5 de junho de 2026

Em cartão de Natal, Banksy coloca muro de Israel no caminho da Sagrada Família

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Do Opera Mundi

Cartão de Natal de Banksy mostra muro de Israel no caminho da Sagrada Família

Marina Mattar
 
No desenho, Jesus não poderia ter nascido na cidade palestina de Belém nos dias atuais por conta de bloqueio israelense
 
Um cartão de Natal pouco convencional está sendo compartilhado ao redor do mundo por milhares de pessoas nas redes sociais. A paisagem tradicional bíblica de José e Maria – que aparece montada em um burro – caminhando em direção à estrela de Belém, onde Jesus nasceria, não seria nada estranha se não fosse pelo extenso e alto muro que interrompe o seu caminho. 

O artista britânico Banksy dá o seu toque à data religiosa, lembrando que Cristo não poderia ter nascido no estábulo na cidade palestina nos dias atuais. José e Maria, assim como milhares de palestinos residentes de Nazaré (nome atual de Galileia), não poderiam sair de sua cidade e caminhar até Belém, na Cisjordânia, que está, totalmente, cercada pelo muro construído por Israel.

Wikicommons

Grafite do artista britânico no “muro da vergonha” em Belém, cidade palestina onde nasceu Jesus

O muro de concreto, de 760 quilômetros de extensão e cerca de 8 metros de altura, começou a ser construído pelo governo israelense em 2002 e já está quase concluído. Com o suposto propósito de evitar a passagem de terroristas nas áreas de Israel, a “barreira da separação” coincide em apenas 20% com a Linha do Armistício de 1949. O restante, está situado em território, por lei, palestino. 

Wikicommons

 

Classificado como “muro do apartheid”, essa construção foi criticada por autoridades e entidades internacionais, como as Nações Unidas e a Corte Internacional de Justiça, além de receber a atenção de artistas como Banksy. 

Por meio de grafites e stencils, o britânico imprimiu o seu tom irônico e sarcástico no muro do lado palestino. Uma janela, uma cortina, uma vidraça quebrada e balões furam o bloqueio israelense e levam o povo palestino a enxergar o “outro lado” que aparece como praia, céu ou rio. 

Agora, o artista britânico, de identidade real desconhecida, faz com que a Sagrada Família enfrente o apartheid.

 

Redação

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4 Comentários
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  1. Orlando Soares Varêda

    28 de dezembro de 2015 2:24 pm

     
    Aprenderam bem direitinho.

     

    Aprenderam bem direitinho. Logo o muro de 760 km de extensão será inaugurado pelas autoridades sionistas. Eita vestança bonita de se ver. Pela importância do feito, o evento contará com a presença dos chefes de estados de todo o mundo livre e amante da paz. A muvuca será capitaneada pelo supra-sumo da hipocrisia, digo, democracia ocidental, o delegado de polícia e chefe da PM (Polícial Mundial) senhor Obama, representante maior do MUNDO OCIDENTAL LIVRE e democrático.

    Israel, com o apoio moral e material dos USA, ambos, são os principais responsáveis por esta maravilhosa obra, orgulho, para toda humanidade.  A encantadora obra da engenharia humana. Trata-se de graciosa e sigela muralha de concreto armado (pré-moldado), de 8,00m de altura, e, na extensão de 760km.  Verdadeira ode à librdade, que Israel canta ao mundo, e, em particular, oferece ao povo palestino.

    Orlando

     

    Não vejo a hora de tomor conhecimento, de qual será a próxima obra do povo escolhido, para se defender dos inimigos.

  2. Roberto Monteiro

    28 de dezembro de 2015 3:49 pm

    Eu acho que o Leônidas não vai gostar.


    É tudo mentira deste artista comunista.

  3. Wendel

    28 de dezembro de 2015 5:30 pm

    E…………………………..

    Inteligencia e diplomacia irônica é para pmoucos !!!

    VAleu BAnksy, ou seja lá quem for. O impmortante é ser atuante, preservando a vida contra os facistas !!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. junior50

    28 de dezembro de 2015 9:22 pm

    Nasceria sim, e seria invasor

     Como qualquer familia judaica tradicional, poderia mudar-se de Nazaré ( Galiléia – Israel ), para um dos diversos “assentamentos” ( mais de 20 ) ilegais ” que Israel , ocupa na area de Belem, no caso o mais aconselhavel ,a menos de 10 Kms de Jerusalem, o de Givat Hamatos.

      Como qualquer familia de “colonos”, alem de pesadamente subsidiados economicamente pelo Estado de Israel, o deslocamento dela seria por estradas segregadas, exclusivas dos assentados, e sob a direta proteção do Exército israelense.

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