O Japão registrou em 2013 um déficit comercial recorde de 11,47 bilhões de ienes, o terceiro ano consecutivo de balança comercial negativa, informou o Ministério das Finanças.
No ano passado, a balança comercial teve crescimento das exportações de 9,5% em relação a 2012, resultado da venda de produtos no valor de 499,42 milhões de euros. As importações subiram 15%, chegando a 582,54 milhões de euros.
O saldo comercial negativo de 2013 é o mais elevado desde que o Japão começou, em 1979, a registrar os dados das exportações e importações. O resultado supera o anterior, de 6,9 bilhões de ienes, em 2012.
JB Costa
27 de janeiro de 2014 10:20 amCulpa da China, hoje
Culpa da China, hoje considerada “a fábrica do mundo”.
A propósito, recomendo o excelente documentário francês “China, a fábrica global”.
aliancaliberal
27 de janeiro de 2014 12:45 pmA crise no Japâo começa muito
A crise no Japâo começa muito antes do boom Chinês.
O Japão é os EUA em 1980-90 ,um efeito Orloff.
Keynesianismo destruiu a economia Japonesa apesar das inumeras tentativas de recuperação.
DeBarros
27 de janeiro de 2014 5:30 pmEssa foi boa!
“Keynesianismo destruiu a economia Japonesa ” Essa foi boa! Eh muita abobrinha numa frase so.
Ja que vc sabe tudo sobre economia, especialmente a Japonesa, o que teria feito de diferente para mante-los a frente da China e EUA, crescendo ate hoje 10% ao ano? ……………..Vamo la! Desembuxa! Poe suas ideias “brilhantes” pra fora.
aliancaliberal
27 de janeiro de 2014 8:38 pmSilvio peço ajuda aos
Silvio peço ajuda aos universitários para dar uma resposta completa sobre a crise e a solução da recessão Japonesa..
Explicando a recessão japonesa
por Benjamin Powell,
Os vários pacotes keynesianos de estímulo fiscal alteraram a estrutura de produção direcionando-a para a satisfação das demandas do governo ao invés de permitir que o mercado se ajustasse às demandas dos consumidores. Em particular, grande parte da gastança foi canalizada para obras públicas que beneficiavam apenas a indústria da construção civil – um segmento grande e politicamente poderoso da economia japonesa, responsável por 7,6% do PIB e por 9,7% da força de trabalho. O partido governante, que é o Partido Liberal Democrata, que tem sido o partido político dominante no Japão desde 1955, tem na construção civil um aliado natural, e soube cultivar seu apoio durante anos por meio de generosos programas de obras públicas (EIU 2001).
Por causa desse relacionamento íntimo entre a indústria da construção civil e o PLD, muitos dos pacotes de gastos enfatizam as obras públicas. Quase metade dos $16,7 trilhões do pacote de estímulo fiscal de abril de 1998 era para obras públicas. Depois, em novembro de 1988, mais $66,4 bilhões dos $196 bilhões do pacote de estímulo foram novamente gastos em obras públicas (Herbener 1999). Ao todo, entre 1991 e 2000, a indústria da construção civil recebeu encomendas do governo no valor total de 59.054,7 bilhões de ienes – soma essa que equivale a 30,12% do valor total de todas as encomendas feitas à construção civil naquele período. Foram esses favores do PLD que mantiveram a indústria da construção civil. A Economist Intelligence Unit observa que os “Generosos programas de obras públicas permitiram que muitas empresas de construção civil inviáveis permanecessem na ativa” (EIU 2001, p.40). Ao manter ativas empresas de construção, que de outra forma seriam inviáveis, o governo obstaculizou o processo de ajustamento do mercado, mantendo uma estrutura de capital que não reflete os desejos dos consumidores. Se ao processo de mercado fosse dada a completa liberdade de agir, o capital e a mão-de-obra teriam sido realocados da indústria da construção civil para outras indústrias.
O setor agrícola também possui influência política sobre o PLD. A influência do lobby agrícola é intensificada pelo sistema eleitoral japonês, que, por não levar em consideração o maciço deslocamento populacional havido em direção aos centros urbanos após a Segunda Guerra, faz com que os votos das áreas rurais esparsamente povoadas valham mais do que aqueles das áreas urbanas (EIU 2001). Isso resultou em uma vasta gama de cotas de importação e programas de fixação de preços. Barreiras ao livre ajustamento de preços, como essas, prejudicam a capacidade do mercado se ajustar às demandas dos consumidores e a se corrigir a si próprio, saindo da recessão.
O banco central, como foi dito, vem tentando continuamente reflacionar a economia, o que distorceu ainda mais as taxas de juros – o sinal de preços essencial da economia – diminuindo a capacidade de auto-correção do mercado. E apesar desses maciços cortes na taxa básica de juros, os agregados monetários maiores não responderam de acordo por causa das débeis condições do setor bancário japonês. Por exemplo, quando o BOJ aumentou a base monetária em 10%, de meados de 1997 até meados de 1998, o M2 + CDs aumentaram apenas 3,5% (Herbener 1999). A contração de ativos que os bancos japoneses vivenciaram em seus balancetes não apenas obstruiu as tentativas reflacionistas do BOJ como também interferiu na principal função do setor bancário, que é a de servir como mediador financeiro.
O colapso dos preços imobiliários e a forte desaceleração econômica fizeram com que muitos tomadores de empréstimos quebrassem. Isso deixou os bancos japoneses com um excesso enorme de empréstimos podres lastreados por colaterais que agora valiam de 60 a 80 por cento menos do que quando os empréstimos foram tomados (EIU 2001). A Agência de Serviços Financeiros, entidade do governo japonês, estima que as instituições financeiras japonesas possuam em suas carteiras 31,8 trilhões de ienes em empréstimos podres. Mas várias fontes acreditam que essa estimativa seja otimista, e que a extensão real do problema esteja sendo subestimada (EIU 2001). Além desses problemas, os bancos que investiram em imóveis durante o boom imobiliário viram seus valores despencar 80 por cento de 1991 a 1998 (Herbener 1999). Os bancos que investiram na bolsa de valores viram o índice Nikkei cair de 40.000 em 1989 para menos de 12.000 em março de 2001 [e como já foi dito, atualmente esse índice está em 7.000]. Por causa do aumento dos empréstimos com colaterais podres e da queda do valor de outros ativos, toda a injeção monetária feita pelo BOJ e os depósitos adicionais feito pelos poupadores foram utilizados pelos bancos como reserva monetária contra os empréstimos ruins, ao invés de serem utilizados para concessão de empréstimos a mutuários de bom histórico.
A resposta do governo para os problemas do setor bancário tem sido criar fundos de socorro financeiro e estatizações [de lá pra cá, a lição não foi aprendida]. No final de 1998, um fundo de socorro de $514 bilhões foi criado, sendo $214 bilhões designados para comprar ações de bancos em apuros, e $514 bilhões para estatizar, reestruturar e liquidar bancos falidos (Herbener 1999). Estatizações e fundos de socorro servem apenas para dar falso sustento a instituições financeiras insalubres, atrasando a necessária reestruturação que faria com que elas voltassem a executar sua função de intermediárias financeiras. A maneira do mercado lidar com bancos insolventes é permitindo fusões, aquisições, reestruturações ou, simplesmente, deixando-os falir. Ocorrerá a opção que for mais sólida.
Após correções de mercado, os bancos voltariam a exercer sua função de intermediários financeiros novamente. Algumas tímidas correções de mercado chegaram a ocorrer entre alguns pequenos bancos regionais que não chegaram a ter acesso aos fundos de socorro do governo (Herbener 1999). E uma grande fusão chegou a ocorrer envolvendo os bancos Dai-Ichi Kangyo Bank Ltd., o Industrial Bank of Japan Ltd. e o Fuji Bank Ltd. Os três se fundiram e formaram o Mizuho Financial Group, empresa de $1.2 trilhões em ativos [à época]. Enquanto o governo continuar intervindo com fundos de socorro e estatizações, o processo de falências e fusões bancárias continuará sendo adiado, prolongando o tempo que os bancos continuarão inaptos a funcionar como eficientes mediadores financeiros.
O governo japonês foi muito longe para impedir a liquidação dos maus investimentos gerados pelo boom. O Japão criou um fundo de reserva de 20 trilhões de ienes para facilitar a disponibilidade de crédito para empresas. A EIU diz que “os fundos desembolsados pelo programa geralmente vão para empresas indignas de crédito que de outra forma já estariam quebradas” (EIU 2001).
De acordo com a teoria austríaca, essas são exatamente o tipo de empresas que precisam quebrar para que a economia possa se recuperar. Quando uma empresa vai à falência, seus recursos reais não são perdidos; o capital e a mão-de-obra são realocados para outras empresas de acordo com as preferências dos consumidores. Já o governo controla e direciona cada vez mais empréstimos por meio do FILP (Programa Fiscal de Empréstimos e Investimentos) (EIU 2001). O FILP, como já explicado, obtém suas rendas por meio dos depósitos em poupança dos Correios. No final do ano 2000, esses fundos totalizavam 254,9 trilhões de ienes – equivalente a 35 por cento do total de depósitos do país. (EIU 2001). Os empréstimos feitos pelo governo geralmente são concedidos para aliados políticos do Partido Liberal Democrata, tais como a indústria da construção civil, resultando em projetos esbanjadores, improdutivos e de prejuízo certo, que não refletem as preferências dos consumidores. Por exemplo, um empréstimo de $5,3 bilhões foi direcionado para a construção de uma ponte de alta tecnologia cruzando a baía de Tóquio, ligando as cidades de Kawasaki e Kisarazu – projeto esse que, segundo as próprias estimativas do governo, será deficitário até o ano de 2038 (Herbener 1999). Esse tipo de empréstimo não reflete as preferências dos consumidores.
O governo também se esforçou para dar sustento à bolsa de valores comprando ações quando o índice Nikkei caiu para menos de 12.000. Essa medida foi tomada para manter o capital dos bancos nas proporções definidas peloBanco de Compensações Internacionais. Os bancos são autorizados a jogar 45 por cento de seus lucros não realizados com ações na conta de seu capital tier two (ações preferenciais, reservas de reavaliação e dívidas de longo prazo); essas proporções ficam em perigo sempre que o índice Nikkei cai para menos de 13.000 (EIU 2001). Manter os preços das ações artificialmente altos impede que as forças de mercado se reafirmem, atrasando ainda mais a realocação do capital e a recuperação econômica.
No livro America’s Great Depression, Rothbard escreveu “há entretanto uma coisa que o governo pode fazer positivamente durante uma depressão: diminuir drasticamente seu papel relativo na economia, cortando seus próprios gastos e impostos”. O governo japonês aumentou o imposto sobre o consumo de 3 para 5 por cento em 1997. Houve alguns cortes no imposto de renda em 1994 e em 1998, sendo que a alíquota da pessoa física foi diminuída de 65 para 50 por cento e a da pessoa jurídica de 46 para 40 por cento. Apesar de alguns cortes de impostos, o Japão seguiu mantendo um alto nível de gastos governamentais. De 1995 a 1999, os gastos com serviços estatais aumentaram 9 por cento (EIU 2001).
Cortes de impostos não terão efeitos benéficos completos se não foram casados com correspondentes decréscimos nos gastos governamentais. Se mais dinheiro for deixado nas mãos dos cidadãos, uma parte será poupado, ajudando a justificar a já alongada estrutura de produção, ao passo que, nas mãos do governo, todo gasto se torna consumo.[9] O aumento do imposto sobre consumo e a incapacidade de reduzir os gastos conjuntamente aos outros cortes de impostos atrasam a recuperação econômica. O gasto do governo tem o objetivo de manter a estrutura de produção existente contra a demanda dos consumidores, ao invés de permitir sua liquidação e reestruturação (Herbener 1999).
Os repetidos pacotes de estímulos fiscais com gastos em obras públicas, a enorme quantidade de recursos na poupança dos Correios e alocados pelo FILP, e os esforços para se impedir quebras de bancos e empresas, tudo isso impediu que o processo de recuperação do mercado funcionasse. Essas repetidas intervenções governamentais mantiveram a atual estrutura de produção, atrasando seu necessário alinhamento às demandas dos consumidores.
A indústria da mineração é intensiva em capital e é um dos estágios da produção que mais estão afastados do produto final de consumo. A manufatura de bens em larga escala também é relativamente intensiva em capital e também um dos estágios mais prematuros da produção, conquanto menos que a indústria mineradora. Os setores atacadista e varejista são menos intensivos em capital e estão nos estágios finais da produção. Finalmente, a indústria de serviços está nos estágios finais da cadeia produtiva e não é muito intensiva em capital. Apesar de haver exceções individuais em cada categoria, em termos gerais, a ordem dos setores, começando dos estágios iniciais de produção (os mais intensivos em capital) até os estágios finais (os menos intensivos em capital), é esta: mineração, manufatura, setor atacadista, setor varejista e setor de serviços. Durante a recessão japonesa, a contração desses setores, ocorrida na ordem acima citada, confirma a teoria austríaca dos ciclos econômicos.
Em 1990 houve uma grande expansão da indústria mineradora. Porém, quando o boom artificial acabou, os setores mais duramente atingidos por toda a década foram atingidos exatamente na ordem que a teoria austríaca prediz. A pior taxa de crescimento do PIB por setor foi a da indústria de mineração, seguida pelo setor manufatureiro, e depois pelo setor atacadista e varejista. O setor de serviços foi o que menos sentiu a contração.
Conclusão
A teoria austríaca, assim como as teorias keynesiana e monetarista, é capaz de apontar a causa que iniciou a recessão japonesa. Ao contrário das outras escolas, a política recomendadas pela escola austríaca, o laissez-faire, não foi sequer tentada. O prognóstico que a teoria austríaca dos ciclos econômicos fornece se revelou acurado: as indústrias nos estágios iniciais da produção foram as que tiveram as piores taxas de crescimento durante toda a década.
O modelo de desenvolvimento do Japão durante os últimos 50 anos enfatizou a intervenção e o planejamento governamental da economia. Durante a recessão, as intervenções governamentais se manifestaram através de pacotes de estímulos fiscais que envolviam um grande número de obras públicas, aumentos da base monetária, cortes da taxa de juros, socorros financeiros e estatizações de alguns bancos, empréstimos diretos do governo para empresas, e aumentos nos gastos governamentais, não obstante tenha havido alguns cortes de impostos. Essas intervenções foram feitas para tentar manter a estrutura de produção então existente, impedindo que o necessário processo de mercado atuasse para corrigir os maus investimentos gerados pelo boom econômico artificial.
O Japão vivenciou um ciclo econômico exatamente como previsto pela teoria austríaca. O boom econômico inicial foi criado por uma expansão monetária induzida pelo banco central. Por causa das repetidas intervenções, a economia não se recuperou. Os investimentos que se revelaram mais inadequados foram aqueles ocorridos nas indústrias mais intensivas em capital, que estão nos estágios iniciais da cadeia produtiva. Para que a economia do Japão se recupere, o governo deve parar todas as intervenções na economia e permitir que o processo de mercado realinhe a estrutura de produção de acordo com as preferências dos consumidores.
Parte do texto, texto completo em: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=184#Parte13
Motta Araujo
27 de janeiro de 2014 11:07 amNoticial mal redigida, troca
Noticial mal redigida, troca bilhões por milhões, começa com ienes e termuna com euros, as reservas internacionais do Japão são quase iguais as chinesas, sendo que o Japão ten um décino da população daChina e um padrão de vida incomparavelnente superio.