Mais sobre a farsa do petróleo venezuelano

    Emaranhado no empenho de encobrir o crime ambiental monstro, o governo brasileiro remunerou regiamente um órgão estadunidense para respaldar seu despropósito na forma de um estudo realizado através de imagens de satélites europeus. Fico imaginando quantos estudantes brasileiros teriam se beneficiado se o valor pago aos estrangeiros tivesse sido gasto em bolsas de iniciação científica oferecidas a alunos ávidos por resolver o mistério do petróleo derramado.

    Com base nos dados de satélites europeus sentinel 1 e sentinel 2 disponíveis na internet, de qualquer forma, os estadunidenses foram encarregados de vasculhar determinada área da costa brasileira em certo intervalo de tempo. Note que determinação da área foi especificada pelos brasileiros interessados em omitir o crime e sua localização.

    A área analisada é apresentada no mapa abaixo.

    O estudo se estende pelo Pará e Amapá, áreas irrelevantes para o caso, mas deixa de fora o extremo sul da Bahia – lembrando que a primeira ocorrência de manchas nas praias, em finais de agosto, deu-se no sul da Bahia, em Maraú.

    O período analisado foi de 25 de agosto a 7 de outubro.

    A busca nada encontrou, no entanto nos revela sobre a disponibilidade das imagens que perduram e poderão ser utilizadas para a determinação do acidente da maneira simples, que descrevo abaixo, caso se queira descobri-lo.

    Para encontrar a origem do óleo e dirimir por completo todas as dúvidas, bastará analisar as imagens dos satélites europeus retrocedendo-as no tempo, dia após dia, desde a localização da mancha monstro de 25 quilômetros quadrados relatada por pesquisador brasileiro.

    Podemos estimar que, uma semana antes, esse monstro se estendia por 250 quilômetros quadrados, e que nas semanas anteriores sua extensão tivesse coberto área inimaginável. Trata-se de um dos maiores desastres ambientais ocorridos no planeta que está sendo encoberto como um elefante embaixo do tapete.

    Meu palpite é que a coisa estourou em plataforma do pré-sal, durante a selagem do poço ao término da perfuração, na bacia de Santos no dia 25 de agosto. Façam suas apostas.

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    Crime ambiental em andamento no Atlântico Sul, por Gustavo Gollo


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