 de setembro de 2016 3:09 am

    Nassif, Nassif

    Você ia tão bem, tão bem, até que ingenuamente no final diz:

    “Consumada a cassação de Eduardo Cunha, a maior probabilidade é de que em poucos dias ele seja conduzido preso à Curitiba e submetido a uma delação conduzida por Moro. Isso ocorrendo, sairia das asas de Janot e se abriria alguma possibilidade de rompimento da blindagem sobre Aécio Neves e de ameaças concretas contra o governo Temer.”

     

    O Moro não vai fazer ou deixar o Cunha ferrar o Aécio, Temer ou qualquer golpista. Esqueça. Isso não virá ao caso.

  34. Guilherme da Silva

    13 de setembro de 2016 3:37 am

    Por favor, além do fora

    Por favor, além do fora temer, temos que difundir o “REFORMA PREVIDENCIÁRIA NO LEGISLATIVO PRIMEIRO!”  com igualdade em TUDO!  Se eles querem colocar o pipi deles no nosso popô, pq não podemos colocar nosso pipi no papô deles???

     

  35. romulus

    13 de setembro de 2016 3:45 am

    “Shock doctrine” made in Brazil

    Conheci Naomi Klein la pelos idos dos anos 2000, quando acabava de lançar a primeira ediçao do livro. Foi em entrevista a (creio) Silio Boccanera na Globonews.

    Sim, na Globonews! Imaginem…

    Assim que começou a onda do golpe tambem notei a semelhança com a tese dela. Ate procurei ela no twitter em maio, falando do golpe no Brasil. Tempos depois la estava ela se manifestando contra o golpe e, um pouco depois, aderindo ao manifesto das personalidades estrangeiras de repudio ao golpe. Grande Naomi!

    Ja sobre a “doutrina do choque” made in Brasil, volto à minha (já) velha cantilena:

    – Onde estão os partidos de esquerda e seus políticos com mandato diante da “doutrina do choque”?

    Sim, estão focando em CLT e Previdência, como deveriam. E nos alertas aos trabalhadores. Ok.

    Mas e as negociatas com os ativos da Petrobras e do Estado?

    E a entrega do pre-sal?

    A “venda”, por 1/4 do preço, de um campo no pré-sal – sob o regime de concessão e nao de partilha! – pela Petrobras à Statoil norueguesa?

    Sim, ouço bravos deputados e Senadores denunciando… Paulo Pimenta, Wadih Damous, Jandira Feghali, Vanessa Grazziotin…

    Todos agindo dignamente. Mas individualmente.

    Onde estão as direções partidárias? Onde estão os atos junto com centrais sindicais / empregados de estatais / Clube de Engenharia / intelectuais / artistas / movimentos sociais?

    Onde está a dissuasão aos abutres, com a promessa de reversão no futuro ÀS EXPENSAS DELES?

    O direito – até o internacional – dá guarida a essa promessa – mais do que ameaça! – e à sua realização no futuro.

    Por que permitir o fait accompli? O fato consumado?

    Surge aí uma série de especulações sobre os motivos dessas inações. Claras inações…

    Já me debrucei sobre isso no passado e as hipóteses de então continuam sobre a mesa.

    *

    Sobre o pre-sal e petrobtas especificamente, escrevi post bastante detalhado, tomando partido da minha própria experiência profissional na área:

    Atenção: golpe no Pré-sal e na Petrobras avança, por Romulus

     

     ROMULUS

     DOM, 28/08/2016 – 10:32

     ATUALIZADO EM 28/08/2016 – 10:33

    Por Romulus

    Atenção: golpe no Pré-sal e na Petrobras avança

    Post “6 em 1”:

    – Deputado federal Wadih Damous alerta: “enquanto Dilma está sendo julgada pelo Senado, José Serra está no Itamaraty recebendo poderosos da Shell. (…) a venda o Pré-sal brasileiro é ponto central do golpe de Estado em curso em nosso país”.

    – Desnudando as estratégias dos golpistas: aspecto financeiro-fiscal e econômico-estratégico explicados com clareza. Petrobras não ser operadora enfraquece a empresa hoje e amanhã. Abre espaço ainda para estrangeiros superfaturarem a rodo – sem o olho do dono em cima – dilapidando a parte do petróleo que cabe à União pela partilha.

    – Eles dizem: “Pré-sal precisa de investimento estrangeiro!”. Ora, como a Petrobras, empresa cuja emissão de títulos tem mais procura do que aquilo que oferta, “está sufocada”? Caso a vontade não fosse dilapidar o patrimônio brasileiro, bastaria, como no passado, lançar mão de uma operação de cessão onerosa.

    – E não é tudo! A técnica para lesar o patrimônio do Brasil na ida e na volta: venda dos ativos do Estado em operações de leveraged buyout (aquisição alavancada).

    – Uma advertência aos abutres: o Direito não protege quem age de má-fé, sem diligência ou o enriquecimento sem causa. Desde a Roma antiga ninguém é premiado pela própria torpeza!

    – E o que os partidos de esquerda (PT, PCdoB, Rede, PSOL, PDT e PSB) podem fazer a respeito?

    – Bem… vem aí o 7 de setembro, não é mesmo?

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    1. Jose de Almeida Bispo

      13 de setembro de 2016 11:42 am

      São eles, os ‘hômi’ da grana,

      São eles, os ‘hômi’ da grana, sempre manipulando os pauzinhos.

      O resto é mera discussão de acadêmicos deslumbrados e arrogantes.

      Tem ativo podre demais por aí e é preciso dar-lhe cobertura real.

  36. Paulo N

    13 de setembro de 2016 5:52 am

    Cunha é cassado e vai para

    Cunha é cassado e vai para casa.

    Continua controlando a bancada para o Temer.

    Fica com o que roubou.

    Fazem uma ceninha para o povão. 

    Ele fica solto. 

     

  37. alexis

    13 de setembro de 2016 9:30 am

    Da “cartinha” do Temer a Dilma…

    8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden – com quem construí boa amizade – sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da “espionagem” americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;

    Chorimingando por não ter sido convidado a participar de reunião com o vice dos EUA.

    Hoje, simplesmente entregou o Brasil para eles.

    1. Jose de Almeida Bispo

      13 de setembro de 2016 11:58 am

      Da série “fotos que valem

      Da série “fotos que valem livros inteiros”.

       

  38. Dorlei

    13 de setembro de 2016 10:58 am

    duvidas

    Mas o Moro ontem investiu novamente contra o Lulinha, que é o que interessa.

  39. Jefferson Castro

    13 de setembro de 2016 11:17 am

    Naomi Klein

    Nassif, ela é canadense.

  40. gaúcho

    13 de setembro de 2016 11:32 am

    A instabilidade política do

    A instabilidade política do Brasil deve-se ao fato de que a direita é ruim de voto, se eles tem um grande poder na mão como mídia, judiciário, MP, PF, maçonaria … isso não se traduz em poder eleitoral.

    A história política do país registra que o brasileiro médio ocupa o campo da centro-esquerda, valoriza políticas nacionalistas de fortalecimento do salário mínimo, empresas nacionais, cultura nacional…

    Por sua vez, o conservadorismo nativo continua com discurso da guerra-fria, com a subserviência à geopolítica dos EUA, preferem ser ricos num país sem soberania do que viver num país soberano e ter que concorrer aos bens com outros brasileiros de classe social diferente.

    Resumindo: o Brasil tal qual a Argentina é um país autofágico em que inexiste coesão e consenso social, prefere-se aniquilar os supostos inimigos do que competir obedecendo as regras do jogo… resumindo: continuamos firmes no terceiro mundo embora tenhamos tudo para pertencer ao seleto grupo das nações mais civilizadas do planeta.

  41. Arimatea13

    13 de setembro de 2016 11:46 am

    “Na Copa do Mundo, enquanto

    “Na Copa do Mundo, enquanto os estádios e aeroportos eram construídos, destacava-se o fato de não estarem prontos. Entregues, o destaque era para a falta de sabonete nos banheiros.”

    O Juca Kfouri, que hoje posa de legalista, usou muito esse artifício…

    Hoje é incenssado por parte da esquerda…

  42. noctivagovago

    13 de setembro de 2016 12:15 pm

    Tá quase completado, este quadro todo
    A série xadrez se supera. Cada dia fica melhor. Faltou dizer, no de hoje, da indecência onde a religião, o patriotismo excludente míope, e a santa propriedade da empresa e propriedade privada estadunidense se imbricam justamente com a sua política externa, na sua indecente base de credo: estão destinados pelos céus a possuírem ( e estragarem ) todas as reservas bioenergéticas e hídricas do planeta. Seriam as primícias de ‘sua’ Terra, para a nação, e para igreja dos capitalistas eleitos e predeterminados; a bordo dos tanques, armas e satélites que eles mesmos fabricam… E o resto do mundo é só a escarradeira final. Deles….

  43. Simius Sapiens

    13 de setembro de 2016 12:25 pm

    Delação de Cunha: Teoria do Choque – Parte II?

    Caro Nassif,

    parabéns pelo EXCELENTE artigo! Na minha opinião, um dos melhores e mais completos da série Xadrez até agora.

    Bom, com a cassação de Eduardo Cunha, já é dado como quase certo que ele faça uma mega delação premiada, a qual envolveria deputados, senadores, ministros e até mesmo o próprio Temer. Caso esse tsunâmi venha realmente a se concretizar, não seria esse sim o cenário pefeito para a implementação do receiturário prescrito por Friedman???

    Ou seja, essa devastação no cenário político não ajudaria a dar uma um fôlego extra para o tal capitalismo de desastre???

    http://simiussapiens.wordpress.com

  44. Francisco Santos

    13 de setembro de 2016 12:29 pm

    Maravilhoso texto

    Maravilhoso texto

    Nada do que Noam Chonsky não havia percebido antes sobre a autação dos EUA na américa latina, mas a parte do texto que demonstra a intromissão na justiça brasileira já daria uma tese

    Temer e Dilma tem em mais em comum do que se supõe, ambos são pessoas sem um mínimo de carisma e identificação com o povo, se fosse uma pessoa mais representável, o golpe, com certeza, seria irreversível

    O impressionante é a sede ao pote com que o maior articulador do golpe, o PSDB, entrega o país ao capital estrangeiro, nem os militares foram tão otários de darem de mão beijada o filet mignon de nossas riquezas pra quem quer que fosse, eram ufanistas pervertidos, já o PSDB é como se fosse um escritório dos EUA no Congresso Nacional e agora na Presidência da República, não tem papas no bolso

    Vai se saber o tipo de infromação que a CIA fornece a esse pessoal de modo indireto pra extorquir, pressionar e manipular os políticos corruptos

    Temo que a lava jato, de instrumento de destruição do precoce capitalismo brasileiro, tornou-se moeda de barganha pra continuidade do sequestro do Congresso Nacional, basta uma palavra dos congressistas brasileiros contra a reforma americana proposta pelo PSDB e a lava jato será acionada

    Quanto ao chamado das ruas, já vamos a elas pela terceira vez depois da ditadura militar, é muito pra uma nação que ainda nem acabou de se identificar direito

    Estamos ficando especialistas em resgatar o Brasil das mãos dos outros…

     

    http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Chomsky-A-America-Latina-viveu-uma-mudanca-de-importancia-historica-/4/33303

    https://hypescience.com/chomsky-e-as-dez-estrategias-para-a-manipulacao-da-opiniao-publica/

     

  45. Felipe Lopes

    13 de setembro de 2016 12:52 pm

    Em 13 anos o PT não promoveu nenhuma reforma

    E isso como se o arcabouço legislativo do país nas mais diversas áreas não fosse uma gaiola das loucas. A questão não é SE devemos fazer as reformas, mas QUAIS tipos de reforma fazer.O PT e a esquerda brasileira se omitiram nessa discussão durante 13 anos. Seria muito melhor que a esquerda tivesse tido a inciativa modernizadora, mas deixaram para a direita. Agora aguentem…

     

     

    1. Ugo

      13 de setembro de 2016 7:39 pm

      livre pensar é só pensar

      Já imaginou o Lula e a Dilma no primeiro dia do governo tentar a reforma das comunicações, que até está prevista na CF88?

      Com quantos deputados/senadores das ditas esquerdas poderiam contar para esta tarefa, o PT e os outros gatos pingados sozinhos contra as globos?

      Este é um exemplo de como as tarefas são impossíveis e fáceis de verificar numericamente, olha como milhões de felizes colocaram na câmara/senado o seu representante muitas vezes aquele com proposta oposta do voto do presidente/presidenta.

      Nos grotões o deputado/senador no ideário dos zés, faz no parlamento os interesses daquele distrito, os demais politicas acreditam eles aquelas que nos ferram de agora em diante são abra do acaso. A direita tem tudo o que os ingênuos pensam alcançar algum dia, pensam.

      Eles exploram estas expectativas muito bem, vê novela, vê jn, lê veja, está na teia.  

      A esquerda mais conhecida como senzala nunca poderá contra a casa grande, e olha lá se vão quinhentos e passa anos nesta novela.

      Solução…não tenho mas nunca entreguei meu voto sequer para vereador que não tivesse consciência do País mesmo a me prometer asfalto de primeira frente casa.

      1. Felipe Lopes

        14 de setembro de 2016 10:12 am

        Porque comunicações e não reforma política, tributária, etc?

        Ah, porque o objetivo é amordaçar a imprensa, e não reformar o sistema podre do estado brasileiro. A primeira cláusula de uma reforma das comunicações – que nem de longe é a mais urgente – deveria ser rever completamente as concessões de rádio para famílias de políticos. Mas com uma pauta gigante de problemas legislativos gravíssimos, parece piada vir falar em reforma das comunicações como prioridade. A saber, o que de fato é urgente: reforma política, tributária, previdenciária, trabalhista, judiciária, administrativa, etc, etc, etc. 

  46. margot riemann

    13 de setembro de 2016 1:03 pm

    Digamos que a teoria esteja

    Digamos que a teoria esteja correta. Não seria a hora de agir?

    Se tem uma coisa boa nesta crise, é a revelação quanto ao papel chave da mídia. Ontem, na cassação do Cunha, ficou claro que o parlamento age como manada seguindo os ventos da opinião pública. E quem determina o rumo da opinião pública é a mídia de massas. 

    Então não seria a hora de trabalhar a) num projeto de País que aposta na soberania, no pequeno e médio empresário (que não leva seu dinheiro para as Ilhas Cayman), no mercado interno, na preservação dos recuros naturais, no aumento progressivo da renda e das oportunidades, este sim o caminho para garantir as aposentadorias futuras; b) numa mídia alternativa que dê sustentação a este projeto?

    Uma observação ao Boulos – está correto quando afirma que tem que radicalizar. A desigualdade no Brasil não será reduzida sem o grito ensurdecedor dos excluídos. Mas ao mesmo tempo, não tem como o País fugir de um projeto alternativo de enfrentamento ao neo-liberalismo. E aí não tem como dispensar alianças com Kátia Abreu, Odebrecht, Armando Monteiro, os empresários em geral. Na verdade estão postas duas agendas distintas, uma que golpeia o capital financeiro, o rentismo, a corrupção, a entrega de nossas riquezas, a outra, pela redução das desigualdades. Em algum momento estas agendas serão excludentes, mas não agora.

    Por isso uma frente de movimentos e partidos, com projetos diferenciados, respaldados por um mídia alternativa, seria neste momento uma ferramenta muito boa.

  47. Frederico Firmo

    13 de setembro de 2016 1:13 pm

    Choque sem dúvida, mas precisa combinar com os russos.

    Sem dúvida Nassif, os passos e o golpe vem vindo neste ritmo há anos. Há muito tentam reescrever a história e destroem o passado recente e escondem  um passado anterior. Tentam  ligar as políticas brasileiras a Venezuela  e a Argentina. Argentina, que aliás,  saiu dos noticiários. Nada sobre Macri e companhia, apenas o silêncio. Nada sabemos dos resultados desta mesma política em solo argentino. O efeito Orloff  continua. O choque funcionou palacianamente, funcionou nos bastidores da política. Mas a briga pelo poder deu  mais um passo, com a defenestração de Cunha. Cunha que sempre ficou na coleira de Janot e de Teori. Desde há muito controlam Cunha, primeiro lhe deram a ilusão do poder, e legaram a ele o papel de liderar o choque.  Ele como sempre era a figura mais abjeta, com seu exercito de Brancaleone. Pois não bastava derrubar Dilma. Ela precisava ser derrubada pelos piores, herdeiros dos velhos capitães do mato. E assim os jornais poderiam culpar mais uma vez os brasileiros. Os jornais fizeram questão de transformar aquela corja , com seus discursos ignorantes e brutais, na imagem do  que esta velha elite chama de brasileiros. Os jornais fizeram questão de chama-los   de retrato da nação. Numa manipulação clara expuseram aqueles que eles mesmos criaram e fizeram questão absoluta de esfregar a imagem em todos os lares.E a todo momento tentaram colar nestes capitães do mato a figura do brasileiro. E ao mesmo tempo inflaram o ódio daqueles que nunca se sentem brasileiros, particularmente daquela parcela da classe média que,  sem auto estima, nega a si mesma.  A farsa e a autodestruição das instituições feitas numa velocidade impressionante  fez parte da destruição da auto estima. O legislativo, o judiciário e o executivo, se suicidaram neste processo. Até mesmo o quarto poder se auto destruiu. Os velhos partidos se auto destruiram. Não sobrou muita coisa no interior dos palácios e foruns de justiça ou editorias de jornais . Hoje o poder se pulveriza em cada comarca. Hoje a policia não mais investiga, invade casas e sob a mais pura coação, coleta a delação premiada. Como disse um  delegado experiente,defensor de Cunha,o que se faz hoje é   coletar a prostituta das provas, que é a delação e ou o testemunho. Lendo os autos dos processos, como por exemplo o contra Bumlai, ve-se que nenhuma prova foi obtida, mostrando uma total ausência de trabalho policial. Houve sim a busca insensata por  alguma coisa que se bem  distorcida pode levantar suspeita. Portanto eu não deposito esperança alguma na lava jato. Ela me parece mais um atentado suicida à nossas instituições. Ela apenas deu vazão a criação de mais procuradores , juizes etc… sob holofotes . A  mistura de juiz que julga com juiz que  investiga, mais a convivência promíscua com a  polícia e  ministério publico  vai eternamente colocar em duvida a imparcialidade de todos estes  atos. As violações perpetradas    e a insistência em defendê⁻las, como se legal fossem, é mais um atentado a nossas instituições.  E ao final desta destruição e deste choque  o que se vê é que continua a briga surda entre os que sempre viveram de nossas instituições e do estado. De um lado, estas velhas oligarquias, que jamais fizeram sua revolução industrial e sempre viveram dos contactos e de suas mãos nas entranhas do estado. Do outro lado temos os que se chamam modernos, os homens de mercado,  querendo vender tudo, privatizar tudo, transformar a nação num grande negócio cujos lucros serão usufruidos bem longe daqui. Trabalhando para os novos patrões, são as versões modernas dos velhos capitães do mato. E assim o filho do comerciante do Mercado Publico de São Paulo , que briga com a velha oligarquia Neves, e com o provinciano Alckmin, age rapidamente para seus patrões começando uma nova privataria. E assim, como poderia depositar esperanças num juiz que mesmo sabendo ler, jamais leu a Privataria Tucana, e se a leu, mostra uma inapetência brutal para justiciar certos tipos, enquanto que uma fome intestina para destruir o desafeto cuja figura o lembra de sua origem popular. O choque à brasileira foi sem duvida bem urdido, mas é erratico, entre a velha oligarquia e os homens de mercado. Mas é necessário atenção,  pois  vários passos estão sendo dados, e no momento muita destruição esta sendo feita por aquele que é menos erratico. Aquele que anda como um autista , sempre na mesma direção. Insensível anda sempre na  direção do entreguismo, criando uma legislação, que favorece o Deus  Mercado, que entrega o pre-sal, que usa até  Parente para destruir  finalmente a Petrobras e nos levar à subserviência total. Se existe uma força tarefa , esta é  Serra  e é  bem maior do que a Lava Jato.

  48. Moacir

    13 de setembro de 2016 1:52 pm

    Dilma e Temer, faces da mesma política

    Nassif e amigos:

    Fico feliz por ver que a tese das Eleições Já – que venho defendendo aqui no blog desde quando eclodiu a crise – está cada vez mais forte e pode se impor. Penso que irá. 

    Quanto à teoria do choque, não seria novidade nem no Brasil, nem no Mundo a aplicação de táticas como esta. Desde os primórdios do capitalismo, crises significam lucros e não prejuízos. Ocorre, no entanto, que o Governo Dilma não representava um entrave aos interesses americanos no Brasil. Ao contrário. 

    Na crise de 2008, que foi americana, mas ganhou status de mundial, os EUA tomara a decisão de dividir com o Mundo os prejuízos causados pela desregulamentação de seu mercado interno imprimindo US$ 18 TRILHÕES de dólares fake e entregando esta fábula de cédulas xerocadas aos bancos, com uma taxa de juros ínfima. Estes, por sua vez, saíram pelo mundo procurando esquentar estes dólares, seja pela especulação, seja “investindo” em empresas construidas pelo trabalho alheio.

    Quase todos os países adotaram medidas para se defender desta verdadeira guerra cambial, menos o Brasil de Dilma. Nós, aqui, não só não proibimos a entrada deste capital como incentivamos sua vinda pagando a maior taxa de juros do mundo e ainda oferecendo nosso patrimônio – empresas, portos, aeroportos, estradas e o que mais pudesse ser “concedido” – para esquentar o dinheiro gelado da especulação. Até o dinheiro a gente emprestou, via BNDES. Na prática, só o Brasil topou financiar a crise dos EUA e o resultado é a crise atual.

    No campo da especulação, nem é preciso falar muito: seguimos pagando a maior taxa de juros do mundo, sem qualquer motivo racional para isso. Em 2015, pagamos R$ 502 BILHOES para manter a derrama, ao preço de deteriorar os serviços do Estado, prejudicar programas sociais, promover cortes brutais no Orçamento e outras maldades que muita gente reclama hoje com Temer, mas defendeu ontem com Dilma. 

    Por fim, no específico caso do Pré-sal, o fato é que foi Dilma quem vendeu o primeiro campo de exploração, o de Libra, para o capital estrangeiro, em claro prejuízo ao Brasil e à Petrobrás. O fez ao arrepio da lei criada pelo Governo Lula, desconsiderando o interesse estratégico nacional, abandonando as conquistas até ali conseguidas neste setor tão visado e disputado e, com isso, abrindo espaço para Serra, Cunha, Eduardo Braga (este Ministro da Dilma do setor) e outros crescerem os olhos nos demais campos. E tem mais:quando Serra avançou sobre a Lei da Partilha, o governo não organizou qualquer resistência, abandonando sua própria base e estabelecendo acordos espúrios com o elemento, talvez porque, no fundo, concordava com a tese por ele levantada. 

    Nem vamos entrar no mérito das “reformas” propostas por Temer: todas, praticamente, pensadas pela equipe de Dilma, que defendeu publicamente e mais de uma vez a idade mínima de 65 anos para todos, reformas no regime de previdência e outras – ah, não vamos esquecer que foi Dilma quem pôs fim à aposentadoria integral dos servidores públicos federais, que agora precisam entregar parte de seu salário à especulação dos Fundos de Pensão se quiserem se aposentar com salário parcial após 35 anos de contribuição sem FGTS. 

    Por tudo isso, tendo a achar que, na prática, o impeachment substituiu um corja de lacaios por outra. A diferença é apenas de estética. E em assim sendo, a crise, para mim está claro, só vai passar quando o povo for chamado a escolher novamente seus governantes. 

    MOACIR DE FREITAS JR

    1. Alexandre Meloni

      13 de setembro de 2016 2:48 pm

      ” crise … só vai passar

      ” crise … só vai passar quando o povo for chamado a escolher novamente seus governantes.”

       

      Não só governantes, mas também os parlamentares, com NOVA LEI ELEITORAL que limite as doações a R$150,00 por CPF e com barreiras aos partidos de aluguel, por exemplo, proibindo que eles façam quaisquer ataques a quaisquer outros partidos, sob pela de exclusão imediata do candidato e partido da eleição (e do tempo na TV e rádio)!

  49. PauloRNSoares

    13 de setembro de 2016 2:05 pm

    Não acredito que Moro

    Não acredito que Moro investirá contra Cunha.

     

    Seu alvo sempre foi o Lula.

     

    Pedir novo depoimento de arcos Valério, vazar trechos que ressuscitam o caso Celso Daniel… isso prova que Moro ainda está focado no Lula e só nele.

    Creio que sua ordem de prisão já está pronta, só esperando melhor momento midiático.

  50. Roberto S

    13 de setembro de 2016 2:27 pm

    Caramba, Nassif (2)

    Só faltou chegar no comando central, peça desenhada desde o inicio do xadrez mas nunca materializada!

  51. WELINTON NAVEIRA E SILVA

    13 de setembro de 2016 2:40 pm

    A gritante fragilidade do sistema capitalista

     

    Tentando evitar as truculentas, terríveis e sanguinárias ditaduras, as elites dominantes, sem abrir mão do “direito” de enriquecimento à custa do trabalho alheio, até onde possível, optam pelos sistemas democráticos de governo, em suas variadas formas. Basicamente, com dirigentes eleitos pelo voto do povo, com “liberdades de imprensa”, livres manifestações de ideias (até certo ponto) e a existências de partidos políticos “representando as diferentes correntes de interesses do povo”.

    Na verdade, a democracia capitalista (como as ditaduras), continua sendo de exclusivo interesse das elites dominantes, tendo em conta que:

    ·         Os governantes são escolhidos pelo voto do povo, quase que sempre, mantido longe da educação e da cultura. Principalmente, bem longe da politização. Mantido totalmente despreparado para exercer o direito de voto com a exigida competência, invariavelmente, elegendo incontáveis bandidos, entreguistas e marginais, aqui e em todo o mundo capitalista. Retumbante fracasso;

    ·         Na seleção pelo voto popular, a grande maioria dos governantes e representantes eleitos, quase que a totalidade, são despreparados para a função por falta de educação, patriotismo, cultura, experiência, vocação, e por incompatíveis questões morais e mentais;

    ·         As elites dominantes precisam do voto do povo, por isso mesmo, tomam todo o cuidado para manter as massas ignorantes e despolitizadas. Mas, manter as massas longe da cultura e da educação, no médio e no longo prazo, constitui verdadeira tragédia para o próprio povo e para toda a nação. Menos, para as elites dominantes, que prosseguem enriquecendo do mesmo jeito, acima das leis e das nações. Vai daí, as gigantescas concentrações de riquezas em mãos de poucos, a cada dia maior no mundo todo;

    ·         Somente um povo ignorante e despolitizado, por si só, não é garantia de atender os objetivos e projetos das elites dominantes, internas e externas. E, para que não haja riscos das coisas saírem erradas, é sempre bom conformar a cabeça do povo. Para isso, nada melhor que a grande mídia “livre” sempre a serviços das elites, pouco ou nada haver com os reais interesses do povo e da nação. Uma tragédia;

                  ·         A democracia capitalista é tão incompatível para com o progresso e desenvolvimento, que nenhuma fábrica ou empresa do mundo, jamais pensou usar eleições livres e democráticas para selecionar os seus diversos competentes profissionais, por obvias razões;

    ·         Por conta da deslumbrante, cobiçada e admirada tecnologia eliminando milhares de postos de trabalho. Jogando no olho da rua, milhares e milhares de trabalhadores braçais e intelectuais, por todo o Planeta. Essa poderosa inimiga do sistema capitalista, de há muito que vem reduzindo o polo consumidor de bens e de serviços, excluindo postos de trabalho e demitindo trabalhadores. Só que agora, essa poderosa criatura, passando dos limites, promete demitir nos próximos 20 anos muito mais do que já demitiu nesses últimos 60 anos.

    Por conta dos avanços da inteligência artificial, antes de 2022, estarão no mercado os computadores sem teclados, aptos a conversar com o ser humano. Aptos a trocar ideias com o homem e com outras centenas de computadores, simultaneamente, buscando rápidas e eficientes resoluções de problemas, projetos, estudos, pesquisas, avaliações e outras, nas mais variadas áreas do trabalho intelectual, tais como engenharia, arquitetura, geologia, estatística, medicina, advocacia, contabilidade, economia, ensino, militar, etc. Milhares de trabalhadores intelectuais não encontrarão espaço para trabalhar, por mais estudos que tenham. Estarão no olho da rua, por todo o mundo, antes de 2030.

    Na área do trabalho braçal, antes de 2022, estarão no mercado, à disposição de pessoas físicas e jurídicas, os mais variados tipos de robôs, hábeis, inteligentes, competentes, fieis e incorruptíveis. Prontos a trabalharem dia e noite, inclusive nos fins de semana e feriados, sem reclamação e bem humorados. Esses competentes e infatigáveis humanoides substituirão com grandes vantagens, milhares e milhares de trabalhadores humanos, praticamente, em todas as áreas do trabalho. Milhares e milhares de trabalhadores braçais estarão no olho da rua, antes de 2030.

    Diante da prometida drástica redução do polo consumidor do mundo capitalista, o polo produtor de riquezas e de serviços entrará em colapso por falta de compradores. Pois que o desempregado perde o poder de compra. Perde o poder de consumo. Assim opera o sistema capitalista.

    No desespero de tentar salvar um sistema falido e exaurido, as elites mundiais, junto com a repressão policial, continuarão reduzindo as liberdades individuais e coletivas, principalmente, dos meios de comunicações, com maiores vigilâncias e censuras na tentativa de manter o povo o mais alienado e distante possível de tudo de ruim que vai tomando conta do mundo. Especialmente, nas nações com grandes riquezas naturais e vulneráveis aos interesses de potências estrangeiras, por não disporem de um mínimo de poder de fogo nuclear, como Brasil.

    ·         Aqui no Brasil, a pretexto de retomada do crescimento, os golpistas tentarão amplas privatizações das riquíssimas empresas estatais, a preços de bananas, como no governo FHC/PSDB. Gigantescas transferências de riquezas do Brasil para as mãos dos gringos, de modo “legal”. Dando por encerrado, um dos principais objetivos desse entreguista golpe, junto com as elites externas: a velha pilhagem das riquezas alheia.  

  52. João de Paiva

    13 de setembro de 2016 3:39 pm

    Mais uma ótima crônica da série “O xadrez…”

    Prezados,

     

    Pela abrangêcia e pela qualidade da argumentação apresentada, baseada em estudos de dois cientistas estadunidenses, esta crônica jánasce histórica.

    Entretanto Nassif comete um pecadilho no antepenúltimo e no penúltimo parágrafo. Sérgio moro é tão canalha, criminosos e  parcial, pró PSDB, quanto Rodrigo Janot. Não há mínima esperança de que, consumado o golpe de Estado contra a inclusão social e desenvolvimento soberano do Brasil, sérgio moro e comparsas voltem as baterias para condenar, de fato, os maiores corruptos da política brasileira; o tratamento cerimonioso dado a Claudia Cruz e à filha de Eduardo Cunha – que sérgio moro e comparsas foram incapazes de localizar, para lhes entregar uma intimação – foram uma prévia da falta de empenho e vontade dos integrandes da ORCRIM da Fraude a Jato, com destaque pra sérgio moro, em de fato incomodar aqueles cleptocratas que comandaram a fase parlamentar do golpe de Estado.

  53. Maria Silva

    13 de setembro de 2016 4:17 pm

    Não acredito

    Pago pra ver Moro pegando o Cunha. Seu alvo é Lula. E o golpe só se completa com Lula fora do jogo. Lula esta mais vivo do que nunca. Ainda arrasta milhares de pessoas as ruas. Moro esta desesperadamente a procura de um crime para Lula. Cunha é um inseto, sem um fiapo de credibilidade.  Não delata ninguem por que ninguem quer saber o que ele tem a dizer. Espero que eu esteja redondamente enganada … Mas não tenho qualquer ilusão em relação a essa farsa  jato.

  54. Y Sem Soma

    13 de setembro de 2016 4:24 pm

    Discurso democrático, lógica espartana e o reino da moral

    Parabéns, caro Nassif.

     

    Está entre os mais lúcidos e competentes críticos desses nossos tempos difíceis.

     

    Pena que no Brasil está cada vez mais difícil para que a dialética do discurso democrático possa fazer frente à lógica espartana do discurso fascista. Uma lógica violenta que tem feito o mundo caber na superficialidade rasa de um meme, de um comentário do Twitter, ou de uma postagem filtrada do Facebook – também esse contrário à dialética, mas não ao lucro –, onde a filtragem só deixa deixa chegar a nossa vista aquilo que nos agrada.

     

    Estão se esgotando até as condições materiais para que o discurso democrático prospere. Como expor a tese e a antítese inerentes a esse discurso, se as frases curtas do discurso espartano se tornaram as únicas viáveis? Oferecem-nos, é verdade, a liberdade de construir um discurso democrático. Mas os referidos filtros, bem como o caos de informação que circula ao mesmo tempo, garantem de antemão um triste fracasso.

     

    Mas isso não é tudo. Ainda tem a nossa moral.

     

    Nestes tempos em que a confirmação do fascismo (se ainda não ocorreu) só aguarda um novo super-herói que se coloque diante do povo sem a necessária gradação formada por outras instituições – como os partidos, os sindicados, os movimentos sociais… e, é claro, as leis –, o discurso democrático não encontra aderência na moral que, em momentos de acirramento político, passa a reinar entre nós. 

     

    Neste reino moral não existe contradição alguma no fato de que uma enorme multidão tenha ido às ruas gritar contra a corrupção exatamente para colocar uma quadrilha de bandidos no poder.

     

    Assim como nosso patrimonialismo, nosso racismo e nosso machismo são construções históricas, nossa moral – por mais maquiada de valores cristãos e a-históricos que pareça – foi constituía historicamente ao longo de trezentos e tantos anos de escravidão.

     

     

    Não é à toa que se tem falado tanto na casa grande e na senzala. Nossa moral hegemônica é a moral do senhor e a do escravo.

     

    Por um lado, é ela que dá o “direito” de um cidadão olhar para um igual de cima para baixo e perguntar “você sabe com quem está falando?”. Por outro lado – o lado dos escravos –, foi ela que nos ensinou também que quem se coloca contra a autoridade, além de carregar o dobro do peso nas costas, leva mais chicoteadas (por isso, os 40 e os 50 que se levantam contra o GOLPE valem por mil).

     

    Esse reino moral é completamente avesso a qualquer coisa que cheire à igualdade. Muitos supostos magnatas capitalistas preferem perder dinheiro, desde que não percam o status, o referido direito vitalício de perguntar “você sabe com quem está falando?”.

     

    Aliás, pelo menos desde A Ideologia Alemã (Marx e Engels), argumenta-se, com boa razão, que se o mundo aparece invertido nas ideologias (ou na moral, eu diria), é porque ele está realmente invertido nas relações humanas.

     

    Assim, como havia dito, não há nenhuma inversão de valores morais em gritar contra corrupção para que bandidos tomem o poder. Ao contrário, é o que se espera de todos que defendem essa gloriosa moral, a partir da qual corrupção significa apenas “a introdução de qualidades destrutivas nos históricos valores morais e nos bons costumes”, como vinha mais ou menos escrito no primeiro dicionário da Língua Portuguesa (Rafael Bluteau, 1721).

     

    Em uma sociedade em que a moral hegemônica foi constituída a partir da escravidão, defender qualquer coisa que cheire à igualdade é a mais terrível de todas as corrupções.

  55. Clever Mendes de Oliveira

    13 de setembro de 2016 5:32 pm

    Ou sobe o texto de Diogo Costa ou retira seu trecho sobre Dilma

     

    Luis Nassif,

    Você deveria colocar no alto o comentário de Diogo Costa e que ele enviou segunda-feira, 12/09/2016 às 19:55, aqui para este post “Xadrez da teoria do choque e do capitalismo de desastre” de segunda-feira, 12/09/2016 às 18:30, e de sua autoria.

    Quando li o seu post pensei que devia ir em busca de comentário de Diogo Costa que provavelmente ele teria enviado para rebater algumas afirmações sem fundamento que você fizera. Como passei muito rápido na primeira página acabei saltando o comentário dele. Li o comentário de RPV, enviado segunda-feira, 12/09/2016 às 23:46, para junto do comentário de Diogo Costa, censurando a apresentação dos dados do preço de gasolina para o período de 5 anos e não ano a ano. Como você tinha falado no represamento do preço de gasolina eu pensei que no seu longo texto havia também alguma referência ao tamanho da elevação do preço da gasolina no período da presidenta Dilma Rousseff e RPV referia-se ao seu post. Então fui para a segunda página a procura de algo escrito por Diogo Costa e não encontrei nada. Só quando voltei a primeira página é que vi o comentário dele.

    Não concordo com ele quando ele diz que no início de 2013 a economia estava de vento em popa. Não era bem assim. O emprego não havia caído, é verdade, mas o crescimento do quarto trimestre de 2011 ao terceiro de 2012 fora de meros 0,1% comparando trimestre com o trimestre imediatamente anterior. A retomada deu-se a partir do 4º trimestre de 2012. E foi uma retomada puxada pelos investimentos. Que começaram a crescer a taxas anualizadas de mais de 10% até que ocorreu o grande baque do terceiro trimestre de 2013.

    Não me vou estender sobre o comentário de Diogo Costa. O comentário dele já me poupou tempo que eu uso melhor para falar sobre uma espécie de contradição no seu texto ou pelo menos da sua falta de solidariedade com o eminente jurista Celso Antônio Bandeira de Mello que, segundo você, “tenta acreditar” que o presidente antes interino e agora definitivo as custas do golpe, Michel Temer, é “uma jovem virginal envolvida por malandros”.

    Falo em contradição ou falta de solidariedade com o eminente jurista Celso Antônio Bandeira de Mello porque uma vez tenha você afirmado que “[p]oucas vezes na história teve-se governo mais desastrado” do que o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff é mais que plausível concluir que o presidente antes interino e agora definitivo as custas do golpe, Michel Temer, amigo do eminente jurista Celso Antônio Bandeira de Mello tenha corrido o risco de enlamear como golpista toda a sua carreira, apenas pensando no bem do Brasil.

    Tenho combatido o “Fora Temer” por apego à democracia representativa, assim como combati o “Fora Dilma” por apego à democracia direta. Foi isso que eu expressei nos comentários que envie para você e outros junto ao post “O crescimento do “Fora Temer” poderá desequilibrar o jogo” de quinta-feira, 08/09/2016 às 07:06, e de sua autoria, como pode ser visto no endereço a seguir:

    https://jornalggn.com.br/noticia/o-crescimento-do-fora-temer-podera-desequilibrar-o-jogo

    Não vou mudar o que lá escrevi, mas se me provarem que a presidenta Dilma Rousseff fez um dos governos mais desastrado do Brasil, eu, ainda que considerando que o presidente antes interino e agora definitivo as custas do golpe, Michel Temer, é um golpista, teria em melhor conta quem se sacrificou tanto por tantos.

    Clever Mendes de Oliveira

    BH, 13/09/2016

    1. Clever Mendes de Oliveira

      13 de setembro de 2016 10:56 pm

      Destacar o comentário de Diogo Costa, agora na 2ª pg, é pouco

       

      Luis Nassif,

      O elogio que eu fiz ao comentário de Diogo Costa enviado segunda-feira, 12/09/2016 às 19:55, aqui para este post “Xadrez da teoria do choque e do capitalismo de desastre” de segunda-feira, 12/09/2016 às 18:30, e de sua autoria, fica um tanto defasado à medida que o comentário dele se encaminha para a segunda página. Agora com 76 comentário o comentário dele é o último da primeira página.

      Em meu comentário acima, a solução que eu propus foi a elevação do comentário dele para acompanhar o post ou então proponho ainda como alternativa a transformação do comentário dele em post. Essa última alternativa perde um pouco de valor à medida que este post “Xadrez da teoria do choque e do capitalismo de desastre” ganha destaque e se enche de comentários e o forte contraponto de Diogo Costa desaparece entre os milhares de post deste blog. Ou parafraseando o replicante Roy Batty no filme Blade Runner: “o comentário de Diogo Costa se perderá no tempo, como lágrimas na chuva”.

      Há coisas mais graves acontecendo e a gente se acostuma e se acomoda de modo que não vale perder a cabeça por essa espécie de dispersão dos bons comentários. Não custa, entretanto, fazer mais um esforço para tirar do oblívio aquilo que merecia ser lembrado para sempre.

      O parágrafo a seguir traz uma mensagem que dita isoladamente talvez nem um por cento dos comentaristas e leitores do blog concorde. Diz lá Diogo Costa:

      “O junho de 2013 ressuscitou uma oposição morta que não tinha nenhuma perspectiva de poder em 2014. O junho de 2013, espécie de “revolução colorida” importada diretamente do Leste Europeu, ou, se preferirem, uma espécie de “Primavera Árabe” diretamente importada do Médio Oriente, fez mais pela direita brasileira do que mil Redes Globos um dia poderiam sonhar. Amalgamaram vastos setores da classe média com pautas regressivas, temperadas com o velho e surrado “combate à corrupção””

      A mensagem fabulosa do parágrafo acima não toma uma linha. Reforço-a transcrevendo novamente:

      “O junho de 2013” . . . “fez mais pela direita brasileira do que mil Redes Globos um dia poderiam sonhar”.

      Em síntese, aquilo que a maioria dos comentaristas elevam às alturas atribuindo a ela todos os nossos males se conseguisse multiplicar por mil não equivaleria a junho de 2013. Eu tenho insistido com isso há muito tempo. Posso mesmo dizer que desde a eleição de Fernando Collor de Mello, eu criticava a esquerda por imaginar a Globo mais poderosa do que ela era ao difundir a ideia de que Fernando Collor de Mello era fruto da rede Globo.

      O discurso contra a rede Globo, acusando-a de catequisar o povo, é um discurso que tem validade política, mas que não reflete a realidade. O povo já tem opinião. Uma grande rede de comunicação que quer sobreviver empresarialmente tudo que tem que fazer é fazer o discurso que o povo quer ouvir.

      O eleitor de Fernando Collor de Mello era receptivo ao discurso de Fernando Collor de Mello que até antes de ser pego nas falcatruas tinha grande poder de convencimento, mas mais do que o poder pessoal de convencimento, o que fazia a popularidade de Fernando Collor de Mello era ter um discurso que o povo queira ouvir.

      E mais, como eu tenho insistido bastante não há exemplo de um só país em que os meios de comunicação tenham feito uma economia cair ou feito uma economia se recuperar. E a menos de um escândalo fulminante ou de uma derrota em uma guerra nunca houve um caso de algum dirigente político sofrer queda de popularidade de quase 30 pontos percentuais em um mês como ocorreu com a presidenta Dilma Rousseff% em junho de 2013. A popularidade dela era em torno de 70% em maio de 2013 e caiu para algo próximo de 40% em junho de 2013. Uma queda na popularidade como essa jamais seria alcançada, em especial se tratando de alguém sem culpa, independentemente do Poder Judiciário ou dos meios de comunicação que o país possuísse.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 13/09/2016

  56. Antônio - Minas Gerais

    13 de setembro de 2016 6:12 pm

    O Padre Cícero de Curitiba

    “No entanto, há alguns sinais no horizonte de que Moro pretenda passar no teste de imparcialidade investindo na delação de Eduardo Cunha”. Moro, imparcial? Acredito em coelhinho da páscoa. Esse juiz concurseiro e analfabeto e movido pelo ódio, o mesmo ódio que alimentava Hitler diante dos seus inimigos. Pra mim esse playboy cafona de Curitiba, pode até prender o descartável Cunha, mas logo em seguida vai na jugular de seu principal troféu, o Lula. Prende o Cunha, arma-se o circo, esconde o Cunha e sua delação e apresenta o Lula numa bandeja. 

  57. Marco A.

    13 de setembro de 2016 6:41 pm

    “Fora, Temer”, em breve, será da direita

    A consigna “Fora, Temer” tem prazo de vencimento na mão das esquerdas: 31 de dezembro de 2016. No dia seguinte, a malta imbecilizada, açulada pela direita, estará clamando pela saída do Golpista. Portanto, deve-se pensar rapidamente numa nova tática de luta.

    1. Luiz Carlos A.

      14 de setembro de 2016 7:19 pm

      O golpe será consumado em 2017

      O golpe ainda está em andamento. Será consumado em 2017, com a queda de Temer e a eleição indireta de alguém de PSDB/DEM, partidos que terão domínio absoluto na Câmara no momento da eleição indireta.

      Não vejo como possível derrubar Temer ainda este ano e ficando para o ano que vem…

  58. Vitor Castro

    13 de setembro de 2016 6:55 pm

    O jogo acabou!

    Cunha não vai ser preso. Fica tudo como está!
    Perseguição à Lula,repressão aos movimentos sociais, desmonte do Estado e muita manipulação em favor das reformas e às privatizações!
    depois disso, novo jogo com novas peças, e a direita vem desgastada, e perderão o próximo round, mas aí, põe-se um novo tabuleiro…

  59. Vitor Castro

    13 de setembro de 2016 6:55 pm

    O jogo acabou!

    Cunha não vai ser preso. Fica tudo como está!
    Perseguição à Lula,repressão aos movimentos sociais, desmonte do Estado e muita manipulação em favor das reformas e às privatizações!
    depois disso, novo jogo com novas peças, e a direita vem desgastada, e perderão o próximo round, mas aí, põe-se um novo tabuleiro…

  60. Victor Suarez

    13 de setembro de 2016 8:25 pm

    Na América Latina os

    Na América Latina os Oligarcas mundiais ocidentais nunca tiveram muito trabalho para controlar finanças, política e relações internacionais.  Temos uma elite vendida cuja missão é manter todo o continente vulnerável.  Toda a mídia de massa nasceu no Instituto Tavistok, na Escola de Frankfurt, no III Reich, a teoria do shock já foi testado em diversas situações, incluindo a simuação da invasão dos tripóides num conflito imáginário com extra-terrestres (ver Orson Welles The War of the Worlds – radio drama). 

    O Brasil estava nos trilhos.  A elite mundial altera o preço do petróleo (Wall Street e Londres tem tanto poder quanto a OPEP) para atingir os emergentes e consegue.  O nosso motor parou e não foi culpa de Dilma. 

    MPF, JANOT, MORO, GLOBO, PSDB, PF sabotaram o Brasil a troco de poder e influência.  Isso está muito claro.  No mundo, não há dúvidas, os EUA+Elite Européia quebraram os emergentes e ainda de quebra criaram um conflito imaginário com a Rússia para manter o povão Europeu ocupado e obediente. 

    Nos resta sonhar com a resistência ETERNA.

  61. Miguel A. E. Corgosinho

    14 de setembro de 2016 2:23 am

    “O certo é que parte dos

    “O certo é que parte dos grandes empresários norte-americanos, evangelizados por Friedman, se imbuíram do chamado “destino manifesto”, de levar o capitalismo em estado puro para os povos primitivos.”

    “Grandes empresários norte-americanos, leia-se grandes banqueiros”, transformam o destino manifesto das impressoras de dólar em investimentos puros, e moedas digitais em uma misteriosa produção do cérebro humano.

    Neste mundo capitalista, os produtos do trabalho – criam valores imperceptíveis aos sentidos, e mal eles são separados das mãos dos homens – têm que recorrer a uma analogia do dinheiro que produz as relações sociais – e é por isso que a produção do célebro humano deveria ser inseparável da produção de mercadorias.

    O crescimento econômico paga pela valorização do dólár (dotado de vida própria), e os banqueiros como os seres independentes na destruição da nação, dão uma aplicação prática ao QI dos economistas.

    Este fetichismo de povo primitivo, de só ter consciência das mercadorias, perderia sua origem pura, como a análise acima mostrou, já no caráter social do valor do trabalho que produz as mercadorias.

  62. Wagner F.S.

    14 de setembro de 2016 5:30 am

    Antológico, Nassif! Somente

    Antológico, Nassif! Somente uma correção mínima: Naomi Klein é canadense, de Montreal.

    1. Elizete Vital Soroldani

      16 de outubro de 2016 8:31 pm

      Por acaso a referência, é por

      Por acaso a referência, é por ser de origem norte-americana(continente), e não aos EUA. CORRETO!

    2. Rassani

      19 de dezembro de 2016 6:55 am

      Nesse caso não há o que
      Nesse caso não há o que corrigir.

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