13 de junho de 2026

Vivendo numa Vila Operária: FNM – Fábrica Nacional de Motores, em Xerém, Rio de Janeiro

 

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Você já deve ter ouvido falar da Fábrica Nacional de Motores, fabricante dos caminhões FNM e dos automóveis JK, ALFA ROMEO entre outros, não é?

VIDA DA MINHA VIDA – ali nasci, cresci e aprendi a repartir nas nossas vilas operárias

 

ZECA PAGODINHO – o maior divulgador de XERÉM atualmente

https://www.youtube.com/watch?v=5pPDW2uwn8A]

 

A ideia de criar a Fábrica Nacional de Motores surgiu em 1939, no período da história brasileira chamado de Estado Novo. Era o governo do presidente Getúlio Vargas, que desejava transformar o Brasil em uma economia industrializada. Data desta época a fundação de empresas estatais como a Companhia Siderúrgica Nacional (1941), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Companhia Nacional de Álcalis (1943), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (1945) e outras.

Nesse espírito, o então coronel Antônio Guedes Muniz propôs a construção de uma fábrica de motores aeronáuticos que atenderia à aviação militar e à nascente produção nacional de aviões para uso civil.

Muniz foi aos Estados Unidos e fechou um contrato para produzir motores radiais Curtiss-Wright R-975. O dinheiro chegou quando o Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, como parte dos acordos firmados com os EUA. Assim, em 1942, foi fundada a Fábrica Nacional de Motores. A construção em Xerém (distrito de Duque de Caxias, no pé da Serra de Petrópolis) ocorreu durante a guerra. Eram enormes e modernas instalações.

 

 

POR QUE NAQUELE LOCAL?

Xerém, no quilômetro 23 da Estrada Rio Petrópolis foi escolhida como sede para a Fábrica Nacional de Motores, porque só deveria ser instalada ao nível do mar”. Sua localização ao nível do mar amorteceria os custos da produção, por conter a temperatura e a pressão ideal para a construção dos motores. Deste modo, não seria necessária a construção de “câmaras fechadas” para simular essas condições. Além disso, outros fatores fizeram de Xerém a melhor escolha para sediar esse novo empreendimento que o Brasil se propunha a desenvolver.

Por exemplo, o território oferecia posição estratégica para a implantação da fábrica, um local que obtinha fácil acesso, por contar com a Rodovia Rio-Petrópolis e a Estrada de Ferro Rio d’Ouro, o que facilitava o contato com a capital federal, a chegada de técnicos e funcionários e o transporte de equipamentos. O terreno possuía uma das melhores águas potáveis do Estado do Rio de Janeiro, oferecidas pelas adutoras de Mantiquira e Xerém. Os rios Capivarí, Mato Grosso e Saracuruna cortavam o terreno, gerando assim, a água industrial necessária para abastecer a FNM. A energia elétrica poderia ser obtida pelas linhas de força que atravessavam a área. Outro fato que devemos levar em consideração, é o de estarmos vivendo em época de grande crise, que foi a Segunda Guerra Mundial e Xerém fica em uma região de mar de morros florestados além de estar próxima à escarpa da Serra do Mar, o que gerava certa camuflagem para a fábrica, que tinha fins militares e a protegia de ataques aéreos; também havia terrenos planos para a construção de um campo de pouso, para as plantações e grandes áreas de terras desocupadas que facilitavam sua transferência para a União. O terreno escolhido pela comissão de construção para sediar a primeira fábrica de motores da América do Sul foi desapropriado em janeiro de 1941 pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. A Fábrica Nacional de Motores “passou a ocupar terras devolutas no distrito de Xerém”, estas terras foram adicionadas às terras doadas e desapropriações (concedidas pela União Federal), as mesmas, “alcançaram a área de 54 milhões de metros quadrados”.

INTERCORRÊNCIAS CONJUNTURAIS

 

Quando saiu o primeiro avião com motor FNM, em 1946, a guerra já havia acabado e os EUA torravam seus excedentes militares. Só a FAB tinha 180 motores Wright importados em estoque.

Getúlio fora deposto e o interesse pela industrialização do Brasil esfriara. O novo presidente, Eurico Gaspar Dutra, mandou suspender a produção de motores. Para salvar a FNM, Muniz (já alçado a brigadeiro) pôs a fábrica para fazer desde peças para máquinas industriais a eletrodomésticos. Em 1947, a estatal teve ações vendidas na bolsa.

Só em 1949 é que Xerém encontrou seu rumo: graças a um acordo com a marca italiana Isotta Fraschini, a FNM foi a primeira empresa a fabricar caminhões no Brasil. Estreou com o D-7.300, um modelo bicudinho com motor a diesel e capacidade para 7,5 toneladas de carga. Uns 200 caminhões deste tipo chegaram a ser feitos, mas a Isotta estava em má situação financeira na Europa e interrompeu o envio de peças.

O COMEÇO

O jeito foi encontrar outro fornecedor de tecnologia: a estatal italiana Alfa Romeo. E foi com o modelo “cara chata” FNM D-9.500 que a linha de Xerém foi reativada em 1951. Em 1955, esteve à frente da produção dos “cavalos mecânicos”, primeira tentativa de lançar ônibus muito longos – décadas antes dos articulados e BRTs – adaptando caminhões para sustentar estruturas de ônibus. Alguns desses chegaram a ser utilizados, no Rio de Janeiro, para uma linha de ônibus ligando o Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, ao bairro da Urca, na Zona Sul. No entanto, a difícil locomoção desses ônibus deu fim a esse tipo de veículo.

A nacionalização dos FNM (já chamados pelo povo de “Fenemê”) aumentou. Em 1958, foi lançado o modelo D-11.000, também derivado dos Alfa italianos. Era o caminhão pesado e se tornaria lendário em nossas estradas, com seu jeitão bruto e o som inconfundível do motor a diesel de seis cilindros, todo de alumínio.

Em 1960, a FNM lançou-se na produção de um sedã de luxo, o FNM-2000 JK. Era o automóvel mais estável e veloz fabricado no Brasil na época, mas também o mais caro. Com o golpe militar, o novo governo fez uma intervenção e, em 1968, a velha parceira Alfa Romeo assumiu o controle da FNM, que continuou a fazer automóveis, caminhões e chassis de ônibus.

Em 1972, veio um novo caminhão pesado, o FNM 180. Sua mecânica era basicamente a do velho D-11.000, mas a cabine era mais moderna. Na mesma linha, foi criado o FNM 210.

A gama de automóveis também passou por uma evolução: após o 2000, foi lançado o 2150 e, em março de 1974, foi lançado o Alfa Romeo 2300, um modelo fabricado exclusivamente no Brasil.

A operação de Xerém, porém, nunca deu grande lucro. Em 1977, a fábrica foi vendida à Fiat — que continuou a fazer o modelo 180 por mais dois anos e fechou as portas da pioneira FNM. Ao longo de todas as suas fases, a empresa produziu aproximadamente 15.000 veículos

INÍCIO DA CONSTRUÇÃO DAS VILAS OPERÁRIAS

 

Havia duas vilas operárias: a Operária e a Santa Alice com muitas casas. Depois foram construídos também 5 blocos de apartamentos, chamados de IAPI. 

As casas eram reformadas por conta da FNM. Os operários pagavam um aluguel simbólico para morarem com suas famílias ali. Tinham assistência médica, dentária e quando necessário eram transportados para hospitais no centro da Guanabara.

Havia cinema e biblioteca; além de uma sede do Círculo Operário e outra do Sindicato dos Metalúrgicos (que ofereciam serviços aos operários e suas famílias).

Escola gratuita até o admissão; ESCOLA SANTO ANTONIO, com professoras e diretoras que vinham diariamente do Rio, trazidas nos ônibus, gratuitamente, para lecionar na FNM.

Depois foi criado o primeiro ginásio na região, funcionando apenas no período noturno, para atender aos trabalhadores: Ginásio Alcebíades Peçanha. Mais tarde, em 1968 inaugurou-se a construção, com muito esforço e com a ajuda de pais e alunos, do COLÉGIO ESTADUAL BARÃO DE MAUÁ.

O colégio possuía desde seu início banda marcial e fanfarra com meninas tocando flauta também. Eram os anos de chumbo e desfiles na primavera e no 7 de setembro, dia do soldado eram obrigatórios.

 

DÉCADA DE 1960 – PRAÇA DA AVENIDA NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS E IGREJA DE MESMO NOME COM RUAS LADEADAS POR FLAMBOYANTS 

 

CASA (AINDA CONSERVADA) COMO AS ORIGINAIS NAS VILAS OPERÁRIAS

 

https://www.youtube.com/watch?v=eE5BmYb8uFY

 

NA VILA OPERÁRIA HAVIA O MERCADO SANTO ANTONIO- COOPERATIVA ( COM O SAPS E O SESI, PADARIA E AÇOUGUE)

 

O TRABALHO NAS MÁQUINAS FABRICANDO OS MOTORES E PEÇAS PARA OS CAMINHÕES FNM E PARA OS AUTOMÓVEIS “JK”

 

 

ENTRADA DA FÁBRICA NACIONAL DE MOTORES – POSTO MÉDICO DE ATENDIMENTO GRATUITO (à esquerda)      

 

 

OS OPERÁRIOS EM REUNIÕES COM SEUS CHEFES SEMPRE LUTANDO POR SUAS REIVINDICAÇÕES 

 

 

ENCONTROS DE LÍDERES E DIRIGENTES- CELEBRAÇÃO DA AMIZADE – ANO DE 1956

 

 

A FNM CONTAVA COM 3 CLUBES DE FUTEBOL COM SEDES ESPORTIVAS: o ALIANÇA, o PIAUÍ e o VILA NOVA- cada um criado e idealizado por gente de fora do Rio que deu a seus clubes nomes que tinham a ver com suas origens. Muitos ônibus vinham de localidades vizinhas para enfrentar os 3 times da FNM. Disputavam diversos campeonatos e dali saíram muitos jogadores para divisões do futebol carioca e de outros estados também.

 

Hoje em Xerém se instalou o CT do Fluminense, em belíssima construção.

 

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA XERÉM

 

TROPAS DO EXÉRCITO INVADIRAM A FNM EM 1964

Em 1968, após a ALFA ROMEO ter assumido e encapado a FNM, os operários, em sua grande maioria, foram indenizados, tiveram que deixar suas casas, com suas famílias e abandonar O GRANDE SONHO DE SUAS VIDAS: FICAR ALI ATÉ SUA MORTE.

 

 

[video:https://www.youtube.com/watch?v=CkydG29xWUU

 

Com algumas informações da wikipedia.

SAIBA MAIS:

Transformações espaciais ocasionadas pela instalação de indústrias no Brasil: O caso Fábrica Nacional de Motores (FNM)”, de Thiago Rodrigues Coutinho.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. Odonir Oliveira

    21 de outubro de 2015 5:58 pm

    Comentário de ODECIO

    A FeNeMe teve a maior

    A FeNeMe teve a maior paricipação na vida de nossa família não só através dos recursos financeiros,mas também como a formação moral e das amizades que duram até hoje.Lá eu consegui chegar a minha formação superior e onde fiz estágios de férias. A FeNeMe era uma família, todos se conheciam e ajudavam. Morava na Av N.S das Graças Nr 3 na Vila Operária.Joguei futebol no Vila Nova .Estudei na Escola Santo Antonio com as minhas inesquecíveis professoras, Maria Aparecida , Lúcia, Beatriz e Lenora.Fiz o Ginasial em Petrópolis no Colégio S Vicente de Paulo,sendo eu e os amigos  transportados pelo ônibus da FNM com o motorista Sr Almeida.Realmente foram os melhores anos de minha vida.

     

    1. Davi Vargas

      25 de maio de 2025 4:30 pm

      Meu pai trabalhou na a FNM/FIAT, de 1960 a 1985, quando do seu encerramento definitivo. Sr. Gilzon , juntamento com seu Cunhado dele Sr. José Reis. Havia muitas histórias contadas por ele.

  2. Odonir Oliveira

    21 de outubro de 2015 6:00 pm

    Vídeo sobre a FNM (realizado nos anos sessenta)

    https://www.facebook.com/wania.moreira.9/videos/1123186864377574/

    1. augusto silva

      23 de outubro de 2015 4:16 pm

      comentario importante

      odonir aparenta-se ler mentes e etc

       

      1. Odonir Oliveira

        26 de outubro de 2015 9:04 pm

        Não compreendi seu comentário, Augusto

        Nasci, cresci e vivi na FNM até o ano de 1968. Acompanhei as dores e amores de bastante coisa por lá.

        Abraço. 

        1. Diogo Bandeira de Melo

          23 de março de 2019 7:12 am

          Toda minha vida profissional como aprendizagem e incentivo para ir adiante em minha vida só tenho a agradecer a FNM, hoje aos 84 anos sou muito feliz por tudo que aprendi foi uma carreira profissional brilhante desde o tempo como profissional e chefia seria uma bonita novela com todo trajeto. Diogo Bandeira de Melo Lá trabalhei 24anos e 2meses, foi brilhante meu desempenho na Saudosa FNM um abraço a os remanescentes da inesquecível FNM.

  3. Wagner Bastos.

    24 de dezembro de 2015 7:15 pm

    FNM

    Meu pai Elis trabalhou na FNM de 1966 até seu fechamento. Não chegamos a morar na vila, cheguei a passar na prova para estudar no colégio, mas circunstancias familiares impediram que lá morassemos.

    Fiz várias visitas com ele e ficava admirado com a grandeza do local, as vilas operárias, vila dos diretores com casas enormes e a piscina no centro, o hotel, o colégio com os alunos chegando de bicicleta (quase todos) os camihões e carros nos pátios. Era tudo muito impressionante para um garoto de dez anos.

    Tenho saudades desse tempo, mas nós acompanhamos o desmonte dessa empresa, e isso foi muito triste.

  4. ENIO FERREIRA DA ROCHA

    5 de janeiro de 2017 12:48 pm

    FNM – boas lembranças

    Meu pai trabalhou e se aposentou na FNM. Vivemos na vila até 1960 quando nos mudamos para o Méier no Rio. Eu estava com 10 anos. Foi um período marcante em minha vida. Estudamos na Escola Santo Antônio e nos transferimos para o Colégio S. José em Petrópolis, onde ficamos até 1960. Tínhamos muitos amigos no local e lembro bem de uma família numerosa onde vários filhos tinham nome iniciados por O: Osmar, Oséias, Osvaldo, Osvaldina, Onésio, Osmarina e outros. Nessa época, perdemos o contato com os membros dessa família. Voltei à região para matar saudades nos anos 90 e vi a igrejinha, no alto do morro, o mercado e as casas que ainda guardavam boa recordação do período que vivemos na FNM. 

  5. Rosita clinquart coimbra

    13 de junho de 2020 1:30 pm

    Senti uma enorme emoção, ao ler dos alunos,da Escola Santo Antônio o agradecimento, a uma pessoa em especial, minha mãe que foi professora e diretora, da escola, minha querida Lenora Clinquart Coimbra.
    Um lugar que vi o crescimento, de alunos com carinho e muita dedicação e como o hino da escola, Salve a essa querida da mocidade estudantil salve a nossa FNM … honra e glória do nosso Brasil

    1. AFONSO ALBERTO DA SILVA RIBEIRO

      13 de março de 2024 1:46 pm

      Oi, Rosita, que bom saber que você é filha da Dona Lenora. Minha mãe foi professora na ESA, Aldenora Ribeiro. Eu tive a honra de estudar na Escola Santo Antonio e poder cantar o hino da escola. Fica a saudade.

  6. Priscila K.

    14 de agosto de 2022 3:46 pm

    Sou jornalista e busco pessoas que queiram contar suas histórias ba FNM e na atual fábrica rechada recentemente deixando muitos desempregados. Meu WhatsApp é 21 96020 8888

    1. AFONSO ALBERTO DA SILVA RIBEIRO

      13 de março de 2024 1:25 pm

      Oi, Priscila, boa tarde. Deixei uma mensagem no seu número. Estou à sua disposição, caso precise.

  7. Luiz Carlos Monteiro

    7 de setembro de 2023 11:18 am

    … uma breve narrativa para quem jogou futebol na FNM.. quando tinha apenas 2 anos de idade, em 1951, fomos para a FNM; Meu avô, Pedro Pinheiro, foi bem antes, pois participou da construção predial da fábrica, ele era o responsável pelo “Acampamento”, moradia de alguns dos funcionários da fábrica. Crescemos num cenário singular, onde todos se conheciam e se confraternizavam, no trabalho e no lazer. Quanto ao lazer esportivo, ainda adolescente, começamos a jogar no Infantil e Juvenil do Vila Nova (time do Sr. Sergipe). Aos 14 anos já estava jogando no 1.º time do Aliança; aos 15 anos fui jogar no Petropolitano, em Petrópolis e na Seleção de Juvenis daquela cidade; quando então fui convidado à treinar no Juvenil do Flamengo (na Gávea). Mas com dificuldades visuais parei de jogar e fui ser Técnico do Aliança, …;aos 28 anos, usando lente de contato, voltei a jogar no time do Bonifácio / Piaui, por 3 anos, encerrando a “carreira” … Cheguei a participar da Comissão técnica do Serrano e recentemente realizei o trabalho “Futebol Participativo: Jogando em Equipe” para um clube profissional em Minas Gerais…
    Por hoje chega, espero ter aguçado a curiosidade de alguns, pois não me identifiquei…revivendo bons momentos que vivemos na FNM !

  8. Marco Crivel

    18 de janeiro de 2026 8:52 pm

    Sou Marco Crivel, filho de Geraldo Crivel e Maria do Carmo Crivel (Dona Zuzuca). Tenho hoje 72 anos. Como foi bom ter vivido minha infância na FNM. Lembro com saudades do Padre Eugenio, Padre Aniceto do Frei Julião, estudei no Jardim da Infância com a Irmã Matilde… morria de medo da Madre Sacramento… fiz o Ginasial no “Educandário Jesus, Maria e José ao lado dos Blocos do IAPI. Joguei no PIAUI, no infantil com Sr. CATITA.

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