Quando fui ministro da Justiça, recebi, tal qual, agora, o ex-juiz de piso de Curitiba, representantes da indústria tabagista, que me propunham uma ação junto ao ministro da Fazenda para baixar a alíquota de IPI de uma nova classe de cigarros de “baixo custo”, para concorrer com os cigarros paraguaios contrabandeados para o Brasil.
Sustentavam que os cigarros do Paraguai causavam não só prejuízo à indústria brasileira pela concorrência desleal, como também causavam um rombo na arrecadação.
A alternativa seria, pois, à indústria nacional entrar nesse segmento de atender tabagistas de baixa renda. Claro, com apoio do Estado, para oferecer um produto muito mais nocivo aos mais pobres.
Rejeitei a proposta categoricamente.
A solução para a concorrência desleal do país vizinho seria uma ação mais contundente contra o contrabando, não, porém, estimular a indústria tabagista brasileira, quando nosso esforço em política pública era eliminar, ou, pelo menos, reduzir drasticamente o tabagismo, que não só causa doenças letais muito sofridas naqueles que não conseguem largar o hábito, como também impõe um custo elevado ao sistema de saúde pública.
Mas isso talvez seja muito complexo para o ex-juizinho da província que hoje senta na cadeira de ministro da Justiça.
Está querendo vender a ideia de que baixar a alíquota do imposto para cigarros faz bem à indústria, sem se dar conta do mal que faz para a sociedade, que tem que arcar com os custos do tabagismo.
Querer baixar IPI para uma classe de cigarros de “baixo custo” – e, claro, de baixíssima qualidade – é fazer o governo subvencionar mata-ratos para pobres.
Só falta o cinismo aqui – “afinal, pobre já não se envenena com mata-ratos paraguaios? Deixe-os se envenenarem com o brasileiro, que, ao menos, traz receita para o Estado e lucro para a indústria!”
A proposta é indecente e imoral. Que o Sr. Moro se empenhe na repressão ao contrabando. Afinal, reprimir é com ele mesmo!
Mas não nos faça de idiotas, sugerindo que cigarro barato para pobre faz bem ao Brasil!
Lúcio Vieira
30 de março de 2019 1:06 pmO ex-juiz faz parte do tipo de mentalidade que causa malefícios ao Brasil: preferiu ser adestrado por estadunidenses a exterminar políticos, partidos, empresas, empregos dos brasileiros que pagam seus abastados toldos. Preferiu se unir ao movimento podre de justiceiros, revanchistas bem remunerados para liquidar com direitos constitucionais e sociais. Escolheu participar de métodos torpes de fazer a lei não a mesma ser para todos.
No ministério prefere propor formas que tragam a mortandade, insalubridade e aprisionamento de pessoas.
Em breve vai ser um personagem do passado, pois não parece ter coisas boas a nos deixar, mas infelizmente junto com outros indivíduos destes sombrios tempos da filosofia do terror olavo-bolsonarianas, vai deixar muito estrago e perturbações.
peregrino
30 de março de 2019 1:14 pmO pior ministro da justiça que existe é aquele que acredita no poder miraculoso de uma varinha mágica
e parece que todos os membros da tragédia Bolsonaro acreditam
AMORAIZA
30 de março de 2019 1:25 pmO mal não tira férias.
Marcelo Melo
30 de março de 2019 2:54 pmUsando o mesmo “raciocínio” do Moro, seria o caso de financiar uma indústria nacional de cocaína batizada, para concorrer com o produto vindo de traficantes do exterior.
Li de Brusque
31 de março de 2019 9:16 amPenso o mesmo daqueles que defendem a legalização da maconha. São a favor d maconha e contra o cigarro. Que raciosímio é esse!
Rui Ribeiro
30 de março de 2019 9:14 pmUm Burrominion veio pra mim se lamentando, dizendo que comprou um ventilador e no primeiro dia de uso o aparelho caiu e sua hélice e sua tela de proteção frontal quebraram, ficando o referido aparelho inulizável.
Eu disse a ele que é possível consertar o aparelho, bastando substituir as 2 peças quebradas. Ele pergunta se eu sei substituir e eu digo que sim, bastando ele comprar uma hélice é uma tela de proteção frontal, ou apenas uma delas, a indispensável. Animado, o Burrominion vai a uma loja comprar as peças.
Depois de um tempo o Burrominion volta, dizendo que, em virtude de ter perdido o emprego depois que o Mito assumiu a Prizidença, por culpa do Lula, o dinheiro que tinha não foi suficiente para comprar as duas peças, mas que, como eu disse que bastava uma das peças para o ventilador funcionar, ele comprou a grade de proteção frontal, pedindo que eu a substitua, para o ventilador ir quebrando o galho até que o Mito crie empregos e ele possa, enfim, comprar a hélice.
O $érgio Moro tem o nível mental de um Burrominion.
Anônimo
30 de março de 2019 9:21 pmNem sequer tiveram acesso aos parágrafos das medidas a serem adotadas por Sérgio Moro e os especialistas de plantão já visualizaram o “resultado”. Engraçado que muitos destes querem um combate pesado contra o cigarro mas são a favor da legalização das drogas ilícitas.
Hell Back
30 de março de 2019 9:48 pmEle quer fazer uma espécie de “profilaxia social”, isto é, dizimar com os pobres no futuro. Isso pode ser conseguido com as doenças desenvolvidas pelo uso intensivo do tabaco.
Li de Brusque
31 de março de 2019 9:12 amAcho que quem critica esse estudo, eu disse estudo, sobre a redução de impostos dos cigarros quer, na verdade, proteger os sonegadores, contrbandistas e malfeitores que se beneficiam do imenso contrabando de cigarros que entram no país.
Como podem, pessoas que querem o combate ao tabagismo por causar mal à saúde e essas mesma pessoas defenderem a legalização da venda de drogas no país?
Como podem se dizer contra os grandes devedores de impostos e previdencia social no Brasil e ao mesmo tempo defender os sonegadores de bilhões em impostos uma vez quer o contrabando não paga nada?
Anônimo
31 de março de 2019 11:44 amSeria estranho se alguém quisesse legalizar a maconha e proibir o tabaco. Mas ninguém ao que eu saiba propõe isso, por que proibir o tabaco não resultaria na redução do consumo, e sim na criação de redes de criminosos vivendo do “tráfico do tabaco”. O que se propõe é a legalização da maconha, para desmontar as quadrilhas que vivem do tráfico de maconha. E aí campanhas de saúde pública similares às que já existem contra o tabagismo, para reduzir o adoecimento das pessoas pela cannabis. Não, com certeza, redução de impostos da produção nacional de maconha para combater o contrabando vindo do Paraguai…
JOSÉ DE OLIVEIRA
18 de abril de 2019 8:03 pmEsse imprestável, que “comprou” o cargo de Ministro da Justiça e Segurança Pública, usando como moeda, a condenação de um inocente, utilizando como “provas”, tão somente depoimentos forjados entre ele e delatores criminosos, não teria algo muito mais relevante a propor e, efetivamente fazer, em prol da Justiça e da Segurança Pública, ao invés de fazer lobby para a indústria tabagista?
cláudio marcos silva
31 de março de 2019 11:10 amSerá que o justiceiro de toga sabe porque os impostos sobre bebidas e cigarros são tão altos, atingindo mais de 80% do preço do produto? Alguém tem de explicar a ele que não é só para proteger a saúde da população, mas também tem implicações econômicas, pois quanto mais pessoas doentes devido ao vício com esses produtos, mais o serviço de saúde será penalizado e mais a previdência será onerada. Cada trabalhador que for vitimado por doenças como câncer, enfisema pulmonar e outras decorrentes pelo abuso do álcool ocupará uma vaga no já ineficiente sistema de saúde e e inevitavelmente, se contribuinte do INSS, será aposentado por invalidez. Simples assim.
Rui Ribeiro
31 de março de 2019 12:07 pmSr. ou Sra. Li de Brusque, eu sou a favor da saúde pública, sou contra os contrabandistas, sou contra a redução de impostos sobre cigarros, sou contra a criminalização do uso e cultivo do fumo, sou a favor de da descriminalização da maconha, com incidência de impostos.
E você?
Veturia Lopes
3 de abril de 2019 7:12 amBravo!